A Turner, agora uma afiliada AT&T, anunciou nesta quinta-feira (9/8) que migrará a sua principal programação de futebol para as marcas TNT e Space, criando os primeiros superstations para o Brasil. A Turner transmitirá a Série A do Campeonato Brasileiro, a partir de 2019 e pelos próximos seis anos; e continuará comprometida com a Liga da Uefa por mais três temporadas, a partir deste mês.
Os canais Esporte Interativo, bem como suas atividades de produção, serão desativados nos próximos 40 dias. A Turner vai se concentrar em reforçar ainda mais as marcas já estabelecidas TNT e Space. O superstation é um modelo de sucesso nos Estados Unidos e a Turner está confiante de que o mesmo acontecerá no Brasil. (Com informações do Colunista do UOL Flávio Ricco)
Ainda na esteira dos cortes na Abril, Portal dos Jornalistas apurou que o Guia do Estudante, embora relacionado entre os títulos que continuariam a receber investimentos da empresa, encerrou suas atividades nesta quinta-feira (9/8). Com isso, deixam a redação 15 jornalistas, oito dos quais exerciam atividades de pesquisa.
Lançado em 1984 como uma edição especial do Almanaque Abril, o Guia englobava publicações como apostilas de disciplinas no currículo brasileiro, revistas sobre vestibulares, avaliações sobre cursos superiores oferecidos no Brasil e anualmente premiava universidades públicas e privadas.
Aparentemente, esses cortes têm gerado tantas informações controvertidas no mercado que a Abril veio a público em nota nesta quinta-feira (9/8) para que esclarecer que a mostra de arquitetura, design de interiores e paisagismo CASACOR continua no portfólio da empresa. Até o final do ano, terá 13 edições nacionais: Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Ribeirão Preto, Brasília, Ceará, Rio de Janeiro, Paraíba, Espírito Santo, Pernambuco, Bahia, Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. E, dando continuidade à expansão internacional da marca, no Peru, no Paraguai e em Miami.
Também nesta quinta-feira, fonte da Abril informou que os cortes na redação de Veja atingiram 12 profissionais, entre site e impresso, e que não haverá mais demissões na revista.
O apresentador Marcelo Tas comanda um reality show no canal Discovery cuja estreia está prevista para 2019. A série, dedicada à popular cultura do Faça você mesmo, é uma coprodução com a Academia de Filmes que começa a ser gravada esta semana em São Paulo.
A cada episódio, os testes porão à prova as habilidades criativas e técnicas dos participantes. Quesitos como concentração, espírito de equipe e dedicação também serão avaliados pelos jurados, especialistas desse universo.
Após quase 130 anos de circulação ininterrupta, a Tribuna do Povo, de Araras, publicou sua derradeira edição em 4 de agosto. Fundado em 1892 (é só 30 anos mais novo que a cidade), esteve nos últimos 25 anos sob o comando de João Gilberto Siviero e Elpídio Carlos Pesce Storolli. No último editorial que assinam, reafirmam os princípios e valores que nortearam a trajetória do jornal ao longo dessas 13 décadas (“A ética sempre foi nosso guia. O trabalho, nosso sustento. A verdade, nossa moeda”) e debitam o fechamento a dois fatores principais: a crise econômica e a revolução da comunicação digital.
Embora afirmem que pretendem levar adiante a página do jornal na internet – www.tribunadopovo.com.br –, dizem ter consciência de que mesmo essa empreitada será um caminho custoso.
A FleishmanHillard anunciou nessa terça-feira (7/8) a nomeação de Patrícia Marins como diretora-geral das operações da agência no Brasil, cargo que acumulará com as suas funções como sócia em Brasília do Grupo In Press, holding que representa a marca no mercado brasileiro. Ela sucede a Sandro Rego, que deixa a empresa, ainda cuidando de algumas transições, sai de férias e define os próximos passos profissionais nas próximas semanas.
Executiva paulista que faz parte do Grupo In Press há mais de 20 anos, agora em dupla jornada, vai dividir seu tempo entre Brasília e São Paulo. São 15 anos de experiência na Capital Federal, onde desenvolveu grande expertise em gestão de reputação, comunicações de crise e public affairs. Neste novo ciclo, em que terá também responsabilidades de diretora-geral da FleishmanHillard, ela buscará aprimorar as capacidades de comunicação e a liderança de pensamento da agência, para fornecer aos clientes serviços de consultoria estratégica em várias práticas e ajudar a conectar empresas brasileiras à rede global da FleishmanHillard.
Sandro, que deixa a agência após quase dois anos, liderou a área de comunicação em organizações como CSN, Boticário e Safra, tendo passado um período de estudos no Canadá.
Maristela Mafei questiona os valores das parcelas relativas à compra da agência feitas com base na lucratividade da empresa
Maristela Mafei questiona os valores das parcelas relativas à compra da agência feitas com base na lucratividade da empresa
Maristela Mafei, fundadora e ex-presidente da Máquina da Notícia, agência adquirida em janeiro de 2016 pela Cohn & Wolfe, do Grupo WPP, entrou com reclamação na Câmara Arbitral do Canadá, denunciando o contrato.
Nota publicada pela Folha de S.Paulo nessa terça-feira (7/8) informa que o imbróglio tem como base o pagamento do chamado earn-out, ou seja, das parcelas relativas à compra da agência feitas com base na lucratividade da empresa. Como esta foi menor do que o esperado e mesmo planejado, o mesmo se dá com as parcelas a serem pagas a Mafei.
Estima-se que a agência foi vendida por R$ 80 milhões, com pagamento à vista de 50% desse valor e o restante em até cinco anos, sendo o valor atrelado a um crescimento no lucro da empresa – de maneira inusual, o início da contagem foi acertado para 2015 (ano inicialmente considerado bom para a agência, ainda que anterior ao contrato assinado).
Segundo apurou este J&Cia, embora o faturamento da Máquina tenha crescido 2% em 2017, seu lucro registrou queda de 23%, sobretudo pelo crescimento de despesas, entre alas a celetização completa da agência (inclusive em cargos de direção), perdas de alguns contratos lucrativos (repostos por outros, porém com margens menores) e também da taxa compulsória de administração paga ao Grupo comprador, da ordem de 5% sobre a receita bruta. Com isso, o pagamento do earn-out da compra da agência também despencou, elevando o grau de insatisfação.
Marcelo Diego, CEO da agência, está afastado da operação, mas, conforme informações de pessoas que lá atuam, continua assinando todos os documentos da empresa como seu representante legal.
Maristela deixou a operação da empresa em outubro de 2016, ocasião em que viajou para uma temporada de estudos nos EUA, inclusive com aval contratual da própria Cohn & Wolfe. Voltou ao Brasil meses atrás.
A WPP determinou que seus dirigentes e os da Máquina não se pronunciem sobre o episódio, o que deixa indefinido qualquer prognóstico sobre o desfecho da disputa.
Sobre a escolha da Câmara do Canadá para a arbitragem do conflito, é questão contratual e não escolha unilateral. Pelo que apurou este J&Cia, ela tem sido a Câmara Arbitral preferida para conflitos de natureza econômica, pela competência e agilidade de procedimentos.
O projeto Comprova – coalizão de 24 veículos de imprensa coordenada pela Abraji que identificará rumores, conteúdo forjado e táticas de manipulação capazes de influenciar a campanha para as eleições presidenciais de 2018.– começou em 6/8 suas operações de combate à desinformação e a conteúdos enganosos na internet. As equipes do projeto vão checar textos, imagens e áudios sem origem definida. Não haverá verificação de declarações dadas por candidatos, pois isso não se enquadra no escopo do projeto. O objetivo dessa iniciativa é engajar eleitores no combate à desinformação durante a campanha e limitar a circulação de boatos infundados de teor eleitoral no WhatsApp e em outras redes.
Os interessados em denunciar conteúdos suspeitos ou falsos relacionados às eleições devem salvar o número 11-977-950-022 e enviar uma mensagem com o pedido de checagem. A utilização do WhatsApp como ferramenta para um projeto eleitoral é uma novidade para o First Draft, que já liderou o CrossCheck, seu premiado projeto com foco nas eleições francesas de 2017, e atuou em parceria com agências de verificação de fatos durante as eleições britânicas e alemãs.
O público poderá acessar esses relatórios em uma central no site do Comprova, projetada para tornar mais fácil para as pessoas compartilharem as informações produzidas pelas redações participantes, seja por Facebook, Twitter ou WhatsApp. Parceiros individuais também produzirão relatórios mais longos em seus próprios sites.
A Associação Brasileira das Agências de Comunicação (Abracom) veio a público nessa terça-feira (7/8) para manifestar seu descontentamento e desaprovação com a campanha veiculada pela agência 1927, do Grupo Ideal, oferecendo soluções em assessoria de imprensa de baixo custo, por entender que essa prática afeta a visão do mercado para um serviço que já tem sido aviltado pela própria transformação da mídia e baixa valorização da atividade.
A Ideal, associada à Abracom e que tomou conhecimento do teor da nota, reagiu de imediato, ratificando que, ao contrário do que afirma o comunicado, a plataforma desenvolvida pela agência – um modelo híbrido entre agência de comunicação e software house – serve para valorizar esse serviço. A seguir, o comunicado da Abracom, enviado por seu presidente executivo Carlos Carvalho, e na sequência a resposta da Ideal, por seu diretor Eduardo Vieira.
campanha veiculada pela agência 1927
Comunicado Abracom
“Assessoria de imprensa é a palavra-chave que leva clientes de todos os segmentos econômicos à procura de uma agência de comunicação. Hoje, preferimos tratar esse serviço pelo nome de ‘relações com a mídia’, porque expressa melhor a amplitude e a complexidade de um trabalho que faz parte de uma atividade, a comunicação corporativa, que vai muito além da assessoria.
Lidamos com planejamento, pensamento estratégico e uma série de serviços que promovem diálogo, interação e relacionamento com todos os públicos de uma organização, não apenas a mídia.
Ao lançar a campanha dos combos de serviços da ‘1927’, a agência Ideal, associada Abracom, pecou em nomear essas ferramentas de relações públicas e assessoria de imprensa, afetando a visão do mercado para um serviço que já tem sido aviltado pela própria transformação da mídia e pela baixa valorização da atividade em tempos de crise.
É claro que algumas tarefas já são submetidas a processos tecnológicos, que operam por meio de robôs de busca e monitoramento, por exemplo. Além disso, ao afirmar que coloca ‘sua marca na mídia a partir de xxx reais’, o anúncio faz uma promessa indevida, uma vez que na tarefa específica de assessoria de imprensa os espaços são conquistados.
A Abracom entende que os formatos comerciais encontrados pelas agências para embalar seus produtos são legítimos. Mas não compartilha com o tom dado à campanha da 1927/Ideal, por entender que a comunicação desses produtos banaliza o trabalho estratégico de centenas de agências, de 15 mil profissionais que atuam em um mercado no qual – segundo pesquisa do Anuário da Comunicação Corporativa – 75% do faturamento vêm dos serviços de relações com a mídia, o que envolve treinamentos, ações de crise, trabalhos de grande complexidade em torno de divulgação de causas e zelo pela reputação das organizações.”
Resposta da Ideal
“Conforme o publicado em detalhes na edição deste Jornalistas&Cia da semana passada, reforçamos que a plataforma digital da 1927.ag, um modelo híbrido entre agência de comunicação e software house, não surgiu para desvalorizar ou banalizar a prática de assessoria de imprensa no mercado. Muito ao contrário: a plataforma serve justamente para valorizar esse serviço.
Uma das razões pelas quais os intermediadores de diversos serviços estão sendo questionados em praticamente todos os mercados é justamente por sua pertinência aos negócios dos segmentos onde atuam. Por consequência, o mesmo acontece com agências de comunicação de todas as naturezas, sejam de publicidade, digitais, de comunicação corporativa ou assessorias de imprensa. Quando elas ajudam a resolver os desafios de negócio de seus clientes, são valorizadas. Quando não conseguem fazer isso, caem na vala comum ao oferecer um serviço sem valor agregado, transformando-se em meros fornecedores demandados. No entendimento do Grupo Ideal, a transformação da mídia pela tecnologia é um acelerador desse fenômeno. E a boa utilização da tecnologia ajuda as agências a se tornarem mais estratégicas.
A automatização de processos repetitivos e redundantes é uma tendência inexorável no mundo todo. Ao entregar justamente isso, a 1927 ajuda a tirar uma carga desnecessária dos braços de seus profissionais para permitir que eles usem mais seu principal ativo: seus cérebros. Acreditamos que, ao focar nas habilidades que realmente importam na prática de comunicação (como relacionamento, planejamento, análise crítica, valorização de discursos autênticos e legítimos, entre outras), e não em atividades meramente mecânicas, seremos profissionais e agências sempre mais valorizados.”
Disputa dará chances iguais de vitória para grandes agências e agências-butique
O Prêmio Jatobá PR traz entre as novidades para 2018 uma premiação especial para o Case do Ano, que destacará o trabalho que obtiver a maior média entre os trabalhos inscritos, independentemente de serem de grandes agências ou de agências-butique.
“Um dos mais importantes diferenciais do Prêmio Jatobá PR é o destaque tanto às grandes agências quanto às agências-butique em 13 das 14 categorias (11 delas relativas às categorias com inscrições e três premiações especiais – Agência do Ano, Agência-Butique do Ano e Case do Ano)”, diz Eduardo Ribeiro, diretor do Grupo Empresarial de Comunicação (Gecom), organizador do concurso. “No caso da premiação especial Case do Ano não haverá distinção alguma entre elas. Levará o troféu o case que, entre todos, obtiver a melhor média da Comissão de Julgamento, independentemente do segmento em que estiver inscrito”.
As inscrições para o prêmio já estão abertas e a ele podem concorrer grandes agências e agências-butique de comunicação corporativa do Brasil e da América Latina.
“Quem define o perfil – se grande agência ou agência-butique – é a própria agência e não os organizadores”, ressalta Célia Radzvilaviez, também diretora do Gecom, lembrando que a prerrogativa sobre o posicionamento no mercado é exclusivamente da empresa.
As agências interessadas podem inscrever quantos cases desejarem e um mesmo case em até três categorias. “Cada categoria dará um troféu para a grande e outro para a butique. Um troféu sem diferenciações. Tanto os clientes das grandes quanto os das butique também receberão certificados de finalistas e troféus, no caso de vitória”, completa Eduardo.
As 11 categorias do Jatobá PR que recebem inscrições são: Assessoria de Imprensa/Relações com a Mídia; Comunicação Integrada; Comunicação Interna;Digital/Redes Sociais; Evento; Mídia Corporativa; Pesquisa; Projeto Especial; Public Affairse Relações Governamentais; Sustentabilidade; e PR Internacional (com foco na América Latina).
Na primeira edição, em 2017, o Jatobá PR recebeu 104 inscrições, com participação de 52 agências de todo o País. As inscrições podem ser feitas diretamente no www.jatobapr.com.br. Outras informações no 11-5576-5600, com Dalila Ferreira ([email protected]).
Morreu em Brasília na madrugada de terça-feira (31/7), em casa, de falência de múltiplos órgãos, o jornalista, colunista e vice-presidente institucional do Correio Braziliense Ari Cunha, aos 91 anos. José de Arimathéa Gomes Cunha, seu nome de batismo na cidade cearense de Mondubim, esteve por 58 anos à frente da coluna Visto, lido e ouvido, primeiramente no impresso e depois em um blog. É, provavelmente, a coluna mais longeva da imprensa brasileira.
Aos 16 anos, Ari foi contratado como revisor da Gazeta de Notícias, de Fortaleza, e depois trabalhou no jornal Estado. Em 1948 mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou carreira no Bureau Interestadual de Imprensa e no International News Service. Por muito tempo, escreveu a crônica política para vários jornais representados pelo escritório. Trabalhou com Carlos Lacerda, Joel Silveira, Heráclito Sales, Paula Job, Prudente de Moraes, Neto, Etiene Arregui Filho, Irineu Sousa e outros destacados jornalistas da época. Conviveu com os políticos João Mangabeira, Luiz Viana Filho, Café Filho, José Bonifácio de Andrada, Bias Fortes, Israel Pinheiro e Juscelino Kubitschek.
Contratado pela New Press, chefiou a redação em São Paulo por dez anos, antes de se transferir para a Última Hora, ao lado de Josimar Moreira de Melo e Samuel Wainer. Em 1959, passou a fazer parte dos Diários Associados. Nesse período, implementou a reforma da Folha de Goiaz, em Goiânia. No Centro Oeste, foi incumbido de estabelecer o Correio Braziliense e a TV Brasília na Capital Federal, tendo sido eleito, em 1981, condômino dos Diários Associados. Em 1961, presidiu a Comissão de Incentivo à Iniciativa Privada, ligada ao gabinete do então prefeito de Brasília Paulo de Tarso Santos. Entre 1986 e 1987, atuou como vice e presidente do BRB. Em 1990, assumiu o cargo de vice-presidente dos Diários Associados, cargo que ocupava até agora.
Do casamento com Maria de Lourdes Lopes Cunha, teve quatro filhos: Ari, Eliana, Raimundo e Circe. O corpo foi velado e sepultado nesta quarta-feira (1º/8), no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília. Em nota, o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, lamentou a morte dele e decretou luto oficial de três dias. Ana Dubeux, editora-chefe do CB, homenageou-o com a reprodução do artigo Ao mestre com carinho, publicado em 2017.