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Abraji fará lives para valorizar o trabalho dos jornalistas

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) lança um projeto de lives semanais para valorizar o trabalho dos jornalistas e mostrar a importância do papel desempenhado por eles em momentos cruciais para o País e para o mundo, como é o caso da pandemia do novo coronavírus.

A primeira transmissão será nesta terça-feira (21/3), das 21h às 22h, no perfil do Instagram da Abraji. As lives serão conduzidas por Adriana Barsotti, diretora da entidade, e a primeira convidada é Ana Lucia Azevedo, repórter especial de Saúde, Ciência e Meio Ambiente de O Globo, especialista na cobertura de saúde pública e tragédias ambientais.

Segundo Barsotti, “a ideia é mostrar os bastidores da cobertura da pandemia, humanizando os profissionais que estão na linha de frente e, por meio das entrevistas, refletir como o jornalismo está se adaptando ao novo cenário; como os jornalistas estão lidando com o home office, quais são as principais dificuldades da cobertura e como estão driblando-as”.

Para Guilherme Amado, vice-presidente da Abraji, o trabalho do jornalista é essencial em qualquer época, principalmente em tempos como os de hoje: “A informação correta pode determinar se uma vida vai ser salva ou não. Acreditamos que os jornalistas envolvidos nessa tarefa, ao contarem como está sendo o dia a dia do trabalho, ajudam a mostrar aos leitores, ouvintes e espectadores como a imprensa livre é uma aliada do cidadão”.

A Abraji antecipou que a segunda transmissão, em 28/4, terá a presença de Raull Santiago, produtor de documentários, empreendedor social, ativista dos direitos humanos, fundador e integrante dos coletivos Papo Reto, Movimentos, Perifa Connection e que faz parte da Assembleia de Membros da Anistia Internacional do Brasil.

Revista Caras suspende versão impressa

A revista Caras suspendeu sua versão impressa temporariamente, por causa da pandemia do novo coronavírus. Uma fonte ouvida por este Portal dos Jornalistas revelou que, ao fazer reclamação sobre a demora na entrega da revista, recebeu mensagem da assessoria da Caras que confirma a suspensão da versão impressa.

Na mensagem está escrito que “diante da situação que estamos vivendo por causa da pandemia do coronavírus, fomos levados a suspender temporariamente a impressão de nossas revistas. Por isso, a partir da edição 1.378, que seria lançada em março, por pelo menos três semanas, você não receberá seu exemplar como de costume. As bancas também não receberão as edições a partir da mesma data”.

Segundo a nota, as edições serão mantidas em seu formato digital e o conteúdo não será afetado, podendo ser acessado normalmente no site da revista. A mensagem garante ainda que não haverá prejuízo financeiro aos assinantes: “Nós adicionaremos, ao final de sua assinatura, o mesmo número de exemplares impressos que você não receber”.

The Intercept Brasil destaca perigos para o jornalismo na pandemia

Intercept Brasil

O site The Intercept Brasil (TIB) reuniu em 18/4 notícias que mostram o impacto da pandemia do coronavírus nas redações de veículos jornalísticos no Brasil e ao redor do globo. Segundo nota enviada aos assinantes, lembra que, além de problemas econômicos, na audiência e no conteúdo, as empresas enfrentam também ataques frequentes de chefes de Estado críticos à imprensa, como Donald Trump nos Estados Unidos e Jair Bolsonaro no Brasil.

O TIB destaca os impactos da crise econômica em grandes veículos norte-americanos, como BuzzFeed e ESPN; os problemas enfrentados por veículos brasileiros, como a rádio Bandeirantes, que suspendeu o contrato de seus comentaristas; o aumento da já significativa crise enfrentada pela Editora Abril; e o possível corte no salário de funcionários de empresas sediadas em São Paulo e Rio de Janeiro, como Folha, Estadão, O Globo, Valor Econômico e Editora Globo, entre outras.

Segundo o site, o jornalismo e a imprensa como um todo estão em risco em meio à pandemia da Covid-19 pois “é mais fácil para um governo antidemocrático como o de Jair Bolsonaro dobrar empresas de mídia em dificuldades financeiras. Bolsonaro odeia a imprensa. Odeia jornalistas porque eles não dizem o que ele quer. A crise pode ser a oportunidade para que gente como ele consiga que façam isso. Ou que simplesmente deixem de falar, por falta de condições de sobreviverem”.

Destaca também que esse problema não ocorre exclusivamente no Brasil: “Há centenas de políticos assim mundo afora, sonhando com jornalistas e empresas de jornalismo fracos o suficiente a ponto de só conseguirem dizer amém”.

Em momento complexo, uma pausa para celebrar Os +Admirados da Imprensa Automotiva

A newsletter Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva da última sexta-feira (17/4) propôs uma pausa, mesmo que breve, nas preocupações e incertezas causadas pelo impacto da pandemia da Covid-19. Em meio a um cenário completamente incerto, a edição especial de aniversário foi um tributo aos profissionais e veículos de comunicação que acompanham o setor automotivo com muita dedicação, qualidade e afinco.

Cinco anos depois de sua primeira edição, a iniciativa trouxe novidades em 2020. Além dos Top 25 jornalistas mais admirados, também apresenta as publicações mais votadas em nove categorias.

Entre os jornalistas, integram os Top 25 desta edição, em ordem alfabética: Alzira Rodrigues, Bob Sharp, Boris Feldman, Clayton Sousa, Cleide Silva, Eduardo Bernasconi, Emílio Camanzi, Evelyn Guimarães, Fernando Calmon, Gerson Campos, Giovanna Riato, Henrique Rodriguez, João Anacleto, João Fusquine, Joel Leite, Jorge Moraes, Juliano Barata, Karina Simões, Leonardo Felix, Marli Olmos, Paulo Campo Grande, Sergio Dias, Sergio Quintanilha, Tarcísio Dias e Zeca Chaves.

Já nas categorias temáticas, os mais votados foram: Karina Simões (Influenciadora Digital), Fernando Calmon (Colunista), Quatro Rodas (Revista e Site), Jornal do Carro/Estadão (Caderno), Auto Esporte (Programa de TV), Auto Papo/Boris Feldman (Rádio), Motor1 (Podcast) e Acelerados (Canal de vídeo).

O Top 5 dos +Admirados Jornalistas da Imprensa Automotiva serão conhecidos durante a cerimônia de premiação, oferecida por General Motors e Scania, que deverá ocorrer assim que o período de confinamento terminar.

Confira a edição!

RSF analisa postura de Bolsonaro com a imprensa nos primeiros meses de 2020

Crédito: Repórteres Sem Fronteiras

A Repórteres Sem Fronteiras (RSF) divulgou seu estudo trimestral sobre violações da liberdade de imprensa no Brasil em 2020, analisando a postura do presidente Jair Bolsonaro com a imprensa nacional. Segundo a pesquisa, a estratégia dele é “manchar e minar os jornalistas e meios de comunicação que o incomodam”.

Os dados mostram que Bolsonaro direcionou 32 ataques à imprensa nos primeiros três meses do ano, o equivalente a um ataque a cada três dias. Desses 32, 15 foram ataques diretos, sendo cinco deles a jornalistas mulheres; 14 comentários desvalorizando o trabalho da imprensa; e três casos de obstrução de conteúdo de veículos de comunicação. O deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidente, também é uma figura política que ataca constantemente a imprensa. Segundo os dados, só em março foram 30 casos.

Em relação à estratégia de Bolsonaro de desacreditar a imprensa, destacam-se os casos de humilhação e desrespeito ocorridos em entrevistas coletivas em frente ao Palácio da Alvorada. Segundo o estudo, ele também é responsável por assédios judiciais e econômicos, pressionando instituições estatais a se envolveram em sua luta contra os meios de comunicação.

Os casos de ataques a jornalistas mulheres foram os que ganharam mais repercussão, principalmente por causa do grande número de ataques e ofensas que receberam nas redes sociais. Patrícia Campos Mello (Folha de S.Paulo), por exemplo, que por sua reportagem que denunciava envio de milhões de notícias falsas via WhatsApp por empresas, sofreu inúmeros ataques e insinuações de cunho sexual.Outro exemplo é o de Vera Magalhães (TV Cultura), que denunciou mensagens do presidente em que pedia a organização de manifestações e atos contra o Supremo Tribunal Federal (STF). Assim como Patrícia, ela foi duramente atacada com xingamentos e comentários misóginos, incluindo até a divulgação de dados pessoais. A pesquisa detectou 16 ataques a profissionais do gênero feminino por funcionários do Estado.

O Brasil ocupa a 105ª posição entre os 180 países do Índice Mundial de Liberdade de Imprensa 2019 da RSF. Vale lembrar que o governo Bolsonaro foi incluído na lista dos 20 Predadores Digitais da Liberdade de Imprensa de 2020.

Silvio Santos afasta Carlos Nascimento do SBT Brasil por prevenção contra o coronavírus

O âncora Carlos Nascimento foi afastado do telejornal SBT Brasil nessa quinta-feira (16/4) por tempo indeterminado, como medida de segurança e prevenção contra o coronavírus. Na terça-feira (14/4), Marcelo Torres, substituto imediato dele, foi diagnosticado com a doença. A informação é de Leo Dias (UOL).

Vale lembrar que Nascimento pertence a dois grupos de risco da doença: tem 65 anos e há alguns anos teve um câncer no intestino. Ele só voltará à emissora quando a pandemia estiver controlada.

Segundo a nota do UOL, o afastamento foi uma ordem direta de Silvio Santos, dono da emissora, que pediu mais cuidado com os jornalistas do canal, além de limpeza constante nos cenários de quadros e telejornais.

Ao UOL, o SBT confirmou o afastamento, declarando que “foi uma ordem mesmo por prevenção. Todos os que tiveram contato com o Marcelo Torres fizeram teste do coronavírus e o resultado deve sair na próxima terça”.

A edição de quinta-feira (16/4) do SBT Brasil teve apresentação de Darlisson Dutra – que será o substituto de Nascimento até que Marcelo Torres se recupere – e de Raquel Sheherazade.

Conversa pra boi dormir

Por Flávio Tiné

Chegar aos 83 é surpreendente. Não traz sabedoria, não autoriza a esnobar os mais novos, tampouco ajuda a entender com rapidez o que acontece no próprio quintal e muito menos neste mundo. É verdade que a facilidade dos meios de comunicação nivela as pessoas. O que escrevemos aqui, o que está nos jornais e sai na televisão é imediatamente “curtido” pela faxineira, também preocupada com o coronavírus. Logo em seguida ela pergunta o que é genoma. Não sei explicar assim de supetão. 

O isolamento compulsório nos obriga a acompanhar diálogos entre vizinhos, que passeiam diariamente com cachorros enfeitados dos pés à cabeça e à noite batem panela, todos sabem por quê. Além do latido dos cachorros somos obrigados a ouvir algum marceneiro reformando o apartamento vizinho e os helicópteros procurando qualquer desgraça para o noticiário. Ai meu Deus! Não bastam os irritados apresentadores gritando contra as autoridades, temos de acompanhar também a perseguição policial, os tiros, as balas perdidas!

Conheço alguns privilegiados que compraram casa no mato, tipo sítio ou fazenda, para montar biblioteca, televisão e internet. Uma casa no campo, à moda de Elis Regina. No caso dela, que adiantou? Como se sabe, ela desfrutou os ares da Serra da Cantareira durante alguns anos, com os três filhos, e em seguida trancou-se num apartamento perto da Avenida Paulista e drogou-se até a morte. Nem chegou aos quarenta.

Digamos, a bem da verdade, que não é comum. A inquietação mental é típica de pessoas superdotadas. Ao entrevistá-la, por exemplo, nem precisava fazer muitas perguntas. Ela mesma explodia, falando pelos cotovelos, ou mandava o repórter à merda, quando não queria falar.

A quarentena a que já me submetia por dificuldades de locomoção tem sido benéfica, ao trazer de volta memoráveis estórias. De crônica em crônica, vou contando. Quem sabe meus seis netos se interessem por essa conversa pra boi dormir!

Flávio Tiné

A história desta semana é de Flávio Tiné ([email protected]), ex-Última Hora, Abril, Estadão e Diário do Grande ABC, entre outros, que se aposentou em 2004 como assessor de imprensa do Hospital das Clínicas de São Paulo. Como ele próprio diz, com problemas de locomoção, já estava confinado quando começou o confinamento.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

Jornalistas e radialistas criticam uso da TV Brasil para fins políticos e religiosos

Em nota conjunta, a Comissão de Empregados da EBC, os sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas de DF, RJ e SP, e a Fenaj criticaram nessa terça-feira (14/4) a TV Brasil por ser usada como palanque político-religioso pelo presidente Bolsonaro, que, no domingo (12/4), promoveu uma “celebração de Páscoa” em videoconferência com líderes evangélicos, transmitida ao vivo pela emissora e seus canais nas redes sociais. Para as entidades, a pretensa “celebração religiosa” na verdade foi um ato de apoio político ao presidente, que vem descumprindo protocolos de saúde pública usados em todo o mundo nesse momento de pandemia do coronavírus.

Segundo a nota, a transmissão desse proselitismo político-religioso marca o mais grave momento de instrumentalização da TV Brasil desde que a direção da EBC promoveu a fusão da emissora estatal NBR com sua emissora pública, a TV Brasil, em abril de 2019. Desde então, a emissora vem sofrendo com diversos casos de censura apontados pelos jornalistas da casa, retirou do ar programas culturais e focados em diversidade e oferece em sua programação apenas a versão do Governo Federal dos fatos, sem espaço para o contraditório ou críticas às ações Poder Executivo.

Fenaj repudia registro profissional precário na MP 905/19

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiou a aprovação da Medida Provisória 905/19 pela Câmara dos Deputados, que ela considera “atacar ainda mais os trabalhadores, em benefício da classe empresarial”.

No que se refere aos jornalistas, embora o texto garanta o registro profissional, destaca que ele será emitido “preferencialmente” por sindicatos e entidades da classe, mas que poderá também ser feito pelo Ministério da Economia mediante uma simples “autodeclaração”.

Em nota, a Fenaj declarou que uma simples autodeclaração “não garante efetivamente uma exigência mínima para o exercício da profissão. (…) O registro profissional é importante para garantir a regulamentação da profissão, direitos da categoria e, principalmente, a qualidade do Jornalismo”.

Confira a nota na íntegra.

Coronavírus contamina receitas e pode levar impressos para a UTI

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Entre as indústrias afetadas pela Covid-19 no Reino Unido está a da mídia, que tem visto o agravamento de situações que já preocupavam e que agora tomam proporções alarmantes. Sucedem-se notícias sobre demissões, licenças não remuneradas, suspensão temporária ou encerramento definitivo de títulos, principalmente impressos.

E nem a explosão do acesso digital a notícias – o Financial Times, por exemplo, registrou aumento de 250% no tráfego online – traz alívio, pois isso não está se refletindo em receita. Além de setores com atividade econômica reduzida ou inteiramente paralisada, há um problema adicional: as marcas não querem associar-se ao tema negativo.

Fica difícil para os veículos sobreviverem, porque naturalmente a pauta está dominada pela pandemia. Uma pesquisa da agência Resonance PR apontou que na BBC quatro em cada cinco matérias tratam da Covid-19.

O problema levou o secretário Nacional de Cultura Oliver Downden a escrever na semana passada  aos principais anunciantes britânicos conclamando-os a revisarem suas políticas de blocklist a fim de evitar um declínio irreversível sobre o jornalismo do país. Ele classificou a imprensa como o “quarto serviço de emergência”. E ensaiou uma ameaça, observando que o Governo pode intervir se os anunciantes não atenderem ao apelo.

A empresa de pesquisa Ender Analysis alertou que o segmento nunca esteve tão vulnerável, projetando redução de 30% nos investimentos em propaganda este ano. Segundo o The Times, a previsão é de que o prejuízo chegue a £ 50 milhões nos próximos três meses.

Enquanto isso, o valor de mercado das empresas de mídia despenca. O grupo Reach, que tem entre os seus títulos o Mirror, o Express e o Star, registrou queda de 40%, e sinalizou intenção de colocar 1/5 de sua equipe em licença.

Impressos descendo a ladeira – Mesmo que o apelo do Governo resulte em mais anúncios para os canais digitais, e que alguns veículos estejam experimentando elevação nas assinaturas, os impressos continuarão tendendo a ser as principais vítimas. Consequência natural desses tempos em que as pessoas não podem sair de casa para comprar revistas e jornais e que títulos de grande tiragem distribuídos no transporte público perderam seus leitores.

Na verdade, o novo coronavírus veio acelerar a tendência observada desde 2017 pela Pamco (Published Audience Measurement Company), que acompanha a evolução da audiência dos principais jornais britânicos em quatro plataformas (impressa, celular, tablet e desktop).

Comparando os resultados com o último ranking de 2019, a audiência pelo celular é a única que aumentou no período e se tornou a maior de todas. Dentre os dez principais jornais, esse crescimento foi de 35% desde 2017, atingindo no ano passado a marca de 184,9 milhões de leitores por mês.

Nenhum dos dez principais títulos apresentou crescimento na leitura em papel, sendo as maiores quedas as do Daily Express (-39%), Daily Mirror (-38%) e The Guardian (-30%). A audiência da versão impressa desses dez principais jornais foi de 41,8 milhões por mês no ano passado, representando uma queda de 26% nos dois últimos anos, mas ainda mantendo-se como a segunda principal plataforma. A leitura pelo desktop caiu 27% no período (33,9 milhões por mês) e a pelo tablet caiu 21% (22,3 milhões por mês).

Mesmo os títulos gratuitos voltados para os usuários do transporte público tiveram aumento na leitura pelo tablet (o Metro cresceu 38% e o Evening Standard, 17%) e pelo celular. O problema é que a receita principal deles vem da versão impressa. O Evening Standard, que suspendeu a revista de variedades ES e está tentando se virar entregando o exemplar nas residências, tem 80% de seu faturamento advindo de propaganda no impresso.

Ainda que para alguns jornais o retorno à vida normal permita que recuperem parte das perdas, o impacto para os que são lidos no ônibus, trens e metrô pode ser mais duradouro. Com a população atenta a hábitos de higiene, muita gente pode não querer pegar o exemplar disponível nos bancos, imaginando que a mão do leitor anterior possa estar contaminada.

Os próximos meses serão de tensão para as empresas jornalísticas britânicas, que vivem o paradoxo de comemorar recordes de audiência e valorização do conteúdo ao mesmo tempo em que buscam meios de sobreviver financeiramente até o pior passar.

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