A Agência Pública informou nessa segunda-feira (31/8) que sua equipe está sendo vítima de ataques e ameaças agressivas e misóginas por parte do influenciador bolsonarista Paulo Figueiredo e seus apoiadores. Figueiredo fez postagens nas redes sociais, com mensagens irônicas e agressivas, criticando reportagens do veículo.
A Pública publicou duas reportagens que citavam o nome de Figueiredo. A primeira delas, sobre a doação de R$ 10 mil dólares do influenciador à deputada republicana Elvira Salazar um mês antes dela propor um projeto de lei para penalizar Alexandre de Moraes; e a segunda sobre o estilo de vida de Figueiredo nos Estados Unidos, ao lado de seu aliado, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Após a publicação das reportagens, Figueiredo criticou a Pública, chamando o veículo de “agência puta”, e direcionando ataques à equipe da agência, incluindo falas diretas a Natalia Viana, diretora executiva da Pública. Em uma das postagens com ataques, o influenciador chegou a escrever que é desta forma que “jornalista que se prostitui tem que ser tratado(a)”. No X, Eduardo Bolsonaro repostou uma das críticas de Figueiredo, o que ampliou o alcance dos ataques e fez com que os apoiadores dos dois direcionassem ainda mais xingamentos e ameaças aos profissionais da Pública.
“Repudiamos essas tentativas de intimidação e ataque à nossa reputação e nossa equipe, formada majoritariamente por mulheres”, escreveu a Pública. “Eles são ainda mais chocantes quando vindos de figuras centrais a uma campanha para a presidência da República que promete agir contra a violência de gênero”. A agência informou que as mensagens agressivas e ameaças estão sendo devidamente registradas e a Pública tomará as medidas judiciais cabíveis.
Vale lembrar que esta não é primeira vez que Figueiredo e Eduardo direcionam ataques à Pública. Em 2024, após o veículo noticiar a campanha do ex-deputado federal para pedir retaliações ao Brasil por conta do processo judicial contra Jair Bolsonaro e outros cúmplices por tentativa de Golpe de Estado, Eduardo e Figueiredo atacaram a Pública, expondo os nomes de repórteres e incentivando que seus apoiadores mandassem mensagens ofensivas a eles.
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