CPJ lança plataforma para proteger jornalistas de violações à liberdade de imprensa

Com a ajuda do sistema SecureDrop, o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) lançou uma plataforma digital pela qual é possível proteger jornalistas de violações à liberdade de imprensa.

SecureDrop é um sistema de código aberto para o envio de informações criptografadas que “permite vazamentos seguros e anônimos” para jornais ou outras organizações, explicou o CPJ em um comunicado. O financiamento para a plataforma é da Fundação para a Liberdade de Imprensa (FPF, na sigla em inglês). “Em uma época de ameaças sem precedentes ao jornalismo on e off-line, mediadas tecnologicamente, a adoção desse sistema avançado pelo CPJ nos ajudará a proteger os jornalistas que precisam de mais ajuda”, diz o comunicado. “Nunca houve maneira mais segura de dizer ao CPJ sobre as violações da liberdade de imprensa em todo o mundo – ou solicitar apoio direto quando ocorrem ameaças por reportagens”.

Mesmo que o CPJ não tenha sido informado de represálias contra jornalistas, seus representantes consideram que segurança eletrônica é um tema a ser adotado pelos jornalistas. Nesse sentido, estudo recente observou que os profissionais na América Latina não têm conhecimento de segurança eletrônica suficiente e por isso não tomam medidas de proteção.

Para o lançamento da plataforma SecureDrop do CPJ, membros do programa de tecnologia CPJ baseados em San Francisco (EUA) trabalharam durante meses com a FPF. Depois de testado, o sistema foi movido fisicamente para a sede do CPJ em Nova York. Veja instruções para uso da plataforma.