Petrobras vai cortar 511 da Comunicação nos próximos seis meses

Prevê-se que a empresa faça nova licitação para serviços à área em abril Como resultado de um plano de reestruturação que começou a ser desenhado em março, quando Luis Fernando Nery substituiu Wilson Santarosa na Gerência de Comunicação Institucional da Petrobras, que este ocupava desde 2003, a empresa informa que deve reduzir 511 postos de serviço do efetivo total da área nos próximos seis meses, a partir de novembro (estima-se que esse total ultrapasse 1.300 profissionais).

Segundo a Gerência de Imprensa da Petrobras, o corte “decorre da diminuição no volume de serviços contratados, com consequente redução no número de pessoas envolvidas na execução das atividades; de profissionais de empresas contratadas que passarão a atuar fora das instalações da Petrobras; além de empregados próprios que se aposentaram ou que migraram para outras áreas para ocupar funções gratificadas”.

A Petrobras esclarece ainda que, “dentro do processo de reestruturação da atividade de comunicação, serão reduzidos em 30% os gastos referentes ao corpo gerencial, com gerências que deixarão de existir ou que mudarão de status. O número de gerências de primeira linha passará de 37 para seis, e o de gerências setoriais cairá de 24 para 22. O trabalho de reestruturação teve como premissas principais a centralização das atividades, melhoria dos processos e otimização de recursos.

O novo modelo da comunicação – que é parte de uma revisão mais ampla do modelo de gestão da Petrobras como um todo – foi aprovado pela Diretoria Executiva e está previsto para entrar em vigor a partir de 1º de novembro”. Segundo o Portal dos Jornalistas apurou, dentro da estrutura atual, cada sub-área da empresa tem um núcleo de comunicação e o presidente Aldemir Bendine já havia comentado sobre a necessidade de enxugar o setor, que tem muita gente. Há quem diga que a área de comunicação da Petrobras é a maior do mundo, em termos corporativos. As agências de comunicação que hoje prestam serviços à empresa são:

• S2Publicom, fazendo atendimento à imprensa com dois contratos distintos, um válido para o Rio de Janeiro e o outro para o restante do Brasil, que lá é chamado de primeiro atendimento; ou seja, quando a imprensa liga, é alguém da S2Publicom que faz esse atendimento para encaminhar os processos

• Máquina da Notícia – responsável pela análise de clipping

• Hill&Knowlton – que cuida da divulgação internacional

• Textual – responsável pelos treinamentos

• FSB – que iniciou seu trabalho com Bendine, para atuar na CPI da Petrobras (Lava Jato)

Os contratos da S2Publicom foram prorrogados por seis meses e a explicação é que a Petrobras está preparando uma nova licitação geral para essas várias atividades, que deverá ser feita até abril. O objetivo é uma ampla reestruturação da comunicação, que deverá operar num novo formato. Há ainda uma outra questão: além das agências que prestam serviços diretos de comunicação, a Petrobras conta com empresas fornecedoras de mão de obra terceirizada, casos de Protemp, Houpe e Persona, que abastecem a empresa com porteiros, motoristas e também jornalistas.

Segundo fonte do Portal dos Jornalistas, essas é que estariam na alça de mira nesse primeiro momento. Em termos de regime de contratação, diz a fonte do Portal dos Jornalistas que há uma situação inusitada, que vem ganhando a aderência do governo embora sofra duro questionamento por parte dos fornecedores: o pagamento por “entregável”, ou seja, a empresa se compromete a pagar apenas pelo que foi entregue no final do mês

No entanto, ela exige dedicação integral, tem muitas vezes o poder de postergar determinadas iniciativas, prevê funcionários fixos etc., o que significa que muitas vezes as contas não fecham. Isso tem desestimulado a participação de algumas empresas em determinadas licitações, pois ao grau de exigência não corresponde a contrapartida dos pagamentos.