O Instituto Ling divulgou os vencedores da quarta edição do Programa de Bolsas de Estudos Jornalista de Visão. Para bolsa de mestrado com livre escolha, os selecionados foram Patrícia Gomes (Agência de Notícias Porvir), Bruno Boghossian (Folha de S.Paulo), Guilherme Nascimento Valadares (site PapodeHomem) e Daniel Trielli (O Estado de S. Paulo). Para a bolsa do CGEG-BRICLab Visiting Scholar Program da Columbia University, venceram Anna Virgínia Balloussier (Folha de S.Paulo) e Rodrigo Burgarelli (Estadão). Alana Rizzo (Estadão) e Paulo Justus (IstoÉ Dinheiro) ganharam bolsa para a School of Communication da IE Business School, em Madri, e poderão escolher um dos quatro cursos de mestrado oferecidos pela instituição. Para as bolsas do MA in Governance, Leadership and Democracy Studies do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa, os escolhidos foram Geórgia Santos (Rádio Gaúcha) e Giuliana Miranda (Folha de S.Paulo). A apresentação oficial dos dez bolsistas será em 5/8, durante o café da manhã anual do Instituto Ling, no Hotel Intercontinental. O Instituto é uma associação criada em 1995 para apoiar pessoas com independência e excelência intelectual. Sheun Ming Ling e sua esposa migraram da China para o Brasil no início da década de 1950, estabelecendo-se no Rio Grande do Sul. Hoje, a família é controladora da Petropar, que opera nos setores de embalagens e reflorestamento. O Instituto lançou o Programa de Bolsas Jornalista de Visão em 2010, depois de estabelecer programas em diversas áreas do conhecimento.
Marcelo Leite volta às reportagens especiais da Folha de S.Paulo
Após dois anos e meio como editor de Opinião na Folha de S.Paulo, Marcelo Leite está de volta ao time de repórteres especiais, retornando aos temas ligados a Ciência, sua especialidade. No jornal desde 1986, foi também editor de Ciência, Internacional e Política, correspondente em Berlim, ombudsman e secretário-assistente de Redação. É autor de dez livros, entre eles Os alimentos transgênicos (Publifolha, 2000), Amazônia, terra com futuro (Ática, 2005) e Fogo verde (Ática, 2009). Para seu antigo posto foi promovido o editor-assistente Uirá Machado. Outra mudança no jornal envolve o também repórter especial Leandro Colon, anunciado esta semana como novo correspondente em Londres. A mudança passa a vigorar a partir de setembro e com ela a Folha decide pelo fim do posto de correspondente-bolsista naquele país. Ainda por lá, Diógenes Muniz saiu após quase oito anos de casa. Ele começou como repórter da Ilustrada, na Folha Online, e ainda no site foi editor-assistente de Ilustrada e Tec. Também foi editor de Multimídia da Folha e ajudou a criar a TV Folha, ao lado de João Wainer, onde ultimamente era editor-adjunto. A partir deste mês assume o posto de editor de vídeos na Veja SP.
De papo pro ar – Chave no chão
Faz tempo. Foi no teatro da União Municipal dos Estudantes no bairro do Bixiga, em São Paulo. No palco, Dominguinhos e outros músicos. Plateia lotada. De repente Dominguinhos ouve um som diferente e para de cantar, perguntando: – O que foi? O clarinetista Zezinho Pitoco, timidamente respondeu: – Foi a minha chave (do carro) que caiu. O público irrompeu numa gargalhada. N. da R.: Dominguinhos faleceu na tarde desta 3ª.feira (23/7), aos 72 anos, no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado havia vários meses para se tratar de um câncer no pulmão. Seu corpo foi velado na sede da Assembleia Legislativa paulista e depois transportado para sepultamento em Pernambuco. Em http://bit.ly/13dCEpz, música que Assis Ângelo e Gereba compuseram para a garotada do Centro Educacional Unificado – CEU, de São Paulo. Dominguinhos gostou e gravou, mas não incluiu em disco.
Jornada da Juventude mobiliza seis mil jornalistas
Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro A vinda do Papa ao Rio, para uma semana inteira de eventos simultâneos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), mexe com a vida da cidade e dá trabalho a uma multidão de jornalistas. Foram credenciados seis mil profissionais de 70 países, que têm à disposição dois Media Centers – em Copacabana, na Zona Sul, e em Guaratiba, Zona Oeste da cidade –, sob a coordenação de Benjamin Paz, gerente de Comunicação da JMJ. Em Copacabana, foi ampliada a estrutura montada inicialmente para a Copa das Confederações, nas instalações militares do Forte de Copacabana, ponto histórico e com vista de cartão postal do Rio. Funciona desde o dia 20/7 em mais de 3.600 m2, com as facilidades que se esperam: computadores, telefone, central de impressões e cópias, internet banda larga e rede WiFi, lanchonete. Quem entra e sai é vistoriado pela Polícia Federal. Um auditório com 350 lugares tem programação diária de coletivas, sejam religiosos que trazem números dos peregrinos que não param de chegar, por país, da hospedagem em casas de família, o legado social de muitas obras de caridade realizadas na ocasião, depoimentos em todas as línguas. E ainda as autoridades cariocas, informando mudanças no trânsito, esquemas de transporte, investimento em infraestrutura, facilidades disponíveis para a cobertura. Comparecem os órgãos federais, como Ministério do Turismo e Secretaria de Aviação Civil, entre outros. A segurança fica por conta do Exército, com reforço da Polícia Federal e da Gendarmaria do Vaticano, mas esses não dão entrevista. Três grandes bancos patrocinadores aproveitam a oportunidade para distribuir seus releases. Os eventos da agenda oficial do Papa são transmitidos ao vivo, em monitores espalhados pelo local. Além disso, está disponível uma estrutura para televisão, administrada pela agência New Source Globo em conjunto com a Associated Press, que presta serviços de personalização de conteúdo com stand-up positions e outros de broadcasting. No entorno, há por volta de dez salas privativas, para locadores como a tevê italiana RAI. Carlos Gutierrez coordena a sala exclusiva dos profissionais de mídias sociais, com seus cerca de 50 postos permanentemente ocupados por quem, mais do que acompanhar atividades reais, dedica-se à cobertura virtual. Em uma ala com acesso bloqueado, estão as salas das mídias privilegiadas, como a Rádio Vaticano, sob o comando do padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. A assessoria para a mídia católica – que se destaca com os canais Rede Vida e Canção Nova – funciona no centro da cidade, no Comitê Organizador Local (COL). Para a chamada “mídia secular”, a FSB montou uma equipe com 30 pessoas, tendo à frente Luciana Martinusso, chefe da conta da JMJ na agência desde o início do ano. As hard news estão concentradas na sede da FSB, com Mayara Feijó e Rennan Soares, entre outros, e as informações sao repassadas ao bureau do Media Center, que conta com Suzi Melo e Gonçalo Campos. Que sejam bastante abençoados, porque o trabalho é muito, e esses profissionais fizeram por merecer a indulgência.
Criação Gráfica e Fotografia podem concorrer em até três segmentos
Os trabalhos jornalísticos sobre Sustentabilidade que sejam ilustrados de forma atraente por uma boa criação gráfica ou boas fotografias poderão ser inscritos em até três segmentos do Prêmio Jornalistas&Cia/HSBC de Imprensa e Sustentabilidade: nas próprias Criação Gráfica e Fotografia, que em conjunto formam o segmento Imagem (valendo R$ 6 mil cada); e na plataforma editorial em que foram produzidos (Jornal, Revista, Rádio, Televisão e Webjornalismo, que valem R$ 10 mil). Além disso, caso passem para a final e não sejam vitoriosas, também concorrerão em uma das categorias regionais Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul – cada uma valendo R$ 5 mil. O mesmo se dá para a categoria especial Água, que também poderá ter os trabalhos de Criação Gráfica e Fotografia inscritos de forma independente, podendo concorrer tanto nas categorias principais quanto nas regionais. A inscrição pode ser feita diretamente pelos profissionais de design ou de fotografia e os trabalhos serão analisados por jurados especializados. Fica aí a dica para repórteres e editores que se inscreveram ou vão se inscrever: avisem os colegas de Arte ou Fotografia sobre o prêmio e as múltiplas chances de vitória.
Aline Sordili passa a diretora de Operações do R7
Aline Sordili deixou o posto de diretora de Conteúdo R7 para assumir a recém-criada Diretoria de Operações do portal, que engloba projetos, produtos, arte, área administrativa, tecnologia e coordenação de vídeos. A Diretoria de Conteúdo passa a ser ocupada por Luiz Cesar Pimentel, que acumula o posto com a Direção de Redação. Aline começou a carreira em 1992 na Folha de S.Paulo, onde foi de estagiária a editora online. Passou por Reuters e UOL, respectivamente, como editora e gerente de Operações. De 2000 a 2009 trabalhou na Editora Abril, no início como editora online chegando a gerente de conteúdo e de produtos. Lá passou por Exame, Veja SP e Abril.com. Permaneceu na editora até 2009, quando migrou para o R7, também na gestão de Conteúdo. Ministrou disciplina de Gestão de Projetos de internet na Universidade Anhembi-Morumbi (2000 a 2003). É professora de Gestão de Conteúdo, Novo Marketing e Novos Consumidores no MBA do I-Group. Também ministra o curso de Gerenciamento de Portais e Comunicação Online, já realizado na ESPM e com turmas confirmadas para Cásper Líbero e FAAP. Luiz, que tem Mestrado em Jornalismo Internacional pela PUC/SP, começou ainda na graduação, na editora Trama. Teve passagens, entre outras, pelas redações de CartaCapital, Folha de S.Paulo, JT, Elle, Superinteressante e Trip. Em 2004, foi para o UOL como coordenador de parcerias de Conteúdo, posto que ocupou até 2008. Em seguida, passou por MySpace e Virgula até chegar ao R7, em 2009. Ao longo de sua carreira, participou de coberturas em Estados Unidos, Alemanha, Dinamarca, Holanda, Rússia, Polônia, China, Vietnam, Camboja, Equador, Índia, Nepal e Bangladesh. É autor dos livros Sem pauta – Reportagens, histórias e fotos de um jornalista pelo mundo (Seoman, 2005) e Você tem que ouvir isso! (Seoman, 2011).
Justiça do Rio anula eleição da ABI
A juíza Maria da Glória Bandeira de Melo anulou a eleição para a diretoria da ABI, realizada em abril passado. Seu argumento foi “a inadmissível desigualdade no tratamento entre a chapa da situação, Prudente de Morais, e a concorrente, Vladimir Herzog, (…) com o nítido propósito de afastar esta última da disputa”. A chapa de oposição, encabeçada por Domingos Meirelles, foi impedida de concorrer e entrou com uma ação para cancelar o processo eleitoral. Enquanto a ação era julgada, a eleição foi realizada sub judice, em 26/4, com chapa única, tendo à frente Maurício Azêdo. No processo, a chapa Vladimir Herzog alegava irregularidades na formação da Comissão Eleitoral da ABI, e a juíza determinou que fosse realizado o pleito em caráter condicional, até que a entidade apresentasse sua defesa. Na ocasião, fez a ressalva de que, se as acusações fossem acatadas, a eleição perderia a validade. O próximo passo será reunir o Conselho Deliberativo, para formar uma nova comissão eleitoral, que vai convocar eleições por meio de edital. Até lá, continua no cargo a diretoria anterior a essa disputa. Vale registrar que cabe recurso da decisão, segundo apurou Jornalistas&Cia.
Folha denuncia censura do facebook
A Folha de S.Paulo denunciou em suas edições de sábado (20/7) e domingo (21) a censura praticada pelo facebook a um texto noticioso que o jornal publicou na página que mantém na rede social e na qual tem 1,76 milhão de simpatizantes. O texto falava da manifestação de um grupo gaúcho criado para defender o passe livre e mostrava foto do protesto com pessoas nuas. O texto foi retirado do ar e o titular da conta suspenso por um dia. Em artigo na página 2, publicado no domingo e intitulado Facebook, ame-o ou deixe-o, o editor-executivo Sérgio Dávila mostra todo o inconformismo do jornal e, de certo modo, dos jornalistas contra a atitude autoritária e censória da rede social. Nele, Sérgio diz: “Não sou um ativista anti-Facebook. Sou ‘cidadão’ desde 2005, quando estudava em Stanford e a rede mal tinha evoluído de sua origem – ajudar nerds a classificar rostos (daí o “face” do nome) como bonitos ou feios. Mas tenho discutido aqui se devemos nos entregar a essa ‘rede social’ sem questionar suas práticas e sua ética. Como numa seita, muitos não querem nem ouvir falar disso”. No trecho final ele afirma: “Um apresentador de tevê que respeito insinuou que o ‘mimimi’ da ‘grande mídia’ com o Facebook era inveja. Uma amiga e ex-editora da Folha disse que, com tantas objeções, o jornal não deveria estar ali. ‘O espírito do Facebook é ame-o ou deixe-o?’, provoquei, citando um dos slogans da ditadura militar (1964-1985). Ela respondeu que, ‘se há tantas restrições sobre a postura empresarial das redes, me parece, sim, um ame-o ou deixe-o’. Não amo, nem deixo. E continuarei a questionar”.
Celso Schröder é reeleito para a Fenaj
Com 2.524 de 4.365 votos (57,8%) em todo o País, Celso Schröder foi reeleito para mais um mandato à frente da Fenaj, até 2016. A Comissão Eleitoral Nacional concluiu a apuração nesta 2ª feira (22/7), confirmando a vitória da Chapa 1 – Sou jornalista, Sou FENAJ!, que ele lidera. Para a Comissão Nacional de Ética foram eleitos Sérgio Murillo de Andrade, Beth Costa, Angela Marinho, Beatriz Barbosa e Mário Messagi Jr.. A chapa 2 Luta FENAJ, de oposição, teve 1.393 votos. Foram registrados ainda 80 votos nulos, 107 em branco e outros 261 foram anulados. A eleição não foi realizada em Mato Grosso e Maranhão. E embora tenha valorizado o esforço de realização da eleição na Bahia e em Rondônia, a Comissão Eleitoral não computou o resultado nos dois Estados. No primeiro caso, porque os critérios para a definição dos sócios aptos a votar foi diferente do estabelecido no Regimento Eleitoral; no segundo, porque a ata não foi enviada em tempo hábil. A posse da nova diretoria ocorrerá no XIX Enjai, que será realizado de 22 a 25/8 no Rio de Janeiro. Os nomes dos demais integrantes da Chapa 1 podem ser conferidos no http://bit.ly/199q51h. Simultaneamente às eleições para a Fenaj, de 16 a 18/7, cinco Sindicatos de Jornalistas escolheram novas diretorias para o triênio 2013/2016. No Ceará, com 197 dos 357 votos válidos, venceu a Chapa 1, Jornalistas Unidos, Sindicato Forte, liderada pela presidente em exercício Samira de Castro. Em Goiás, a chapa única encabeçada pelo atual presidente Claudio Curado recebeu 94,5% dos votos. No Município do Rio, em que a disputa se deu entre quatro grupos, venceu a Chapa 2, Sindicato é pra lutar – Oposição de verdade, encabeçada por Paula Máiran, com 143 dos 429 votos contabilizados – a chapas 1, 4 e 3 tiveram, respectivamente, 95, 94 e 90 votos. Em Pernambuco, venceu a Chapa 1, Avançar com Mobilização, da atual presidente Ana Cláudia Eloi da Hora, que obteve 224 votos, contra 15 votos da Chapa 2 Você Sabe Porquê, 5 votos em branco e 5 nulos. E no Rio Grande do Sul, Milton Simas, encabeçando a chapa única que concorreu este ano, foi aprovado por 238 de um total de 280 eleitores.
Fernão Lara Mesquita na Folha?
Mesquita e Frias, Estadão e Folha. Quem nunca passou por alguma dessas redações ou está há menos tempo na profissão talvez não faça uma rápida associação de quem é de onde do jornalismo impresso de São Paulo. Aos mais atentos, é possível que tenha sido no mínimo curioso ver na página de Opinião da Folha de S.Paulo desta 3ª.feira (23/7) um artigo de Fernão Lara Mesquita, filho de Ruy Mesquita e integrante da família que comanda o concorrente Estadão. Em “Recall”, sem batatas nem legumes, ele fala sobre as vantagens do modelo de eleições distritais com “recall”, adotado em países como Suíça e Estados Unidos (http://bit.ly/14DkByA). O alerta foi dado pelo ex-chefe de Reportagem do Estadão Moacyr Castro no grupo eXtadão do facebook (www.facebook.com/groups/sou.eXtadao): “Prova de que o Ex-tadão é ex mesmo e não significa mais nada. Fernão Mesquita preferiu a Folha para divulgar suas ideias. Está na edição de hoje. Triste fim, muito triste. Jamais haverá outro igual”.







