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Célia Perrone começa no Correio Braziliense

Na Economia do Correio Braziliense, Célia Perrone, ex-GloboNews em São Paulo, chegou esta semana para integrar a equipe de Vicente Nunes.

Ela estava estudando em Nova York por oito meses e entrou na vaga de Juliana Borre, que havia deixado o jornal. Com a reestruturação da equipe, Sílvio Ribas foi para subeditoria e Célia ficou na reportagem.

Ainda por lá, Guilherme Araújo despediu-se do jornal e seguiu para o Ministério do Planejamento. E, numa solução caseira, como explica Vicente, Rodolfo Costa, que começou como estagiário na editoria, foi remanejado de Cidades, onde já vinha atuando como contratado

O Escritor, da UBE, publicará entrevista inédita com Rodolfo Konder

Colhido por Betty Vidigal em 2005, depoimento integra a série Onde você ficou quando o Muro caiu? Uma entrevista inédita com Rodolfo Konder, falecido recentemente, feita e gravada em 2005 por Betty Vidigal, será publicada na próxima edição de O Escritor, da UBE – União Brasileira dos Escritores, no final do mês. Joaquim Maria Botelho, presidente da UBE, é também o editor da publicação. O depoimento é parte de uma série de entrevistas, todas em resposta à mesma questão: Onde você ficou quando o Muro caiu?, em alusão à queda do Muro de Berlim, que mudou os rumos do socialismo no mundo. Editada em forma de depoimento do próprio Konder, a entrevista mostra de forma sucinta sua trajetória e as razões de rejeitar, em determinado momento da vida, o comunismo que abraçara desde a juventude. Revela, por exemplo que se tornou comunista no útero da mãe, sob a influência devastadora do pai, mas que só se ligou ao PCB quando entrou para a Petrobras, no começo dos anos 1960, tornando-se dirigente sindical: “Como nos ensinava Heráclito, aquele misterioso cidadão que viveu na Grécia Antiga, não podemos ver as coisas senão como um rio em transformação”   “Os únicos valores nos quais acredito são a Democracia e a Liberdade” Sobre a queda do Muro, afirmou não ter sido surpresa, pois quem não era tão sectário já antevia o fracasso da experiência soviética: “Mas o que veio à tona foi pior do que eu imaginava. Stalin foi responsável por mais mortes que Hitler”. Num trecho, um mea-culpa: “O PCB era uma organização moderada, contrária à violência, mas dócil em relação à União Soviética. Alguns amigos meus, como meu querido irmão Leandro Konder, ficam horrorizados com o meu reacionarismo atual. Acham que só o ‘socialismo real’ fracassou, mas não conheço o irreal. Em toda parte a experiência socialista fracassou. Fico chateado comigo mesmo por ter defendido isso durante anos. E paguei um preço alto: fui duas vezes exilado, fui preso, torturado”. Noutro, duras críticas a Cuba e à Coreia do Norte: “Fidel Castro era um dos meus heróis. Muitos amigos meus não têm coragem de criticar, quando as evidências mostram que Fidel se tornou um patético ditador que manda fuzilar jovens! Não há liberdade, não se pode criticar nem sair daquela porcaria. A Coreia do Norte é outra ditadurazinha socialista nojenta, onde o poder passa de pai para filho”. Ceticismo com as esquerdas: “Depois do AI-5, em dezembro de 1968, eu estava muito visado no Rio. Fugi para São Paulo. Aceitei um convite para trabalhar na revista Realidade e retomei minha militância. Mas, quando o Afeganistão foi ocupado pelas tropas soviéticas, escrevi um artigo violentíssimo contra a invasão e novamente a direção do partido veio em cima de mim. Dessa vez fui oficialmente punido. Eu era membro do Comitê de Imprensa e fui rebaixado a quadro de base, veja que coisa ridícula. É o espírito militar que essas organizações de esquerda têm. Como eu conheço as entranhas da esquerda, não tenho mais ilusões”. No depoimento a Betty Vidigal, Konder lembrou ainda que o comunismo era um sonho, mas o caminho para chegar a ele tinha de passar pelas definições leninistas: “A primeira etapa é a ditadura do proletariado. Pergunto: em algum lugar o ser humano foi capaz de ir além disso? Não. Ficaram nesta etapa, porque ninguém abre mão do poder. Principalmente um poder ditatorial. Essas coisas do Zé Dirceu, isso foi em função do poder: ‘se dinheiro é poder no capitalismo, vamos arrecadar dinheiro’. Ele é um Comissário do Povo. Conheci vários. Querem ficar trinta anos no poder. O projeto era esse, claro. Abandonaram a ética para garantir o poder, como Fidel. Um sujeito que manda fuzilar quatro jovens, sem processo, porque queriam sair de Cuba, é um filho da puta. As pessoas precisam ter coragem de dizer isso”. Ao assumir que também ele, Konder, foi um Comissário do Povo, salientou ser isso apenas uma metáfora, pois disse nunca ter acreditado que os fins justificam os meios: “Nunca acreditei que pudéssemos chegar a um regime ético abandonando a ética. Por isso, nunca tive um poder maior, tive cargos de direção intermediária. Fui o primeiro-secretário: recrutava pessoas, recolhia dinheiro. E não era ‘caixa dois’. Marcava reuniões, determinava a pauta”. Sobre o sindicato e a Petrobras: “Eu era responsável pela estrutura à qual pertencia. Por exemplo, na Petrobras, eu era da direção do sindicato. Depois, entre os jornalistas, também. O Vlado Herzog entrou no PCB por meu intermédio, ele me pediu, queria entrar. Uma das coisas que aquele episódio me mostrou foi que não sou herói. Escrevi um artigo na Playboy, anos atrás, que começava dizendo: “A vida me ensinou duas coisas que parecem banais mas me custaram muito caro: Papai Noel não existe e homem chora”. Um homem desiludido: “Hoje não sou mais guru de ninguém, sou uma pessoa desiludida. Os únicos valores nos quais acredito são a Democracia e a Liberdade. Não fiquei um velho ranheta, mas vejo que os jovens vivem aprisionados no agora, não investigam o passado. O dia a dia é o que interessa. Vão ter que encontrar um caminho, novos sonhos, porque se não encontrarem podemos estar caminhando para um novo holocausto”. Sobre Lula, Bush e Hitler: “No Brasil temos um mau exemplo, porque Lula se orgulha de ter chegado à Presidência da República sem estudar. Ele não tem o hábito da leitura. Vê-se pelas reflexões rasteiras, toscas. Vou entrevistá-lo para a TV Cultura, e a primeira pergunta que pretendo fazer é sobre o sentido da História. Vou obrigá-lo a expor sua indigência. Como George Bush. Já consultei o Pinotti sobre ser um caso raro de anencefalia em que o bebê sobreviveu e chegou à idade adulta. Hitler também era uma criatura tosca, sem preparo. Por que chegou ao poder? Porque a grande Alemanha de Beethoven e Thomas Mann tinha se desumanizado. Bertold Brecht, judeu comunista e alemão, definiu com muita sensibilidade o que aconteceu na Alemanha: ‘Muito antes de as bombas caírem sobre nossas cidades,/ caminhávamos nas ruas que ainda existiam,/ mas já vivíamos mergulhados na insensatez’”. Konder lembrou que, “nessa guerra, morreram 25 milhões de pessoas, na maioria esmagadora homens. As mulheres tiveram que assumir as funções deles, senão seus países entrariam em colapso. No mundo inteiro houve uma mudança radical no papel da mulher. Dialeticamente, esse foi o lado positivo da guerra, mas não a justifica”. Ao final ressaltou: “Tivemos ao longo da História fases mais criativas, mas tivemos grandes civilizações que desapareceram. A nossa não está imune a esse perigo. O que está aí parece sólido, mas ‘tudo que é sólido se desmancha no ar’. Visitei as ruínas de Teitchuacán, no México, de uma cultura fantástica da qual não resta nada, visitei as ruínas dos Maias, também uma cultura maravilhosa. O que ficou dos Astecas não é nada; dos Incas, no Peru, também. O continente africano está naufragando. Estamos numa fase de desumanização, violência cada dia maior, destruição do meio ambiente, narcotráfico, lideranças incompetentes. Os problemas se agravam, as desigualdades aumentam. Mas ainda acredito em uma saída”. E encerrou com uma indagação: “Somos capazes de encontrar novas utopias, que mobilizem os seres humanos? Só tenho dúvidas, mas acredito na possibilidade de que o pessoal jovem encontre as respostas”.

Memórias da Redação – Altevir e Alexandre

Esta semana temos nova contribuição de Eduardo Brito, editor de Política do Jornal de Brasília.

Altevir e Alexandre

Baixinho, bigodudo e riquíssimo, o senador Altevir Leal gostava de rebocar jornalistas para almoçar com ele no restaurante do Senado, no final dos anos 1970 e começo dos 80. Fazia isso menos para se promover, pois tinha pouco a contar, e mais para se informar e principalmente para ter companhia. Representante do longínquo Acre, tinha poucos conhecidos em Brasília. As más línguas diziam que, nesses almoços, Altevir coçava a cabeça com o garfo e palitava os dentes com a faca. Maldade pura. Embora simples, Altevir era educadíssimo. Só não tinha voto. Por uma dessas maravilhas do sistema eleitoral brasileiro, Altevir teve dois mandatos de senador sem jamais ter recebido um único voto popular.

Sua vida política começara em 1970. Os candidatos da Arena ao Senado pelo Acre eram o general José Guiomard, considerado o pai do Estado, e o promissor deputado Geraldo Mesquita. Como de praxe, dois milionários locais foram arrolados como suplentes, para financiar a campanha. Eram Jorge Félix e Altevir Leal. Na hora de fechar a chapa, Jorge Félix bateu o pé. Queria a suplência do idoso Guiomard. Altevir conformou-se e ficou com Mesquita.

Era o ano do tricampeonato, do milagre brasileiro, da censura e da escalada da repressão. Beneficiária de tudo isso e principalmente da mordaça, a Arena venceu em todo o País. Guiomard e Mesquita se elegeram, derrotando o senador Oscar Passos, presidente nacional do oposicionista MDB. Sem mandato, Oscar Passos deixou o cargo, abrindo caminho para ninguém menos do que Ulysses Guimarães, iniciando sua épica jornada.

Eram também os tempos de governadores nomeados. Em meio ao mandato, Geraldo Mesquita foi escolhido governador do Acre pelo general de plantão. Altevir Leal ganhou quatro anos de mandato. Enquanto isso, José Guiomard permanecia firme e forte, para desespero de seu suplente.

Chegaram as eleições de 1978, com uma nova figura, criada pelo chamado Pacote de Abril. Era a eleição indireta de um dos dois senadores que teriam o mandato renovado e que, por isso mesmo, foram apelidados de biônicos. Tudo para evitar que a governista Arena perdesse a maioria no Senado. Na hora de preencher a vaga do Acre, nenhuma surpresa. O biônico seria o idoso José Guiomard. Podia ser entrado em anos, mas tinha ótima memória. Na hora de escolher o suplente, o velho vetou a recondução do seu.

– Esse aí apostou em minha morte. Vai o outro.

O outro, claro, era o feliz Altevir Leal. Aceitou a suplência, evitando disputar a outra vaga, a ser preenchida pelo voto direto. Passou-se algum tempo e José Guiomard morreu. Altevir Leal ganhou novo mandato, o segundo.

Foi então que o presidente Ernesto Geisel escolheu seu sucessor, o general João Baptista de Figueiredo. Uma vez ungido, mas ainda não eleito, Figueiredo abriu um escritório eleitoral no Hotel Aracoara, no centro de Brasília. Lá passava os dias, recebendo empresários e políticos. Uma festa. A turma fazia fila, sempre tendo em mãos um presente para o futuro presidente. Sabido que era o gosto do general por cavalos, apareciam às dúzias quadros e estátuas de quadrúpedes, levados pelos visitantes desejosos de cair nas boas graças de Figueiredo.

Como o poder estava se transferindo, jornais e emissoras destacaram para o Aracoara seus melhores repórteres. O Jornal do Brasil escolheu Alexandre Garcia, até essa época setorista da Presidência da República. Fica o registro de que, ratificada a indicação do general Figueiredo, Alexandre passaria a porta-voz do Planalto. De lá iniciaria uma nova carreira de sucesso na televisão, primeiro na Manchete e depois na Globo.             Lá estava Alexandre Garcia quando aparece ninguém menos do que Altevir Leal. Levando seu presentinho para o futuro presidente, o senador foi atendido com rapidez, conversou por cinco minutos e já saía quando Alexandre puxou conversa.

– Senador, foi conversa política?

– Sim, e muito boa.

– O senhor veio conversar sobre o quê?

– Minha candidatura a governador. (a essa altura, os governadores ainda eram nomeados, embora pela última vez)

– Mas o que, especificamente, sobre a candidatura?

– Vim saber se o presidente tem alguma coisa contra ela.

– E poderia ter?

– Bom, tem um probleminha de terras por lá…

Deve ter sido a mais curta candidatura a governador de todos os tempos. Grande proprietário de terras no Acre e em outros estados da região Norte, Altevir enfrentava acusações de grilagem, de invasão, de falta de titulação, mas até sua desastrada visita a Figueiredo ninguém falava disso em Brasília. Ele negava todas as denúncias, mas admitia – até por não ter como contestar – que suas terras ultrapassavam o máximo permitido para um só proprietário em municípios de fronteira.

Nunca mais se falou na pretensão de Altevir Leal ao governo. Ele ainda completou seu segundo mandato de senador e encerrou aí sua vida política sem jamais ter recebido voto popular.

Semanas movimentadas nas redações do Grupo Folha

As últimas semanas foram movimentadas no Grupo Folha. Para Mercado, chegaram recentemente os repórteres Gustavo Machado da Costa (ex-Brasil Econômico e DCI) e Douglas Gavras, que retorna ao jornal em que já havia atuado entre 2011 e 2013. Giuliana Vallone deixa a TV Folha e passa a integrar a Ilustrada, na vaga que era de Gustavo Fioratti, que saiu no mês passado. No lugar de Giuliana entra Anna Virgínia Baloussier, que deixa o cargo de editora-assistente da revista sãopaulo, no qual foi efetivada Lívia Sampaio, repórter de Cidades que ocupou interinamente o posto nos últimos meses enquanto Anna fazia um curso em NY. Para o lugar de Lívia foi Rafael Balago, que assinava os roteiros de teatro e dança no Guia Folha, substituído por Luiza Wolf (ex-Divirta-se), que colaborava com o Guia desde o começo do ano. Ainda na revista registro para a chegada de Bruno Soraggi, que também era do Guia, para a vaga de Ricardo Senra, agora na BBC Brasil. No lugar de Bruno assume Rafael Gregorio, após temporada na Carta na Escola.

O Globo reforça sucursal paulista com cinco repórteres

A sucursal paulista de O Globo contratou cinco reforços nas últimas semanas. As movimentações envolveram o preenchimento de duas vagas que estavam abertas desde o final do ano passado, a criação de duas novas e a abertura de uma quinta vaga temporária, ocupada desde 2ª.feira (9/6) pela repórter Mariana Sanches (ex-Época), que estava em NY e chega para cobrir a licença-maternidade de Mariana Timóteo. Desfalcada desde o final de 2013, a área de Nacional/Política passou a contar com os reforços de Renato Onofre, transferido da redação no Rio de Janeiro, onde escrevia para o caderno Jornal de Bairros, e de Juliana Granjeia, vinda do iG. Para as duas novas vagas chegaram Ana Paula Ribeiro (ex-IstoÉ Dinheiro) e Tiago Dantas (ex-UOL). Na Dinheiro, com a saída de Ana Paula, entrou o repórter Gabriel Baldocchi, vindo do caderno Mercado da Folha de S.Paulo após mais de quatro anos de casa. Ainda na Dinheiro, a repórter de Economia Keila Cândido, deixou a casa e está de mudança para a China, onde irá trabalhar na agência de notícias do governo daquele país.

Adriana Ferreira deixa Veja SP e vai estudar em Paris

Adriana Ferreira Silva deixou Veja São Paulo em 6/6 e a partir do dia 23 estará em Paris para um período de estudos na universidade Sorbonne. De lá, fará colaborações para jornais, revistas e sites brasileiros.

No Grupo Abril desde setembro de 2012, foi uma das editoras responsáveis pela reestruturação do site da Vejinha, no qual vinha coordenando as áreas de gastronomia, cultura, bem-estar, moda e beleza, entre outras, além de coberturas de manifestações, grandes eventos, como a Virada Cultural, e festivais.

Também editou e fez reportagens para a revista impressa e projetos especiais, como a versão para tablets do encarte Casa Cor 2014. Em paralelo, apresentava o quadro diário Veja São Paulo Recomenda no programa CBN São Paulo, na rádio CBN, espaço para dicas de entretenimento e gastronomia.

Antes, esteve por 12 anos na Folha de S.Paulo, em que foi repórter e editora-assistente da Ilustrada, editora do Guia Folha, participou da concepção e edição do caderno especial O Melhor de São Paulo – Restaurantes e Bares e de outros projetos do Núcleo de Revistas, além de ter feito perfis para a revista Serafina e reportagens para a Revista da Folha.

ABI arruma a casa para nova eleição

Situação alarmante da entidade é denunciada por Tarcísio Holanda e Domingos Meirelles Em março, a 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio determinou que Tarcísio Holanda fosse reconduzido à Presidência da ABI, como vice-presidente eleito e, portanto, sucessor, conforme os estatutos da entidade, do cargo de presidente, vago após o falecimento de Maurício Azêdo. Naquela ocasião, a diretoria estava em disputa judicial com um grupo de diretores de oposição, liderados por Domingos Meirelles. Mesmo assim, aquela diretoria deu posse a Fichel Davit Chargel, que tentou anular na Justiça a recondução do vice-presidente, mas não teve êxito. No último dia 6/6, Holanda e Meirelles divulgaram aos associados uma nota contundente sobre a situação que encontraram na ABI, após a retomada da posse por Holanda. Está prevista uma nova eleição para julho, contando com o sistema de votação eletrônica, como já existe em outras entidades, o que permite aos associados de outros estados participarem do pleito. Reproduzimos aqui alguns trechos, de dez tópicos, do que foi chamado, por seus autores, de Prestação de contas: “[…] É impossível descrever com palavras o quadro de abandono em que se encontra a entidade. A sede pode, inclusive, ser interditada a qualquer momento pelos bombeiros diante do péssimo estado em que ainda se encontra […] O desleixo com a manutenção do prédio foi um crime. […]” Entre muitos desacertos, a nota menciona:  “1 – No mês passado, trocamos os cabos de um dos elevadores. Eles estavam, literalmente, por um fio. A empresa que fez o serviço ficou estarrecida com o que viu. Disseram que o elevador poderia ter despencado a qualquer a momento, porque os cabos estavam corroídos pela ferrugem. […] 2 – A central de ar-condicionado estava também parada há cerca um ano. O conserto do equipamento, estimado em cerca de R$ 18 mil, impediu que o auditório do 9º andar fosse alugado, durante esse período, para grandes eventos. O aluguel do auditório sempre foi importante fonte de receita alternativa da ABI. Colocamos a central do ar-condicionado para funcionar em duas semanas. O que faturamos em um mês já ultrapassou o que investimos na reforma das máquinas. 3 – Os livros da biblioteca viviam espalhados pelo chão para não serem torrados pelo sol. Era só colocar uma nova película de Insulfilm nas janelas. Gastamos cerca de R$ 6 mil pelo serviço e os livros voltaram para as prateleiras. […] 4 – Neste sábado, chegaram 2,5 toneladas de lajotas de mármore para a reforma da fachada. Se fossem trocadas na época em que foi realizado um laudo de vistoria, o serviço ficaria 10 vezes mais barato. Há mais de um ano pagamos R$ 3.700 mensais pelo aluguel dos andaimes sem iniciar a obra. […] As placas de mármore, estufadas pelas infiltrações, correm o risco de despencar sobre a cabeça das pessoas que circulam pelas ruas México e Araújo Porto Alegre. Companheiros, isso é só um retrato 3×4 do descaso a que foi relegada a nossa ABI. […] Conto com o apoio, a compreensão e ajuda do amigo para salvarmos a Casa que está com todos os seus andares penhorados pelo pagamento de dívidas monumentais. […]”

Carlos Conde deixa A Tribuna. Arminda Augusto é a nova editora-chefe

Carlos Conde despediu-se esta semana de A Tribuna, de Santos, onde nos últimos cinco anos foi editor-chefe. Com a saída dele, assume Arminda da Silva Augusto, que está no jornal há 18 anos e era editora executiva. Arminda chegou a ocupar o cargo de editora-chefe interinamente em duas ocasiões. Desta vez, foi efetivada na função. Sobre a saída de Conde, o diretor presidente do Grupo Tribuna Marcos Santini afirmou, em comunicado interno, que “com seu talento e experiência, ele executou um projeto que resultou em uma contribuição inestimável para o jornal” e que “esta mensagem não representa uma despedida. Nossas colunas estarão, como sempre estiveram, abertas para a sua visão crítica e ponderada”. Conde, que continuará residindo em Santos, dirigiu a sucursal do Correio Braziliense em São Paulo nos anos 1990 e depois foi presidente da Imprensa Oficial do Estado. Ele disse a este Portal dos Jornalistas que quando foi convidado pela Tribuna, em agosto de 2009, apresentou um plano quinquenal, que foi cumprido, fechando-se desse modo um ciclo. O projeto pretendia modernizar a Tribuna, compatibilizando jornal-papel e internet (no caso, o site) e prepará-la para os difíceis tempos que o impresso está vivendo. Os principais pontos desse projeto, que ele destaca, são: ressurreição da reportagem; mudança da linguagem; valorização estética; aprimoramento dos textos e do conteúdo de um modo geral; foco na regionalização e atuação como porta-voz das reivindicações da Baixada Santista; formação de uma nova equipe, mesclando jovens talentos e profissionais experientes. “Além disso, fizemos uma profunda reforma nas editorias de Cidades e de Esportes, esta, inclusive, liderada, pela primeira vez em 120 anos de história do jornal, por uma mulher, Viviane Pereira”. Entre os momentos relevantes desses cinco anos ele cita o Caderno Especial do centenário do Santos F.C.; a série de reportagens que ganhou, na área de direitos humanos, o Prêmio Vladimir Herzog, de autoria de Renato Santana; e o Caderno Especial dos 120 anos da Tribuna, com 80 páginas. Além de uma série de cadernos temáticos. Sobre os próximos passos, diz que primeiro vai descansar bastante; depois, fazer uma longa viagem pela Europa; e então dedicar-se à literatura, começando pelo resgate de fatos e personagens importantes da história de Santos.

Trabalhadores pressionam a EBC

Os trabalhadores da EBC promoveram nesta 3ª.feira (10/6) mobilização nacional com o objetivo de pressionar a diretoria da empresa para que a revisão do Plano de Empregos, Carreiras e Salários contemple suas reivindicações. Os atos e atividades foram realizados em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo e São Luís.

Na Capital Federal, uma “caravana” passou por todas as áreas da empresa para discutir o processo com os trabalhadores, entregar materiais e convidar os setores à apresentar as suas contribuições. Na ocasião também foi realizado, na escadaria norte da sede da EBC, um debate com representantes da empresa para esclarecer as dúvidas e ouvir a opinião dos empregados sobre o novo Plano.

Trabalhadores montaram ainda um estande dentro da sede, com alguns integrantes dos sindicatos dos Jornalistas e dos Radialistas do DF e da Comissão de Empregados da EBC, para conversar com os funcionários sobre o processo de revisão.

O aceno da direção da empresa  para o diálogo é tido como importante, mas a assembleia deixou claro que é insuficiente, segundo Jonas Valente, coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas: “O que queremos é o atendimento das nossas reivindicações no novo plano”. As principais são: número de níveis na carreira (hoje fixado em cerca 40 níveis); promoção por tempo de serviço e por mérito; respeito à legislação; funções e atividades; funções técnicas; e gratificação.

Mais detalhes no www.sjpdf.org.br. Os empregados da EBC também mantiveram o indicativo de paralisação, que terá uma nova data definida na próxima assembleia, a ser realizada em 26 de junho.

Lúcia Gurney substitui Marcelo Camacho como diretora de Redação da Quem

Marcelo Camacho, diretor de Redação da Quem, deixou a revista em 3/6, depois de oito anos na casa. Ele começou na Editora Globo como chefe da sucursal da Quem no Rio, em 2006, e quatro anos depois foi transferido para São Paulo como diretor de Redação. Antes disso, esteve no Jornal do Brasil como editor do Caderno B, foi subeditor em O Dia e na sucursal Rio da Veja.

Com ele, saiu também Carla Ghermandi, redatora-chefe da Quem no Rio; estava há dez anos na revista, e substituiu Camacho quando ele foi para São Paulo. Por enquanto, a Redação na sucursal aguarda os acontecimentos.

No lugar de Camacho, assumiu em 5/6 Lúcia Barros Gurney. Formada em Marketing, tem dois mestrados na Inglaterra: University Of London, Goldsmiths College, em Comunicação, Cultura e Sociedade; e na City University, em Jornalismo Internacional, com especialização em jornalismo feminino.

Trabalhou como diretora de Redação da Máxima, como redatora-chefe da Cláudia, redatora-chefe da Caras e editora da Elle, além de ter atuado como coordenadora de mídias sociais na Editora Abril. Em 1998, trabalhou na Editora Globo como editora da Marie Claire.

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