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sábado, abril 11, 2026

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Justiça derruba censura contra a Repórter Brasil

Censura (Crédito: Getty Images)
Censura (Crédito: Getty Images)

O juiz Air Marin Junior, do 2º Juizado Cível de Boa Vista (RR), revogou a censura imposta à OnG Repórter Brasil. A ação extinguiu a liminar de uma funcionária da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), que impedia a exibição de trechos da reportagem ‘Compro tudo’: ouro Yanomami é vendido livremente na rua do Ouro, em Boa Vista. A matéria foi produzida pelas repórteres Maria Fernanda Ribeiro e Clara Britto, da Amazônia Real.

Os trechos censurados revelam que, em abril de 2021, a servidora entrou em uma loja na chamada rua do Ouro, em Boa Vista, perguntando se o local comprava “ouro do garimpo”. Antes de a reportagem ir ao ar, ela foi procurada por telefone e pelas redes sociais, mas preferiu não comentar. Depois da publicação, entrou com um processo judicial contra a Repórter Brasil.

A reportagem, que faz parte da série Ouro do Sangue Yanomami, realizada pela Amazônia Real em parceria com a Repórter Brasil, denuncia a aquisição ilegal de ouro extraído da Terra Indígena Yanomami por dezenas de pequenas joalherias na rua do Ouro.

“Como todos os direitos e garantias fundamentais previstos pela Constituição Federal, a liberdade de expressão jornalística tem aplicabilidade imediata, é protegida como cláusula pétrea e deve ser sempre interpretada em sua acepção mais ampla – não por acaso, trata-se de uma das garantias que aparece mais vezes ao longo do texto constitucional”, argumentaram os advogados Eloísa Machado de Almeida e André Ferreira, do Coletivo de Advocacia em Direitos Humanos (Cadhu), que defenderam a Repórter Brasil. “A retirada da matéria do ar configuraria odiável censura à liberdade de imprensa, repudiada pela Constituição Federal e diplomas normativos internacionais”.

Diversas entidade de defesa do jornalismo repudiaram a censura contra a reportagem, entre elas Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), ABI (Associação Brasileira de Imprensa), Ajor (Associação de Jornalismo Digital), Oxfam, Artigo 19 e Observatório do Clima.

“O que chama a atenção é que o juiz nem sequer ouviu os sites citados na ação”, afirmou em nota a Abraji. “A decisão, embora prevista no ordenamento jurídico brasileiro, causa estranheza porque a liberdade de imprensa e a liberdade de expressão deveriam receber preferência em relação à proteção da honra, segundo entendimento do Supremo Tribunal Federal”.

(*Com informações da Repórter Brasil)

Mais de 60% dos dados divulgados pela Funai têm baixa qualidade, mostra estudo

Cerca de 62% das informações divulgadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai) apresentam algum grau de incompletude e inconsistência ou são inexistentes, segundo estudo do projeto Achados e Pedidos, iniciativa da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e da Transparência Brasil, em parceria com a Fiquem Sabendo.

O relatório analisou 30 itens de informação relativos à execução de políticas públicas do governo federal voltadas para os povos indígenas. Do total, apenas três foram considerados satisfatórios. Os demais estão indisponíveis (40%) ou são inconsistentes (27%) ou incompletos (23%).

Os itens considerados como “incompletos” estavam disponíveis, porém com algum tipo de ausência, atualizações defasadas ou formatos inadequados, que dificultam análises relevantes sobre o tema; os “inconsistentes” também estavam disponíveis, mas tinham erros ou duplicidade de cadastro; e os “indisponíveis” são aqueles que não foram localizados.

O relatório indica que o pior desempenho sobre o conteúdo analisado foi na categoria Fiscalização. Em texto sobre o relatório publicado no site da Abraji, a entidade destaca que “não foram encontrados quaisquer dados ou informações sobre os quatro indicadores de acompanhamento desejáveis para o controle social das ações de fiscalização em terras indígenas por parte da Funai”.

Para Maria Vitória Ramos, diretora da Fiquem Sabendo, “a transparência da Funai é fundamental para compreendermos a situação dos povos indígenas do Brasil e para auxiliar o órgão no cumprimento e implementação das políticas públicas indigenistas”.

Leia o relatório na íntegra aqui.

Bolsonaro anuncia PL para limitar retirada de conteúdo nas redes sociais

O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta segunda-feira (9/8) que enviará ainda nesta semana um Projeto de Lei (PL) ao Congresso Nacional para que publicações em redes sociais só possam ser apagadas mediante determinação judicial.

Em entrevista à Rádio Brado, da Bahia, afirmou que o projeto é “baseado em dispositivos do artigo 5º da Constituição, que fala das garantias e dos direitos individuais, um deles é a liberdade de expressão. Fazer com que qualquer matéria sua, de quem está nos ouvindo aqui, só possa ser retirada dessas páginas por decisão judicial”.

Bolsonaro explicou a decisão criticando as empresas de tecnologia. Segundo ele, nos Estados Unidos, elas favoreciam os opositores de Donald Trump e prejudicavam quem era a favor do ex-presidente: “O mesmo já acontece aqui no Brasil. Não temos outra alternativa a não ser nos socorrermos do Parlamento. Espero que o Parlamento entenda”.

Para ele, Facebook, Instagram e outras plataformas censuram conteúdos relacionados ao voto impresso e aos “valores da família”, enquanto a “esquerda pode escrever qualquer barbaridade”. Na entrevista, também criticou os ministros do Supremo Tribunal Federal

Vale lembrar que em julho o YouTube removeu 15 vídeos do canal do presidente na plataforma, publicados entre o ano passado e este ano. O conteúdo foi derrubado por conter informações falsas sobre a pandemia e violar a política de informações médicas corretas sobre a Covid-19.

Patrícia Campos Mello recebe condecoração do governo francês

Patricia Campos Mello
Patricia Campos Mello

Repórter especial e colunista da Folha de S.Paulo, Patrícia Campos Mello recebe nesta segunda-feira (9/8) a Ordem Nacional do Mérito, concedida pelo governo francês. A honraria será entregue pela embaixadora da França no Brasil, Brigitte Collet, e pelo cônsul-geral da França, Yves Teyssier d’Orfeuil.

Criada em 1963 pelo então presidente Charles de Gaulle, a insígnia é oferecida a pessoas com “méritos notáveis” no exercício de sua função por pelo menos dez anos.

Com mais de 25 anos de carreira no Jornalismo, Patrícia ganhou grande notoriedade nacional e internacionalmente em 2018, após publicar a reportagem Empresários bancam campanha contra o PT pelo WhatsApp. O trabalho de apuração denunciava investimentos não declarados de R$ 12 milhões por apoiadores do então candidato Jair Bolsonaro, ação proibida pela Justiça Eleitoral.

Por causa da reportagem ela passou a receber ataques e ameaças nas redes sociais. Seu WhatsApp foi invadido e mensagens pró-Bolsonaro foram enviadas aos seus contatos. Ela também recebeu ameaças por telefone, foi vítima de diversas notícias falsas e alvo de insultos de cunho sexual durante a CPMI das Fake News por parte de membros do governo, incluindo o presidente Jair Bolsonaro.

Em contrapartida, pelo trabalho de investigação jornalística realizado, Patrícia Campos Mello tornou-se uma das jornalistas mais premiadas do Brasil, terminando os anos de 2019 e 2020 como a +Premiada Jornalista do Ano, segundo o Ranking dos +Premiados da Imprensa Brasileira.

De 2018 para cá, ela acumulou reconhecimentos como o Troféu Especial do Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, o International Press Freedom Award, tradicional reconhecimento concedido pela entidade internacional CPJ (Comitê para Proteção dos Jornalistas), e o Maria Moors Cabot, mais antiga premiação de jornalismo do mundo, concedida pela Universidade Columbia, de Nova York.

Prêmio Comunique-se 2021 anuncia finalistas

Prêmio Comunique-se
Prêmio Comunique-se

O Prêmio Comunique-se anunciou nesta segunda-feira (9/8) a relação dos finalistas da edição deste ano. Com mais de 1,7 milhão de votos no segundo turno, a premiação chega a sua terceira e última fase com profissionais que voltam à disputa e os que podem ganhar o prêmio pela primeira vez.

A premiação convoca o público a participar do júri da honraria. Os internautas têm até 10/10 para votar em seu jornalista favorito.

Os vencedores serão revelados em uma megalive na noite de 16 de novembro.

Confira a lista completa dos finalistas ao prêmio.

Camila Fusco começa na Amazon

Camila Fusco
Camila Fusco é a nova gerente de Relações Públicas da Amazon para o Brasil em Devices & Alexa

Camila Fusco começou na Amazon, como gerente de Relações Públicas para o Brasil em Devices & Alexa. Ela assume a posição antes liderada por Marina Zveibil, que recentemente assumiu Americas, à frente da equipe de comunicação para Alexa & Dispositivos Amazon em Canadá, México e em língua espanhola nos Estados Unidos.

Jornalista com especialização em Marketing Digital (ESPM) e Marketing e Comunicação (University of California), Camila Fusco teve sua carreira sempre ligada ao setor de Tecnologia e Telecomunicações. Iniciou a carreira em 2001, como repórter desta editoria no Portal iG, passou por IDG Now, IDG Brasil, Exame e Folha de S.Paulo.

Em 2012 passou para o outro lado do balcão, quando assumiu o posto de Gerente de Comunicação do Facebook no Brasil. Promovida à diretora de Empreendedorismo, coordenou um programa que auxiliou milhares de empreendedores de favelas do Rio de Janeiro, ação que foi destaque em uma reportagem sobre sua atuação no site Hypeness.

Nos últimos anos, passou ainda por Movile e Levee.

Soraia Pedrozo começa na AutoData

Soraia Pedrozo
Soraia Pedrozo

A AutoData ganhou na última semana o reforço da repórter Soraia Pedrozo. Ela atuará na cobertura diária da Agência AutoData de Notícias, junto com o repórter Caio Bednarski e o editor André Barros, e colaborará com a revista AutoData, que tem Marcos Rozen como editor. Leandro Alves é o diretor de Redação.

Formada em Jornalismo pela Universidade Metodista de São Paulo, Soraia passou pelos jornais DCI, Gazeta Mercantil e Brasil Econômico, e integrou por quase 13 anos a editoria de Economia do Diário do Grande ABC, sete deles como editora.

“Estou muito animada com o desafio”, destaca Soraia Pedrozo. “Trata-se de oportunidade ímpar para aprender mais sobre o setor, ampliar as relações e registrar fatos que mostram a evolução dessa indústria-chave para o desenvolvimento do nosso País. É um privilégio poder trabalhar com o segmento e também fazendo o que mais gosto: contar histórias”.

Sobre seu novo desafio, agora dedicado completamente ao setor automotivo, ela completa: “A vida é cheia de surpresas. E de oportunidades. Cabe a nós buscá-las e fazer bom proveito delas. Sempre admirei o setor automotivo. Dinâmico, inovador, cheio de empresas que fazem a roda da economia girar e empregam muita gente. Então, quando tinha oportunidade de fazer matéria a respeito, não titubeava. Mas, apesar da experiência em cobrir o setor, que adquiri ao longo dos quase 13 anos no Diário do Grande ABC, é a primeira vez que trabalho em um veículo especializado no segmento”.

Porta dos Fundos estreia coluna no UOL

A produtora Porta dos Fundos estreia nesta sexta-feira (6/8), dia em que completa nove anos de existência, a Redação Porta dos Fundos, espaço no qual os roteiristas do canal publicarão artigos sobre temas relevantes atuais. Os textos terão supervisão de Gustavo Martins, editor-chefe do Porta dos Fundos.

Na coluna de estreia, a redação do Porta escreveu: “Semanalmente, nossos roteiristas trarão insights necessários e/ou polêmicos (não dá para garantir ambos toda vez) sobre temas do cotidiano brasileiro que retratamos no Porta. E, para quem não gosta dessa história de ler, traremos sempre um esquete em vídeo também. Ao menos uma risada garantida, ou seus três minutos de volta (essa afirmação não foi validada pelo jurídico)”.

O espaço está hospedado no Splash, plataforma de entretenimento do UOL. Para Murilo Garavello, diretor de Conteúdo do portal, a parceria “acrescenta humor inteligente” ao conteúdo produzido no Splash.

O primeiro texto fala sobre agosto e sua fama de “mês do desgosto”, e o motivo pelo qual essa associação é injusta. Para isso, o Porta apresentou exemplos “irrefutáveis” na história que mostram que agosto é, sim, um “bom mês”.

Confira a coluna de estreia da Redação Porta dos Fundos.

Globo dispensa Arnaldo Ribeiro após comentários sobre arbitragem

Globo dispensa Arnaldo Ribeiro após comentários sobre arbitragem

A Globo dispensou o comentarista Arnaldo Ribeiro, que participava do programa Seleção SporTV, apresentado por André Rizek. Segundo o Notícias da TV, a saída ocorre após reclamação formal da equipe da Central do Apito por uma fala de Ribeiro sobre a arbitragem do clássico entre São Paulo e Palmeiras, em 31 de julho.

O comentarista afirmou em live no YouTube que os juízes de futebol marcam faltas ou lances polêmicos baseando-se no que comentam os ex-árbitros da Central do Apito, formada por Sálvio Spínola, Sandro Meira Ricci, Paulo César de Oliveira e Fernanda Colombo.

“É assim que funciona o VAR no Brasil. Não tem interpretação do árbitro em campo. A interpretação é da câmera lenta, do ‘cara’ do VAR e depois de ele ouvir a Central do Apito”, declarou Ribeiro.

Após reclamação dos ex-árbitros à direção da Globo, a emissora dispensou o comentarista. Ao Notícias da TV, ele informou que não tem contrato fixo com o SporTV, e que suas participações no programa dependem da própria emissora.

Ribeiro esclareceu também que seu comentário não foi uma crítica específica à Central do Apito: “Critiquei o comando da arbitragem e os árbitros do VAR e de campo. Nenhuma crítica específica à Central do Apito. Pelo contrário. Respeito a opinião deles (incluindo sobre o VAR), o trabalho deles e todos eles pessoalmente. E, de novo, não é o foco do meu comentário. O foco é o quanto estão perdidos na utilização do VAR no futebol brasileiro. Essa é a discussão”.

Classificados…

Quando aceitei ser o primeiro ombudsman mulher num importante jornal carioca, após deixar o Estadão, sabia que teria de rever alguns conceitos e preconceitos em relação ao jornalismo dito popular. Minha raiz profissional sempre havia sido outra, mais sofisticada, mais voltada para um tipo de leitor que eu não iria encontrar no novo emprego. Um grande desafio, que enfrentei cheia de medos, inseguranças, mas também esperança numa nova proposta de trabalho, num novo tipo de fazer jornal que iria exigir de mim mais do que conhecimentos acumulados ao longo de décadas. Aconselhada pelos mais experientes nessa área, entrei nela com aquele cuidado de quem entra num galinheiro cuidando para não pisar nos ovos ou assustar as galinhas.

Já falei muito no Face sobre esse tão complexo cargo − ombudsman −, por isso não vou me deter nele. Mas uma das minhas tarefas, talvez a mais importante, era contribuir para mudar o que não estava bom e ajudar aqueles que haviam chegado para mudar o que precisava ser mudado. Trabalho não me faltaria. A começar pela formatação e ilustração das páginas de classificados, onde anúncios oferecendo vagas para médicos, advogados e professores saiam na mesma página dos prostíbulos oferecendo garotas de programa, “massagistas do sexo”, anúncios às vezes ilustrados por mulheres em poses eróticas com animais. Aquilo me chocara.

− Magda, tem um general na linha querendo falar com você. Está furioso. Diz que vai mandar tanques e bazucas para a porta do jornal até resolvermos o problema −, avisou a secretária.

Desde o começo de minha nova e difícil atividade fui surpreendida com a quantidade de reclamações de leitores e empresários sobre anúncios trocados, anúncios mal escritos e, pior, anúncios com números de telefones errados. Os dos prostíbulos estavam caindo em casas de famílias. Era o caso do general. Estava furioso e com razão. Há semanas ligavam para a casa dele perguntando o preço do michê.

Consegui acalmá-lo e fui atrás do miserável que havia feito aquela desgraceira. A agência responsável era de Copacabana e o anúncio havia sido escrito pela própria cafetina, “freguesa antiga e pontual, gente boa”. Pedi o endereço da freguesa antiga, pontual e gente boa. Ficava na Barata Ribeiro 200, um famoso pombal de pequenos aptos onde rolava de tudo para todos os gostos e taras. Um bordel que determinada fauna chamava de seu, com direito a documentários, filmes, avisos nos postes do bairro etc…

Me aprumei, ajustei a coluna, me dirigi ao tal endereço e muitos andares depois cheguei na “gerência”. Antes, passara por um corredor longo e estreito onde gritos e sussurros me diziam que estava no lugar certo. Abri a pesada porta de vidro esfumaçada e entrei. Fui recebida com um “as salas estão lotadas. Espera lá fora”.  Mas o crachá me denunciou, mania de esquecer de tirá-lo quando na rua. Corre-corre, chama fulano, chama sicrana, ninguém sai, ninguém entra, o que foi, o que não foi, é a polícia????

Tudo esclarecido, anúncios refeitos, promessas de não mais acontecer, essas coisas. No jornal, liguei para o general, que já chamara seu advogado e ex-comandados. Estava na reserva, mas ainda tinha força política em seu meio. Conversei com os dois, expliquei tudo que acontecera, mil desculpas, não precisa chamar os tanques nem trocar o número do telefone. Aproveitei e os convidei a visitar o jornal e conhecer o projeto do novo parque gráfico que seria construído em Benfica. Seria o maior da América Latina, um sonho que Roberto Marinho desmoronou ao construir o portentoso parque gráfico de O Globo na Baixada Fluminense.

A cafetina “gente boa” me mandou flores e um cartão de agradecimento.


Magda Almeida

A história desta semana é novamente uma colaboração de Magda Almeida. Carioca, hoje residindo em Porto Alegre, no Rio teve passagens por Jornal do Brasil (repórter especial e editora), Jornal da Tarde e O Estado de S. Paulo (repórter especial) e O Dia, onde foi ombudsman e criou e administrou o Instituto Ary Carvalho, braço social, cultural e de educação do grupo O Dia.

Nosso estoque do Memórias da Redação acabou. Se você tem alguma história de redação interessante para contar mande para [email protected].

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