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Ministro do STJ suspende inquérito contra Hélio Schwartsman

Hélio Schwartsman

O ministro Jorge Mussi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), suspendeu nessa terça-feira (25/8) o inquérito contra o colunista da Folha de S.Paulo Hélio Schwartsman pelo artigo de opinião Por que torço para que Bolsonaro morra, publicado em julho, após o presidente contrair a Covid-19. O colunista foi intimado a depor nesta quarta-feira (26/8) à Polícia Federal, mas o ministro atendeu a um pedido da Folha e concedeu liminar que suspende o inquérito até o julgamento do habeas corpus.

Na decisão, Jorge Mussi declarou que, “não obstante as críticas que possam ser feitas ao artigo publicado pelo paciente, de uma breve análise de seu conteúdo, não é possível extrair a sua motivação política, tampouco a lesão real ou potencial à integridade territorial, à soberania nacional, ao regime representativo e democrático, à Federação ou ao Estado de Direito”. O ministro encaminhou o habeas corpus em favor do jornalista ao Ministério Público Federal, mas ainda não há previsão de data para o julgamento.

O inquérito, aberto por determinação do ministro da Justiça André Mendonça, foi instaurado com base na Lei de Segurança Nacional. Na época da publicação do artigo, a Folha declarou em nota que “o colunista emitiu uma opinião; pode-se criticá-la, mas não investigá-la”. No pedido ao STJ, os advogados do jornal ressaltam que “a coluna incriminada tem caráter crítico, mas não ofende nem ameaça o presidente da República e não faz apologia de crime. Qualquer que seja o suposto delito a ser investigado pela Polícia Federal, que certamente tem assuntos mais relevantes a tratar, seja com base na Lei de Segurança Nacional, seja com base no Código Penal, não existe justa causa para o constrangimento imposto ao paciente pelo ministro da Justiça e Segurança Pública”.

A Associação Nacional de Jornais declarou que, “em uma democracia, é descabida qualquer investigação policial sobre opiniões publicadas na imprensa, como a manifestada por Hélio Schwartsman na Folha de S.Paulo. A ANJ assinala que a Constituição brasileira, no seu Artigo 5º, inciso IV, define ser ‘livre a manifestação do pensamento’. A entidade condena a distorção da finalidade da Polícia Federal para atuar como uma espécie de polícia do pensamento e lamenta o uso da Lei de Segurança Nacional, instrumento anacrônico em uma democracia, para intimidar a livre expressão da opinião”.

Ricardo Sennes sofre perseguição judicial por comentário sobre posse de armas

Ricardo Sennes

O economista e comentarista da TV Cultura Ricardo Sennes sofreu diversos ataques e processos por causa de um comentário feito no Jornal da Cultura, em abril, que criticava a medida do presidente Jair Bolsonaro de revogar portarias do Exército destinadas ao controle de armamentos no Brasil. Colecionadores de armas e caçadores promoveram uma perseguição judicial contra ele. A informação é do colunista da Folha Rogério Gentile.

Na ocasião, Sennes comentou que “ele (Bolsonaro) é um cara que o histórico era de relação com miliciano, com cara da área do armamento, que ele chama de colecionador. É traficante de arma, e as pessoas se assustam quando veem que ele tem esse tipo de comportamento”. Segundo Gentile, dezenas de processos foram movidos contra o comentarista da TV Cultura, em campanha promovida pelas redes sociais, com o objetivo de fazê-lo gastar dinheiro com advogados e se deslocar para outros municípios em plena pandemia.

O juiz Roberto Chiminazzo Júnior, de Campinas (SP), que julgou um dos processos, concluiu que Sennes é vítima de ação “destinada a intimidar e causar despesas e incômodos”. Outro juiz, Daniel Borborema, de São Carlos (SP), disse que o objetivo do processo “é constranger o réu, retaliar e desgastá-lo financeira e emocionalmente”.

Morre Washington Novaes, pioneiro na cobertura de Meio Ambiente

Washington Novaes

Morreu na segunda-feira (24/8), em Aparecida de Goiânia, Washington Novaes, aos 86 anos, por complicações de uma cirurgia para a retirada de um tumor no intestino.

Pioneiro na cobertura de temas relacionados a Meio Ambiente e povos indígenas, Washington trabalhou nos jornais O Estado de S. Paulo e Folha de S.Paulo, na revista Veja, nas Rede Bandeirantes, TV Cultura e TV Globo, nesta como editor do Jornal Nacional.

Ganhou em 1992 o Esso Especial de Ecologia e Meio Ambiente por artigos sobre a Eco-92, publicados no Jornal do Brasil, e a medalha de prata no Festival de Cinema e TV de Nova Iorque, em 1982, pela direção do documentário Amazonas, a Pátria e a Água, que foi ao ar no Globo Repórter. Sua série documental Xingu − A Terra Mágica foi premiada em Cuba e Coreia do Sul, e foi selecionada para a Sala especial da Bienal de Veneza, em 1986.

Pedro Novaes, cineasta e filho de Washington, declarou ao Estadão que ele e seu irmão ficaram “órfãos de um pai extremamente generoso, mas acho que também muita gente fica órfã de uma referência para o jornalismo brasileiro, um pioneiro do jornalismo ambiental, que trouxe para a grande comunicação as pautas ambiental e da defesa dos povos indígenas. Espero que nesse momento trágico que a gente está vivendo em todos os sentidos − político, social, sanitário, ambiental e para os povos indígenas – que o exemplo dele possa, de alguma forma, guiar a gente um pouco nessa reconstrução do nosso País”.

Ponte Jornalismo e Agência Lupa são vítimas de ataques virtuais

A Ponte Jornalismo e a Agência Lupa sofreram ataques virtuais na última semana. Em 20 de agosto, o site da Ponte ficou fora do ar por alguns minutos. No mesmo dia, a Lupa foi vítima de diversas notícias falsas sobre o funcionamento da agência, que circularam em Twitter, Facebook e WhatsApp.

A Ponte, que vinha sofrendo ataques há pelo menos três semanas, contratou uma empresa de segurança digital, que descobriu que um exército de bots sobrecarregou o servidor do site, tornando-o indisponível para seus usuários. Ainda não se sabe quem está por trás dos ataques.

Fausto Salvadori, um dos criadores da Ponte, explicou que os gastos com assessoria jurídica por causa de diversos ataques policiais, e agora a contratação da empresa de segurança, atrasaram planos estratégicos do veículo. A Ponte foi selecionada para receber auxílio financeiro do Fundo Velocidad, que seria usado para um novo programa de membros, mas agora a iniciativa só irá ao ar quando o site estiver estável e seguro. A equipe do veículo reitera a importância de apoiar seu trabalho por doações no Catarse.me.

Já a Agência Lupa foi vítima de uma campanha de desinformação. Em nota, o veículo explicou que “em um post que circulou no dia 20.ago.2020, Gilberto Scofield Jr., diretor de Estratégias e Negócios da Lupa desde maio de 2019, e seu marido, Rodrigo de Mello, corretor de imóveis, foram falsamente apontados como fundadores da agência de checagem, chamados de militantes de esquerda e ativistas LGBT e acusados de censura”. A Lupa esclareceu que é falso que Gilberto e Rodrigo sejam fundadores da agência, e que não censura posts do Facebook ou de qualquer outro meio digital.

A nota diz ainda que “são comuns os ataques a checadores de fatos. Isso ocorre em todo o mundo. Alguns desses ataques, no entanto, cruzam o limite do aceitável. A Agência Lupa é plural e rechaça preconceitos. Posts contendo acusações infundadas a qualquer membro da Lupa serão armazenados e enviados ao departamento jurídico da empresa”.

FIJ aponta nove mortes de jornalistas por Covid-19 no Brasil; na América Latina são 171

Rodrigo Rodrigues (esq.), Lauro Freitas e Roberto Fernandes (Crédito: Portal Imprensa / Reprodução)

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou uma pesquisa sobre os impactos da Covid-19 nos profissionais de imprensa na América Latina. Os dados apontam que, até 19 de agosto, 171 jornalistas morreram de coronavírus na região, nove deles no Brasil.

A pesquisa usou informações de 13 países. Peru, com 82 profissionais de imprensa mortos, e Equador, com 40, são as regiões com maior número de vítimas de coronavírus da região. Brasil, com nove, está em 4º lugar, atrás do México, com 13 mortos.

As vítimas da doença no Brasil citadas no levantamento foram: Rodrigo Rodrigues, apresentador Sport TV (Rio de Janeiro – 28 de julho); José Raimundo Alves, repórter cinematográfico freelance (Salvador − 5 de agosto); Mário Marques Nunes Jr (Bob Jr.), repórter cinematográfico da TV Meio Norte (Terezina – 24 de julho); Letícia Neworal Fave, assessora de imprensa da Universidade do Futebol (Jundiaí/SP − 19 de junho); Lauro Freitas Filho, editor do Jornal Monitor Mercantil (Rio de Janeiro – 28 de maio); Alexandre Rangel, assessor de imprensa da Câmara Municipal de Fortaleza (Fortaleza − 15 de maio); Marcos Dublê, repórter cinematográfico da TV Metrópole (Fortaleza − 7 de maio); Luiz Marcello de Menezes Bittencourt, da Rádio USP (São Paulo − 30 de abril); e Roberto Fernandes, da TV/Rádio Mirante (São Luís – 22 de abril). A pesquisa não levou em conta três radialistas: Márcio Garçone , da TV Band Rio e CNT (Rio de Janeiro – 5 de maio); Robson Thiago, operador de câmera do SBT Rio (Rio de Janeiro − 21 de abril); e José Augusto Nascimento Silva, editor de vídeo do SBT Rio (Rio de Janeiro – 13 de abril).

Com informações do Portal Imprensa.

Entidades repudiam ameaça de Bolsonaro a repórter de O Globo

Crédito: Laerte

Entidades defensoras do jornalismo repudiaram a atitude do presidente Jair Bolsonaro, que ameaçou um repórter do jornal O Globo no domingo (23/8), em frente à Catedral Metropolitana de Brasília, ao ser questionado sobre cheques de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, para a primeira-dama Michelle Bolsonaro. O presidente não respondeu à pergunta e declarou: “Minha vontade é encher tua boca na porrada”. Segundo reportagem da revista Crusoé, Queiroz repassou R$ 72 mil para a atual primeira-dama entre 2011 e 2016, e esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, repassou outros R$ 17 mil em 2011.

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) emitiu com outras entidades nota conjunta de repúdio à atitude de Bolsonaro: “Abraji, Artigo 19, Conectas Direitos Humanos, Observatório da Liberdade de Imprensa da OAB e Repórteres sem Fronteiras se solidarizam com o repórter e condenam mais um episódio violento protagonizado por Jair Bolsonaro, cuja reação, ao ouvir uma pergunta incisiva, foi não apenas incompatível com sua posição no mais alto cargo da República, mas até mesmo com as regras de convivência em uma sociedade democrática. Um presidente ameaçar ou agredir fisicamente um jornalista é próprio de ditaduras, não de democracias”.

“Essa ameaça de agressão física se soma a um histórico de forte hostilidade de Bolsonaro contra jornalistas e marca um novo patamar de brutalidade”, continua a nota. “Desde o início de seu mandato, em janeiro de 2018, Jair Bolsonaro vem demonstrando carecer de preparo emocional para prestar contas à sociedade por meio da imprensa, uma responsabilidade de todo mandatário nas democracias saudáveis. Jornalistas têm sido vítimas de agressões verbais constantes ao cumprir sua obrigação profissional de questionar o presidente sobre ações do governo federal e indícios de corrupção ao longo de sua carreira política”.

Também em nota, a Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do DFse solidarizaram com o repórter ameaçado e reiteraram pedido de impeachment já assinado pelas: “O Sindicato informa que estudará medidas judiciais cabíveis contra o presidente da República por este crime. O trabalho da imprensa é fundamental numa democracia e não deve sofrer intimidações, quanto mais ameaça de interrupção por violência física”.

O caso repercutiu muito nas redes sociais, chegando aos trending topics do Twitter. Diversas contas questionaram o presidente, escrevendo a pergunta: “Presidente Jair Bolsonaro, por que a primeira-dama recebeu R$ 89 mil de Fabrício Queiroz?”. Segundo levantamento do pesquisador Fábio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo, foram mais de 1 milhão de postagens com a pergunta em menos de 24 horas, incluindo mensagens de jornalistas, artistas e celebridades com muitos seguidores, o que impulsionou ainda mais a viralização do ocorrido.

É preciso falar dele

Paulo Vieira Lima foi meu sócio, parceiro, amigo, confidente. Foi também assessor de imprensa da Faesp e da IR Comunicação, chefe de Reportagem da CBN, coordenador da Comissão de Assessores de Imprensa do Sindicato dos Jornalistas de SP, coautor de vários livros-guias editados pelo mesmo Sindicato dos Jornalistas, diretor da Faculdade de Jornalismo e Arquitetura da Universidade de Guarulhos, apresentador de programas na Rádio Mega Brasil Online, colunista do Brasil Econômico. Foi bom filho, bom marido, bom pai e excelente avô.

Tinha, pois, um currículo humano e profissional que não deixa dúvidas sobre seu caráter, sua capacidade e seu carisma.

Mas talvez os traços mais marcantes de sua passagem por aqui foram o senso de humanidade e o bom humor. Este, impagável.

O primeiro contato que tive com Paulinho, como todos o chamávamos, foi por volta de 1982, na campanha pela sucessão de Lu Fernandes no Sindicato dos Jornalistas de São Paulo. Eu integrava a chapa de oposição, liderada por Gabriel Romeiro, e coordenava a campanha junto aos assessores de imprensa. Não sabia que Paulo, então assessor de imprensa da Federação da Agricultura do Estado de São Paulo (Faesp), mais do que simpatizante, já militava no Sindicato… na situação. Encontrei-o convalescendo de uma cirurgia, salvo engano, de vesícula, e mesmo sabendo que eu representava a oposição tratou- me com uma fidalguia que jamais eu esqueceria vida afora.

Desde então, a vida sempre nos manteve próximos, exceção a esses últimos meses, quando a pandemia provocou um pandemônio na vida de todos.

Fomos parceiros na Comissão dos Assessores do Sindicato por décadas, de diretoria comercial do próprio Sindicato em projetos como o jornal Unidade e os livros-guias Fontes de Informação, Guia Brasileiro de Assessoria de Imprensa & Comunicação Empresarial, Colunistas Brasileiros e Cursos para Jornalistas no Exterior (todos pela Puente, dirigida por nós dois, mais Cecília Queiroz).

Montamos juntos o Fontes Online, primeiro projeto online que buscava levar para a imprensa um substituto digital do conhecido “seboso”, a agenda em papel que circulava nas redações, quando ele, no comando, montou um time de estagiários inesquecível, integrado, entre outros, por Fernando Soares, há vários anos nosso editor no J&Cia.

Organizamos cursos, integramos júris, participamos de encontros de assessores Brasil afora, fomos coautores do Manual de Assessoria de Imprensa da Fenaj, elaboramos dissídios coletivos dos assessores, enfrentamos juntos ataques covardes contra nossa atuação no Sindicato (e vencemos).

Certa vez, lá pelos idos de 1992, eu, ele e Zelão Rodrigues decidimos montar uma loja de licores no Multishop, na Vila Mariana, em São Paulo, para aproveitar as vendas de final de ano. A namorada de um outro amigo jornalista fabricava os licores e nós os revendíamos na loja, que tinha como vendedores parentes nossos que estavam no desvio. Ao final, conseguimos um “lucro” de uns mil dólares cada um e mais umas 10 garrafas de licores, da sobra do estoque. Nunca mais repetimos aquela aventura.

Em outra passagem, eu estava fazendo a edição semanal do então FaxMOAGEM (atual Jornalistas&Cia), quando, por volta das 11 horas da manhã, ele chega e conta sobre a morte de um colega jornalista, Fernando Coelho. Aquilo mudou o fechamento e transformou- se na maior barriga de nossa história, pois, de fato, havia falecido um jornalista chamado Fernando Coelho, mas era homônimo daquele que involuntariamente matamos. Corrigimos a informação, mas o estrago estava feito e depois entrou para o folclore de nossa história.

As blagues, então, eram muitas. Como esquecer o dia que ele convidou a saudosa Regina Meira, então secretária da ABI, cuja sede ficava, à época, no mesmo prédio do Sindicato dos Jornalistas, ali na Rego Freitas, para comer um churrasco na hora do almoço. Depois de 15 minutos caminhando a pé pelo Centro da cidade, sob um sol inclemente, ele para em frente a um carrinho que serve churrasco grego e diz para ela: “Pode pedir, que eu pago”. Ou o dia em que ele sobe até a sede da ABI, no primeiro andar, e fala para a mesma Regina Meira: “Corre lá embaixo que o Nabor está chegando e quer falar com você”. O Nabor era um diretor do Sindicato e da ABI e ela, ingênua, correu lá e quando se deu conta viu que estava entrando pelo corredor térreo do prédio um caixão de defunto. Era o corpo do Nabor, que tinha morrido e seria velado no Sindicato.

Em outra passagem, esta na CBN, onde era chefe de Reportagem, haviam convidado para os estúdios um dos herdeiros do trono do Brasil, da família Orleans e Bragança. O ator Cacá Rosset, ao ficar sabendo da visita, não teve dúvidas, vestiu-se de Ubu-Rei e foi para os estúdios para ter um tête-à-tête de rei para rei. Foi um fuá, ao vivo.

Em outra, acompanhando José Paulo Laniy, foram até o apartamento do dramaturgo Plínio Marcos para combinar um trabalho de assessoria de imprensa. E aproveitariam para almoçar. Ao chegarem, Plínio abre a porta e, ao ver Paulinho, foi logo falando: “Pô, você trouxe esse cara com esse barrigão… ele vai comer toda a minha galinha”.

Sempre que saíamos às terças-feiras, logo após as reuniões da Comissão de Assessoria de Imprensa do Sindicato, para comer pizza, a dele, invariavelmente era uma de cogumelos, de que ninguém gostava. Quando as pizzas chegavam, na hora de escolher os primeiros pedaços ele, de sacanagem, pedia um de outro sabor e, rindo, dizia: “A minha já está garantida”.

Tempos atrás, coisa de cinco ou seis anos, deixou todos preocupados quando teve de fazer a cirurgia dos quadris, para a implantação de próteses, o mesmo mal que acometeu o Rei Pelé. Foram cerca de dois anos de tratamento e afastamento, mas, guerreiro, voltou e retomou suas atividades, entre elas a colaboração com a Mega Brasil, o curso de Direito e o trabalho com os filhos, no escritório de advocacia que montaram, dizendo, embevecido, que fora contratado como estagiário de Paulinho e Tati.

Ia formar-se em Direito este ano. Não deu tempo.

Paulinho já está fazendo falta.

Eduardo Ribeiro

Eduardo Ribeiro, diretor deste Portal dos Jornalistas, presta homenagem ao amigo Paulo Vieira Lima, falecido em 5 de agosto.


Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

PL obriga empresas de internet a pagarem veículos por notícias

Angelo Coronel (Crédito: Reprodução)

O senador Angelo Coronel (PSD-BA), presidente da CPMI das Fake News, apresentou em 19/8 um projeto de lei propondo que empresas de internet, como Google e Facebook, paguem veículos de notícias pelo conteúdo veiculado em suas plataformas.

Segundo o senador, “gigantes da tecnologia têm-se utilizado de notícias produzidas por veículos de comunicação, sem que estes sejam remunerados para isso”. A ideia é inserir na lei de direitos autorais um artigo prevendo esse tipo de pagamento, de modo que os autores do conteúdo jornalístico possam solicitar remuneração à empresa de internet que compartilhou o material. O projeto prevê também que os veículos possam solicitar a “indisponibilização” de seu conteúdo nas plataformas dessas empresas.

Coronel declarou que “o reconhecimento e a valorização do jornalismo profissional são instrumentos valiosos no combate à desinformação. O jornalismo feito com seriedade deve valer-se da checagem de informações na luta contra a disseminação de mentiras e falsas notícias. Mas esse é um processo custoso, que demanda o investimento de recursos financeiros e a capacitação de recursos humanos”.

Vale lembrar que a remuneração a veículos de notícias por parte de grandes empresas de internet é algo que vem ganhando força no cenário internacional. A Austrália, por exemplo, anunciou em junho que o Google será obrigado a pagar a imprensa australiana pelo conteúdo jornalístico publicado em suas plataformas.

Com informações do Portal Imprensa.

Sindicato dos Jornalistas de São Paulo oferece cursos online sobre comunicação digital

O Sindicato dos Jornalistas de São Paulo (SJSP), em parceria com o programa De Olho na Rede, oferece o ciclo de cursos Estratégias em Comunicação Digital para Jornalistas, com quatro módulos, e um total de 20 horas. Profissionais sindicalizados têm desconto na inscrição, que vai até 14 de setembro.

O primeiro módulo será em 15, 17, 22 e 24 de setembro, das 20h às 22h, com o tema Comunicação digital para campanhas. O segundo, Planejamento de digital, ocorre em 6, 8 e 13 de outubro, das 20h às 21h. Já os terceiro e quarto módulos − respectivamente, Estratégias de utilização das redes sociais da internet e Assessoria de imprensa e presença digital −, serão em janeiro e fevereiro de 2021. É possível adquirir os quatro módulos por meio de um pacote especial, com 20% de desconto, ou comprá-los separadamente.

Para inscrever-se e ver a programação completa, acesse o site do Sindicato.

Record TV tem nova estrutura comercial

Paulo Itabaiana (esq.) e Wagner Constantino Martins (Crédito: Antonio Chahestian/Record TV)

A Record TV reestruturou sua área comercial. Wagner Constantino Martins assumiu a nova Diretoria-Geral de Comercialização em São Paulo. Ele era diretor comercial, cargo que será mantido, agora subordinado à Comercialização, e para o qual foi contratado Paulo Itabaiana.

Formado em Administração de Empresas, com MBA em Marketing pela FIA/USP, Martins já passou pela diretoria de Negócios na emissora. Itabaiana tem graduação e MBA em Marketing, por Mackenzie e ESPM. Ele foi diretor comercial da plataforma de mídia Teads, e trabalhou em empresas como Facebook, Globosat, Grupo RBS e Grupo Estado.

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