Playboy desmente terceirização e descarta encerramento

Editada desde janeiro pela PBB Entertainment, após 40 anos na Abril, perdeu na semana passada quatro profissionais da redação que estavam na publicação desde o início dessa nova fase: o editor-chefe Roberto Saraiva, o editor de moda Gregório Souza e os repórteres Natalia Horita e Felipe Seffrin. Junto com a notícia das demissões chegaram ao Portal dos Jornalistas informações de que apenas cinco pessoas estariam responsáveis pela revista, site e redes sociais, sendo dois estagiários de arte e três funcionários PJ; que a revista abriria mão de reportagens próprias para traduzir conteúdo da Playboy americana, por contenção de gastos; que a PBB tentaria terceirizar a Playboy Brasil para outra editora com experiência no mercado; e que o encerramento da revista impressa não estaria descartado. Fonte do Portal dos Jornalistas afirmou que a direção da revista justificou as demissões “com os prejuízos financeiros que a Playboy vem acumulando desde o lançamento do primeiro número, em abril, agravados pelo insucesso dos eventos, pelo fracasso comercial (a edição de aniversário, que chegou às bancas em 5/9, só vendeu dois anúncios), pela carteira irrisória de assinantes (são menos de 500) e pela inexpressiva venda em bancas”. Ainda segundo a fonte, esta seria a quarta reformulação na redação da Playboy em menos de oito meses: “A direção já havia demitido anteriormente um diretor de redação, um diretor criativo, uma repórter da revista e uma editora do site, sem contratar substitutos”. O Portal dos Jornalistas procurou a PBB para checar as informações e ela respondeu por meio de nota da diretoria, que transcrevemos: “Algumas demissões aconteceram na última semana por readequação da estrutura da publicação. Uma equipe com mais de 20 pessoas é responsável pela revista (incluindo diretor de redação, arte, financeiro e operacional). A revista não será terceirizada para outra editora e o conteúdo continua sendo próprio. Aliás, a PBB preza por conteúdo de qualidade em sua publicação. Esse é um dos nossos pilares; O encerramento da revista está totalmente descartado. A PBB reitera que também sofre com a atual conjuntura econômica do País, como acontece com todo o mercado editorial brasileiro. No entanto, nossa publicação vem se consolidando no mercado (até o momento foram quatro edições: Luana Piovani, Vivi Orth, Marina Dias e Pathy Dejesus) e a empresa vem evoluindo em outras frentes: como a digital e de eventos. Cabe ainda esclarecer que a PBB não tem medo de mudanças e acredita que elas são necessárias para levar ao leitor o melhor produto possível.”