A Associação de Jornalistas de Educação (Jeduca) divulgou os resultados de uma pesquisa sobre o perfil do jornalista de educação no Brasil. O estudo foi realizado por meio de formulário online respondido por 286 associados da entidade em maio.

Os dados indicam que que as mulheres são maioria entre os profissionais que atuam no jornalismo de educação, representando 66,3% do total. Elas são em sua maioria brancas (quase 80%), da região Sudeste (70,5% − com destaque para São Paulo, 56,1%), na faixa etária entre 31 e 40 anos (quase 40%), recebem entre R$ 4.401,00 a R$ 6.600,00 por mês (26,3%) e têm pós-graduação completa ou incompleta (76,4%).

Os pardos correspondem a 12,6% do total, os pretos são 5,6% e os amarelos, 1,8%. Em relação aos dados sobre gênero, 32,6% do total são do gênero masculino e 1,1% declararam-se não-binários.

No que se refere à atuação dos profissionais, a pesquisa mostra que a maioria trabalha com produção de conteúdo (aproximadamente 60%). Porém, nem todos estão ligados a um veículo de comunicação: 62,4% não atuam em veículos. Dos que trabalham em veículos, 12,20% atuam em editorias de Educação e 9,12%, em Cidades/Cotidiano.

Os locais de trabalho são muito diversificados. Os principais são organizações do terceiro setor (22%), seguidas por instituições educacionais (quase 19%), jornais (aproximadamente 12%) e portais noticiosos da internet (cerca de 11%).

As funções desempenhadas também variam, desde assessores de imprensa (16,1%), até editores (8,8%), repórteres (13,3%), gestores de comunicação e mídias sociais (7,4%), entre outros cargos.

O relatório apresenta ainda dados sobre o tempo médio de atuação na área e impactos da pandemia de Covid-19 na profissão. Leia a pesquisa na íntegra aqui.

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