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quarta-feira, abril 29, 2026

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Conselho da EBC pede que STF decida sobre posse de Laerte Rimoli

O clima em Brasília é de incerteza política. Os acontecimentos dos últimos 20 dias geraram uma instabilidade que não atinge apenas os cargos propriamente políticos, mas também os de jornalistas que atuam na área pública – nomeados ou demitidos com as mudanças de comando nas áreas de Comunicação do Governo federal. Reunido em plenária extraordinária nessa terça-feira (31/5), sem a presença do diretor presidente Laerte Rimoli, alçado ao cargo pelo governo interino, o Conselho Curador da EBC pediu ao STF que dê celeridade em sua decisão sobre a legalidade da exoneração de Ricardo Melo. O colegiado afirmou, em nota, que espera manifestação do Judiciário “na urgência que as circunstâncias exigem, para que todos possam contribuir para a construção e o fortalecimento de um Brasil melhor, com uma comunicação mais democrática”. Também pediu a observância ao Plano de Trabalho da EBC aprovado para 2016. Durante a reunião foi deliberado, ainda, o envio de um pedido de esclarecimentos ao Governo Federal com relação às várias questões apontadas pela nota. Enquanto o Supremo não se pronuncia, Rímoli, desde que assumiu o cargo na EBC, baixa portarias de dispensas e nomeações de profissionais. Já houve mudanças em diversos cargos da empresa pública, assim como desfeitos contratos profissionais. Além da EBC, as mudanças políticas obviamente também promoveram verdadeira dança das cadeiras nas assessorias dos ministérios – que, por sua vez, sofreram um processo de enxugamento, com fusões, “desfusões”, extinções e muita confusão.  A incerteza pelo futuro do governo interino e dos comandos das casas legislativas e com os estragos políticos que ainda podem ser causados por áudios e delações premiadas da operação Lava Jato desautorizam quaisquer especulações sobre os destinos de profissionais e órgãos de comunicação da área pública federal.  O troca-troca no Governo Federal Não se sabe ao certo quantas foram as exonerações na EBC até agora. Além do mencionado, também deixou a empresa Tereza Cruvinel. Ela, que implantou e presidiu a empresa por quatro anos, afirmou que é “flagrante” seu afastamento como retaliação ao fato de ter-se posicionado publicamente contra a exoneração do diretor presidente exonerado Ricardo Melo: “Não procede o argumento de mudança na programação, porque o programa em que eu atuava como entrevistadora, o Palavras Cruzadas, vai continuar sem mim. A alegação de contenção de despesas também não se sustenta. Contratos de valor muito superior ao meu, com profissionais que atuam em outros programas, estão sendo mantidos. Então, se a razão é política, é perseguição, é macarthismo, algo absolutamente incompatível com a conduta de uma empresa de comunicação pública”. Tereza observa que, em 2007, à época em que implantou a empresa, a diretoria adotou como princípio sustentar a pluralidade de opiniões na programação e não tomar decisões com motivação político-ideológica: “O que está acontecendo é o inverso disso […] Muitas pessoas, fala-se em dezenas, que ocupam cargos comissionados estão sendo exoneradas porque são consideradas ‘petistas’ ou ligadas ao governo anterior”. O colunista e intelectual petista Emir Sader também teve contrato interrompido pela empresa. Outro que saiu foi Albino Castro, contratado por Américo Martins em agosto de 2015 para atuar como assessor especial da Presidência. Para substituir Albino, que teve passagens por SBT, Cultura e Gazeta, entre outras, chega Wilson Ibiapina, repórter e editor da Globo durante 20 anos e ex-assessor da Presidência da Radiobras. Juca Varella, que desde novembro ocupava a Gerência de Imagem da Agência Brasil, está voltando a São Paulo para, como publicou no facebook, “retomar aquilo que sempre fiz: o bom jornalismo”. Com 30 anos de profissão, passou por redações de Grupo DCI, Editora Globo, Folha de S. Paulo e Estadão, onde foi editor de Fotografia. O novo secretário de Comunicação de Temer, Márcio de Freitas, também assumiu o Conselho Administrativo da EBC e substituiu três dos cinco principais diretores da empresa. Entraram Luiz Antônio, em Administração e Finanças, Lourival Macedo, no Jornalismo, e Maria Aparecida Fontes, em Produção. Outro que saiu foi o gerente executivo de Conteúdo Nicolas Tamasauskas, responsável por TV NBR e Voz do Brasil. Antes da EBC, Nicolas atuou como secretário adjunto de Imprensa da Presidência da República. Deixaram também a empresa, entre outros: Rosana dos Santos Ferreira, assessora da Diretoria de Conteúdo e Programação; Shirdeide Leite Barbosa, gerente de Produção de Rádio; Ana Cristina Viana de Melo, chefe de Gabinete da Diretoria de Conteúdo e Programação; e Marco Antonio de Amorim Monteiro, gerente de Radiojornalismo, no RJ. E foram nomeados pela nova gestão da empresa Luiz Recena Grassi, como assessor da Presidência; Eduardo Mancasz, como gerente de Produção de Rádio; Alberto Mendonça Coura, para a Gerência de Monitoramento e Análise de Mídias; Sirlei Batista, para a Gerência Executiva de Conteúdo e Serviços; Maria Cristiane Martins Ribeiro, para a Gerência de Radiojornalismo, no RJ; e Armando de Araújo Cardoso, para a Gerência Executiva de Agências da Superintendência Executiva de Agências e Conteúdo Digital. Nesse quadro de incertezas, a EBC deu início a processo de reformulação que inclui a reavaliação de todos os contratos com pessoas jurídicas. Segundo a empresa, o valor global dos acordos suspensos é de cerca de R$ 3 milhões ao ano. Levantamento preliminar revelou déficit em torno de R$ 60 milhões no caixa da empresa. “Diante do quadro de severa restrição orçamentária, a nova direção da EBC decidiu suspender alguns contratos por 120 dias, até que seja melhor definido o tamanho do esforço financeiro necessário para adequar a empresa ao ajuste fiscal que a crise econômica impõe ao conjunto do Governo Federal”, informou em nota. De acordo com a EBC, só o contrato com a produtora e o apresentador do programa semanal Espaço Público, Paulo Moreira Leite, por exemplo, custa cerca de R$ 570 mil anuais. A empresa ressaltou, ainda, que neste primeiro momento estão sendo suspensos sete contratos com pessoas jurídicas, enquanto a direção avalia a viabilidade de manter os compromissos financeiros.

Após saída de Cida Damasco, Estadão anuncia novos editores executivos

Estafe da Redação tem nova configuração após a saída de Cida Damasco

 

Com a extinção do cargo de editor-chefe do Estadão e a consequente saída de Cida Damasco do posto nesta quarta-feira (1°/6), o diretor de Jornalismo João Caminoto implementa nova configuração no estafe da Redação, que passa a ter cinco editores executivos, reportando-se diretamente a ele.

São eles: David Friedlander, que volta ao jornal, onde esteve de 2008 a 2013, após quase três anos atuando como repórter especial da Folha de S.Paulo; José Alberto Bombig, que desde maio de 2015 era editor de Política e foi agora promovido; e Ricardo Grinbaum, Luís Fernando Bovo e Fabio Sales, que já desempenhavam a função. Segundo comunicado de Caminoto, a coordenação do Estadão impresso ficará a cargo de Grinbaum, e a do Digital, com Bovo.

Ele informa também que editora executiva Luciana Constantino será transferida para a sucursal de Brasília, onde assumirá a coordenação de Política. Ela e a editora executiva Irany Teresa, coordenadora de Economia, responderão ao diretor da sucursal Marcelo Beraba.

Irany continuará liderando a equipe do Broadcast na Capital Federal, reportando-se à editora-chefe da AE Teresa Navarro. Uma curiosidade: os integrantes do novo comando do jornal, exceto Fabio Sales, também tiveram passagens pela Folha de S.Paulo

Wilson Figueiredo lança De Lula a Lula: a arte de montar governos com palavras cruzadas

Wilson Figueiredo lança De Lula a Lula: a arte de montar governos com palavras cruzadas. A seleção de artigos escritos durante os dois mandatos do presidente Lula mostra que o autor já percebia a instabilidade e as incertezas que hoje assistimos.

A obra analisa a estreia da esquerda brasileira no poder e busca reativar o debate sobre os traços permanentes da tradição política brasileira e republicana, reconhecendo a importância da ascensão de Lula em 2003. Temas ligados a sua biografia remetem à identidade do Brasil e dos brasileiros: pobreza, migração, mobilidade social, potencial de invenção pela narrativa, e a força do patrimonialismo.

Ao final da obra, Figueiredo faz uma análise sobre o protagonismo de Lula na condução das eleições presidenciais de 2010, até o momento em que Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil do então governo, torna-se a primeira mulher presidente do Brasil. Editado pela Gryphus, tem no prefácio as palavras de Luiz Werneck Vianna: “O ensaio fala de coisas já sabidas, mas tomam de assalto a consciência quando arrumadas de um jeito novo”.

In Press Oficina e .MAP lançam Tendências em Pauta

A In Press Oficina e a .MAP, agências do Grupo In Press, uniram-se para lançar Tendências em Pauta, produto de análise de tendências dos grandes temas nacionais e setoriais. Podendo ser customizado de acordo com a realidade de cada cliente, o novo serviço apresenta um Painel de Riscos e Oportunidades produzido a partir das conclusões do IP Brasil, metodologia proprietária de análise de opinião feita pela .MAP, do Mapa do Poder, além de pesquisa de opinião, com públicos qualificados, realizada pela In Press Oficina. Quando o predomínio for a área da política, será realizada pelo Congresso em Foco, site especializado na cobertura do Congresso e de política no Brasil. Mais informações com Patricia Marins (patrí[email protected]) ou Marilia Stabile ([email protected]).

Casa Digital compra a FirstCom

A Casa Digital, agência comandada pelos sócios Luiz Villar (esq.) e Felipe Barreto, anunciou a aquisição da FirstCom, de Luis Claudio Allan (dir.) e Indio Brasileiro, que deixa a sociedade para se envolver em novos projetos na área de negócios e marketing. Pela nova estrutura, Allan e Luiz Villar assumem como diretores executivos, enquanto Felipe será o COO. Já os escritórios locais seguem sob o comando de Jaime Filho (São Paulo) e de Nira Torres (Rio de Janeiro). Com a concretização do negócio, a FirstCom passa a fazer parte da holding CasaCorp, ampliando o leque de serviços das duas agências e a sinergia entre marketing digital, conteúdo e RP.

CPJ lança plataforma para proteger jornalistas de violações à liberdade de imprensa

Com a ajuda do sistema SecureDrop, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) lançou uma plataforma digital pela qual é possível proteger jornalistas de violações à liberdade de imprensa.

SecureDrop é um sistema de código aberto para o envio de informações criptografadas que “permite vazamentos seguros e anônimos” para jornais ou outras organizações, explicou o CPJ em um comunicado. O financiamento para a plataforma é da Fundação para a Liberdade de Imprensa (FPF, na sigla em inglês). “Em uma época de ameaças sem precedentes ao jornalismo on e off-line, mediadas tecnologicamente, a adoção desse sistema avançado pelo CPJ nos ajudará a proteger os jornalistas que precisam de mais ajuda”, diz o comunicado. “Nunca houve maneira mais segura de dizer ao CPJ sobre as violações da liberdade de imprensa em todo o mundo – ou solicitar apoio direto quando ocorrem ameaças por reportagens”.

Mesmo que o CPJ não tenha sido informado de represálias contra jornalistas, seus representantes consideram que segurança eletrônica é um tema a ser adotado pelos jornalistas. Nesse sentido, estudo recente observou que os profissionais na América Latina não têm conhecimento de segurança eletrônica suficiente e por isso não tomam medidas de proteção.

Para o lançamento da plataforma SecureDrop do CPJ, membros do programa de tecnologia CPJ baseados em San Francisco (EUA) trabalharam durante meses com a FPF. Depois de testado, o sistema foi movido fisicamente para a sede do CPJ em Nova York. Veja instruções para uso da plataforma.

Bolsa de reportagem contempla mulheres que queiram contar histórias de mulheres

A International Women´s Media Foundation (IWMF), com apoio da organização sem fins lucrativos The Secular Society, abriu uma bolsa de reportagem para financiar histórias sobre mulheres, produzidas por mulheres. A inciativa tem por objetivo promover reportagens inéditas sobre assuntos que afetam as vidas de mulheres e garotas de todo o mundo.  O valor médio das bolsas é de US$ 5 mil, que podem ser usados para cobrir gastos com viagem, logística, vistos e pagamento de tradutores. Os financiamentos serão entregues nos meses de agosto, dezembro e abril. Um comitê de avaliação se reunirá nesses três períodos para decidir quem vai conseguir o financiamento, por isso, propostas de pauta que dependam de um determinado tempo devem ser feitas com cautela. A IWMF busca jornalistas que tenham três ou mais anos de experiência profissional.  As inscrições ficam abertas durante todo o ano e devem ser feitas através de um formulário online. 

Leida Reis cria editora para contar histórias de famílias

Leida Reis, editora do Hoje Em Dia, deu partida à Páginas Editora, especializada em histórias de famílias. Segundo ela, “a editora oferece um profissional, escritor ou jornalista para coletar dados, fazer entrevistas e montar o livro. Mas também editará aqueles que já chegarem escritos”, em papel ou e-book. Por enquanto, o lançamento foi feito apenas nas redes sociais, mas um evento presencial deverá acontecer no segundo semestre, ainda sem data marcada. Leida tem quatro livros publicados, incluindo A invenção do crime (Record, 2010) e O livro de cada um (Mandruvá, 2015), grande experiência no jornalismo e em curadoria literária, o que a impulsionou à decisão de criar sua própria editora. O contato pode ser feito pelo [email protected].

A reinvenção do jornalista ? #7 Facilitadores portáteis da vida de jornalista

Um smartphone e muita coisa para fazer. O mundo que cabe numa telinha, que cabe na palma da mão. Telefonar é pouco quando um universo de possibilidades pode ser explorado usando esses aparelhinhos que nos tomam a atenção e se tornam cada vez mais parte de nosso dia a dia. Para colaborar um pouquinho com essa exploração, uma pequena lista de aplicativos que podem facilitar (e muito!) a vida do jornalista, desde a apuração até a edição da notícia: Dropbox– Nunca é demais falar dele. O serviço permite que o usuário acesse seus documentos na nuvem em quaisquer de seus devices. Um jeito fácil, rápido e que elimina a necessidade de um objeto físico para transferência de dados. Além disso, pode-se usar para compartilhar documentos com outros usuários. Evernote– Queridinho por quem é fã de organização, o Evernote oferece várias possibilidades de captura de textos, páginas, áudio e fotos, que podem ser catalogados e classificados em cadernos. A grande vantagem também é a possibilidade de sincronizar com tablets e computadores. DocScanner – O aplicativo, pago, captura imagens de documentos via câmera do aparelho e consegue transformar imagens desses documentos em texto editável via OCR. OCR, que significa OpticalCharacterRecognition, é uma tecnologia para reconhecer caracteres a partir de um arquivo de imagem ou mapa de bits, pelo qual é possível obter um arquivo de texto editável. Iscanner– Com o Iscanner é possível digitalizar documentos tirando uma foto no momento ou importar fotos do rolo de câmara. O aplicativo detecta bordas e ajuda a enquadrar documentos em papel, e mesmo até a corrigir o seu aspecto. Nele também é possível a criação de pastas, para podermos organizar facilmente os documentos em diferentes categorias, além de ativar senha específica para cada pasta. Também é pago. Fotor– É uma plataforma de edição, partilha e venda de fotos, recomendada pela BBC como o “Photoshop fácil”. Simula zoom, aplica filtros e efeitos, recorta, gira… Uma opção realmente fácil de usar e eficiente para ajustes simples de fotos. Report It – Específico para jornalistas, o aplicativo é capaz de proporcionar uma transmissão muiltimídia de qualidade profissional, transformando o dispositivo em um receptor e transmissor de áudio bastante fiele ultraportátil. Ou seja, com ele é possível fazer uma transmissão ao vivo com qualidade superior, além de enviar notícias, relatos desportivos, entrevistas gravadas com qualidade 20kHz para o estúdio utilizando uma variedade de opções de transferência de arquivos. Tem versões gratuitas e pagas. TapeACall Pro Record Calls – Mediante assinatura mensal, o usuário pode fazer um número ilimitado de gravações de ligações, tanto recebidas como realizadas. O compartilhamento do arquivo pode ser feito por transferência para o computador, e-mail ou mensagem de texto. Pocket– Também em versões gratuitas e pagas, o Pocket é um basicamente um gerenciador de links de interesse do usuário. Visitou uma página, interessou-se pelo conteúdo (de texto ou vídeo), mas não quer esmiuçá-lo naquele momento? Sem problemas! Salve o link em sua conta do Pocket que você poderá acessá-lo em outro momento, inclusive off-line. Hootsuite– É gerenciador de redes sociais. Com ele é possível interagir com audiência, programar postagem, acompanhar trendingtopics, fazer buscas e analisar resultados de sua campanha, tudo isso por meio de um único painel. Também facilita a observação do comportamento do público nas redes sociais, segundo sua influência e hábitos de publicação. Dicionário Priberam – Nunca é demais ter um “pais dos burros” por perto, certo? Gratuito, o aplicativo integra 16 dicionários, com sinônimos, antônimos e locuções.

Mudança de comando na Ejesa: Aziz Filho deixa O Dia

Aziz Filho, diretor de Redação de O Dia e Meia Hora, as publicações da Ejesa, despediu-se da equipe na tarde dessa 3ª feira (24/5). Além dele, saem também o diretor de Arte André HIppert, o editor executivo Roberto Pimentel, a editora de Economia Eliane Velloso e o colunista Fernando Molica. Na véspera (23/5), saíram os diretores Financeiro e Comercial.

Na semana passada, o empresário Mário Cuesta esteve na redação da Ejesa. Apresentou-se na condição de consultor que iria ajudar os acionistas a equilibrarem as contas. Eventualmente, no futuro, poderia vir a comprar a empresa, mas apenas se chegasse a esse equilíbrio. Não escondeu que haveria cortes e, nesta situação, é natural que se comece pelos salários mais altos.

O importante acionista português Nuno Vasconcellos está no Brasil, presente à movimentação. Jornalistas&Cia publicou, no início de 2016, entre outras notícias sobre o grupo Ejesa, que Cuesta, após assumir o Diário de S.Paulo e o iG no final do ano, estaria negociando também a compra da empresa. Recebemos um desmentido do grupo, veiculado na edição seguinte. Ao que parece, a notícia se confirma.

Cuesta deixou no Rio, como seu representante, Marcos Salles, que agora substitui Aziz Filho, e deve concentrar os cargos de confiança. Salles era, há um ano, diretor da NSG, fabricante de máquinas de impressão. Foi diretor de Redação e Operações do Diário de S.Paulo até 2014, já sob o controle do grupo Cereja, de Cuesta. Antes disso, teve o mesmo cargo em Circulação e Gráfica do grupo Escala, e Circulação e Logística da Bloch Editores.

Aziz ([email protected]) é graduado pela Facha, com especialização em Políticas Públicas e Governo pela UFRJ. Por duas vezes, foi repórter do Jornal do Brasil e da Folha de S.Paulo. Como repórter de O Globo, ganhou um Esso na equipe da série sobre a Guerrilha no Araguaia. Em seguida, passou a chefe da sucursal da revista IstoÉ no Rio, e apresentou o programa diário Movimento urbano, no canal GNT. Presidiu o Sindicato dos Jornalistas do Município até 2005.

Foi gerente executivo de Jornalismo da EBC (TV Brasil) até 2012. Desde então, nos jornais O Dia e Meia Hora, foi editor chefe e depois diretor de Redação. Esta é a primeira demissão em sua carreira. Os funcionários, com quatro meses de salários atrasados, faziam na tarde dessa terça-feira (24/5) manifestação em frente ao edifício onde funciona a Ejesa. A presidente do Sindicato dos Jornalistas do Município Paula Máiran saiu de lá diretamente para a solenidade do Prêmio Petrobras. Quando Aziz deixou o prédio, foi aplaudido pelos manifestantes e se emocionou.

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