Facebook e Instagram terão selo para identificar fake news

O Facebook anunciou nessa segunda-feira (21/10) um novo pacote de recursos e a modernização de suas políticas direcionadas ao combate à disseminação de fake news tanto em sua plataforma quanto no Instagram. A partir de agora, conteúdos falsos ou controlados por órgãos estatais serão identificados com mais clareza para os usuários a partir de etiquetas afixadas na parte superior de fotos, vídeos e stories, junto a um link com a explicação de um checador de fatos independente.

Segundo o site The Verge, a plataforma também anunciou medidas para fortalecer a segurança e a informação durante processos eleitorais. Uma delas é o Facebook Protect, que consiste em um conjunto de recursos para proteger as contas de candidatos nas eleições. “Os participantes deverão ativar a autenticação de dois fatores e suas contas serão monitoradas quanto a indícios de ataques hackers, como tentativas de login em locais incomuns ou dispositivos não verificados”, afirmou o Facebook.

Outra ferramenta, ainda restrita à eleição presidencial dos Estados Unidos em 2020, permitirá que os usuários acompanhem os gastos dos candidatos no Facebook, incluindo novos detalhes, como gastos estaduais e regionais e pesquisa por dados de publicidade. A empresa também vai proibir anúncios que desestimulem de alguma forma a votação.

Para trazer mais transparência, a rede social vai adicionar ainda informações sobre proprietários de páginas no Facebook. Em uma nova guia denominada “Organizações que gerenciam esta página”, os usuários terão acesso a nome legal, cidade, número de telefone e site das empresas que mantêm determinada página. Além disso, a partir de novembro, jornais “que estão total ou parcialmente sob o controle editorial de seu governo” serão rotulados como “mídia controlada pelo Estado”.

As medidas foram anunciadas logo após o Facebook decretar que não vai enviar propagandas políticas a checadores de fatos, o que gerou uma enorme insatisfação na opinião pública. A empresa manteve essa decisão, mas agiu para rotular com mais destaque qualquer conteúdo sem fins publicitários classificado como falso. Em paralelo, removeu quatro redes de contas baseadas no Irã e na Rússia que enganavam os usuários sobre suas identidades e postavam notícias políticas inflamadas.

As mudanças na plataforma não foram a única iniciativa no sentido de combater as fake news. O Facebook também revelou um gasto de US$ 2 milhões em esforços de alfabetização midiática. “Esses projetos variam de programas de treinamento […] até a expansão de um programa-piloto que reúne idosos e estudantes do ensino médio para aprender sobre segurança online e conhecimento de mídia, ou eventos públicos em livrarias, centros comunitários e bibliotecas”, afirmou a empresa.

(Com informações do Olhar Digital)

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