Profissionais da imagem estão representados no Portal dos Jornalistas por 171 nomes, entre eles 39 mulheres. Seis estados têm a maioria repórteres fotográficos perfilados: São Paulo, com 53; Minas Gerais, 28; Rio de Janeiro, 22; Rio Grande do Sul, oito; Distrito Federal, cinco; e Amazonas, quatro. Os demais estão em outros 16 estados, embora sempre em trânsito, acompanhando os fatos. Dividimos em duas partes a apresentação de alguns dos que residem no Estado de São Paulo (Estado). Hoje, parte 1. A lista começa com Ari Paleta, coordenador de Fotografia do Diário do Grande ABC. Antes, foi repórter fotográfico do jornal, além de ter clicado para outros veículos. Imagens do trabalho dele estão registradas no Flickr. Veja no canal ABC Panorama uma entrevista dele sobre os desafios de uma editoria de Fotojornalismo. Antonio Milena conquistou alguns dos mais importantes prêmios jornalísticos brasileiros, como Esso, Vladimir Herzog e Líbero Badaró. Quando o Estadão fez uma enquete com 101 fotojornalistas de todo o mundo e perguntou “qual seria a única imagem que você levaria se fosse passar dez anos em Marte?”, a foto selecionada foi de Milena. Capa da revista Veja, a imagem escolhida mostrava, em meio a flores amarelas num caixão fúnebre, as mãos cruzadas de um dos três trabalhadores mortos pelo Exército no período da ditadura durante a ocupação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), em Volta Redonda (RJ), em protesto por melhores condições de trabalho e aumento salarial. Em 2013, Milena participou, com outros 19 repórteres fotográficos brasileiros, da exposição Brazilian Photojournalists – From Bossa Nova to Global Power no salão principal da sede da ONU, em Nova York. André Dusek assina o Foto Coleguinhas, que mostra rostos de fotógrafos, quase sempre protegidos pelas câmeras, e coberturas. Algumas histórias do site trazem comentários mostrando o “cômico” das situações, outras registram denúncias. Está lá, por exemplo, a foto de Che Guevara que virou símbolo de uma geração, clicada pelo cubano Alberto Korda. As fotos de Dusek já fizeram parte de várias exposições coletivas, como a Bienal Fotojornalismo Brasileiro, na Fundação Bienal, em São Paulo. Ele integra a equipe de fotógrafos do Estadão. Fotógrafa profissional de moda desde 2006, Aurea Calcavecchia é editora do site da jornalista Lilian Pacce, que aborda tudo o que rege o universo feminino. Ela já produziu figurinos de peças de teatro e foi fotógrafa do HSBC. Cacalo Kfouri fotografou para revistas especializadas em tênis e vela, clicou para Placar, Playboy, Quatro Rodas, Casa Cláudia, revista Mitsubishi e Superinteressante. Está na EBC desde 2006 e dedica tempo integral à Agência Brasil, como analista da qualidade da informação e imagem. Para ele, “agora, foto, só por diversão”. Repórter fotográfico premiado, Caio Guatelli passou por Estadão e Folha. Já clicou para diversas revistas, jornais e sites, entre eles Playboy, veículo que lhe garantiu o primeiro prêmio, em 2005. Sua especialidade são fotos que registram movimentos dos atletas em alta velocidade, com imagens congelando expressões que revelam o empenho e os sentimentos dos esportistas. Foi o vencedor do Prêmio Folha de Fotografia 2009 com imagens dos Jogos Olímpicos de Pequim e finalista do Prêmio Conrado Wessel 2009. Tem sua própria agência e estúdio de fotografia. Cassiana Der Haroutiounian é editora de Fotografia da revista Serafina, da Folha de S.Paulo, e edita o blog Entretempos. Em 2012, ao lado de Gary e Cesar Gananian, dirigiu Rapsódia Armênia, documentário no gênero road movie que, a partir de histórias individuais, constrói a cultura do povo armênio. Em julho do mesmo ano, o documentário foi exibido na nona edição do Festival Golden Apricot em Yerevan (capital da Armênia) e, de quebra, garantiu a premiação no British Council Award. Posteriormente, o filme foi convidado a participar da 36ª edição da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Com o olhar acostumado a analisar por detrás das lentes a imagem a ser registrada, as dificuldades e as oportunidades aliadas à técnica, Cesar Itiberê é editor executivo de fotografia da Editora Três. Antes, esteve por 13 anos na Folha de S.Paulo, período em que passou por todos os cargos na editoria de Fotografia. Foi um dos jornalistas fotográficos que participaram da criação do portal Fotos Públicas, endereço eletrônico que auxilia na busca de imagens públicas em jornais, revistas, sites, blogs, redes sociais e outros meios. Itiberê está no colunas e blogs da IstoÉ, espaço por onde desfilam fotógrafos e os melhores cliques do dia a dia das coberturas. Cláudio Belli fez algumas expedições fotográficas, uma delas no veleiro sul-africano Diel, do Rio de Janeiro até a Cidade do Cabo, em 2003. É fotógrafo do Valor Econômico desde fevereiro de 2009. Mantém um portfólio digital no portal CarbonMade desde 2010. Participou da exposição Vejoperas Fotografia – Nove Versos do Olhar, em São Paulo, em 2011. Publicou fotos nas revistas Globo Rural, Caminhos da Terra, Horizonte Geográfico, CartaCapital, Outdoor, TAM nas Nuvens, GOL, Prana Yoga, entre outras, e para os bancos de imagens OrangeLine e Stockphoto. Com atuação quase sempre na área dos esportes, Daniel Augusto Júnior passou por Folha de S.Paulo, O Globo, Lance e Placar, além de ter sido sócio da agência F4. Desde 2003 está no Sport Club Corinthians Paulista e fotografa oficialmente para o site do time. Produziu as imagens de alguns livros sobre as conquistas do clube, entre eles Eu voltei! – As melhores imagens de 2008, Corinthians Campeão Paulista 2009 – Invicto e Copa do Brasil – Do inferno ao paraíso, também de 2009, todos pela Gutenberg. Pela BB Editora lançou Pentacampeão 2011 e Libertados – Campeão da Libertadores Invicto 2012. Débora Klempous passou por jornais diários em Santa Catarina, assinou fotos em Folha de S.Paulo, O Globo e nas revistas CartaCapital, IstoÉ e Saúde, além de matéria especial na Azul Magazine sobre a Ilha Grande. Segue morando em São Paulo, onde trabalha como fotógrafa e jornalista freelancer. O portfólio de seus trabalhos está aqui. As fotos de Ed Viggiani estão em museus nacionais e internacionais e têm como destaque enquadramentos pouco convencionais. Segundo ele, “o jogo de sombra e luz é usado para revelar o que está oculto, o que está por trás da imagem”. Ed trabalhou para diversos veículos de comunicação em São Paulo, Rio e Fortaleza. Fotografou para Jornal da Tarde, revista Manchete, O Povo (CE), revistas Visão, IstoÉ, Veja e para a Folha de S.Paulo. Concebeu e fez a coordenação editorial do livro Brasil bom de bola (Tempo D’Imagem, 1998), lançado em várias capitais brasileiras e no Museu do Louvre, em Paris. É autor do livro de fotografia Brasileiros Futebol Clube (Tempo D’Imagem, 2006), patrocinado pelo Banco Votorantim. Impressa em preto e branco, a obra fez parte do currículo da Escola de Comunicação e Artes (ECA), da USP, ao longo de 2009. Epitácio Pessoa é fotógrafo do Estadão e ganhou o Prêmio Esso de Fotografia em 2011com imagem que fez para matéria em parceria com o repórter José Maria Tomazela, quando trafegavam por uma estrada rural em Lorena (SP) e presenciaram dois homens prestes a matar um garoto. A ação do fotógrafo impediu que o crime se consumasse. Ele diz que, ao registrar o fato, sentiu-se “usado por Deus, pois salvou uma vida”. Sérgio Branco é diretor de Redação do Núcleo de Imagem da Editora Europa, que inclui as revistas Fotografe Melhor, Fotografe Técnica&Prática, FilmMaker e Viaje Mais, além da edição de livros, guias, bookzines e aplicativos que envolvem fotografia e vídeo. O repórter fotográfico Paulo Pampolin, além de imagens, traz na bagagem uma coleção de prêmios. Na carreira recebeu Menção Honrosa no Prêmio Estadão de Fotografia de 2005, na categoria Megaphoto, pela obra Reflexo do frio; foi finalista nos prêmios Ayrton Senna e da revista Photo (França); um dos ganhadores do 1º Concurso Nacional de Fotografia Consigo a Melhor Imagem, promovido em 2008 pela Confederação Brasileira de Fotografia, com a foto Reflexo de São Paulo; e ficou em 2º lugar no Prêmio Leica Fotografe Melhor da revista francesa Multticlique, edição 2010-2011, na categoria Ensaio, entre outras homenagens. Tem passagem pela agência Digna Imagem (SP) e há cerca de dez anos fotografa para Folha de S.Paulo e Diário do Comércio de São Paulo. Em 2006 abriu a Hype Fotografia, onde atua como diretor responsável. Também há cerca de dez anos mantém uma exposição permanente no museu virtual e internacional Photo.net e desde 2009 edita o site e o blog Hype, onde publica obras, informações e comentários. Além de fotógrafos, o Portal dos Jornalistas reúne profissionais que trabalham com ilustrações, infográficos, charges e cartuns, artistas gráficos que transformam a informação em criações plásticas que remetem à notícia, à cena e ao cenário dos fatos. Na próxima semana, o Portal dos Jornalistas continuará a apresentar os profissionais da fotografia que têm São Paulo como base de trabalho. Depois, será a vez dos jornalistas fotográficos de outros estados.
Júri do Salão Internacional de Humor de Piracicaba se reúne neste sábado (16/8)
Os trabalhos vencedores do 41º Salão Internacional de Humor de Piracicaba, marcado para 23/8 a 12/10, serão escolhidos neste sábado (15/8) pelo júri do evento, composto pelo arquiteto e um dos criadores do Salão Fausto Longo, o radialista e humorista Paulo Bonfá, o presidente da Adjori-SP (Associação de Jornais do Interior de São Paulo) Carlos Balladas, o escritor e jornalista Jorge Cunha Lima, além dos cartunistas Luiz Carlos Fernandes, da colombiana Elena Ospina e do belga Luc Descheemaeker. Serão analisadas 368 obras. O evento distribuirá um total de R$ 51.500 aos vencedores das categorias cartum, charge, caricatura e tiras/HQ, e dos prêmios Águas do Mirante, Unimed, Câmara Municipal, Alceu MaroziRigheto e Indignação, além do Grande Prêmio, no valor de R$ 10 mil. Os vencedores serão anunciados na abertura da exposição, a partir das 19h30, no Teatro Erotídes de Campos e no Armazém 14, em Piracicaba (SP).
Rodrigo Ribeiro assume vaga de Anamaria Rinaldi no Agora São Paulo
O repórter Rodrigo Ribeiro, que no começo de maio havia se desligado da equipe de Carros do R7, é o novo reforço do caderno Máquina (Agora São Paulo), na equipe do editor Ricardo Ribeiro. Ele assume a vaga que até o mês passado era ocupada por Anamaria Rinaldi, hoje no iCarros. Antes do R7, onde esteve por dois anos, Rodrigo passou pelas redações de Car and Driver, Auto & Técnica, Webmotors e também pelo iCarros. Seus novos contatos são 11-3224-3912 e [email protected].
Memórias da Redação – Regra do jogo dentro do carro
A história desta semana é uma colaboração de Vicente Alessi, filho ([email protected]), diretor Editorial da AutoData. Regra do jogo dentro do carro A história que segue vem a propósito daquele texto com que nos brindou o Jornalistas&Cia comemorativo dos 50 anos do caminhante Ricardinho Kotscho por essa estrada de trabalhador da notícia, de operário da palavra, como diria Perseu Abramo, tio de nosso personagem Cláudio Abramo. Ricardo, ali, diz do privilégio de levar Cláudio para casa depois de fechamentos do nosso heróico Jornal da República, pois “ele não dirigia”. Pois é: Cláudio dirigia, sim, e mal pra cacete. Era uma temeridade. E quando ficava de mau humor com o eventual passageiro despejava-o na primeira esquina, sem dó nem piedade. Convivi no dia a dia com Cláudio no período 1974-1978, na Redação da Folha de S.Paulo, na qual ele gestava um novo Projeto Folha e da qual sou viúvo até hoje – viúvo de sentimentos de solidariedade, camaradagem, amizade que nunca mais experimentei em redação alguma, só naquela onde Aristides Lobo trabalhou por tanto tempo. Curiosamente, encontramo-nos os três, Cláudio, Ricardo e eu, logo depois, no próprio Jornal da República, no fim de 1979. No Folhão também era comum sairmos além das 10 da noite depois do exercício diário que era o fechamento na editoria Local ou na Economia. Um dia, e outro dia, e no terceiro também era praxe encostar a linha da cintura por longos momentos no balcão do bar do Japonês, garagem virada para a Barão de Limeira, a meio caminho da esquina da avenida Duque de Caxias, ou sentar a uma das mesas do 307, ou 708?, ali na rua de trás, a Barão de Campinas, onde Roland Marinho Sierra costumava entornar litros respeitáveis de generosas gin tônicas diárias na companhia de um sujeito igualmente generoso, Francisco Wianey Pinheiro, e do grande Ruy Lopes, que preferia scotch. Depois se via como voltar para casa, pois o ônibus passava ali bem perto, subia a alameda Helvetia rumo à avenida Angélica e a Pinheiros. Muitas vezes abri mão da cerveja para aproveitar a oferta de Emir Nogueira, nosso secretário de Redação, que morava no Butantã. Íamos para a Zona Oeste a bordo de seu Chevette jogando conversa fora e aprofundando nossos laços de amizade e carinho. Emir nem sempre exibia seu bom humor pois estava perto demais do centro de decisões do jornal e, muitas vezes, o via contrafeito com o rumo das coisas por ali – por ali e no País. Mesmo assim, e mui gentilmente, ele se desviava de seu caminho original, que era descer a avenida Rebouças, para me deixar na esquina de casa, na confluência da avenida Doutor Arnaldo com as ruas Cardeal Arcoverde e Sílvio Sacramento. Até que numa noite, trabalho encerrado, Cláudio e eu fomos ao mesmo tempo para o elevador e me ofereceu sua carona: estava a caminho de casa, no Jardim Paulistano, e poderia me deixar junto à avenida Doutor Enéas, aquela que atravessa o Hospital das Clínicas, com a Rebouças. Respondi que era mais fácil apanhar o ônibus, que me deixaria bem mais perto de casa. – E onde você mora? Contei onde, e ainda disse que Emir não discutia por bugigangas e sempre me deixava ali, a 50 metros de casa. (É preciso entender que, graças à minha amizade com Vinícius Caldeira Brandt, casado com Bárbara, filha mais velha de Cláudio, ficamos, ele e eu, amigos tão logo entrei no Folhão, em setembro de 1974. Conversávamos muito, principalmente sobre política, e nem sempre concordávamos, discutíamos o jornal e nem sempre concordávamos, e chegávamos ao ponto de exercer uma certa falta de polidez um com o outro. Com direito a uma magoazinha por alguns dias. Seria, hoje, uma situação muito improvável, pois um jovem repórter normalmente não tem certas liberdades com o seu diretor de Redação, como eu tinha, nem ele perscrutaria a opinião de seu jovem repórter, como Cláudio costumava fazer, e não apenas comigo. Em síntese, cumpríamos alguma liberdade de expressão um com o outro, o que sempre gera aprendizado e bem-querer.) – Então, vamos embora! Ele me deixou perto de casa, falou pelos cotovelos e demonstrou o que eu qualificaria como uma certa falta de atenção ao dirigir. No dia seguinte a pergunta de Emir me surpreendeu pouco: “Sobreviveu?”. Sim, claro, tudo direitinho. E aí Emir contou algumas proezas de Cláudio ao volante, que Radhá e as meninas escondiam a chave do Fusca para forçá-lo a andar de táxi, que ele era teimoso, que não reconhecia a autoridade das placas e dos sinais de trânsito, nem dos guardas, coisas assim, bem a propósito… Numa circunstância como esta sempre se pode tratar de fugir da situação, mas carona tem lá suas vantagens, como abreviar a hora da chegada a casa – e por isso persisti em aceitar o gentil oferecimento de Cláudio. Mas continuamos a discutir e também entrei no espírito da campanha familiar e passei a criticar a qualidade de sua direção… E não foi só uma vez que ele encostou na avenida Rebouças, abriu a porta do meu lado e disse “uma boa caminhada e uma muito boa noite para você…”. E ainda ria…
Fenaj recebe Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação
O Prêmio Luiz Beltrão de Ciências da Comunicação, promovido pela Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom), divulgou os vencedores de suas quatro categorias. Na categoria Instituição Paradigmática, quem recebe o prêmio é a Federação Nacional dos Jornalistas, por sua luta em defesa da liberdade de imprensa e pelo estímulo à qualificação intelectual dos jornalistas e pela defesa da formação profissional de boa qualidade. Os outros vencedores são: na categoria Maturidade Acadêmica, a professora Maria Cristina Gobbi – mestre e doutora em Comunicação Social pela Umesp e pós-doutora pelo Programa da América Latina, da USP –, que atualmente coordena o Programa de Pós-Graduação em Televisão Digital da Unesp de Bauru; como Grupo Inovador, o curso de Comunicação da Universidade Federal do Piauí (UFPI); e em Liderança Emergente, a professora Rosiméri Laurindo, autora do projeto pedagógico do novo curso de graduação em Jornalismo da FURB (Universidade Regional de Blumenau). A cerimônia de entrega do prêmio será em 3/9, durante o congresso da entidade, em Foz de Iguaçu.
Afonso Borges começa coluna no Hoje em Dia (MG)
Afonso Borges, criador a apresentador do projeto literário Sempre um papo (31-3261-1501 / twitter e facebook sempreumpapo), aceitou convite de Ricardo Galuppo e estreou nesta 2ª.feira (11/8) uma crônica semanal no caderno Almanaque do Hoje em Dia (MG). A primeira, Gaza e os olhos de vidro de Lucas, é uma reflexão sobre o estado de insensibilidade geral de que estamos tomados. Para quem não conhece o trabalho de Afonso, Veja BH publicou matéria na edição desta semana.
Mais tensão entre profissionais do RJ e a diretoria do Sindicato dos Jornalistas
O Portal dos Jornalistas recebeu do Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro um pedido de retificação da nota publicada na semana passada sobre a realização de uma reunião plenária para discutir as diferenças entre a diretoria da entidade e os profissionais do movimento Esse Sindicato dos Jornalistas não me representa: “Ao contrário do que dizia a nota, a plenária foi convocada pela diretoria do Sindicato e não pelo movimento”. A reunião, realizada em 7/8 na Escola da Magistratura, teve mais de 400 presenças. Nela, a presidente Paula Máiran convidou Chico Otávio para fazer parte da mesa, representando o grupo da oposição. Chico relata: “Tive chance de falar no início. Não queria representar ninguém, e isso foi instantaneamente corrigido pela presidente. Disse que, ao mesmo tempo que reconhecia a legitimidade da diretoria eleita, também pedia à direção do Sindicato que reconhecesse a oposição, mas dentro de um espaço para entendimento. Subi para ajudar a garantir a civilidade, contribuir para diálogo, mas me decepcionei. No dia seguinte, Paula radicalizou o discurso, não demonstrou o menor interesse em negociar nada. Fiquei, então, do lado dos colegas que estão nas ruas. Assinei o manifesto [N. da R.: que condena a postura da entidade diante das agressões sofridas por profissionais que cobrem as manifestações de rua], porém acho que a agenda tem que mudar numa direção mais propositiva, nas questões mais emergentes sobre agressões praticadas contra jornalistas nas ruas, sejam de autoridades policiais como de manifestantes. Não dá, nada justifica a violência. Reconheço completamente o midialivrismo, tenho até ex-alunos meus. Acho que há lugar para todo mundo, existe uma democracia. Para mim, é a questão central”. Na mesma plenária, foi anunciado que Iara Cruz deixava a Comissão de Ética do Sindicato. A Comissão não é parte da diretoria e tem seus membros eleitos como pessoas físicas, independentemente das chapas que propõem seus nomes. Iara, boa de voto, foi eleita apesar de alinhada a uma chapa que não venceu a eleição. Sobre os motivos para a saída, disse ao Portal dos Jornalistas: “Faço questão de reafirmar o meu apreço, respeito e carinho por todos os membros da CE, pessoas da melhor qualidade, ética e competência. Minha saída é tão-somente porque a Paula me prometeu que esta assembleia seria só para jornalistas e que não teria militantes. No entanto foi aquilo que se viu. Na verdade, adiei o máximo que pude, mas a realidade é que desde o início foi muito difícil a relação com a diretoria do Sindicato, considerando que eu era tratada como ‘do outro lado’ ”. Mesmo que Iara não se estenda sobre os motivos, comenta-se nos bastidores que a gota d’água foi um diálogo áspero com Rafael Duarte, sem cargo formal, que lhe disse para se retirar de uma reunião de diretoria. “900 pessoas não podem ser acusadas de patronais” Os midiativistas pegaram pesado em quem assinou o manifesto. Entraram nas páginas de quem trabalha na Globo, chamaram-nos de prostituídos e chegaram a ameaçar: “Você não merece viver”. Neise Marçal, da Rádio Nacional, foi duramente atacada por Victor Ribeiro no grupo Sou+EBC, por participar do movimento. Ela reagiu levando o caso à Comissão de Ética da EBC como assédio moral. Nesta 3ª.feira (13/8), em reunião interna, o movimento Esse Sindicato dos Jornalistas não me representa decidiu, talvez tardiamente, organizar-se, definir responsabilidades, criar comissões. Fernando Molica explica: “Nos comunicávamos pelas páginas, mas essa foi a primeira reunião física. Não posso adiantar muitas coisas, ainda precisam ser amarradas. O fundamental é que a diretoria procura ter um discurso agora mais tranquilo, enquanto pessoas e entidades aliadas, de maneira equivocada e irresponsável, tomam versões absurdas como verdadeiras, de que esse seria um movimento patronal, incentivado pelas Organizações Globo. Queremos respeito pela categoria: 900 pessoas não podem ser acusadas de patronais. É direito de todo cidadão brasileiro se manifestar, e cobrir as manifestações. Vários jornalistas foram feridos, um foi morto – isso é muito sério”. E prossegue: “Nenhum grupo profissional pode ser condenado por lutar pela própria segurança. Como se sentiriam os membros de outras categorias – os petroleiros, por exemplo – caso o presidente do seu sindicato tomasse a iniciativa de defender autores confessos da morte de um petroleiro? Movimentos populares que tanto reclamam da manipulação de informações deveriam ser mais cuidadosos. Já fizemos muitas e muitas matérias denunciando. Quando se fala em arbitrariedade da polícia, foi porque saiu no jornal. Não é justo, não é digno, que nosso movimento seja desqualificado por aliados da diretoria do Sindicato. A situação é tensa. O manifesto está mantido, continua aberto, recebendo adesões”. O Sindicato formou um grupo de trabalho para discutir as sugestões da plenária da semana passada. A primeira reunião será esta 5ª feira (14/8), no próprio auditório da entidade, às 19 horas. Entre outros assuntos, está a criação de um Conselho de Representantes e uma Comissão de Segurança dos Jornalistas. Vamos acompanhar.
O Povo (CE) faz especial sobre origem do nordestino
O jornal O Povo (CE) apresentou nesta 3ª.feira (12/8) o especial Sertão a Ferro e Fogo, que aborda a origem do homem nordestino. A reportagem, na linha de investigação etnográfica, mostra o processo de construção da cultura regional, a partir da civilização do couro, do ferro e do fogo, uma tradição que remonta às civilizações clássicas da antiguidade, registrada nas artes das paredes egípcias. A costura de narrativas foi colhida nos mais de três mil quilômetros percorridos entre os Inhamuns, Cariri, Jaguaribe, Sertão Central, Região Norte e serras pelos repórteres Ana Mary C. Cavalcante, Cláudio Ribeiro, Demitri Túlio, Emerson Maranhão e Iana Soares. A concepção é de Gil Dicelli, editor-executivo de Arte de O Povo, inspirada nas marcas espalhadas pelo sertão. No portal O Povo, também se pode acessar uma galeria virtual, um curta-documentário, vídeos, uma reportagem em quadrinhos e um debate sobre o tema.
Terra corta 100 em reestruturação
Sem entrar em detalhes, o portal Terra confirmou em nota nesta 4ª.feira (13/8) ter feito uma reestruturação em todas as suas áreas e alinhado suas unidades de negócios “visando a adequar a estrutura e recursos da empresa”. Segundo o portal Imprensa, que o Terra não desmentiu, o corte teria atingido pelo menos 100 funcionários, sendo a Redação a área mais afetada. Em São Paulo teriam sido 50 desligamentos e 16 em Porto Alegre. Além da Redação, houve cortes em Esporte, Diversão, Digital Out of Home, RH, Compras e Publicidade.
Leandro Rodrigues (Rádio Band/RS) ganha GP Sebrae de Jornalismo
Foram anunciados nesta 3ª.feira (12/8) os vencedores do 6º Prêmio Sebrae de Jornalismo, concurso que reconheceu matérias de destaque veiculadas nos meios de comunicação sobre os micro e pequenos negócios. O grande destaque desta edição foi Leandro Rodrigues (Rádio Bandeirantes/RS), que faturou o GP Sebrae de Jornalismo com a reportagem Os empreendedores do futuro – Jovens que fazem o Brasil do amanhã. Nas demais categorias os vencedores foram: Jornalismo Impresso – Sheila Oliveira e Flávia Maia (Correio Braziliense), com a série A força dos pequenos; Telejornalismo – Fernando David, Cassia Kuriama, Alexandre De Grammont, Virgínia Queiroz, Renata Flaiban Puccinelli e Luciano Matiolli (TV Globo), por Adel – Empreendedorismo no Sertão do Ceará; Webjornalismo – Samantha Silva (G1/MG), com Lingerie tira mulheres do campo e faz polo virar realidade em Juruaia; Fotojornalismo – Ricardo Oliveira e Mário Adolfo (Amazonas Em Tempo), com Milagre dos Peixes; Reportagem Cinematográfica – Orlando Júnior (TV Amazonas), com a série Borracha: Apogeu e queda do ouro branco da Amazônia; e Jornalista Parceiro do Empreendedor foi para Vinicius Menezes, editor-chefe do Bom Dia Brasil, da TV Globo. Ao todo, foram 1.395 inscrições de todas as regiões brasileiras e R$ 120 mil em prêmios.






