A Justiça do Trabalho da 2ª Região de São Paulo acatou um pedido do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP) e garantiu uma reserva preventiva de créditos do Banco Master para pagar salários e benefícios atrasados de profissionais de imprensa demitidos da IstoÉ Publicações.
Segundo explicou o SJSP, a decisão judicial ocorreu em meio às investigações sobre as relações financeiras entre a Entre Investimentos, controladora da IstoÉ Publicações desde 2022, e o Banco Master. A empresa foi apontada como intermediadora de repasses do banco para o financiamento do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo a Justiça do Trabalho, em análise preliminar, foram encontrados indícios de conluio fraudulento entre a Entre Investimentos e o Banco Master, com repasses realizados entre os empresários Antônio Carlos Freixo Júnior (grupo Entre/IstoÉ) e Daniel Vorcaro (Banco Master).
Na decisão, o juiz Frederico Monacci Cerutti, da 6ª Vara do Trabalho de São Paulo, ordenenou que o liquidante extrajudicial do Banco Master reserve os valores devidos aos trabalhadores no Quadro Geral de Credores. A ação pede o pagamento de salários atrasados de abril e maio deste ano, verbas rescisórias, depósitos e multa do FGTS, além de vale-refeição e multas previstas na CLT. Além disso, o Sindicato requisitou indenizações por dano moral individual e por dano moral coletivo.
“Apesar de a decisão ter sido em caráter de cognição sumária, o juízo já reconheceu haver provas e indícios suficientes de que o grupo Entre — que controla a IstoÉ Publicações — e o Banco Master agiram em conluio de interesses, atraindo a responsabilidade solidária pelos pagamentos dos trabalhadores”, explicou Raphael Maia, advogado e assessor jurídico do SJSP.








