Três jornalistas são agredidos pela PM durante manifestação em São Paulo

Abraji contabiliza 291 ocorrências desde 2013 Três profissionais que cobriam a manifestação do último domingo (4/9) em São Paulo foram deliberadamente agredidos pela Polícia Militar de São Paulo. Dois se feriram: Felipe Souza (BBC Brasil), atingido por golpes de cassetete; e Mauricio Camargo (Agência Eleven), atingido por uma bala de borracha. Bombas de efeito moral foram lançadas em direção ao repórter Guilherme Balza (CBN), que não se machucou. Todos estavam identificados como imprensa e registravam a ação da PM-SP, que lançava bombas de gás lacrimogêneo e jatos de água contra pessoas que já dispersavam no Largo da Batata, região oeste da cidade. Com esses, o número de casos de violência contra jornalistas na cobertura de protestos registrados pela Abraji chegou a 291. O levantamento é feito desde junho de 2013 (veja a íntegra). Em nota, a Associação dos Correspondentes Estrangeiros (ACE) repudiou a violência: “As agressões verbais e físicas registradas pelo repórter da BBC Brasil, Felipe Souza, repetem um padrão de abusos contra a imprensa que vem sendo registrado desde os protestos de 2013, especialmente quando os manifestantes são de oposição ao governo de São Paulo, o que fere não apenas os jornalistas, mas a liberdade de expressão e o direito de protestar garantido pelas instituições democráticas do Brasil e do exterior”, diz a entidade. “A ACE apoia também o apelo de entidades nacionais e internacionais que defendem o exercício da atividade jornalística, pedindo ao Governo de São Paulo que investigue e puna os abusos registrados contra jornalistas e cidadãos desarmados”. Também Fenaj, Sindicatos de Jornalistas, ANJ, Abert e outras entidades emitiram notas contra as agressões a jornalistas, inclusive por parte de manifestantes.