Chegam a 20 as agressões a jornalistas na cobertura da prisão do ex-presidente Lula

Reprodução: fotógrafo do Diário do Grande ABC, Denis Maciel

Um levantamento da Abraji aponta que pelo menos 28 profissionais da imprensa sofreram algum tipo de agressão ou ameaça nos eventos envolvendo o ex-presidente Lula desde o julgamento dele no TRF-4, em janeiro, até o último domingo (8/4). Se forem computados os profissionais que estavam no ônibus da caravana de Lula atacado a tiros no Paraná, o número dobra.

Apenas na última semana, foram 20 as agressões a jornalistas que acompanhavam protestos contra a prisão do ex-presidente, em Brasília, São Bernardo do Campo, João Pessoa, São Paulo e Curitiba, 19 por parte de manifestantes e somente uma pela PM.

Abert, ANJ, Aner, Fenaj, Fenaert e a própria Abraji emitiram notas condenando as agressões. Pela ABI, o presidente Domingos Meirelles distribuiu comunicado no qual afirma que “e pisódios dessa natureza conspiram contra a liberdade de imprensa, o livre acesso à informação e de expressão, além de representarem grave ameaça ao Estado Democrático de Direito. Não se admite que os excessos de intolerância política cometidos contra jornalistas sejam atribuídos exclusivamente à linha editorial dos veículos em que se trabalham. Na Antiguidade Clássica, os reis puniam com a morte os mensageiros portadores de notícias consideradas ruins, como se fossem responsáveis por elas. Um velho provérbio árabe ensina: ‘Quando fores dizer a verdade, deixa o teu cavalo pronto e fique com um pé no estribo. A verdade é sempre um perigo’”.

 

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