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terça-feira, maio 19, 2026

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100 anos de Rádio no Brasil: Áudio será a trilha do ano para Cultura, Esportes e Cultura Pop

(Crédito: Estechead.com)

Por Álvaro Bufarah (*)

A indústria de mídia sonora entra em 2026 não apenas como coadjuvante – mas como protagonista de um novo ciclo de conexão cultural. Em um ano marcado pela convergência de grandes eventos esportivos, disputas políticas relevantes e uma intensa agenda de lançamentos no entretenimento, o áudio consolida-se como o fio invisível que costura experiências, narrativas e relações entre público e marcas.

Mais do que uma tendência, trata-se de uma mudança estrutural. O áudio deixa de ser um canal complementar e passa a ocupar uma posição estratégica no ecossistema midiático contemporâneo. Em um ambiente saturado por telas, notificações e conteúdos visuais concorrentes, sua principal vantagem não é tecnológica – é comportamental. O áudio acompanha o indivíduo. Ele não exige exclusividade de atenção, mas constrói presença contínua.

Esse reposicionamento torna-se ainda mais evidente quando observamos o calendário global. Eventos como a Copa do Mundo, grandes ligas esportivas, ciclos eleitorais e marcos culturais não apenas mobilizam audiências massivas – eles geram camadas de interpretação, debate e engajamento que se estendem muito além do momento inicial. E é nesse intervalo – antes, durante e depois – que o áudio se insere com maior força.

No campo esportivo, por exemplo, a experiência do torcedor já não se limita à transmissão ao vivo. Ela se expande para análises, bastidores, narrativas biográficas e discussões em tempo real. Podcasts, transmissões de rádio e conteúdos sob demanda acompanham o público em deslocamentos, rotinas diárias e momentos de lazer, transformando o consumo esportivo em uma experiência contínua. O jogo deixa de ser um evento isolado e passa a ser um fluxo narrativo permanente.

(Crédito: A.I.C.E)

Essa lógica também se aplica à política. Em um ambiente de alta polarização e excesso informacional, cresce a demanda por interpretação qualificada e vozes confiáveis. O áudio – especialmente em formatos como entrevistas longas e debates aprofundados – oferece justamente o que falta em muitos ambientes digitais: tempo, contexto e continuidade. Não se trata apenas de informar, mas de organizar o sentido dos acontecimentos.

Dados recentes reforçam essa percepção. Relatórios internacionais indicam que o consumo global de podcasts ultrapassa a marca de centenas de milhões de ouvintes – com estimativas próximas a 584 milhões em 2025 – e segue em expansão, especialmente em conteúdos ligados a notícias, cultura e entretenimento. Ao mesmo tempo, estudos do Reuters Institute e do Pew Research Center apontam para uma queda na confiança em conteúdos digitais fragmentados, ampliando o valor de formatos que oferecem mediação editorial e continuidade narrativa.

Na cultura pop, o fenômeno se intensifica. Filmes, séries, jogos e lançamentos musicais já não se esgotam em seus momentos de estreia. Eles se desdobram em conversas, teorias, análises e comunidades. E, novamente, o áudio ocupa posição central nesse processo. Podcasts de recapitulação, entrevistas com criadores, conteúdos exclusivos e debates entre fãs transformam produtos culturais em ecossistemas vivos.

Esse movimento evidencia uma transformação relevante: o valor não está apenas no conteúdo original, mas na conversa que ele gera. E o áudio, por sua natureza conversacional, torna-se o ambiente ideal para sustentar essa dinâmica.

Do ponto de vista do mercado, essa centralidade tem implicações diretas. O áudio passa a atuar em todas as etapas do funil de comunicação – da construção de awareness à conversão. Sua capacidade de gerar proximidade, recorrência e confiança cria condições favoráveis para a construção de marca em um cenário onde a atenção é disputada de forma cada vez mais intensa.

Além disso, o áudio apresenta uma característica singular em relação a outros meios: ele não compete frontalmente com as telas – ele as complementa. Em um mundo multitarefa, onde o consumo de mídia ocorre de forma simultânea, o áudio integra-se à rotina sem exigir interrupção. Essa integração torna-o não apenas eficiente, mas estrutural.

Ao mesmo tempo, a ascensão da inteligência artificial e de conteúdos sintéticos adiciona uma camada adicional a essa discussão. Em um ambiente onde a produção de conteúdo torna-se abundante e automatizada, cresce a valorização de experiências percebidas como autênticas, humanas e confiáveis. O áudio, especialmente quando mediado por vozes reconhecíveis, beneficia-se diretamente dessa dinâmica.

(Crédito: Estechead.com)

O que se observa, portanto, é uma inversão silenciosa. Enquanto a mídia visual se fragmenta e se acelera, o áudio se aprofunda e se estabiliza. Ele não busca necessariamente ser o centro da atenção – mas se torna o centro da experiência.

Para as marcas, isso exige uma mudança de mentalidade. Não basta estar presente no áudio – é necessário compreender sua lógica, sua temporalidade e sua capacidade de construir vínculo. Em vez de campanhas pontuais, o áudio demanda continuidade. Em vez de mensagens isoladas, ele exige narrativa.

No fim das contas, 2026 tende a ser menos sobre o que será visto e mais sobre o que será ouvido, interpretado e compartilhado. O áudio não apenas acompanhará os grandes acontecimentos do ano. Ele ajudará a dar sentido a eles.

E, talvez por isso, mais do que um meio, ele se consolida como a trilha sonora de uma nova cultura midiática – uma cultura em que ouvir volta a ser, novamente, uma forma de compreender o mundo.

 

Fontes para pesquisa


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Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (52)

Por Assis Ângelo

Nos escritos sagrados que formam a Bíblia há mais de duas centenas de citações à velhíssima cidade de Jerusalém, por onde um dia passaria Jesus Cristo. Nessa sua passagem, chegou a curar um cego.

Muitos anos se passaram até que poderosos e miseráveis da Turquia se confrontaram pra matar e pra morrer. Isso ali já pelo século 19. Notícias a respeito desse desigual embate chegavam em pílulas às páginas dos periódicos da sede da Corte brasileira, Rio de Janeiro.

Em agosto de 1875, era fundado aquele que se transformaria num dos principais jornais do seu tempo: Gazeta de Notícias.

Em 1876, a Gazeta começava a pôr em discussão questões referentes ao cotidiano. Políticas, inclusive.

E assim foi, seguidamente.

Em 1878, o jornal passou a publicar um folhetim assinado por Araripe Júnior (1848-1911), sobre a crença de que o rei D. Sebastião de Portugal retornaria para salvar o mundo. Isso ficou conhecido como Sebastianismo, crença que chegou ao interior de Pernambuco, em 1836. Dois anos depois, tudo acabou em sangue de crianças, virgens e inocentes em geral.

O caso aqui lembrado tinha por líder um sujeito de nome João Antônio, em seguida substituído por João Ferreira. Essa história ficou conhecida como Pedra Bonita.

Pedra Bonita inspirou Araripe Júnior a escrever o romance O Reino Encantado (1878), livro lançado logo após a edição em folhetim no jornal Gazeta de Notícias.

Exatamente um século após essa tragédia, o paraibano José Lins do Rego entrou na história escrevendo Pedra Bonita (1938), livro que despertou a atenção literária do Brasil inteiro e, posteriormente, Cangaceiros (1953).

Na obra de José Lins do Rêgo, como na obra de Jorge Amado, há muito tocador de viola cego cantando causos e façanhas de cangaceiros.

Sinhá Josefina é mulher de um certo Bento, preguiçoso que nem o Bute. Vive se balançando na rede, pra lá e pra cá, e dando de comer na mão para um bode. Quando não fazia isso, estava no curral alisando vaca. Falava pouco, mas o que falava calava fundo na mulher. Era ordem. Ela fazia tudo e tremia de medo diante dele.

A história de Josefina com seu marido machão está completa no romance Cangaceiros, mas começa em Pedra Bonita.

Josefina e Bento têm quatro filhos: Aparício, Domício e Bentinho, o caçula. O quarto filho do casal, Deodato, desaparece de cena sumindo no oco do mundo. Houve quem dissesse que ele se embrenhara na mata amazônica.

Aparício torna-se cangaceiro famoso e temido depois de matar um soldado.

Domício, antes de juntar-se ao grupo cangaceiro do irmão, era admirado pela gente do lugar onde morava por seu belo canto e encantador toque de viola.

Bentinho, de batismo Antônio Bento, foi dado pela mãe a um padre, Amâncio, que o criou. Tinha 5 anos de idade. Aos 17, foi de passagem à casa dos pais. Lá demorou-se por três meses e dia nenhum desse tempo o pai sequer lhe dirigiu uma palavra. Era como se o filho o repugnasse.

O caso aqui contado lembra um pouco o caso do menino que tinha vergonha da mãe caolha, contado por Júlia Lopes de Almeida.

Os pais de Bentinho e os irmãos eram naturais da localidade denominada Pedra Bonita.

Pedra Bonita era o lugar mais azarento do mundo para os fazendeiros da região. Justificavam dizendo que nada de bom se colhia por lá.

Bom, fosse o que fosse, o fato é que o episódio aqui lembrado também inspirou Ariano Suassuna a escrever o caudaloso Romance d’A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta (1971). Virou minissérie da Globo em 2007. No elenco, grandes nomes. O personagem Pedro Cego toma conta do espaço.

Na obra de José Lins e Jorge Amado, a terra e a gente que dela depende aparecem em primeiro lugar. E como tal, aos dependentes da terra são dirigidos louvores que vêm da luta por justiça. É o forte contra o fraco ou o rico contra o pobre. Na pena desses escritores está a defesa de quem dela mais precisa. Sempre foi assim nos livros dos autores aqui citados.

Certa vez, o autor de Pedra Bonita disse: “Vim da terra, sou da terra e quero continuar na terra”.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

Globo reformula Bom Dia Brasil; Andréia Sadi será comentarista do telejornal

Ana Paula Araújo (Crédito: Instagram)

A Globo vai fazer uma reformulação do telejornal Bom Dia Brasil, que ganhará reforços na equipe, um formato mais informal e cenário integrado à redação de jornalismo da emissora no Rio de Janeiro, com o objetivo de aproveitar a luz natural. As mudanças passam a valer a partir da próxima segunda-feira (27/4).

O programa, apresentado por Ana Paula Araújo, ganhará recursos tecnológicos no uso do telão, além de ferramentas de realidade aumentada e inteligência artificial, com o objetivo de aumentar ainda mais a interação entre a apresentadora e os repórteres espalhados pelo País.

Em relação aos reforços, Andréia Sadi, apresentadora do Estudio i, da GloboNews, atuará como comentarista de política às quartas e sextas-feiras, em função semelhante à que ela exerceu no Jornal Hoje, em 2019 e 2020. Sadi continua paralelamente com o trabalho na GloboNews. E Priscilla Chagas será a âncora do tempo fixa do programa. Anteriormente, ela atuava na previsão do tempo em telejornais locais da Globo no Rio.

Sabina Simonato seguirá com entradas ao vivo diretamente de São Paulo. Já Heraldo Pereira, responsável pelo noticiário de Brasília, deixará o programa para assumir o comando do DF1, telejornal local da capital federal no horário do almoço.

Seguem abertas as inscrições para o Curso Completo de Comunicação Pública

Profissionais que atuam na comunicação do setor público têm encontro marcado a partir de 16 de maio. Faltando apenas 30 dias para o início das aulas, seguem abertas as inscrições para a 7ª edição do Curso Completo de Comunicação Pública, promovido pela ABCPública em parceria com a Aberje. A formação será realizada de maio a outubro de 2026, em formato on-line, com aulas aos sábados e acesso às gravações.

A abertura do curso será marcada por um seminário que vai reunir secretários estaduais de comunicação do Pará, Rio de Janeiro, Maceió, Mato Grosso do Sul, Paraná para debater desafios e boas práticas da comunicação no Poder Executivo. A mediação será de Jorge Duarte, Emiliana Pomarico e Paulo Nassar, referências nacionais na área.

“Essa formação é uma oportunidade para “aprimorar competências, ampliar redes de colaboração e qualificar a comunicação das instituições e as entregas de valor para a sociedade”, destaca o presidente da ABCPública e um dos curadores do curso, Jorge Duarte.

Reconhecido nacionalmente, o curso é voltado para profissionais de comunicação de órgãos públicos, empresas estatais, autarquias, fundações, conselhos de classe, além de estudantes e pesquisadores interessados no tema.

Ao longo das seis edições anteriores, mais de uma centena de profissionais já participaram da formação, que também resultou em publicações, pesquisas e seminários voltados ao fortalecimento da comunicação pública no Brasil. Profissionais de órgãos como Ministério Público, CNJ, tribunais, assembleias legislativas, prefeituras, universidades, estatais e empresas privadas já passaram pela formação.

Descontos especiais para associados e grupos

A edição 2026 oferece condições especiais para ampliar o acesso:

  • Associados ABCPública pagam R$ 6.000,00 no curso completo (valor integral: R$ 8.250,00);
  • Grupos com mais de três pessoas da mesma instituição recebem 10% de desconto;
  • Também é possível contratar módulos avulsos. Para associados, cada módulo custa R$ 880,00 (valor regular: R$ 1.320,00).

Conteúdo estratégico e foco prático

Com carga horária total de 60 horas, o curso reúne professores e especialistas com ampla experiência no setor público. A programação aborda temas atuais e essenciais para quem deseja qualificar resultados institucionais e fortalecer a relação entre Estado e sociedade. Confira:

  • Estratégia e planejamento em comunicação pública
  • Comunicação digital e redes sociais
  • Relações com a mídia e assessoria estratégica
  • Mensuração de resultados
  • Gestão de riscos e crises
  • Comunicação interna
  • Liderança de equipes e estruturas de comunicação
  • Publicidade, marketing e patrocínio
  • Seminários com estudos de caso e especialistas convidados

Inscrições abertas

Mais informações sobre professores, programação completa e inscrições estão disponíveis na página oficial do curso.

ABCPública seleciona primeira obra para publicação em 2026

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) definiu a obra vencedora do Edital nº 01/2026, voltado à publicação de livros em formato e-book. O processo recebeu nove inscrições de trabalhos de diferentes regiões do país. A obra selecionada para publicação é de autoria de Akemi Nitahara Souza e intitulada 100 Anos de Comunicação Pública no Brasil.

O trabalho é resultado da pesquisa de mestrado profissional no Programa de Pós-Graduação em Mídias Criativas da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGMC/ECO-UFRJ), defendida em dezembro de 2019. “A versão proposta para o ebook foi atualizada com os acontecimentos até fevereiro de 2026”, explica a autora.

“Ter uma seleção com nove obras sobre comunicação pública sinaliza um movimento importante de ampliação de pesquisas sobre o nosso fazer e é motivo de comemoração para a ABCPública. Cumprimentamos os autores pelas contribuições oferecidas ao campo, por meio de suas pesquisas, e agradecemos pelo interesse e participação em nosso processo seletivo”, diz a vice-presidente de Relações Acadêmicas da ABCPública, Cláudia Lemos.

Entre as obras submetidas no edital 1/026, estavam quatro teses de doutorado e quatro dissertações de mestrado. Todos os trabalhos abordando temas atuais da comunicação pública, como autonomia do jornalismo em emissoras públicas, linguagem simples, comunicação digital em operações humanitárias, fact-checking no Legislativo e atuação institucional em redes sociais.

O processo de avaliação foi conduzido pelo Comitê Editorial da ABCPública, que reune especialistas externos e integrantes da diretoria da entidade. Participaram da seleção o professor Wilson Bueno e a professora Ana Paula Lucena, como avaliadores convidados, além do presidente da associação, Jorge Duarte; da vice-presidente de Relações Acadêmicas, Cláudia Lemos; da vice-presidente de Comunicação, Lília Gomes; e da vice-presidente de Gestão e Parcerias, Kárita Sena. A ABCPública agradece aos integrantes do Comitê Editorial, que atuam voluntariamente no projeto:

E vem mais seleção por aí, anuncia Cláudia Lemos. “A segunda seleção de 2026 será aberta em julho, com inscrições até 10 de agosto.”

FSB Holding redefine modelo operacional e faz movimentações na liderança de agências

Alexandre Loures (Crédito: FSB Holding)

A FSB Holding, ecossistema focado em reputação – formado por agências como FSB Comunicação, Loures Consultoria e Giusti Creative PR –, anunciou uma transformação em sua estrutura operacional, com o objetivo de garantir mais eficiência estratégica e resultados aos clientes. A empresa passa a adotar um modelo de atuação que coloca as lideranças como parceiras de negócios, e não apenas gestoras de demandas.

FSB Holding redefine modelo operacional e faz movimentações na liderança
Alexandre Loures (Crédito: FSB Holding)

Na prática, os núcleos da companhia foram redesenhados para formatos mais enxutos, reduzindo a quantidade de contas sob gestão de cada diretoria, permitindo que seus diretores se dediquem à consultoria estratégica para antecipar crises e identificar oportunidades de reputação.

“Hoje, o mercado exige mais do que presença; exige profundidade. Por isso, evoluímos nosso modelo operacional. Não estamos apenas mudando times; estamos garantindo que a inteligência estratégica tenha o tempo e o foco necessários para mergulhar no business do cliente”, escreveu a FSB sobre as novidades.

Leandro Conti (Crédito: Divulgação/FSB Holding)

A empresa anunciou também que mudará sua estratégia de gestão de talentos, focando na formação de equipes multidisciplinares, formadas por líderes de fora do eixo das agências, com profissionais de grandes corporações, de redação e especialistas em finanças, gestão e tecnologia.

Além disso, a FSB promoveu mudanças na liderança de algumas de suas agências

Leandro Conti, que era sócio-diretor de Marketing e Novos Negócios, assume como diretor-geral da área privada da FSB São Paulo. A unidade também contratou Christiane Botan (ex-setor bancário), Roberto Dias (ex-Folha de S.Paulo) e Marília Paiotti (com experiência em redações e agências).

Darse Jr. (Crédito: Divulgação/FSB Holding)

E no Rio de Janeiro, Darse Jr., na empresa há 13 anos, assume Direção-Geral para contas privadas. Foram ainda promovidos Anna Gomide, Rennan Soares e Mariana Pinheiro.

Já na Loures, Rebecca Belmonte segue como CEO, posto que assumiu em janeiro de 2024, enquanto Renato Krausz está à frente da Giusti desde outubro do mesmo ano.

Globo escala Everaldo Marques para narrar jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo

A Globo escolheu o narrador Everaldo Marques para comandar os jogos da Seleção Brasileira na Copa do Mundo deste ano na tevê aberta. Ele substitui a Luís Roberto, afastado para o tratamento de uma neoplasia na região cervical.

“A missão de narrar os jogos da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo é o topo da montanha para qualquer narrador. É o que a gente sonha desde criança, quando narrava futebol de botão no chão da sala de casa”, declarou Everaldo nas redes sociais. O narrador falou também sobre a missão de comandar os jogos no lugar de Luís Roberto: “O Luís Roberto é o nosso capitão, uma referência de entusiasmo e profissionalismo. Então, enquanto o Luís cuida da saúde, eu abraço essa oportunidade com muita vontade, e ainda mais dedicação”

Após o afastamento de Luís, a Globo chegou a cogitar um revezamento entre os narradores, mas optou por uma só voz para causar identificação com o público. Esta será a segunda Copa de Everaldo na Globo. Além dele, também participarão das transmissões dos jogos de Seleção Brasileira os comentaristas Ana Thaís Matos, Denílson, Junior e Cristiane Rozeira. Gustavo Villani e Renata Silveira também participarão da cobertura do torneio, narrando outros jogos importantes.

Everaldo começou a carreira na TV Cultura. Na ESPN, consolidou-se como uma das principais vozes da narração esportiva brasileira, comandando transmissões de centenas modalidades esportivas. Por muitos anos, esteve à frente de jogos da NFL, a liga de futebol americano, e da NBA, a liga americana de basquete. Chegou à Globo em 2020 e já narrou diversos eventos esportivos, incluindo a Copa do Mundo de 2022, no Catar. É atualmente a principal voz da Fórmula 1 na Globo. Também comandou desfiles das escolas de samba do Carnaval em São Paulo.

O adeus a Alice Ribeiro e Rodrigo Lapa

A repórter da Band Minas, Alice Ribeiro, que se envolveu em um grave acidente de carro em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, morreu na noite de quinta-feira (16/4), aos 35 anos. Ela chegou a ser socorrida após o ocorrido, entrou em coma e teve morte encefálica, condição em que há a perda irreversível das funções cerebrais. Ela deixa o marido e um filho de nove meses. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, que dirigia o veículo, morreu no local.

Natural de Belo Horizonte, Alice formou-se em Jornalismo pela PUC Minas em 2015. Na carreira, passou por emissoras como TV Globo Minas, TV Alterosa e RecordTV Minas. Trabalhou ainda em produtoras independentes e afiliadas em outras regiões do Brasil. Desde 2021, atua na Bandeirantes, em um primeiro momento em Brasília e, a partir de agosto de 2024, começou a trabalhar em Belo Horizonte, em Minas Gerais.

O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa nasceu em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Atuou na Band Minas de 2022 a 2024, participando de coberturas como o carnaval de Belo Horizonte e os impactos das chuvas na Zona da Mata. O profissional havia retornado à emissora em dezembro do ano passado. Também atuava como palhaço, levando atividades circenses a crianças hospitalizadas. Ele deixa esposa e uma filha de 6 anos.

O acidente aconteceu na tarde de quarta-feira (15/4) na BR-381, em Sabará. O carro de reportagem da Band Minas colidiu de frente com um caminhão e teve a parte dianteira totalmente destruída. Alice e Rodrigo retornavam de uma reportagem sobre duplicação de rodovias e a importância disso para a diminuição de acidentes. A Polícia Civil está investigando as causas e circunstâncias do acidente.

Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas de Minas Gerais (SJPMG) lamentaram a morte dos profissionais, e destacaram que o caso expõe riscos da multifunção e da precarização no jornalismo.

“Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos, especialmente em rodovias perigosas e em jornadas exaustivas”, escreveram as entidades. “Ainda que as circunstâncias do acidente estejam sendo apuradas, é inegável que a precarização das relações de trabalho no jornalismo tem colocado trabalhadores em situação de vulnerabilidade. A redução de equipes e a imposição da multifunção não são apenas medidas administrativas: são decisões que impactam diretamente a segurança e a vida dos profissionais”.

Saúde mental de jornalistas exige mais estudos, aponta Conselho de Comunicação

Pesquisa aponta que 72% dos usuários do LinkedIn sofrem do
Crédito: Nik Shuliahin/Unsplash

Relatório do Conselho de Comunicação do Congresso Nacional enfatiza que é preciso ampliar pesquisas sobre a saúde mental de profissionais de comunicação. Segundo o Tribunal Superior do Trabalho (TST), em 2024 houve 472 mil afastamentos por transtornos mentais, um aumento de 68% em relação ao ano anterior. O afastamento médio foi de 196 dias.

O conselheiro Carlos Magno destacou a dificuldade de obter dados atualizados sobre o tema, e citou pesquisa feita nos EUA em 2024, com 1.140 jornalistas. Os dados mostram que 84% dos jornalistas e 88% dos ex-jornalistas relataram problemas de saúde mental. Segundo a pesquisa, 64% afirmaram que isso tem grande impacto no ambiente de trabalho. Magno também mencionou o estudo Jornalismo no Brasil em 2025, produzido pela newsletter Farol Jornalismo em parceria com a Abraji. Foram ouvidos 275 profissionais de seis redações brasileiras. Nele, os profissionais relataram ambiente de trabalho tóxico, com temas como falta de empatia; pouca transparência; comunicação violenta; desrespeito às folgas; e sobrecarga de trabalho.

Na reunião do CCS, realizada em Brasília em 6/4, a conselheira Samira de Castro, presidente da Fenaj, informou que a entidade, em parceria com o Ministério do Trabalho, está realizando uma pesquisa sobre a saúde mental da categoria, com o objetivo de orientar políticas sindicais e ampliar a atenção da sociedade ao tema, para melhorar as condições de trabalho dos profissionais.

Revista Badaró, especializada em jornalismo em quadrinhos, anuncia mudanças

Revista Badaró, especializada em jornalismo em quadrinhos, anuncia mudanças

A revista Badaró, primeiro veículo em língua portuguesa focado em jornalismo em quadrinhos, anunciou uma série de mudanças que marcam uma nova fase da publicação: a revista passa a ter três edições impressas por ano, publicadas em formato quadrimestral; uma mudança em seu slogan; e parcerias internacionais.

Após cinco edições experimentais, a versão impressa da revista passa a se chamar Badaró Periódica e terá publicação fixa, a cada quatro meses. A ideia é “reiniciar” a contagem do zero, de modo que, a próxima edição será considerada a primeira desta nova fase. Além disso, a escolha do nome Badaró Periódica serve para diferenciar bem o formato impresso e o online, que segue se chamando Badaró.

Outra novidade é que, a partir de maio, quem assinar o plano da revista que contém materiais impressos receberá, mensalmente, um pôster de um artista diferente, feito exclusivamente para a Badaró. Além disso, o site da publicação terá compilações periódicas, reunindo coleções inteiras da versão online com tudo o que já foi publicado desde a estreia da revista, em 2019.

A Badaró mudou seu slogan para “Jornalismo ilustrado e narrativas híbridas”, com o objetivo de deixar claro para o público que quadrinhos jornalísticos são sua principal forma de produção. E outra novidade são as parcerias fixas com artistas estrangeiros, que passam a fazer parte da rede colaborativa da Badaró: A chilena Panchulei (nome artístico de Francisca Cárcamo), e o argentino César Agite (alcunha de César Busso). A Badaró publicará os trabalhos de ambos com exclusividade em língua portuguesa, cujas traduções serão feitas pelo próprio diretor da revista, Norberto Liberatôr.

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