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terça-feira, abril 28, 2026

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Eu e Vera Giangrande

* Por Nicolau Amaral

 

Tenho certeza de que muitos dos ”Quilates” conheceram a grande figura. Tive o prazer de conviver com ela de 1975 até a sua partida. Brigávamos muito, ou melhor, ela brigava muito comigo, mas a amizade e o respeito sempre falavam mais alto! Foi uma grande professora, conselheira, amiga, patroa e depois prestadora de serviços de comunicação, quando eu fui executivo de grandes grupos.

Vera era exatamente 21 anos mais velha do que eu, mas como gostávamos da boêmia ficamos grandes amigos e enfiávamos o “pé na jaca” sempre que era possível. Tenho histórias que dariam um bom livro – e talvez até processos se eu abrir o “bico”. Conheci seus país, irmãos, sobrinhos e até seus amores, que não foram poucos. No livro sobre a grande mulher, eu apareço dançando com ela em foto de página inteira.

Um dia recebemos um convite para um coquetel e jantar para os Relações Públicas de São Paulo no famoso e já um pouco decadente Regine’s, uma das boates mais badaladas da cidade. Na mesma hora, fui intimado pela própria Vera para ser o seu acompanhante. No dia do evento “lá me fui”, acompanhando a grande dama, que na ocasião era também presidente da Associação Brasileira de Relações Públicas (ABRP).

O champanhe corria solto e nós, como sempre, “entornamos” todas. Lá pelas tantas, apareceu a dona da boate, a famosa Regine, em carne e osso. Como eu já estava “mais pra lá do que pra cá” e a Vera também, acabamos achando que seria de bom tom convidar a nossa anfitriã, como reciprocidade, para o almoço mensal da entidade dos Relações Públicas, que ocorreria no dia seguinte no restaurante Terraço Itália.

Ao chegarmos, um grupo de senhoras da ABRP nos chamou a atenção por termos convidado uma “dama da noite” para ser participante do almoço da reacionária Associação. Nem preciso dizer que ficamos “putos da vida” com tamanha mediocridade de alguns dos nossos colegas profissionais, mas Vera parou e me disse: “Nickiki – como ela me chamava –, vamos dar o troco!”.

Durante o coquetel barato que antecedia o almoço eu duvidava que a Regine fosse, mas ela foi. Vera me perguntou: “Você fala francês?”. Eu disse que não. Me chamou de inculto, para variar, e disse: “Quando você ouvir a palavra ‘merci’ comece a bater palmas. Havia uma mesa principal e a convidada sentou-se ao lado da presidente.

Ao iniciar a cerimônia, Vera fez a apresentação de praxe e disse: “Como aqui só há pessoas finas e educadas, e, portanto, todas falam francês, eu farei o meu discurso na língua da nossa homenageada”.

E começou um longo discurso. Como ninguém, ou melhor, um ou dois achavam que falavam o idioma, ficou um clima tipo “o que essa mulher está falando?”. Como o francês da Vera tinha um sotaque horrível, a Regine também não entendeu absolutamente nada! E eu atento à palavra “merci”. Quando a ouvi, comecei a bater palmas, no que fui seguido por todos!

Para variar, tomamos outro “porre” e nem vimos quando a francesa foi embora, nem lembramos como saímos de lá. Mas essa já é outra longa história.

 

* Nicolau Amaral ([email protected]) criou e desde 1988 dirige a agência de comunicação que leva seu nome. Diz ele que, “como muita gente da nova geração não conhece Vera Giangrande, vou lembrar que ela foi uma das mais importantes líderes de RP do País, pioneira na atividade de ombudsman em um grande grupo empresarial e também líder na aproximação com os jornalistas, nos anos 1980, em acordo celebrado entre o Conferp e a Fenaj (então presidida por Audálio Dantas) no lançamento do Manual de Assessoria de Imprensa”.

Alexandre Alfredo é o novo diretor de Comunicação e RP Latam do WHG

Alexandre Alfredo acaba de assumir a Diretoria de Comunicação e Relações Públicas na América Latina e Caribe do Wyndham Hotel Group (WHG), maior grupo hoteleiro do mundo, com mais de oito mil hotéis espalhados por quase 80 países.

Com passagens por redações nos Estados Unidos e Brasil, agências de comunicação e mais recentemente GE Latam e Nike, será responsável por toda a estratégia de comunicação do grupo e suas 14 marcas espalhadas pela região. Além de comunicação externa e interna, fazem parte do escopo do seu trabalho mídias sociais, relações governamentais, relações com investidores e branding. O novo contato dele é [email protected].

Domingos Meirelles entrevista o Maníaco de Guarulhos para o Câmera Record

Domingos Meirelles com o Maníaco de Guarulhos
Domingos Meirelles com o Maníaco de Guarulhos

No Câmera Record do próximo domingo (9/7), às 23h15, Domingos Meirelles entrevista, com exclusividade, Leandro Basílio Rodrigues, que ficou conhecido como o Maníaco de Guarulhos. Após um ano de negociações, o assassino, que violava mulheres depois de matá-las, quebrou o silêncio e revelou segredos de seus crimes.

Meirelles ficou frente a frente com o criminoso por duas horas e meia. Ele chegou a mostrar fotos das vítimas e dos locais dos crimes a Leandro. Também foi à casa das vítimas de Leandro para ouvir os familiares. O programa ouviu promotores e juristas além de psiquiatras, para explicar a compulsão de Leandro e analisar, inclusive, as reações do criminoso durante a entrevista.

O programa é produzido pelo Núcleo de Reportagens Especiais da Record TV, que completou dez anos em abril passado. Ele foi criado pelo chefe de Redação Rafael Gomide a pedido da Vice-Presidência de Jornalismo. Gomide fez careira em São Paulo, passando por redações de jornal impresso até chegar à televisão no início do ano de 2000. Passou por RedeTV, Band e há 12 anos se transferiu a Record TV, onde ajudou a montar o projeto do novo Jornal da Record, com a então saída do âncora Boris Casoy.

Rafael Gomide – Foto: Aline Margatto

Ao criar o Núcleo, a missão dele foi abrir espaço para reportagens investigativas, mais extensas, com a intenção de aprofundar cada tema, esmiuçar os meandros de cada assunto, ajudar o telespectador a entender melhor a informação, além do jornalismo tradicional, que – até por força da necessidade – abordava os assuntos em curto espaço de tempo. Assim, o foco principal foi a realização de reportagens de denúncia, com a intenção de esclarecer os fatos obscuros no País.

Segundo a assessoria de imprensa da emissora, com o passar do tempo o Núcleo de Reportagens Especiais tornou-se um abastecedor para programas de documentários para TV aberta e exibidos pela Record TV, a saber: Repórter Record Investigação, Câmera Record, Repórter em Ação, Câmera em Ação e A Grande Reportagem (quadro do Domingo Espetacular). Atualmente, a Redação conta com 65 profissionais, dos quais, 33 jornalistas.

“A ideia sempre foi a de exercer um jornalismo investigativo puro, levantar o tapete mesmo, tirar a sujeira”, diz Rafael. “E, nestes dez anos, a emissora nos deu total liberdade de executar isso. Em nossos encontros com a direção, a orientação é sempre a mesma: não temos rabo preso com ninguém, somos livres para fazer o que for preciso. Isso mantém todos em alerta e querendo produzir. O jornalismo investigativo está na alma deste Núcleo. É tudo feito com muita profundidade, muito estudo, mas sem esquecer da estética diferenciada e da linguagem audiovisual apurada”.

Marcos Hummel – Foto: Edu Moraes

O apresentador Marcos Hummel afirma que nesses anos todos envolvido com o Núcleo, o que mais o impressiona é a capacidade que os profissionais têm de se reinventar: “A cada nova dificuldade, novo desafio, vêm novas ideias, novas formas de fazer a coisa acontecer, novos furos”.

Como resultado, o Núcleo de Reportagens Especiais da Record TV venceu 22 prêmios, entre eles os prestigiosos Internacional Rei de Espanha, Esso, Vladimir Herzog, Tim Lopes e América Latina de Direitos Humanos.

Veja reúne em livro 50 melhores entrevistas das Páginas Amarelas

Está disponível nas bancas e livrarias Saraiva de todo o Brasil, por R$39,90, o novo livro de Veja A História é amarela – Uma antologia de 50 entrevistas da mais prestigiosa seção da imprensa brasileira.

Segunda obra de uma série que pretende explorar o conteúdo já publicado pela revista do Grupo Abril, o livro traz as 50 melhores entrevistas realizadas e publicadas por Veja na seção conhecida como Páginas Amarelas, desde as primeiras edições.

São personalidades nacionais como Carlos Drummond de Andrade e Chico Buarque de Hollanda, e internacionais, como Gabriel García Márquez e Bill Gates.

“Uma das ideias era fazer um livro que, de algum modo, pudesse representar a excelência do jornalismo de Veja às vésperas dos 50 anos da revista, que serão celebrados em setembro do ano que vem. E perguntamos: por que não um livro em torno de uma das grandes marcas da publicação, as Páginas Amarelas?”, explica Fabio Altman, redator-chefe de Veja. A seleção das 50 entrevistas não foi tarefa fácil, pois de 1969, com a primeira publicação da seção (uma conversa com o jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues), até hoje foram 2.423 entrevistas.

Jaguar começa a colaborar com a Folha de S.Paulo

Charge de estreia de Jaguar na Folha, em 30/6

Um dos fundadores do semanário satírico O Pasquim, que circulou de 1969 a 1991, Sérgio de Magalhães Gomes Jaguaribe, o Jaguar, estreou em 30/6 na seção de charges da Folha de S.Paulo. Ele terá seus desenhos publicados – na versão impressa, na página A2 – quinzenalmente, revezando-se às sextas-feiras com Claudio Mor.

Hoje com 85 anos,o carioca Jaguar começou a carreira aos 20,em O Semanário, e passou pelas revistas Manchete e Senhor, entre outras publicações. Até agosto do ano passado, desenhou para O Dia. Os demais chargistas da Folha são João Montanaro, que publica às segundas-feiras, Laerte (terças), Hubert (quartas), Benett (quintas), Renato Machado (sábados) e Jean Galvão (domingos).

O adeus a Walter Fontoura, de JB e O Globo

Faleceu em 4/7 em São Paulo, aos 80 anos, Walter Fontoura. Com passagens marcantes pelas redações do Jornal do Brasil – onde atuou de 1966 a 1984 e foi colunista, editorialista, editor-chefe e diretor – e de O Globo, cuja sucursal em São Paulo dirigiu de 1985 a 1997. Walter foi um dos mais conceituados jornalistas de sua geração. No JB, em seu último cargo, reuniu uma equipe de peso, de que fizeram parte Elio Gaspari, Marcos Sá Corrêa, Fritz Utzeri, Dorrit Harrazin e Paulo Henrique Amorim.

Integrou o Conselho Consultivo do Banco Mercantil de São Paulo, a convite de Gastão Vidigal, e escreveu o livro O Banco, São Paulo e o Brasil, foi diretor da Associação Comercial do Rio de Janeiro, vice-presidente da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro, membro do Conselho de Orientação Superior da Fiesp, da Editora Páginas Amarelas e do Masp.

Em 2000, juntou-se aos amigos e publicitários Luiz Sales, Alex Periscinoto e Sergio Guerreiro para fundar a SPGA Consultoria de Comunicação e prestar serviço de counseling a presidentes de empresas como Vale, Santos Brasil, Votorantim, BASF e Bradesco, entre outras.

Walter Fontoura deixou a esposa Arlete, duas filhas e cinco netos. O corpo foi sepultado no Cemitério do Morumbi.

Zeno Brasil assume operação mundial de PR da Avon

A operação brasileira da Zeno, agência de comunicação integrada do Grupo Daniel J. Edelman, conquistou a conta de PR global da norte-americana Avon. No escopo, estão o desenvolvimento de estratégias globais para os principais lançamentos e iniciativas direcionadas aos 15 mercados-chave da Avon, entre eles Brasil, México, Reino Unido, Rússia, Filipinas, Argentina, Colômbia, Polônia, Turquia e África do Sul.

Com o time global baseado no Brasil, onde se encontra a principal operação mundial da Avon, a escolha pela Zeno deu-se, principalmente, pelo caráter estratégico e criativo da agência e por sua experiência de trabalho com redes internacionais por meio dos mais de 20 escritórios espalhados pelo mundo. Juntamente com o time de PR Global da Avon, a Zeno Brasil irá desenvolver e liderar campanhas, desde a elaboração de conceitos criativos embasados em insights e ativações mundiais até a elaboração de conteúdos relevantes e consistentes que comporão mais de uma dezena de toolkits por ano.

“Estamos celebrando, felizes e altamente motivados por trabalhar estrategicamente para uma marca como a Avon”, explica Monica Lourenci, líder da Zeno no Brasil. “Essa conquista é de extrema importância para a Zeno, que vem se posicionando no mercado como uma agência ousada na maneira de pensar; consistente nas entregas; em busca do olhar inovador e da ideia marcante”.

A equipe trabalhará de forma integrada e será composta por profissionais de atendimento, planejamento e criação, com gerência de Mariana Rayol ([email protected]), direção de criação de Fabio Almeida e liderança da própria Monica.

Ivana Moreira leva Canguru para o jornal Metro

Ivana Moreira, titular da revista e site Canguru, e colunista da CBN, passou a assinar às terças-feiras a coluna Canguru no jornal Metro. No espaço, abordará temas relacionados a educação, saúde, comportamento, bem-estar e lazer para auxiliar os pais na criação dos filhos.

A coluna faz parte do projeto de expansão da revista, que já circula com 100 mil exemplares mensais em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro, distribuída por mais de 500 escolas parceiras (150 em Belo Horizonte, 150 no Rio de Janeiro e 200 em São Paulo).

Mídia Mundo, de Eduardo Tessler, vira consultoria

O Mídia Mundo, site de análises da mídia que acabou ficando mais conhecido pelas avaliações de capas de jornais, evoluiu e agora é também consultoria e treinamento.

Seu editor, Eduardo Tessler ([email protected]), que deixou recentemente a consultoria Innovation Media Consulting, depois de 15 anos e dezenas de projetos de reestruturação de empresas de comunicação no mundo,uniu seus mais de 30 anos de experiência em jornalismo – foi repórter, editor, correspondente estrangeiro e diretor – e a prática de consultor e de project manager e já está colhendo os primeiros frutos, com projetos em andamento em Portugal e na Argentina, além do Brasil.

“Há uma necessidade de as empresas evoluírem, como a sociedade”, observa Tessler. “Não é possível fazer um jornal da mesma maneira que se fazia há 30 anos e esperar os mesmos resultados de antes”.

Entre as empresas em que ele desenvolveu projetos estão Corriere della Sera (Itália), Expresso (Portugal) e El Mundo (Espanha), além dos brasileiros O Globo, Correio (Bahia) e Grupo Jaime Câmara (Goiás).

Governo norte-americano homenageia Leonardo Sakamoto

Leonardo Sakamoto durante homenagem no EUA - Crédito: Brendan Smialowski/AFP
Leonardo Sakamoto durante homenagem no EUA – Crédito: Brendan Smialowski/AFP

O Departamento de Estado dos Estados Unidos homenageou em 27/6 o jornalista e cientista político Leonardo Sakamoto por sua atuação no combate ao trabalho forçado.

O órgão destacou o trabalho da ONG Repórter Brasil, criada por ele e dedicada a combater o trabalho escravo, na luta para melhorar a educação a respeito do tema. A ONG coordena o programa educativo Escravo, nem pensar!, que tem como objetivo conscientizar os brasileiros sobre a escravidão moderna e dar apoio técnico e financeiro a comunidades vulneráveis.

De acordo com a nota do Departamento de Estado americano, a plataforma, que tem abrangência nacional, já beneficiou mais de 200 mil pessoas no País. “Sob a liderança de Sakamoto, a Repórter Brasil também participou da criação do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, um acordo que une 400 empresas comprometidas em combater o trabalho forçado”, destacou o comunicado.

A cerimônia, que apresentou um relatório sobre tráfico de pessoas, que o governo norte-americano elabora anualmente, foi liderada pelo secretário de Estado Rex Tillerson e por Ivanka Trump, filha e assessora do presidente americano Donald Trump. Além de Sakamoto, foram homenageados Amina Oufroukhi, juíza do Marrocos que contribuiu para a aprovação de uma lei contra o tráfico de pessoas em 2016; Vanaja Josephine, ativista de Camarões; Viktoria Sebhelyi, ativista na Hungria; Alika Kinán, vítima de exploração sexual na Argentina; Mahesh Bhagwat, policial na Índia; Allison Lee, sindicalista de Taiwan; e Boom Mosby, ativista contra a exploração infantil na Tailândia.

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