Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Em um mundo bem diferente do passado, em que plataformas digitais dividem espaço com veículos tradicionais e jornalistas disputam atenção com influenciadores, políticos e pessoas comuns, uma pergunta que nunca foi fácil tornou-se ainda mais difícil de responder: afinal, o que é notícia?

Um novo estudo do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo tentou responder à questão ouvindo o público em seis países: Argentina, Japão, Noruega, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos.

A constatação é que a definição de notícia se ampliou, mas não substituiu o que os autores chamam de traditional core. Para 49% dos entrevistados, notícia continua sendo principalmente a informação sobre temas como política e economia, produzida por jornalistas ou especialistas e entregue em formatos mais tradicionais por veículos jornalísticos.

Outros 26% concordam com essa definição, mas também consideram notícia conteúdos encontrados em redes sociais, podcasts e vídeos curtos, feitos por influenciadores e abordando temas como moda e games.

O trabalho investigou ainda a percepção sobre elementos de um conteúdo informativo. Para 65%, dados factuais são essenciais para que seja considerado notícia. Já 10% consideram que pontos de vista pessoais e interpretação também devem fazer parte do que definem como notícia. Mas 18% dizem que esses elementos podem fazer com que um conteúdo deixe de ser visto como notícia.

TVs, rádios, sites e jornais continuam mais reconhecidos como fontes de notícia do que redes sociais, podcasts ou chatbots de IA. Os mais jovens aceitam com mais frequência essas novas fontes, formatos e temas, mas sem abandonar os elementos tradicionais.

Leia mais sobre o estudo em MediaTalks.

(Crédito: Luka Lajst)

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