O Grupo Bayer fez recentemente uma reestruturação estratégica em sua Comunicação no Brasil. Após o processo de fusão com a Monsanto, a área foi separada em divisões de negócios, seguindo sob o comando de Paulo Pereira, diretor de Comunicação do Grupo Bayer no Brasil.
Após a integração entre os colaboradores das duas
companhias, Daniela Barros foi
nomeada diretora de Comunicação para a Divisão CropScience no Brasil. Larissa Battistini permanece como gerente
de Comunicação Corporativa, enquanto a nova gerente para divisão
Pharmaceuticals é Aline Pasetchny. Já
para área de Consumer Health, Lilian
Torres assume como especialista de Comunicação.
Como a empresa unificou todos os negócios do grupo, a JeffreyGroup passa a responder por todo o atendimento de PR, que até agora era dividido com a Weber Shandwick e a Burson Masterller, assumindo também as divisões Pharmaceuticals, Consumer Health e Crop Science.
Com isso, pela agência, sob o comando da diretora executiva Débora Pratali, Anderson Moço assume como gerente sênior para as áreas de Pharmaceuticals, Consumer Health e Corporativo da Bayer, sob direção de Cilene Pereira; e Alessandra Fragata e Camila Gonzaga reforçam a equipe como gerentes para Crop Science, sob direção de Claudia Cardoso.
Glenn Greenwald - Foto Fernando Frazão-Agência Brasil
Glenn Greenwald – Foto Fernando Frazão-Agência Brasil
Em nota divulgada na última sexta-feira (13/9), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) criticou a atitude de Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, que em vídeo na internet chamou de corruptos os repórteres Juliana dal Piva e João Paulo Saconi, de O Globo, além de procuradores do Ministério Público do Rio de Janeiro.
O caso ocorreu após reportagem do jornal do Grupo Globo ter apontado movimentações financeiras atípicas do deputado federal David Miranda, marido de Greenwald.
No vídeo, Greenwald afirma: “(…) eu sei exatamente quem são os corruptos neste caso. Não é David Miranda, são os procuradores do Ministério Público e os repórteres e editores do O Globo, que publicou um artigo lixo”.
O caso gerou uma série de ataques contra os jornalistas, principalmente Juliana, autora da reportagem, que passou a receber citações no Twitter acusando-a de receber propina de procuradores na tentativa de uma campanha de intimidação para parar a Vaza Jato, nome pelo qual ficou conhecida a divulgação das mensagens da Lava Jato pelo Intercept Brasil.
“Nenhum jornalista deve ser acusado sem provas por realizar seu ofício de divulgar informações”, destacou a nota. “Lamentamos que um jornalista lance mão de expedientes dos quais ele próprio é vítima frequente — acusações e descredibilização — contra outros colegas, ultrapassando o limite da crítica ao trabalho feito”.
O repórter fotográfico Max Peixoto (O Bairrista e Dia Esportivo) teve seus equipamentos furtados em 11/9 na Arena da Baixada, estádio do Athlético, em Curitiba.
O
furto ocorreu na sala de imprensa do time visitante, local restrito a
profissionais credenciados, após o primeiro jogo da final da Copa do Brasil
entre Athlético e Internacional
Max
denunciou o ocorrido via Twitter e fez boletim de ocorrência, cobrando um
retorno sobre o caso à assessoria do Athlético e reiterando que “o clube tem
total responsabilidade da segurança dos profissionais que ali estão trabalhando”.
Até a publicação desta nota a assessoria do Athlético não havia se manifestado sobre o caso.
A CNN anunciou os diretores de Jornalismo em suas sedes de Brasília e Rio de Janeiro. André Ramos (ex-diretor de Jornalismo da Record TV) comandará o Jornalismo da emissora na Capital Federal, enquanto Givanildo Menezes, diretor-adjunto de Jornalismo da CNN Brasil, será responsável pela sede do Rio de Janeiro.
André tem experiência em coberturas políticas, o que levou a CNN Brasil a colocá-lo no comando da sede em Brasília, de onde virá a maior parte do conteúdo de jornalismo político da emissora. Já cobriu eleições e posses presidenciais, além fazer parte de coberturas esportivas internacionais, como os jogos Olímpicos de Pequim (2008) e Londres (2012).
Givanildo comandou o departamento de Jornalismo da Record TV no Rio de Janeiro por quatro anos e conhece bem a capital fluminense. Coordenou a cobertura de grandes eventos internacionais como a visita do papa e a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).
Por solicitação do vereador Marcelo Sgarbossa (PT), uma decisão liminar da Justiça determinou a reabertura da exposição Independência em Risco, suspensa na semana passada pela presidente da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, Mônica Leal (PP). A mostra, que conta com 36 desenhos de 19 artistas, é composta de charges com críticas ao governo federal, consideradas ofensivas pela parlamentar.
Em seu despacho, o juiz da 3ª Vara da Fazenda Pública de Porto Alegre, Cristiano Vilhalba Flores, cita a defesa da liberdade de expressão, afirmando que ela fica descaracterizada com a censura. O magistrado diz ainda que as obras que compõem a exposição “nada mais aparentam ser do que a simples manifestação dos pensamentos e da arte dos expositores” e que “charges são sempre subjetivas”. Inicialmente, as obras deveriam ficar em exibição até 19 de setembro.
Vale lembrar que a mostra havia sido previamente autorizada pela direção-geral da Casa, e, a convite o vereador Marcelo Sgarbossa, artistas foram chamados para realizar uma exposição sobre a conjuntura política atual. A iniciativa, planejada desde julho, conta com a presença dos cartunistas Edgar Vasques, Santiago, Vecente, Dóro, Elias, Alexandre Beck, Alisson Affonso, Bier, Bruno Ortiz, Edu, Eugênio, Gui Moojen, Hals, Kayser, Koostela, Latuff, Nik, Schroder e Uberti.
Cartunistas poderão exibir novamente seus trabalhos
Debora Pratali (JeffreyGroup Brasil) e Vanessa Amorim (Hospital Albert Einstein) apresentam a Agência Einstein
Debora Pratali (JeffreyGroup Brasil) e Vanessa Amorim (Hospital Albert Einstein) apresentam a Agência Einstein
Veículos de comunicação de todo o País podem contar agora com uma agência de notícias focada em conteúdo qualificado sobre saúde, ciência e bem-estar. A Agência Einstein, criada pelo Hospital Albert Einstein, de São Paulo, oferecerá gratuitamente reportagens, entrevistas, fotos e infográficos para jornais, revistas, emissoras de TV e rádio, além de sites de notícias.
“O Einstein investiu nessa iniciativa por acreditar que é seu papel também difundir informação de qualidade para promover a melhor saúde”, afirma Vanessa Amorim, head de Marketing e Comunicação da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. “Ao oferecer essa plataforma aos meios de comunicação, queremos incentivar e facilitar a publicação de reportagens sobre ciência, saúde e bem-estar. E assim, impactar um número maior de indivíduos em todo o Brasil. É o Einstein colocando as pessoas no centro”.
Idealizado pela JeffreyGroup, que desenvolveu o projeto editorial e a plataforma responsiva a todos os tipos de dispositivos, a agência de notícias produzirá diariamente conteúdo jornalístico que poderá ser acessado exclusivamente por veículos cadastrados.
“Ficamos impressionados com a qualidade e relevância do conteúdo que tínhamos em mãos, fruto da posição de vanguarda do Einstein – que tem o que há de mais avançado em tecnologia, pesquisa, ensino e corpo clínico”, completa Debora Pratali, diretora-executiva da JeffreyGroup Brasil . “Vimos que tudo isso poderia ser melhor disseminado por meio da imprensa, principalmente em outras regiões do Brasil. A Agência Einstein chega para ser uma parceira dos veículos de comunicação, que poderão ter acesso e utilizar gratuitamente um conteúdo jornalístico de qualidade e credibilidade”.
O conteúdo será produzido por jornalistas com ampla experiência em saúde: Cristiane Bomfim, que atuou em Diário do Grande ABC, Jornal da Tarde, Veja SP, além das agências CDN e Ideal; e Fábio de Oliveira, ex-redator-chefe na Revista Saúde. Eles estarão na linha de frente do desenvolvimento de pautas e reportagens, sob coordenação de Cilene Pereira, jornalista com mais de 30 anos de experiência na cobertura de saúde, com passagens por veículos como O Globo, O Estado de S. Paulo e revista IstoÉ.
As reportagens irão priorizar assuntos atuais e relevantes que colaborem para orientação e atualização da sociedade, como prevenção e cuidados com a saúde, pesquisas inéditas e avanços tecnológicos e científicos. O e-mail para contato com a Agência Einstein é [email protected].
O Google anunciou nesta semana uma mudança em seu algoritmo de busca para identificar as reportagens originais, destacá-las e mantê-las por mais tempo no topo dos resultados. Também será possível ver a reportagem que deu origem às últimas notícias que circulam na internet, a primeira que foi veiculada e que originou as que vieram posteriormente.
Segundo nota do Google, devido ao grande número de informações que são veiculadas a todo o instante torna-se difícil que uma reportagem original permaneça no topo dos resultados e em destaque. A alteração no algoritmo busca mudar isso, valorizando o conteúdo original de empresas jornalísticas, que se beneficiam com maior exposição de seu trabalho.
Na nota, o Google afirma que “tem o objetivo de apoiar o trabalho da indústria jornalística, garantindo que as pessoas tenham acesso às notícias mais confiáveis e bem-apuradas”.
O Bradesco Seguros prorrogou até 20/9 as inscrições para os Prêmios Longevidade 2019, nas modalidades Jornalismo, História de Vida e Pesquisa. Segundo Alexandre Nogueira, diretor do Grupo Bradesco Seguros,” a adesão está cada vez maior e, por essa razão, decidimos prorrogar as inscrições”.
Os Prêmios Longevidade destinam-se a estimular a reflexão sobre o
processo de transformação da estrutura etária da população brasileira. A
modalidade Jornalismo busca premiar trabalhos jornalísticos que tratam o tema
de longevidade com criatividade. Ela contempla cinco categorias: Jornal
Impresso, Revista Impressa, TV, Rádio e Web. Estão habilitados a concorrer
diversos gêneros jornalísticos, desde artigos até vídeos e podcasts, veiculados no período de 9/10/2018 a 20/9/2019. O
primeiro colocado receberá um troféu, um certificado e R$ 10 mil.
Anthony Loyd e Shamima Begun (Foto: Ben Gurr/The Times/Press Association Images)
* Por Luciana Gurgel, especial de Londres para o Portal dos Jornalistas
Luciana Gurgel
Uma decisão da corte criminal britânica anunciada na semana passada deixou bem delimitado o raio de atuação da imprensa. A Scotland Yard teve negado o pedido de acesso a anotações dos jornalistas e a imagens brutas que não foram ao ar relativas a um rumoroso caso envolvendo uma jovem que se uniu ao grupo terrorista Estado Islâmico.
Shamima Begum é uma das três adolescentes que
deixaram o Reino Unido ilegalmente há quatro anos para se casarem com
terroristas, caso que ficou conhecido como “as noivas do Estado Islâmico”.
Em fevereiro deste ano o repórter Anthony
Loyd, renomado correspondente de guerra do The Times, localizou-a em um
campo de refugiados, prestes a dar à luz o terceiro filho, e publicou uma
bombástica entrevista exclusiva, na qual ela pedia para ser autorizada a voltar
ao país.
A matéria disparou uma crise política e um amplo
debate sobre se ela deveria ser autorizada a retornar, e também sobre seus
direitos de cidadania e do filho – que acabou morrendo dias depois. A história
passou a ser investigada pela área de contraterrorismo da Scotland Yard, em
busca de pistas sobre as ligações de britânicos com o grupo terrorista.
Como parte da investigação, a polícia solicitou
aos veículos que entrevistaram Shamima – The Times e também BBC, ITV e SkyNews
– o material não publicado ou veiculado. Todos negaram, o que levou ao processo
judicial impetrado em julho, com base na Lei de Terrorismo, sob a justificativa
de tratar-se de assunto de segurança nacional e interesse público.
Mas não deu certo. Na sentença favorável à
imprensa, o juiz declarou que “é esperado que jornalistas sejam observadores
neutros, e é essa neutralidade que
garante a sua proteção”. Ele foi além, observando que o trabalho
dos jornalistas investigativos depende fundamentalmente da confiança, do
sigilo, da proteção do material apurado e das fontes, da percepção de neutralidade
e da cooperação das pessoas que confiam no repórter”.
A Corte determinou que o material fique sob a
guarda de um escritório de advogados, para o caso de haver algum desdobramento
– como a volta de Shamima ao Reino Unido – que leve a uma revisão do caso. Mas
considerou que no momento não há razão para que os jornalistas entreguem notas
ou imagens à Scotland Yard.
É um caso que pode tornar-se referência para ações semelhantes no futuro. Foi saudado como uma vitória da imprensa, e certamente deixa os jornalistas investigativos mais confortáveis para fazerem o seu trabalho.
Anthony Loyd e Shamima Begum (Foto: Ben Gurr/The Times/Press Association Images)
Contar histórias – Mas a cobertura do caso de Shamima Begun tem
outro lado que merece reflexão: a dificuldade de contar tais histórias de forma
sensível, sem causar ainda mais mal a pessoas ou famílias envolvidas em dramas
humanos como o da jovem. Um livro sobre isso acaba de ser lançado no Reino
Unido. Chama-se Trauma Reporting, escrito pela jornalista Jo Healey, da BBC.
É quase um “manual”, orientando repórteres sobre
como abordar entrevistados em situações de vulnerabilidade como luto ou trauma.
Há recomendações de jornalistas, documentaristas, professores e de pessoas que
deram entrevistas à imprensa a respeito de situações dramáticas vividas por
elas próprias ou por familiares.
Uma leitura importante para quem trabalha em
redações no Brasil e vive cotidianamente o desafio de contar histórias sobre as
tantas formas de violência que assolam o País. Para quem estiver interessado,
aqui vai o link.
O presidente do Senado Davi Alcolumbre nomeou em 6/9 Érica Ceolin para ocupar a Diretoria da Secom no lugar de Angela Brandão, que deixou o cargo há pouco. Érica destacou entre suas metas no posto a incorporação de novas tecnologias e de linguagem da era digital à Secom, dando continuidade ao trabalho em andamento de tornar a informação legislativa mais atraente e compreensível ao cidadão. Servidora pública, ela ultimamente trabalhava na assessoria de imprensa da Presidência do Senado.
“Eu tenho o DNA da Secom”, diz. “Voltar para cá é um reencontro com amigos e profissionais. Tenho certeza de que, juntos, faremos um grande trabalho em equipe. Nossas demandas e nossos desafios serão tratados em conjunto, ouvindo todos os veículos. Que o nosso dia a dia possa ser vivido não só com produtividade, mas também com satisfação. Minha sala estará sempre aberta para quem quiser trocar uma ideia”.