Jornada da Juventude mobiliza seis mil jornalistas

Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro A vinda do Papa ao Rio, para uma semana inteira de eventos simultâneos da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), mexe com a vida da cidade e dá trabalho a uma multidão de jornalistas. Foram credenciados seis mil profissionais de 70 países, que têm à disposição dois Media Centers – em Copacabana, na Zona Sul, e em Guaratiba, Zona Oeste da cidade –, sob a coordenação de Benjamin Paz, gerente de Comunicação da JMJ. Em Copacabana, foi ampliada a estrutura montada inicialmente para a Copa das Confederações, nas instalações militares do Forte de Copacabana, ponto histórico e com vista de cartão postal do Rio. Funciona desde o dia 20/7 em mais de 3.600 m2, com as facilidades que se esperam: computadores, telefone, central de impressões e cópias, internet banda larga e rede WiFi, lanchonete. Quem entra e sai é vistoriado pela Polícia Federal. Um auditório com 350 lugares tem programação diária de coletivas, sejam religiosos que trazem números dos peregrinos que não param de chegar, por país, da hospedagem em casas de família, o legado social de muitas obras de caridade realizadas na ocasião, depoimentos em todas as línguas. E ainda as autoridades cariocas, informando mudanças no trânsito, esquemas de transporte, investimento em infraestrutura, facilidades disponíveis para a cobertura. Comparecem os órgãos federais, como Ministério do Turismo e Secretaria de Aviação Civil, entre outros. A segurança fica por conta do Exército, com reforço da Polícia Federal e da Gendarmaria do Vaticano, mas esses não dão entrevista. Três grandes bancos patrocinadores aproveitam a oportunidade para distribuir seus releases. Os eventos da agenda oficial do Papa são transmitidos ao vivo, em monitores espalhados pelo local. Além disso, está disponível uma estrutura para televisão, administrada pela agência New Source Globo em conjunto com a Associated Press, que presta serviços de personalização de conteúdo com stand-up positions e outros de broadcasting. No entorno, há por volta de dez salas privativas, para locadores como a tevê italiana RAI. Carlos Gutierrez coordena a sala exclusiva dos profissionais de mídias sociais, com seus cerca de 50 postos permanentemente ocupados por quem, mais do que acompanhar atividades reais, dedica-se à cobertura virtual. Em uma ala com acesso bloqueado, estão as salas das mídias privilegiadas, como a Rádio Vaticano, sob o comando do padre Federico Lombardi, diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé. A assessoria para a mídia católica – que se destaca com os canais Rede Vida e Canção Nova – funciona no centro da cidade, no Comitê Organizador Local (COL). Para a chamada “mídia secular”, a FSB montou uma equipe com 30 pessoas, tendo à frente Luciana Martinusso, chefe da conta da JMJ na agência desde o início do ano. As hard news estão concentradas na sede da FSB, com Mayara Feijó e Rennan Soares, entre outros, e as informações sao repassadas ao bureau do Media Center, que conta com Suzi Melo e Gonçalo Campos. Que sejam bastante abençoados, porque o trabalho é muito, e esses profissionais fizeram por merecer a indulgência.