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Biblioteca online e gratuita reúne pesquisas e artigos sobre produtos jornalísticos

Biblioteca online e gratuita reúne pesquisas e artigos sobre produtos jornalísticos

A News Product Alliance (NPA), comunidade de pensadores de produtos jornalísticos, lançou a News Product Resource Library, uma espécie de biblioteca online e gratuita que reúne pesquisas, artigos e reportagens sobre produtos jornalísticos. São 300 conteúdos sobre o tema, disponíveis em português, inglês e espanhol.

A biblioteca, feita em parceria com a Google News Initiative, aborda tópicos como design thinking, fontes de receita para o jornalismo digital, implementação de estratégias de produtos em uma redação, entre outros. Todos os conteúdos foram selecionados após curadoria de uma equipe de jornalistas especializados no tema.

Além de pesquisas, artigos e reportagens, a biblioteca também contém guias práticos para estratégia, pesquisa e desenvolvimento de produtos em meios jornalísticos, desenvolvidos pela organização e traduzidos para o português com apoio da Associação de Jornalismo Digital (Ajor).

Sobre a iniciativa, Felicitas Carrique, diretora executiva da News Product Alliance, declarou que “é um esforço comunitário que nos aproxima da construção de um futuro sustentável e ético para o jornalismo em todo o mundo”.

Acesse a biblioteca gratuitamente aqui.

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Festival 3i NE reúne mais de 170 pessoas na 4ª edição

Festival 3i Nordeste
O Festival 3i Nordeste foi realizado no último sábado (19) na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife.

O Festival 3i Nordeste foi realizado no último sábado (19) na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), no Recife, e reuniu mais de 170 pessoas para debater temas sobre empreendedorismo e inovação no jornalismo.

Realizado pela Associação de Jornalismo Digital (Ajor), em parceria com a universidade e apoio da Fundação Ford, esta foi a 4ª edição do evento e a primeira realizada de forma presencial.

Estiveram presentes no Festival pessoas de todos os nove estados do Nordeste, além de participantes do Rio de Janeiro, São Paulo e Amazonas. As mulheres foram maioria no 3i (60%), e mais da metade dos participantes do evento (59%) se declararam negros.

Durante as inscrições, a entidade havia disponibilizado bolsas a fim de garantir a presenta de estudantes e comunicadores de todo o Nordeste. Com 144 inscritos no programa, 20 receberam financiamento integral, incluindo transporte e hospedagem, e 28 foram contempladas com ingressos gratuitos.

Os participantes que não foram contemplados no programa de bolsa receberam um desconto de 50% na compra do ingresso.

A programação contou com mesas como: Como tirar uma ideia no papel e transformá-la em uma iniciativa de jornalismo digital, com Anderson Meneses, da Agência Mural, Isabelle Maciel, da Tapajós de Fato-PA, Rafael Duarte, da Saiba Mais-RN e Juliana Aguiar, da Agência Retruco-PE; Caminhos para a sustentabilidade, com Rafael Georges, da Luminate, Carol Munis, da OAK Foundation, e mediação de Carol Monteiro, da Marco Zero Conteúdo; Pensando fora da caixa: como encontrar a sua audiência, com Nayara Felizardo, da Newsletter Cajueira e TIB), Natali Carvalho, da Núcleo, Raphael Kapa, da Agência Lupa, Mariama Correia, Cajueira, e Thiago Guimarães, do Aos Fatos.

Já o encontro O ‘ano do podcast’ no Brasil finalmente chegou? Recebeu mediação de  Caio Santos, do Griot Podcast, e teve participação de Luan Alencar, do Budejo, Inês Aparecida, de As Cunhãs, Celso Ishigami, da 45 minutos, e Aldenora Cavalcante, do Malamanhadas.

Renata Afonso deixa a CNN Brasil

Renata Afonso deixa a CNN Brasil
Renata Afonso (Crédito: Kelly Queiroz)

Contratada como CEO da CNN Brasil em maio de 2021, Renata Afonso esteve apenas por um ano e meio no cargo. Ela havia chegado para substituir a Douglas Tavolaro, um dos criadores do projeto brasileiro do veículo. De início, reportava-se diretamente a Rubens Menin, sócio majoritário do canal. Quando este passou para o conselho executivo, deixando o comando geral da empresa, assumiram João Camargo, como executive chairman, e Acácio Luiz Costa, como vice. Camargo acumulará a operação de forma interina, até que a empresa decida sobre a nova conformação

Com a reestruturação, Renata entendeu que seria rebaixada e pediu demissão. A interpretação é de Gabriel Perline, na coluna Gente do iG. Ao voltar de férias, na segunda-feira (21/11), ela anunciou a decisão aos funcionários em uma carta de despedida.

A direção da empresa informou em comunicado: “Renata Afonso reorganizou a governança corporativa da CNN Brasil, restabeleceu o relacionamento com o mercado publicitário, aumentou o número de anunciantes e de parcerias, além de fortalecer a presença institucional. A cobertura das eleições foi um marco da sua gestão, com reconhecimento da CNN Internacional, pela excelência da cobertura e linha editorial, além de recordes de audiência em todas as plataformas”.

Jornalista é abordado no Catar após homens confundirem bandeira de Pernambuco com símbolo LGBT

Jornalista é abordado no Catar após homens confundirem bandeira de Pernambuco com símbolo LGBT

O repórter Victor Pereira, de TV Nova Nordeste e O Povo, foi abordado por homens que se identificaram como policiais no Catar, durante a cobertura da Copa do Mundo. O jornalista, acompanhado de voluntários, carregava uma bandeira de Pernambuco, que tem um arco-íris. Os homens acharam que a bandeira era da comunidade LGBTQIA+.

Victor filmou a abordagem, mas os homens pegaram seu telefone e só devolveram o aparelho depois que o vídeo foi apagado. Em relato nas redes sociais, ele contou que os homens chegaram a jogar a bandeira no chão e pisar nela. As filmagens que mostram os homens pisando na bandeira também foram apagadas.

No Twitter, um vídeo mostra o momento em que um dos homens pega o celular do jornalista, e pergunta “quem é você?”. Victor responde que é jornalista e exige que o aparelho seja devolvido, enquanto os voluntários tentam explicar que a bandeira é de Pernambuco, e não da comunidade LGBTQIA+. Depois de um tempo, algumas pessoas chegaram e amenizaram a situação.

“Estou nervoso. Só me devolveram o telefone depois que eu apaguei o vídeo”, contou Victor no Twitter. “Isso é um absurdo, porque temos autorização da Fifa para filmar absolutamente tudo aqui no estádio”.

Colegas de imprensa e personalidades da política solidarizaram-se com Victor e repudiaram o ocorrido. Juliana Dal Piva, do UOL, comentou: “Uma ditadura ao vivo”. Gustavo Hofman, comentarista da ESPN, declarou: “Essa é a Copa do Mundo no Catar”.

Luana Alves (PSOL), vereadora eleita em São Paulo, escreveu que o ocorrido é “o resultado de a Fifa ter escolhido um país ditatorial para sediar um evento mundial: Polícia apreendendo uma bandeira de Pernambuco porque tem um arco-íris nela. Que coisa mais absurda!”.

Agência Pública oferece bolsas de reportagem para indígenas de todo Brasil

Agência pública oferece bolsas de reportagem para indígenas de todo Brasil

A Agência Pública abriu, até 31 de janeiro de 2023, inscrições para a 15ª edição do Programa de Microbolsas, voltado para repórteres indígenas de todo o Brasil, que busca pautas investigativas para realização de reportagens sobre as ameaças e agressões às terras indígenas e às comunidades que nelas vivem.

Serão distribuídas cinco bolsas de R$ 7.500 para a produção das reportagens, com mentoria e edição da Pública. O projeto busca pautas que abordem diferentes aspectos das ameaças às terras e povos indígenas, como invasões dos territórios; roubos e destruição do patrimônio natural nas terras indígenas; corrupção, ações e omissões do poder público e de setores empresariais relacionadas a esses crimes; violências praticadas contra populações indígenas em luta por seus direitos territoriais; testemunhos e informações inéditas que comprovem a autoria de ações de esbulho e violência registradas na história recente, entre outras.

As pautas vencedoras serão escolhidas pela Agência Pública, considerando a originalidade e relevância da pauta, consistência na pré-apuração, segurança e viabilidade da investigação e os recursos e métodos jornalísticos que serão utilizados. O resultado será divulgado a partir de 1º de março de 2023.

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Lula debaterá com jornalistas do WikiLeaks o caso Julian Assange

Lula se reunirá com jornalistas do WikiLeaks para debater o caso Julian Assange

O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva deve reunir-se nesta sexta-feira (25/11), em São Paulo, com jornalistas do site WikiLeaks, que revelou milhares de documentos secretos dos Estados Unidos e de outros países, para debater a liberdade de Julian Assange, fundador do site, e a oposição a sua extradição para os Estados Unidos.

As informações são de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo. Segundo a colunista, Kristinn Hrafnsson e Joseph Farrell, respectivamente editor-chefe e editor do WikiLeaks, virão para o Brasil para conversar com movimentos, lideranças políticas e organizações.

Os dois jornalistas têm compromissos previstos em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. Eles devem encontrar-se com grupos de trabalho de comunicação e relações exteriores do governo eleito, e com entidades jornalísticas, advogados, artistas e influenciadores. A vinda dos dois ao Brasil está sendo coordenada pela Assembleia Internacional dos Povos (AIP).

Em 2010, Assange publicou informações confidenciais dos EUA, que revelavam crimes de guerra dos EUA no Iraque e no Afeganistão. As informações foram publicadas também em tradicionais veículos, como The New York Times e The Guardian. Ele estava em Londres, na Inglaterra, desde 2012.

Em 2019, foi preso no Reino Unido e tentava impedir sua extradição para a Suécia, onde respondia por uma denúncia de assédio, que foi arquivada. Em junho deste ano, sua extradição para os EUA foi aprovada.

Portal de notícias de Manaus sofre represália da prefeitura local

Ataques graves a jornalistas dobraram em 2022, diz monitoramento da Abraji
A comunicadora Lana Holanda entrou para o Programa de Proteção Legal para Jornalistas, da Associação de Jornalismo Investigativo (Abraji).

O Radar Amazônico, portal de notícias baseado em Manaus, afirmou que suas equipes estão sofrendo represálias por parte da prefeitura. De acordo com o site, a situação piorou após o portal reproduzir reportagem do Metrópoles sobre suposta aliança entre uma facção criminosa e o atual prefeito David Almeida (Avante).

A reportagem expõe um relatório da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas o qual sugere que a campanha de David Almeida teria destinado, em 2020, R$ 70 mil ao Comando Vermelho em troca de apoio político.

Segundo a Abraji, em um dos episódios, David ameaçou banir o portal de coletivas e mostrou a foto do repórter em evento de campanha de seu adversário político. O repórter, por sua vez, disse ter se sentido agredido verbalmente pois, fora do seu horário de trabalho, tem o direito de ter seu posicionamento político.

Além disso, uma equipe do Radar Amazônico afirma ter sido expulsa duas vezes durante a cobertura de uma reunião fechada da Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Em nota, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e o Sindicato dos Jornalistas do Amazonas criticam a atitude do prefeito e dos sites que não apoiaram o Radar Amazônico: “Como motivo de preocupação ao pleno exercício da profissão e à ética jornalística no relacionamento que deve existir entre os colegas de profissão, nas imagens registradas ficam evidentes a tentativa de intimidação ao repórter Adriano Santos, realizada por representantes de outros veículos de comunicação”.

Ataques à imprensa batem recorde no Brasil

Ano de 2022 foi o mais letal contra jornalistas na América Latina, diz relatório

Levantamento da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) detectou 504 casos de ataques à imprensa entre 1º de janeiro e 17 de novembro de 2022. Os números representam um aumento de 11,3% em relação a todo o ano passado, que registrou 453 casos.

A Abraji chama atenção para o aumento no número de casos graves. A entidade registrou 153 episódios de agressões físicas, intimidações, ameaças e apreensão e/ou destruição de equipamentos, além dos dois casos de assassinato em decorrência do trabalho jornalístico – de Givanildo Oliveira, em fevereiro, e o de Dom Phillips, em junho. Esses dados mostram um aumento de 89% no número de casos graves de ataques à imprensa, em comparação a 2021.

Cerca de 30% dos ataques totais estão relacionados às eleições. Entre os últimos dias de outubro e as primeiras semanas de novembro, foram detectados 50 casos de agressões, intimidações e hostilidade à imprensa, a maioria conectada aos atos antidemocráticos contra a vitória de Lula.

Segundo o monitoramento da Abraji, 2022 tornou-se o ano mais violento para a imprensa desde quando o levantamento começou a ser feito. Em 2019, ano da primeira coleta sistemática de dados, foram registrados 130 ataques. Houve um aumento de 287,7% entre aquele período e 2022.

Confira mais dados do monitoramento aqui.

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