Fonte ouvida na tarde dessa terça-feira (17/9) por este Portal dos Jornalistas informou que a cúpula da redação de Época deixou a revista.
Segundo apurou o portal R7, os três jornalistas que pediram demissão após divulgação da nota em que o Grupo Globo desculpou-se pela reportagem publicada na última edição da revista sobre Heloísa Bolsonaro, esposa do deputado Federal Eduardo Bolsonaro, foram a diretora de Redação Daniela Pinheiro, o redator-chefe Plínio Fraga e o editor Marcelo Coppola.
O motivo seria a insatisfação com o teor do comunicado, que contradisse nota da própria Época na qual afirmava que a reportagem em questão não havia extrapolado os limites éticos do Jornalismo.
Reportagem publicada na edição de 13/9 seria o motivo da saída da cúpula da Revista Época
Na matéria, o repórter João Paulo Saconi relatou sua experiência em sessões online de Heloísa como coach e psicóloga. Para apurar a reportagem, ele não se identificou como jornalista. O caso gerou pressão por parte do parlamentar que, pelas redes sociais, ameaçou processar o autor da reportagem, além de Plínio e Daniela.
Segundo a fonte do Portal, Pedro Dias Leite, editor executivo do jornal O Globo, assume interinamente a publicação até o final do ano.
O Conselho Editorial do Grupo Globo divulgou nessa segunda-feira (16/9) nota reconhecendo “erro” e “decisão editorial equivocada” a publicação de reportagem da revista Época que investigou a atuação como coach de Heloísa Wolf Bolsonaro, esposa do deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A reportagem O coaching online de Heloísa Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador, de João Paulo Saconi, foi publicada pela revista na última sexta-feira (13/9). Nela, Saconi narra a experiência de vivenciar cinco sessões de coach com Heloísa via webcam.
Segundo a nota da empresa, o Conselho Editorial avaliou que o erro de Época foi “tomar Heloísa Bolsonaro como pessoa pública ao participar de seu coaching online”. A revista ponderou que a mulher de Eduardo Bolsonaro leva uma vida discreta, não participa de atividades públicas e que, por isso, não pode ser considerada uma figura pública. “Foi um erro de interpretação que só com a repercussão negativa da reportagem se tornou evidente para a revista“, desculpou-se o Grupo Globo.
Em retaliação à reportagem, Eduardo Bolsonaro ameaçou, nominalmente, nas redes sociais o autor da reportagem, o editor Plínio Fraga e a diretora de Redação Daniela Pinheiro.
Confira a íntegra da nota do Grupo Globo:
Como toda atividade humana, o jornalismo não é imune a erros. Os controles existem, são eficientes na maior parte das vezes, mas há casos em que uma sucessão de eventos na cadeia que vai da pauta à publicação de uma reportagem produz um equívoco.
Foi o que aconteceu com a reportagem “O coaching on-line de Heloisa
Bolsonaro: as lições que podem ajudar Eduardo a ser embaixador”, publicada na
última sexta-feira. ÉPOCA se norteia pelos Princípios Editoriais do Grupo
Globo, de conhecimento dos leitores e de suas fontes desde 2011. Mas, ao
decidir publicar a reportagem, a revista errou, sem dolo, na interpretação de
uma série deles.
É certo que em sua seção II, item 2, letra “h”, está dito: “A privacidade
das pessoas será respeitada, especialmente em seu lar e em seu lugar de
trabalho. A menos que esteja agindo contra a lei, ninguém será obrigado a
participar de reportagens”. A letra “i” da mesma seção abre a seguinte exceção:
“Pessoas públicas – celebridades, artistas, políticos, autoridades religiosas,
servidores públicos em cargos de direção, atletas e líderes empresariais, entre
outros – por definição abdicam em larga medida de seu direito à privacidade.
Além disso, aspectos de suas vidas privadas podem ser relevantes para o
julgamento de suas vidas públicas e para a definição de suas personalidades e
estilos de vida e, por isso, merecem atenção. Cada caso é um caso, e a decisão
a respeito, como sempre, deve ser tomada após reflexão, de preferência que
envolva o maior número possível de pessoas”.
“O erro da revista foi tomar Heloisa Bolsonaro como pessoa pública ao
participar de seu coaching on-line. Heloisa leva, porém, uma vida discreta, não
participa de atividades públicas e desempenha sua profissão de acordo com a
lei. Não pode, portanto, ser considerada uma figura pública. Foi um erro de
interpretação que só com a repercussão negativa da reportagem se tornou
evidente para a revista.
Em sua seção 1, item 1, letra “r”, os Princípios Editoriais do Grupo
Globo determinam: “Quando uma decisão editorial provocar questionamentos
relevantes, abrangentes e legítimos, os motivos que levaram a tal decisão devem
ser esclarecidos”. E o preâmbulo da mesma seção estabelece com clareza: “Não há
fórmula, e nem jamais haverá, que torne o jornalismo imune a erros. Quando eles
acontecem, é obrigação do veículo corrigi-los de maneira transparente”.
É ao que visa esta Carta aos Leitores. Explicar o que levou à decisão editorial equivocada, reconhecer publicamente o erro e pedir desculpas a Heloisa Bolsonaro e aos leitores de ÉPOCA.
Ana Borges, produtora da TV TEM de Bauru (SP), afiliada à TV Globo, morreu em 12/9 devido a complicações da gravidez. Ela estava no quarto mês de gestação. O sepultamento ocorreu no mesmo dia, no Cemitério Municipal de Ibitinga.
Ana formou-se em Jornalismo pela Universidade do Sagrado Coração (USC), em Bauru. Iniciou a carreira em assessoria de imprensa e teve passagens pelos principais veículos da cidade, nas áreas de televisão e internet. Trabalhou como repórter e produtora na Record TV em São Paulo e na TV TEM, seu último emprego. Também atuou no JCNET, Jornal da Cidade de Bauru e G1. (Com informações do Sindicato dos Jornalistas de SP)
Uma aliança global pretende colocar na próxima semana a crise climática no centro da cobertura jornalística de mais de 200 meios de comunicação, entre jornais, sites, rádios, canais de tevê e podcasts. Batizada de Covering Climate Now, a iniciativa é capitaneada pelas revistas norte-americanas The Nation e Columbia Journalism Review, e conta até o momento com três parceiros brasileiros: o canal My News, o Insper e a jornalista Isabel Seta.
A ideia é que todos os meios parceiros se comprometam a
publicar o equivalente a uma semana de conteúdo sobre mudança climática no
contexto da Cúpula de Ação Climática da ONU, que será realizada em Nova York, em
23 de setembro.
“A ideia, no início, era focar o projeto na imprensa norte-americana”, explicou ao Centro Knight Mark Hertsgaard, correspondente ambiental da The Nation. “Foi uma surpresa boa quando tantos veículos de outros países começaram a entrar em contato conosco e a dizer ‘ei, queremos fazer parte disso também’”.
Até o momento, o projeto conta com cerca de 230 meios jornalísticos do mundo todo, mais parceiros institucionais e jornalistas independentes. “Não é tarde demais para que os meios participem”, disse ele. Veículos e profissionais interessados podem entrar em contato pelos e-mails [email protected] e [email protected].
Uma das mais tradicionais publicações especializadas em Economia ainda em atividade no País, o jornal DCI deixará de circular a partir de 23/9. A notícia foi confirmada nessa segunda-feira (16/9) aos funcionários da publicação – 29 no total, sendo 12 jornalistas. A decisão coloca fim à história do jornal, fundado em 1934, uma vez que não seguirá nem online.
A Sol Panamby, empresa controladora da publicação, ligada à família do ex-governador paulista Orestes Quércia, realiza nesta terça-feira (17) , na sede do Sindicato dos Jornalistas no Estado de São Paulo, uma assembleia para discutir a proposta de desligamento.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, o diretor-executivo Raphael Müller creditou a decisão às dificuldades na economia do País e à ruptura no modelo de negócios do jornalismo, mas também, em parte, às medidas do Governo Federal que suspenderam a obrigatoriedade de veiculação de balanços e editais na imprensa.
“Elas não foram determinantes, mas sem dúvida as duas MPs, 892 e 896, tiveram influência nessa decisão, foram um reforço”, disse o executivo. “Elas causam uma insegurança muito grande para o ambiente em que a gente está vivendo”.
Sem perspectivas de conquistar investimentos para recuperar o jornal, que já havia passado por um programa de demissões no ano passado, decidiu-se pelo fechamento do impresso e da operação digital. “É muito triste, o grupo todo lamenta. É um jornal quase centenário, que vinha cumprindo o seu papel, com uma pauta voltada ao empreendedor, útil para a indústria brasileira e todos os setores”, concluiu Müller.
Começa nesta segunda-feira (16/9) e vai até sexta (20), em São Paulo, a Semana de Comunicação da Faap, que terá debates, palestras, exibições de filmes e oficinas. A programação é aberta ao público.
Entre as atrações do evento, destaca-se a palestra sobre Os desafios do telejornalismo, com Heródoto Barbeiro (RecordTV), o debate Democracia na Teia – História e Conjuntura Política, com Luiz Felipe Pondé, filósofo e professor da Faap, e a exibição do filme Bacurau, que antecede uma discussão sobre com os realizadores e elenco.
Para participar, é preciso comparecer
com antecedência à Portaria G1 da Faap com documento original com foto. As oficinas
necessitam de inscrição prévia. Das 9h às 22h, à rua Alagoas, 903. Mais
informações pelo 11-3662-7332.
O jornal Nexo, em parceria com a empresa 99, realizarão em data ainda a ser definida o projeto Lab 99 + Nexo de Jornalismo Digital. Serão selecionados 30 participantes de todo o Brasil para um evento com palestras, oficinas práticas e outras atividades ministradas por especialistas em mobilidade urbana e em novos formatos do jornalismo digital.
Depois do curso, os participantes produzirão matérias para
serem publicadas no Nexo. As melhores serão premiadas em uma categoria especial
do Prêmio 99 de Jornalismo.
O evento será durante um fim de semana na redação do Nexo
em São Paulo. Participantes de fora da cidade terão viagem e hospedagem
financiadas pela organização. Embora ainda sem previsão de data, é possível acompanhar o
processo.
O jornal A Gazeta, de Vitória, inaugurou em 12/9 a Mesa de Performance, editoria que utiliza inteligência artificial para medir o impacto de suas publicações nos leitores, além da viralização de conteúdos veiculados e identificação dos assuntos que mais interessam aos internautas. Além de jornalistas, atuam na área analistas de dados, profissionais de marketing e especialistas em SEO (search engine optimization).
Elaine Silva, editora-chefe do jornal, enfatiza a importância da Mesa de Performance para potencializar o alcance das notícias: “Esta área vai nos ajudar a ter a medição do impacto das nossas notícias e a chegar melhor ao público, num momento em que as pessoas precisam de informação relevante e qualificada, sobretudo, para ajudarmos a construir uma sociedade melhor”.
A nova editoria faz parte do projeto
TDigital, anunciado no final de julho, que visa a transformar o
conteúdo jornalístico veiculado, priorizando o ambiente digital. A partir do próximo
dia 30/9, A Gazeta não terá mais edição impressa, será apenas digital, mas ganhará
um novo site e um novo jornal semanal.
O Grupo Bayer fez recentemente uma reestruturação estratégica em sua Comunicação no Brasil. Após o processo de fusão com a Monsanto, a área foi separada em divisões de negócios, seguindo sob o comando de Paulo Pereira, diretor de Comunicação do Grupo Bayer no Brasil.
Após a integração entre os colaboradores das duas
companhias, Daniela Barros foi
nomeada diretora de Comunicação para a Divisão CropScience no Brasil. Larissa Battistini permanece como gerente
de Comunicação Corporativa, enquanto a nova gerente para divisão
Pharmaceuticals é Aline Pasetchny. Já
para área de Consumer Health, Lilian
Torres assume como especialista de Comunicação.
Como a empresa unificou todos os negócios do grupo, a JeffreyGroup passa a responder por todo o atendimento de PR, que até agora era dividido com a Weber Shandwick e a Burson Masterller, assumindo também as divisões Pharmaceuticals, Consumer Health e Crop Science.
Com isso, pela agência, sob o comando da diretora executiva Débora Pratali, Anderson Moço assume como gerente sênior para as áreas de Pharmaceuticals, Consumer Health e Corporativo da Bayer, sob direção de Cilene Pereira; e Alessandra Fragata e Camila Gonzaga reforçam a equipe como gerentes para Crop Science, sob direção de Claudia Cardoso.
Glenn Greenwald - Foto Fernando Frazão-Agência Brasil
Glenn Greenwald – Foto Fernando Frazão-Agência Brasil
Em nota divulgada na última sexta-feira (13/9), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) criticou a atitude de Glenn Greenwald, do Intercept Brasil, que em vídeo na internet chamou de corruptos os repórteres Juliana dal Piva e João Paulo Saconi, de O Globo, além de procuradores do Ministério Público do Rio de Janeiro.
O caso ocorreu após reportagem do jornal do Grupo Globo ter apontado movimentações financeiras atípicas do deputado federal David Miranda, marido de Greenwald.
No vídeo, Greenwald afirma: “(…) eu sei exatamente quem são os corruptos neste caso. Não é David Miranda, são os procuradores do Ministério Público e os repórteres e editores do O Globo, que publicou um artigo lixo”.
O caso gerou uma série de ataques contra os jornalistas, principalmente Juliana, autora da reportagem, que passou a receber citações no Twitter acusando-a de receber propina de procuradores na tentativa de uma campanha de intimidação para parar a Vaza Jato, nome pelo qual ficou conhecida a divulgação das mensagens da Lava Jato pelo Intercept Brasil.
“Nenhum jornalista deve ser acusado sem provas por realizar seu ofício de divulgar informações”, destacou a nota. “Lamentamos que um jornalista lance mão de expedientes dos quais ele próprio é vítima frequente — acusações e descredibilização — contra outros colegas, ultrapassando o limite da crítica ao trabalho feito”.