Com um ato público e uma edição especial do Boletim ABI, a entidade resgata a memória dos 50 anos do atentado a bomba contra a sua sede, um episódio da escalada de violência política realizada por grupos de extrema direita durante a ditadura militar.
Para lembrar o atentado, a entidade realizou um ato nesta quarta-feira (19/8) no auditório do 7º andar – aquele mais atingido pela bomba. Durante a solenidade, além da colocação de uma placa no local, receberam títulos de sócios beneméritos Ana Arruda Callado e Lygia Collor Jobim. O mesmo título foi atribuído in memoriam a Barbosa Lima Sobrinho, Fernando Segismundo, Fichel Davit Chargel, Maurício Azêdo e Alexandre José.

A ABI lançou ainda uma edição especial do Boletim ABI, editado por Geraldo Cantarino. A publicação reúne textos, fotografias e documentos do grave episódio que destruiu cômodos próximos à sala da presidência, e causou estragos em salas vizinhas, no elevador e dois outros pavimentos do prédio histórico, tombado pelo Patrimônio Histórico do Estado.
Uma das principais fontes da pesquisa foi o boletim publicado em 1976, logo após o atentado terrorista. Há também novos documentos produzidos pelos órgãos de informação da ditadura militar, e agora disponibilizados pelo projeto Memórias Reveladas, do Arquivo Nacional.
Ancelmo Gois, em sua coluna no jornal O Globo, lembrou a bomba colocada na OAB (Ordem dos Advogados), que matou a secretária Lyda Monteiro, e mais: “Também, entre 1979 e 1981, mais 30 bombas foram jogadas em bancas de jornais, para intimidar jornaleiros e impedir a venda de publicações de oposição à ditadura”.









