Pouco mais de um mês após ter sido vendido para a paulista DX Investimentos, o grupo baiano A Tarde volta a ser comandado pelos antigos donos, a família Simões. Ela reassumiu em 4/3 o controle do grupo, destituindo os conselheiros e diretores nomeados a pedido da Piatra SP Participações S.A e Invest Consultoria Eirelli – Me, pelo não cumprimento de cláusulas contratuais do acordo de venda celebrado entre as partes, em 15 de janeiro. As informações foram veiculadas pelo próprio jornal. Segundo a publicação, os Simões também requereram à Secretaria da Segurança Pública que a Polícia Civil investigue a Piatra e pessoas associadas, por suposta falsidade de documento apresentado como garantia para concretização do acordo. Outra providência foi a reintegração dos diretores Mariana Carneiro (Redação), Edmilson Vaz (Comercial) e dos gerentes Emanuel Soares (Marketing), Cleber Soares (Financeiro) e Luis Bernardes (Circulação), irregularmente demitidos pelos representantes da Piatra. Segundo os advogados César Joau e Renato Bastos, representantes da família Simões, as demissões não tiveram efeito legal, porque foram assinadas por Washington Miranda, que se apresentava como diretor Administrativo Financeiro do grupo, mas que não tinha poderes para tanto. O executivo André Blumberg, que conduziu o processo de venda da empresa e se afastou após a celebração do contrato, também reassumiu a direção-geral de A Tarde. Cleber Soares e Dilson Santiago foram empossados, respectivamente, como diretor de Operações e diretor Controller. Na semana anterior, Claudio Bandeira, ex-editor que havia saído na última leva de demissões, em dezembro, usou sua conta no facebook para criticar a resposta do novo dono do periódico, o empresário baiano Crezo Suerdieck Dourado, mais conhecido como DJ Crezinho, a uma afirmação feita pela presidente do Sindicato dos Jornalistas da Bahia, Marjorie Moura. Segundo Marjorie, “houve irresponsabilidade por parte de quem vendeu e de quem comprou” o veículo. Crezinho havia declarado ao site Bocão News que a empresa estaria longe de fechar as portas. “Hoje temos apenas um problema com o TAC que foi assinado, esse sim de forma irresponsável. Nós fizemos uma contraproposta e existe uma negociação com o Sindicato. Hoje os fornecedores estão equilibrados e a folha, diferente do que foi dito na matéria, está em dia, sim. Observe que os problemas hoje do A Tarde se resumem aos demitidos, ou seja, está da porta para fora. Mesmo assim, estamos conversando com o Sindicato para buscar um meio termo. Mais uma vez é irresponsável falar que o jornal que hoje emprega 650 pessoas vá fechar por conta de um não cumprimento do TAC de alguns demitidos”. Segundo Bandeira, Crezo “no mínimo, está desinformado sobre a empresa que comprou e cujos problemas não estariam apenas da porta pra fora”.
Eduardo Suplicy participa da Corrida por Manoel, iniciativa de Rodolfo Lucena
Em mais um dia de Corrida por Manoel, projeto iniciado em 17/2, Rodolfo Lucena terá companhia de Eduardo Suplicy, secretário de Direitos Humanos e Cidadania do Município de São Paulo. Ele participará da corrida deste sábado (12/3), a partir das 8h, no Parque do Ibirapuera. A iniciativa de Lucena é uma homenagem a Manoel Fiel Filho, operário metalúrgico morto há 40 anos pela ditadura militar, três meses depois do assassinato de Vladimir Herzog, em circunstâncias semelhantes. A corrida conta com o apoio da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), por meio da Coordenação de Direitos à Memória e à Verdade, além de outras entidades, e destaca locais que marcaram a trajetória do militante assassinado, bem como de outros símbolos da luta contra o regime militar. Cada trajeto vem sendo registrado em foto e vídeo, publicados no blog de Lucena.
The Economist lança a revista 1843
The Economist está lançando uma revista de opinião, cultura e estilo de vida. Chamada 1843 – título que remete ao ano em que The Economist foi criada e a um período particularmente inovador, tanto intelectual quanto materialmente –, a nova revista será distribuída quinzenalmente para os assinantes mais engajados da Economist, cerca de 460 mil pessoas curiosas ao redor do mundo. Com seções sobre cultura, viagem, estilo, design, tecnologia, gastronomia, bebidas e saúde, a 1843 trará matérias mais extensas, que exploram o mundo de forma mais prolongada, por meio de narrativas, perfis, reportagens e artigos sobre viagens. A primeira edição inclui uma reportagem sobre como os estudantes chineses entram para as melhores universidades do mundo, um perfil exclusivo de Marine Le Pen, mulher que lidera as políticas desagradáveis que estão varrendo a Europa, e um olhar sobre os museus privados dos “Medicis” modernos – os super-ricos que colecionam arte contemporânea. Emma Duncan, editora da 1843, afirmou: “Estamos aproveitando a singularidade da rede internacional de correspondentes da Economist e indo além disto, criando uma revista que deverá satisfazer imensamente nossos leitores”. Nick Blunden, editor da revista, disse que “acreditamos que exista uma lacuna no mercado para uma revista internacional que ofereça o equilíbrio perfeito entre conteúdo e estilo, e com a 1843 temos certeza de que o preenchimento desta lacuna irá criar algo altamente valorizado por nossos leitores e parceiros comerciais”. O grupo também anunciou nessa 3ª.feira (8/3) a chegada de Luke Robins como editor associado da nova publicação. Robins ocupou posições sêniores nas áreas comercial e editorial da Hearst UK e da Hearst-Rodale UK. Também passou por Men’s Health, Women’s Health e Esquire, entre outras. Para ele, “é uma honra fazer parte desta companhia icônica em um momento tão empolgante. Estou ansioso para trabalhar com equipes editoriais e comerciais de talento incomparável no setor. O lançamento da 1843, com seu brilhante jornalismo, alcance global e distribuição única, será referência para as marcas de luxo que buscam se comunicar com formadores de opinião globais, tradicionalmente de difícil acesso”.
Hoje em Dia (MG) demite 36 jornalistas
Menos de uma semana depois da venda do Hoje em Dia para o prefeito de Montes Claros Rui Muniz, a nova diretoria iniciou os cortes na Redação. De acordo com o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais, 36 profissionais foram demitidos em 29 de fevereiro. Ainda segundo a entidade, a demissão em massa teria sido feita de forma irregular, sem comunicação ao Sindicato ou ao Ministério do Trabalho. “Trabalhadores que estavam de folga foram procurados em casa pela empresa para assinar o aviso, o que é totalmente ilegal”, informou o Sindicato por meio de nota. “O jornal também tenta obrigar alguns a assinar a demissão com data de ontem (29/1)”. Entre os demitidos já confirmados estão Paulo Leonardo, Ubiratã Teixeira, Ruy Pales, Patrícia Drummond, Patrícia Cassese, Rafael Sânzio, Igor Guimasi, Elemara Duarte, Gláucio Castro, Eduardo Ribeiro, Ledenilce Campos, Iêva Tatiana e o fotógrafo Luiz Henrique Costa. O corte na Redação afetou a circulação do jornal entre os dias 1 e 3 de março. Nessas datas os assinantes não receberam a edição em horário normal. Mas, de acordo com informações do setor de distribuição do Hoje em Dia, o fato não teria relação com a Redação, mas sim com um problema no sistema de entrega. No dia 3 o Hoje em Dia distribuiu as edições de 1 a 3 de março para os assinantes em uma embalagem especial. Grande parte do conteúdo publicado nessas datas era proveniente de agência de notícias. De acordo com o Sindicato, o Hoje em Dia cometeu outras irregularidades. Segundo nota divulgada pelo órgão no dia 1°, “o ponto do jornal amanheceu desligado. Os trabalhadores demitidos não puderam registrar sua entrada na empresa, que pressiona para que eles assinem o aviso de demissão com a data de ontem. A intenção é burlar o pagamento de uma indenização para os demitidos no mês que antecede o dissídio coletivo”. Ainda conforme a entidade, o HD não estaria respeitando o pagamento das horas extras e das férias e teria registrado casos de acúmulo de funções. Em 4/3, o Ministério do Trabalho fez uma reunião de mediação entre o jornal e o Sindicato, na qual, segundo este, o HD “deu a entender que só vai pagar o salário de fevereiro para os demitidos junto com a rescisão. Como não há garantia da quitação da rescisão, muitos podem até ficar sem o salário de fevereiro, apesar de terem trabalhado do primeiro ao último dia do mês”. O Portal dos Jornalistas tentou diversos contatos com Luciano Rezende, novo presidente do HD, mas não teve retorno até o fechamento desta nota.
Abaixando a máquina 2 vê as manifestações de 2013 sob a ótica dos jornalistas
Abaixando a máquina 2 – No limite da linha, sequência do documentário feito há dez anos pelo diretor Guillermo Planel e produzido pela Approach – Sérgio Pugliese à frente –, estreia em 17/3 no Cine Odeon, com debate e exposição de fotos. O novo filme também aborda as questões éticas da profissão, desta vez tendo como tema as manifestações populares de 2013, que provocaram grande discussão sobre o jornalismo tradicional versus a mídia alternativa. O documentário relembra a morte do cinegrafista Santiago Andrade e analisa os movimentos a partir da opinião de jornalistas como Ricardo Boechat e Ascânio Seleme; dos fotógrafos Evandro Teixeira, Domingos Peixoto e outros; de midiativistas como Elisa Quadros (Sininho); do Estado, representado por José Mariano Beltrame, secretário de Segurança do Rio; de manifestantes; do político Marcelo Freixo, entre outros. Apresenta, ainda, cenas inéditas da tensão entre policiais e repórteres, e o impacto dos protestos na imprensa carioca. O filme será exibido de 17 a 23/3, às 20h30, no Cine Odeon (praça Floriano, 7), no Rio. No mesmo endereço funciona o Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro. No dia da estreia, após a exibição, haverá um debate mediado por Dante Gastaltoni, professor de fotojornalismo de UFF e UFRJ, com a presença de Marcelo Carnaval, de O Globo; Paulo Araújo, ex-O Dia; Patrick Granja, cinegrafista do jornal Nova Democracia; e Hare Brasil, criminalista e midiativista do coletivo Carranca. Até 23/3, o espaço expõe Fé, luz e sombras, do fotógrafo Severino Silva, um dos entrevistados do documentário e que cedeu imagens para o filme.
Nelson Breve monta agência no Rio
Encerrado o período de quarentena do serviço público, ao qual dedicou os últimos nove anos, Nelson Breve Dias, ex-presidente da EBC, montou a Ponto Forte Estratégias de Comunicação Multimídia, sediada no Rio de Janeiro, pela qual atuará como consultor e também na produção de conteúdo de comunicação multimídia. Nelson decidiu se transferir para o Rio porque tem uma filha de 16 anos que mudou para a cidade no ano passado, acompanhando a mãe. Finda a quarentena de seis meses imposta pela Comissão de Ética Pública, ele começa a atuar com empresa própria, nas áreas de planejamento, desenvolvimento e gestão de estratégias de comunicação multimídia para posicionamento e fortalecimento de marcas e imagens institucionais; relacionamento institucional com públicos formadores de opinião e influenciadores; planejamento, produção, edição, programação e distribuição de conteúdos multimídia jornalísticos, educativos, artísticos, institucionais e promocionais. O contato dele é [email protected].
Notícia (de verdade) via whatsapp
Quem nunca recebeu aquela fofoca ou um vídeo sem noção via whatsapp? Ainda de forma experimental, o Correio, da Bahia, começou a usar grupos no aplicativo de mensagens como mais uma ferramenta para difusão de suas notícias e interação com o leitor. “Está ficando cada vez mais claro que os veículos de comunicação não são mais (e, portanto, não podem mais se colocar como) os detentores únicos da informação”, disse Juan Torres, editor de Inovação do jornal. “Então, a ideia dos grupos passa por usar o potencial do veículo mais como agregador de pessoas em torno de determinados interesses, do que como gerador único de informação”. O primeiro teste foi feito durante a transmissão do jogo Bahia e Confiança, pela Copa do Nordeste, com um grupo de 59 participantes. A convocação foi feita 24 horas antes, e o resultado, diz Juan, foi “impressionantemente positivo”. “Abrimos o grupo meia hora antes da partida e o resultado nos deixou muito entusiasmados. Os leitores se surpreenderam com o caráter inovador da iniciativa, elogiando muito e agradecendo a criação do grupo, que se tornou um fórum de debate – muito mais entre eles, inclusive, do que com o jornal, que não precisou ter muita participação. Algumas informações, como escalação e público e renda, por exemplo, os usuários postaram antes mesmo do jornal”. Juan ressalta ainda que o espaço não foi usado exclusivamente para divulgar conteúdo já existente, e sim como elemento de mediação e relacionamento: “Nós saímos do grupo, mas ele seguiu ativo, e os participantes se reorganizaram e o mantiveram, ficando realmente empolgados com o espaço criado pelo jornal. Agora, já estamos pensando nos próximos passos, porque vemos um potencial na iniciativa, inclusive com muitas possibilidades de monetização – principalmente por parcerias comerciais”.
Pregão eletrônico distorce mercado e gera contratação disfarçada de jornalistas na área pública
Abracom tem feito gestões em Brasília para mudar tais práticas Se a lei 12.232, de 29/4/2010, provocou um significativo avanço e impulso no segmento das agências de comunicação, por obrigar os órgãos públicos a fazerem licitações específicas para a contratação de serviços de assessoria de imprensa, comunicação corporativa, eventos e afins – desvinculando-os dos contratos de publicidade –, a adoção dos chamados pregões eletrônicos na contratação de jornalistas para atuar na área pública tem provocado controvérsias e indignação no setor. É que, por esse sistema, qualquer empresa prestadora de serviços de mão de obra, independentemente do ramo em que atue, pode participar do pregão, sendo homologada em caso de vitória. Com isso, tem sido comum órgãos públicos de envergadura assinarem contratos com empresas de limpeza e outras áreas, para contratar jornalistas terceirizados para trabalhar nas respectivas áreas de comunicação. São os casos de TSE, STF, TRF, no Poder Judiciário, e de ministérios como os do Meio Ambiente e Fazenda, no Executivo. “São órgãos que insistem em fazer contratações por posto de trabalho, ou seja, mera contratação de mão de obra disfarçada”, diz Carlos Carvalho, presidente executivo da Abracom, que tem viajado constantemente a Brasília para defender mudanças nesses procedimentos junto aos órgãos competentes. Ele salienta que, “embora legais, eles são ilógicos, por várias questões. Um primeiro problema é que esse procedimento burla o concurso público, que é a forma legal para a contratação de técnicos para o governo. Um segundo é que não se contrata jornalista via empresa de limpeza ou de motoristas”. A situação mostra-se tão surrealista, segundo Carlos, que já há algum tempo as empresas especializadas não participam mais dos tais pregões, por considerarem um escárnio a um setor legalmente constituído e um desrespeito à própria atividade de comunicação: “Nossas agências querem fornecer serviços, fazer parcerias estratégicas, usar sua infraestrutura de apoio, ir além do simples fornecimento de mão de obra ou da produção de press-releases. O que, felizmente, já acontece na maioria das contas públicas que nossas agências detêm, caso dos ministérios da Saúde, Defesa, Cultura, Justiça, Esportes, da própria Secom da Presidência da República, e também em governos estaduais como os de SP, MG e RJ, empresas e autarquias como Embratur, Banco Central, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal etc.”. Para o presidente da Abracom, não faz o menor sentido leiloar a compra de serviços que têm natureza intelectual. A entidade, segundo informou, chegou a entrar na Justiça contra o pregão realizado pelo Ministério do Meio Ambiente, mas não obteve sucesso, pois “os juízes não conseguem entender o que faz uma agência. E, pior, acham que é natural ‘fornecer jornalistas’ para um órgão público”. Segundo ele, a entidade está agora intensificando ações junto ao TCU para tentar criar um entendimento sobre o tema. Quanto ao recente pregão eletrônico do TSE, a entidade abriu mão de questioná-lo na Justiça: “Achamos que seria inútil, desta vez”.
Celso Lungaretti pede ajuda para receber indenização como anistiado político
Com direito a receber, desde outubro de 2005, pensão vitalícia e indenização retroativa por haver tido a carreira profissional prejudicada pela ditadura de 1964/1985, mas até agora sem ver a cor do dinheiro, Celso Lungaretti ([email protected] / [email protected]) decidiu empreender uma campanha pública para que caso avance. O objetivo dele é fazer com que colegas publiquem e/ou repassem a mensagem, pois assim aumentará a chance de chegar às mãos de quem possa solucionar o problema; alertem associações e cidadãos defensores dos direitos humanos; enviem mensagens ao novo titular da AGU, José Eduardo Cardozo (Advocacia-Geral da União – Setor de Indústrias Gráficas (SIG) – Quadra 06 – Lote 800 – CEP 70610-460 – Brasília/DF), “na esperança de que, também neste caso, ele coloque o dever funcional acima das considerações de outra ordem”; e lembrem/indiquem o seu nome a quem estiver precisando de serviços jornalísticos e de assessoria de imprensa. Celso tem experiência como repórter, redator, editor, editorialista, articulista, crítico e administrador de crises. Segundo ele, até o fim da ditadura só conseguiu trabalhar à margem dos veículos importantes, tendo de atuar em assessorias de imprensa e revistas de cinema e música (nas quais era obrigado a utilizar pseudônimo): “Minha carreira jornalística foi, ainda, comprometida pela má audição, pois as torturas me causaram uma lesão permanente no tímpano do ouvido direito. Impossibilitado de fazer entrevistas ao vivo, jamais pude trabalhar nas tevês e só atuei em rádio durante um semestre, na retaguarda. Os valores que me foram atribuídos pela Comissão de Anistia bastariam para a minha subsistência e para fazer frente aos compromissos com meus vários dependentes, desde que recebesse tudo o que a portaria ministerial determinou: pensão vitalícia e indenização retroativa”. Celso diz que, como não conseguia receber, entrou com um mandado de segurança cujo mérito foi julgado em 23/2/2011, sem que até agora a decisão tenha sido cumprida, “pois desde então a AGU recorre a uma medida protelatória após outra, sobre aspectos periféricos e secundários, como ser ou não mandado de segurança o instrumento jurídico adequado num caso desses (a corte decidiu que sim, depois de uma eternidade!). Tudo isso pode ser facilmente constatado no site do STJ; meu processo é o de nº 0022638-94.2007.3.00.0000. Assim, de nada adiantou eu haver vencido o julgamento de mérito por 8×0, nem haver derrubado dois embargos de declaração por 7×0 e 8×0. Derrotada no STJ, a AGU conseguiu fazer com que o meu processo fosse colocado na dependência do resultado de outro semelhante, relativo a vários anistiados, que tramita desde 2007 no STF, no qual sua argumentação é a mesmíssima que o STJ rechaçou por maioria absoluta no meu caso”. E arremata: “Eu, Celso Lungaretti, 65 anos, anistiado político, sou injustiçado em plena democracia!”.
Fábio Gomes busca financiamento coletivo para o livro de fotografias As tias do Marabaixo
O fotógrafo Fabio Gomes, 44 anos, prepara-se para passar o ano clicando pelo Brasil. Tornar sua atividade itinerante foi a melhor forma que encontrou para viabilizar a edição de seu livro As tias do Marabaixo – Cultura tradicional do Amapá em fotografias, cuja publicação comemorará seus 25 anos na profissão. “O livro, meu primeiro apenas de fotos, reúne 200 imagens das mais de dez mil que fiz nos últimos três anos, registrando as comemorações do Ciclo do Marabaixo, em Macapá, com especial atenção a cinco senhoras idosas negras que são consideradas referências dessa manifestação cultural de matriz africana, cuja origem remonta ao século 18”, explica Gomes em nota. “São elas: Tia Zefa (100 anos completados agora em 26 de fevereiro), Tia Chiquinha (falecida há um ano, aos 94), Tia Biló (91 anos), Natalina (83 anos) e Tia Zezé (76 anos)”. A obra chegou a entrar em pré-venda em dezembro, porém o valor apurado não foi suficiente para garantir a edição – entre design e impressão, são necessários R$ 15 mil para rodar os dois mil exemplares projetados; parte da tiragem será doada às famílias das homenageadas. “Optei por fazer uma edição independente para garantir que o livro saia da forma que considero a melhor para o registro e a difusão dessa manifestação cultural tão característica do Amapá. Dificilmente uma editora do Centro do País faria uma tiragem desse porte para um tema ligado ao folclore da Amazônia”, conta o autor. Por meio da campanha Vamos sonhar juntos, que lançou na Quarta-Feira de Cinzas, Fabio oferece seus serviços ligados a fotografia e cinema a preços especiais, a fim de viabilizar a edição do livro. O destaque é para o pacote de ensaio fotográfico, cujo valor foi reduzido à metade (apenas R$ 100,00 por quarenta fotos). Também fazem parte da campanha análise de portfólio para modelos, atores e atrizes em começo de carreira; redução de valores para que instituições culturais contratem, de forma conjunta, a sessão comentada dos cinco curtas-metragens da série As tias do Marabaixo e a Oficina de Cinema Independente que Fabio criou a partir da experiência de dirigir esses filmes; e até mesmo a possibilidade de a Oficina ser contratada diretamente por grupos de interessados. A oferta dessas atividades está detalhada em www.jornalismocultural.com.br.







