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quarta-feira, abril 29, 2026

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Como se fossem memórias

Hospital das Clínicas - Acervo Estadão
Hospital das Clínicas – Acervo Estadão
* Por Flávio Tiné

 

Desde o dia em que fiz 80 anos (12/1/2017) venho pensando em fazer um balanço não contábil do que foi a minha vida até agora. Não consegui ainda, provavelmente pela pouca importância dos acontecimentos que se sucederam desde a infância numa cidadezinha do interior até a aposentadoria em São Paulo, depois de sucessivos adiamentos pelo receio de perder ou diminuir rendimentos, bem como perder o contato com a agitação diária a que me acostumara desde a juventude.

De fato, desde os dez anos meu pai me empurraria para diferentes atividades – balconista, bilheteiro, datilógrafo, office boy – qualquer coisa que proporcionasse algum dinheiro para comprar meus próprios sapatos. Assim, quando fiz 18 anos, vi o serviço militar como saída honrosa para iniciar minha independência. Antes disso, me iniciara nas safadezas, fazendo serenatas ao luar, frequentando botecos e arvorando-me de rebelde sem causa. Na Aeronáutica, me beneficiaria da proximidade dos mecânicos, por ser almoxarife de peças de avião, para embarcar nos testes após revisões periódicas das aeronaves. Não contabilizei horas de voo, mas logo chegaria a brigadeiro se tivesse continuado na Base Aérea do Iburá.

Preferi rasantes. Virei jornalista, inicialmente no Jornal do Commercio, depois em Última Hora e na Abril, Estadão e outros jornais, e finalmente como assessor de imprensa. Foi no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP que vivenciei minha maior experiência, acompanhando e divulgando eventos médicos, bem como atendendo a jornalistas em todas as suas investidas contra ou a favor do hospital. Para tanto, tinha de mergulhar fundo nas questões médicas e driblar os coleguinhas quando eles atacavam a instituição. Muitas vezes tive de me fazer de morto-vivo, algo assim como um portador de Down, para evitar desdobramentos de consequências desagradáveis.

Ao fim de 21 anos de ininterruptas atividades – e põe ininterruptas nisso: sábados, domingos, feriados, dia, noite, madrugada – fui afastado pelo simples fato de continuar na ativa. Queriam as vagas dos aposentados, na suposição de que estavam apenas ocupando cadeiras. Não era o meu caso, assediado dia e noite pela demanda de notícias e acusado de assessor da imprensa (e não de imprensa).

Desde a internação de Tancredo Neves no Incor, que iniciara a tumultuada ascensão do HCFMUSP na fama, com minha discreta atuação junto a Antônio Brito, trabalharia com o objetivo de elevar o hospital “aos píncaros da glória”, sem buscar qualquer tipo de recompensa. Os poucos livros em que registrei minhas impressões foram elogiados pelos amigos, mas não receberam nenhum prêmio. Pudera, até bons escritores do mundo nunca foram premiados. Esse não é o problema. Pior é que foram escritos, revisados e editados por minha conta e risco. Mas nem os que amei ouviram meus gritos. Ninguém. De qualquer forma, até hoje me beneficio dos congressos médicos, inovações, descobertas científicas e demais eventos de que participei e divulguei.

Atribuo minha longevidade a esse contato direto com seringas e comprimidos que os especialistas me receitam. E à paciência que Deus e quem quer que seja injetaram em meu subconsciente. Finalmente, quando alguém me vê sarocoteando por aí e comenta “como você está bem pra sua idade” eu rebato: “Você não sabe da missa o terço” – seja lá o que isso significa.

 

* Flávio Tiné ([email protected] e 11-3611-4951), ex-Abril, Estadão e Diário do Grande ABC, foi assessor de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo durante 21 anos, e hoje atua como escritor e cronista do Jornal do Commercio de Recife e da revista Medicina Social de São Paulo.

Edward Pimenta deixa a Abril e acerta com a Infoglobo

Edward Pimenta, que desde 2014 era diretor de Apoio Editorial e do Estúdio ABC da Abril, está deixando a empresa depois de 13 anos de casa. Segue para a área de branded content da Infoglobo, onde começa em 1º de agosto.

Foi professor de Jornalismo no interior, colaborou com diversos veículos, entre eles Veja, Superinteressante, Vip, Playboy, Bravo, Estadão e Brasileiros, e começou na Abril em 2004, como editor do Núcleo de Desenvolvimento de Pessoas.

Em janeiro de 2008 passou a coordenar a área de Treinamento Editorial, que compreende o Curso Abril de Jornalismo, o treinamento técnico dos jornalistas, os programas de cursos e palestras, o Prêmio Abril de Jornalismo e os convênios com as universidades.

Paulo Sant’Ana, do Grupo RBS, morre em Porto Alegre

Paulo Sant'Ana - Crédito: Jefferson Botega
Paulo Sant’Ana – Crédito: Jefferson Botega

Faleceu na noite dessa quarta-feira (19/7), em Porto Alegre, aos 78 anos, Paulo Sant’Ana, colunista do Grupo RBS durante mais de 45 anos e um dos mais populares comunicadores do Rio Grande do Sul. Ele havia sido internado no mesmo dia na UTI do Hospital Moinhos de Vento com insuficiência respiratória e infecção generalizada. O corpo foi seputaldo no Cemitério João XXIII, em Porto Alegre.

Nascido em 15 de junho de 1939, Sant’Ana trabalhou como feirante e, com formação em Direito, atuou como inspetor de polícia antes de iniciar a carreira de jornalista. Gremista fanático, passou pela Rádio Gaúcha, onde foi comentarista esportivo, foi colunista de Zero Hora e comentarista do Jornal do Almoço, da RBS TV.

Sua carreira de cronista começou no Sala de Redação, da Gaúcha, em 1971, mesmo ano em que passou a escrever em Zero Hora, sobre esportes. Na segunda metade da década de 1980, os temas de suas colunas passaram a tangenciar os costumes sociais, a vida da cidade, sempre com doses de irreverência, polêmica e paixão.

Eduardo Sirotsky Melzer, presidente do Grupo RBS, lamentou a perda: “Hoje é um dia triste para o nosso Estado. Triste para a comunicação. Muito triste para a RBS. E muito triste também para a nossa família. O Sant’Ana participou da nossa vida por mais de 40 anos e, como muitos colegas na RBS, virou um amigo. Uma pessoa muito próxima de todos nós. Então, hoje, a gente perde um pedaço grande de cada um. Um pedaço da nossa empresa. Estamos muito tristes”.

Sant’Ana casou-se duas vezes. Com Ieda, teve os filhos Jorge e Fernanda, que lhe deram três netos. Depois, casou-se com Inajara, mãe de Ana Paula.

Flávio Ricco: Evaristo Costa não vai renovar com a Globo

Evaristo Costa - Reprodução: TV Globo
Evaristo Costa – Reprodução: TV Globo

A dois meses do vencimento de seu contrato com a TV Globo, Evaristo Costa, que desde 2004 divide com Sandra Annenberg a bancada do Jornal Hoje, não deve renovar com a emissora. Embora a Globo não confirme, Flávio Ricco deu ontem (19/7) como certa a informação em sua coluna TV e famosos, no UOL.

Segundo ele, fontes da coluna afirmaram tratar-se de decisão pessoal e irrevogável. E amigos próximos disseram que ele vai tirar um ano sabático para morar no exterior com a mulher e as duas filhas e só depois decidirá sobre o seu futuro.

“Na próxima semana, Evaristo vai se reunir com a direção da Globo e, acredita-se, serão feitos todos os esforços para demovê-lo dessa decisão”, escreveu Ricco. Internamente, no nome de Rodrigo Bocardi já aparece como eventual substituto dele.

CDN é a nova agência de RP da Hyundai

A Hyundai Motor Brasil anunciou mudanças no seu relacionamento com a imprensa no Brasil. A partir deste mês a CDN assume como agência de RP da marca sul-coreana, em substituição à Edelman Significa.

A equipe de atendimento é liderada pelo diretor Carlos Gil ([email protected]), sob a gerência de Rodrigo Garutti (rodrigo.garutti@ e 11-3643-2780) e atendimento de Mariana Carvalho (mariana.carvalho@ e 2984) e Karina Craveiro (karina.craveiro@ e 2905), que acaba de ser contratada.

Com passagens por Jornal do Carro (Estadão), Editora Globo, portal Terra, AutoPress e pela Visar Planejamento, Karina integrou até recentemente a equipe de produção do programa Auto Esporte, da TV Globo.

Rede Globo na berlinda

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio

 

Veículos que não pertencem ao Grupo Globo buscam desde 8/7 confirmar a seguinte nota, que saiu na coluna Radar, da Veja: “Prestes a ser concluída, a delação de Antonio Palocci tem um anexo que entra e sai da versão final – sobre questões fiscais da Rede Globo”. A delação continua em suspenso, mas a concorrência passa os negócios da Rede Globo por um pente fino.

Reinaldo Azevedo repetiu a nota da Veja dois dias depois (10/7), em blog no portal da RedeTV. No mesmo dia, o Valor Econômico, pertencente ao Grupo Globo, noticiou que esfriaram as negociações de Palocci com a Procuradoria-Geral da República, por insatisfação desta com o material oferecido pelo réu.

A TV Record, sempre disposta a alfinetar o líder de audiência, incumbiu Luiz Carlos Azenha de investigar as citadas questões fiscais. Em reportagem exibida no último Domingo Espetacular (16/7), com ampla divulgação preliminar, o foco foram dívidas da empresa na virada do milênio e os direitos adquiridos para a exibição da Copa do Mundo de 2002.

Na falta de desdobramentos concretos – ainda não houve a esperada delação, nem uma acusação formal de irregularidades –, o noticiário voltou-se para a conotação política. Leandro Mazzini, que assina no iG a Coluna Esplanada, menciona negociações entre representantes do presidente Temer e da Rede Globo, numa “tentativa de trégua editorial” para o atual governo. O fracasso nas tratativas levaria o governo a cobrar “eventuais pendências de impostos e no BNDES”.

Com tanto assunto em apenas dez dias, é de se esperar que isso renda notícia ainda por um bom tempo.

Assis Ângelo decide vender acervo do Instituto Memória Brasil

Ele vai divulgar semanalmente em Jornalistas&Cia as preciosidades que guarda

 

Você sabia que entre as preciosidades do acervo do Instituto Memória Brasil, o maior no gênero de cultura popular em mãos de particular no Brasil, estão o primeiro disco produzido de forma independente no País por Cornélio Pires, em 1929, e toda a sua série, além dos dois filmes que ele fez, também no começo do século passado? E que só Geraldo Vandré ocupa quase uma divisão inteira de suas abarrotadas estantes, reunindo gravações de intérpretes brasileiros e do exterior de músicas como Caminhando (Pra não dizer que não falei de flores), além de composições inéditas?

Essas e outras raridades do IMB estarão nas páginas de Jornalistas&Cia a partir da próxima semana na forma de uma coluna que Assis Ângelo, um dos maiores estudiosos da cultura popular brasileira, com vários livros publicados sobre o tema, vai produzir sobre o acervo da entidade que preside. Cego desde 2013 por causa de descolamento das retinas e sem condições físicas e financeiras de manter o material, que começou a reunir há mais de 40 anos, decidiu pô-lo à venda.

“Minha ideia é repassar esse acervo a alguma instituição que possa preservá-lo e deixá-lo à disposição para pesquisas de estudantes e quem mais se interesse por cultura popular e para a produção de programas de rádio e TV, filmes, livros, exposições e diversas outras aplicações”, diz. “Fiz isso enquanto pude, mas agora não tenho mais condições de continuar e esse rico material corre o risco de se deteriorar”.

O apartamento em que mora, no bairro de Campos Elíseos, em São Paulo, abriga cerca de 150 mil itens, incluindo discos de todos os formatos (78, 76, 45 e 33 1/3 rpm; compactos simples e duplos, LPs, CDs), mais de 20 mil fotos de artistas, milhares de partituras, folhetos de cordel e livros sobre música e folclore, centenas de fitas-cassete e MDs com entrevistas exclusivas com compositores e intérpretes (como Silvio Caldas, Nelson Gonçalves, Pedro Sertanejo, Antenógenes Silva, Manezinho Araújo, João Pacífico, Adauto Santos, Alberto Marino Jr., Mário Zan, Paulinho Nogueira, Waldir Azevedo, Carlos Poyares, Zica Bergami), poetas populares/repentistas como Patativa do Assaré, Diniz Vitorino, Otacílio Batista, e estudiosos como Luís da Câmara Cascudo e Paixão Cortes. Há também muitos jornais e revistas, como Careta, O Malho, O Mundo Ilustrado, Revista Ilustrada, que precisam ser digitalizados e catalogados.

Não é a primeira vez que Assis divulga em Jornalistas&Cia informações sobre preciosidades do seu acervo. Ele fez isso em passado recente, ao publicar na newsletter, de abril de 2012 a agosto de 2013, a coluna semanal De papo pro ar, em que narrava causos reais e engraçados de artistas brasileiros, e 17 edições do especial mensal J&Cia – Memória da Cultura Popular, com a íntegra de algumas das grandes entrevistas que fez em seus mais de 40 anos de carreira.

Ele, que ainda mantém um blog que leva seu nome, afirma ter esperança de que alguém se sensibilize e leve adiante a tarefa “de mostrar à sociedade um país de manifestações populares, de ritmos regionais, da música de qualidade, dos cordelistas e repentistas, dos poetas do povo”.

Confira mais informações no YouTube.

Fátima Turci despede-se da Record News

Fátima Turci - Foto: Edu Moraes/Record News
Fátima Turci – Foto: Edu Moraes/Record News

Após 17 anos à frente do Economia & Negócios, projeto que teve início em 2000 na Rede Mulher, migrando em 2007 para a Record News, Fátima Turci despediu-se na última semana da emissora e do programa. Foram, ao todo, cerca de seis mil entrevistas com empresários, autoridades, empreendedores e economistas, debatendo os principais temas econômicos do País e o mundo dos negócios, no universo de pequenas, médias e grandes corporações.

Ideia que já vinha sendo amadurecida, em função das muitas transformações em curso na própria Record News, Fátima ([email protected]) prepara-se agora para um novo ciclo profissional, que poderá ampliar sua atuação, aproveitando essa estratégica experiência em televisão.

Com passagens por alguns dos mais importantes veículos do País, diretorias de comunicação de organizações e fundadora da agência CDI, em sociedade com Antonio Salvador Silva, Fátima diz que quer aproveitar essa fase excepcional de vida unindo experiência profissional e de vida com o desejo de inovar.

Jornais norte-americanos e franceses se unem contra Facebook e Google

An ilustration shows the silhouette of a man in front of a monitor, showing the logos of the social network Google+ and Facebook in Hanover, Germany, 21 September 2011. After Google+ had opened for certain users, now it can be used by everyone. Photo: JULIAN STARATENSCHULTE -ALLIANCE-INFOPHOTO

Empresas jornalísticas dos Estados Unidos e do Canadá e jornais franceses formaram recentemente diferentes alianças contra o “duopólio” formado por Facebook e Google. A justificativa é que estas duas organizações se beneficiam do conteúdo de qualidade produzido pelos jornais sem arcar com os custos do processo e ainda lucram com receitas de publicidade, que não dividem com as corporações de mídia.

Na América do Norte, a News Media Alliance, que reúne quase duas mil empresas de mídia dos Estados Unidos e Canadá, incluindo os jornais The New York Times, The Wall Street Journal e The Washington Post, pleiteou ao Congresso americano uma espécie de isenção limitada de uma lei antitruste do país. O objetivo é unir forças para ajudar a equilibrar a disputa entre os dois campos, uma vez que, no entendimento dos publishers, “as empresas de notícias são limitadas por um poder de negociação desagregado contra um duopólio de fato”. Elas pediram ao Congresso americano autorização para negociarem, juntas, com os dois gigantes da internet, que usam e distribuem o conteúdo criado pelas companhias de mídia sem qualquer contrapartida.

Já os veículos de comunicação da França reuniram-se em duas alianças na tentativa de romper com a predominância de Facebook e Google com base em tecnologia em relação à publicidade digital. Uma delas, a Skyline, junta 20 marcas, entre elas dois tradicionais jornais competidores, Le Monde e Figaro. A outra, Gravity, inclui Lagardère, Les Echos Group, Prisma Media, Condé Nast e Le Parisien, além de emissoras de rádio. O objetivo de ambas é permitir que os anunciantes programem campanhas publicitárias online por meio da carteira combinada dos produtores de conteúdo, utilizando formatos de visualização ou de anúncios de vídeo.

(Com informações da ANJ)

Meio & Mensagem divulga homenageadas no Women to Watch 2017

Edição 2016 do Women to Watch
Edição 2016 do Women to Watch

Foram anunciadas em 14/7 as homenageadas no Women to Watch in Brazil 2017. Promovido pelo Meio & Mensagem, com base em iniciativa da norte-americana Advertising Age, o reconhecimento destaca anualmente o trabalho de mulheres que vêm fazendo a diferença nos setores de publicidade, marketing e mídia.

No Brasil, o projeto está em sua quinta edição consecutiva e, neste ano, destacou sete profissionais: Andiara Petterle, vice-presidente de Produto e Operações do Grupo RBS; Gal Barradas, copresidente da BETC/Havas; Kiki Moretti, CEO do Grupo InPress; Paula Puppi, CEO da Blinks; Poliana Souza, diretora de Comunicação e Mídia da P&G; Tatiana Ponce, vice-presidente de Inovação da Nivea para as Américas; e Silvana Balbo, diretora de Marketing do Carrefour.

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