Prossegue acirrada a disputa pelas eleições na ABI

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio de Janeiro

Ao que tudo indica, esta será uma das eleições mais disputadas dos últimos tempos na ABI. Até o momento, são conhecidas pelo menos três chapas: (1) a da situação, encabeçada pelo atual presidente, Domingos Meirelles, que tenta a reeleição; (2) uma de oposição, tendo à frente o vice-presidente Paulo Jerônimo de Sousa (Pagê), intitulada “ABI: Luta pela Democracia”; e (3) outra chapa liderada por Ivan Proença, ex-presidente do Conselho Deliberativo.

Os editais com as normas do processo eleitoral foram publicados no final de semana (24/3), no jornal Monitor Mercantil. A partir daí, os prazos começaram a serem contados, e vão até 5 de abril. As eleições estão programadas para 26/4, na sede da entidade, ou por voto eletrônico, no site http://www.abi.org.br. Para votar, os associados precisam estar em dia com as contribuições. De um total de cerca de 1.800 membros, apenas 270 estavam inadimplentes no início deste mês.

Na semana passada (20/3) o presidente Domingos Meirelles comunicou aos associados que seria firmado convênio com uma cooperativa de crédito e com um plano de saúde para os filiados. Foi o que bastou para que a oposição protestasse, contestando até mesmo contratos de aluguel de espaços no edifício-sede. Na ocasião, o vice Paulo Jerônimo recorreu à Justiça para obter acesso à relação dos associados da entidade.

No mesmo final de semana (24/3) dos editais, o site da ABI publicou o texto Judiciário rasga estatuto da ABI e tumultua eleição, em que critica a decisão judicial em favor da oposição. Na segunda-feira (25/3) ocorreu a última reunião do Conselho Deliberativo antes das eleições. Houve ali manifestações contrárias, condenando o uso de canais oficiais para favorecer a situação.

Circulou também a minuta do programa de ação da chapa “ABI: Luta pela Demoracia”. Em quatro linhas mestras, destacam-se: (1) o retrocesso político ao redor do mundo; (2) a história de luta da ABI, desde a campanha “O petróleo é nosso”, passando pela resistência à censura, até os dias atuais; (3) considerações sobre os profissionais que dirigem a casa e os associados; e (4) comparações com outras entidades combativas. De um programa de 26 ações, constam diversas medidas corporativas, políticas e profissionais.

Como falta praticamente um mês para o pleito e os ânimos seguem exaltados, é de se esperar que haja novos embates entre os candidatos. Vamos acompanhar.

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