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Morre Pierre Beltrand, aos 93 anos, no Pará

Morre Pierre Beltrand, aos 93 anos, no Pará

Morreu nessa quarta-feira (25/1) Ubiratan de Aguiar, conhecido como Pierre Beltrand, aos 93 anos, no Pará. A causa da morte não foi divulgada. Pioneiro do colunismo social no estado, dedicou 75 anos de sua vida ao jornalismo.

Ubiratan adotou o pseudônimo de Pierre Beltrand para se proteger de repercussões de notas polêmicas que publicava, como traição de casais e brigas de famílias. Trabalhou em TV Marajoara, TV Liberal e nos jornais O Estado do Pará, A Província do Pará, O Liberal e Amazônia.

Pierre era um imortal da Academia Paraense de Letras e foi um dos fundadores do Sindicato dos Jornalistas no Pará. Era também advogado. O velório foi realizado na capela Max Domini, em Belém.

Partida de Jacinda Ardern joga luz sobre assédio e representação de mulheres na mídia

Jacinda e o companheiro Clarke Gayford

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

Jacinda Ardern, ex-primeira-ministra da Nova Zelândia, virou uma queridinha global, elogiada pela condução da crise da Covid, pela resposta ao massacre de Christchurch e pela coragem de dar à luz enquanto estava no cargo.

Mas a chamada Jacindamania cobrou seu preço, como cobra de tantas mulheres em posições de destaque: ao anunciar a renúncia, ela disse “não ter mais combustível”.

Ardern não detalhou o que esvaziou o tanque. Houve especulações sobre queda de popularidade e risco de uma derrota eleitoral.

Pode até ser. Mas não se pode ignorar a influência das mídias, tanto a tradicional como as redes sociais.

Segundo a imprensa neozelandesa, ameaças contra ela quase triplicaram em três anos. Pelo menos oito se transformaram em investigações policiais.

Na despedida, Ardern salientou que assédio e abuso não foram fatores determinantes para a decisão. Mas até seu substituto, Chris Hipkins, disse que o abuso foi “abominável”.

Jacinda Ardern não é inexperiente. Em 2001, obteve um bacharelado em Estudos de Comunicação com especialização em política e relações públicas. Foi consultora no gabinete do primeiro-ministro britânico Tony Blair. Seu companheiro, Clarke Gayford, é apresentador de rádio e TV.

Jacinda e o companheiro Clarke Gayford

Um de seus momentos inesquecíveis foi a reação calma quando um terremoto fez tremer a terra no momento em que dava uma entrevista coletiva.

Mas preparo e experiência não foram suficientes para neutralizar o impacto do que ela enfrentou. Além de discurso de ódio e misoginia, Jacinda Ardern tornou-se exemplo dos problemas de representação de mulheres na mídia, anônimas ou famosas.

Em novembro, em encontro bilateral com a primeira-ministra da Finlândia, Sanna Marin, um repórter indagou se o motivo da reunião era o fato de as duas serem da mesma idade e terem muito em comum.

Ardern rebateu questionando sobre se a mesma pergunta tinha sido feita quando Barack Obama, então presidente dos EUA, visitou seu colega neozelandês, Jonh Kau. Ambos tinham a mesma idade. Marin arrematou, dizendo que estavam se encontrando porque as duas eram primeiras-ministras.

Por trás da elegância na resposta a perguntas infelizes, as mágoas se acumulam, porque ninguém − da primeira-ministra famosa à jornalista foca diante de um entrevistado importante ou à jovem executiva que discorda de subordinados homens − fica insensível ao constatar que ao quebrar o teto de cristal muitas vezes os cacos voam e ferem.

A cobertura da imprensa sobre a saída de Jacinda Ardern está cheia de sugestões de fraqueza para encarar obstáculos associadas ao fato de ela ser mulher.

Esta semana, a BBC teve que se desculpar pelo título de um artigo sobre a renúncia da primeira-ministra, revelador do sexismo a que mulheres na política, nas corporações, na ciência e no jornalismo ainda são submetidas: “Jacinda Ardern renuncia: as mulheres podem realmente ter tudo?”.

Deveriam poder, mas algumas desistem, e isso não é apenas por abuso nas redes sociais. A mídia tradicional tem seu quinhão de culpa.

Muitos atribuem o olhar sexista da mídia ao predomínio de homens em cargos de chefia nas redações, mas pode ser mais do que isso.

O artigo da BBC foi escrito por uma jornalista, Tessa Wong, mas não se sabe se ela também foi autora do título. De qualquer forma, o contexto era o questionamento sobre a possibilidade de conciliar carreira e família, e veio de uma mulher.

O que levou à renúncia de Jacinda Ardern − ou que pode ter contribuído para ela − e o ângulo pelo qual a decisão foi abordada indica que ainda há um longo caminho a percorrer na representação de mulheres.

Para quem duvida: esta semana, Sanna Marin teve novamente que contornar perguntas sobre impacto de sua idade e sexo no posto de primeira-ministra em pleno Fórum Econômico de Davos.

Depois de longa insistência do jornalista Fareed Zakaria, que tem um programa na CNN e uma coluna no Washington Post, ela declarou: “Em todas as posições em que já estive, meu gênero sempre foi o ponto de partida − o fato de ser uma jovem mulher. Espero que um dia isso não seja um problema, que essa pergunta não seja feita”. Todas esperam.


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Começa a Pesquisa Mega Brasil com Agências de Comunicação

Começa a Pesquisa Mega Brasil com Agências de Comunicação

Começou em 23/1 a Pesquisa Mega Brasil com Agências de Comunicação, que será publicada na edição 2023 do Anuário da Comunicação Corporativa, em maio próximo. É a partir dela que são construídos o Ranking das Agências de Comunicação e os indicadores setoriais da atividade. Atividade, aliás, que reúne 900 agências no País (censo oficial Abracom/Mega Brasil), emprega mais de 17 mil profissionais e fatura cerca R$ 4 bilhões por ano.

O publisher Eduardo Ribeiro, também diretor deste Portal dos Jornalistas e J&Cia, lembra que “a Pesquisa é aberta a todas as agências do País, tanto às 900 que integram o censo oficial quanto as micro ou informais, que também estão espalhadas por todo o País e que contribuem com o desempenho da atividade no seu conjunto”.

O coordenador do projeto é Maurício Bandeira, diretor do Instituto Corda – Rede de Projetos e Pesquisas, que destaca, entre as novidades, avanços no mapeamento de questões étnico-raciais, de gênero, de orientação sexual, temas que permitiram mostrar ao mercado de forma gradual o estágio em que as agências se encontram, sobretudo lembrando que muitas delas têm entre seus clientes empresas empenhadas em políticas afirmativas nesses campos.

Aqui o link de acesso à Pesquisa.

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Brasil de Fato comemora 20 anos com documentário e séries

Brasil de Fato comemora 20 anos com documentário e séries

O Brasil de Fato completa 20 anos nesta quarta-feira (25/11). Para celebrar o marco, lançará uma série de reportagens que contam a história da empresa e um documentário sobre a posse de Lula em 2023.

“Nós estamos preparando algumas reportagens retratando não apenas a trajetória do Brasil de Fato, como também o que mudou nesse período no cenário político brasileiro e no mundo de uma forma geral”, explica o editor Glauco Faria. “Também traremos as mudanças na área de comunicação associadas às redefinições feitas no âmbito do próprio projeto do Brasil de Fato, com a criação do CPMídias e adoção de novas linguagens”.

O documentário, que estreia nesta sexta-feira (27/1), apresentará a posse de Lula em 2023 como marco histórico, fazendo um paralelo com o primeiro mandato dele em 2003, ano em que o Brasil de Fato nasceu.

Atualmente, o veículo tem redações em São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul. Cerca de 279 rádios e 14 canais de TV reproduzem os programas e matérias da empresa.

E já está no ar uma campanha de financiamento coletivo para apoiar o trabalho do veículo. Confira aqui.

Inscrições abertas para o 35º Troféu HQMIX

Inscrições abertas para o 35º Troféu HQMIX

Estão abertas até 10 de março as inscrições para a 35ª edição do Troféu HQMIX, principal premiação de quadrinhos do Brasil. Podem ser inscritos trabalhos realizados em 2022.

A novidade desta edição é a categoria Mangá e produções correlatas, que acompanha uma tendência do mercado e de editoras em publicar o gênero, além do interesse do público nesse tipo de conteúdo.

É possível inscrever uma mesma obra em várias categorias. A taxa de inscrição é de R$ 20 por categoria. São 28 categorias abertas à votação popular, além de outras especiais, cujos vencedores serão escolhidos pela Comissão Organizadora, e acadêmicas, avaliadas pela Comissão Acadêmica do prêmio.

A obra vencedora em cada categoria receberá um único Troféu HQMIX, mesmo se tiver mais de um autor. A entrega dos prêmios será realizada em evento próprio, cujas data e local ainda serão divulgados. Mais informações e inscrições aqui.

O Troféu HQMIX foi criado em 1988, por José Alberto Lovreto (JAL) e Gualberto Costa, no programa TV MIX, da TV Gazeta. O prêmio foi apadrinhado pelo então apresentador do programa, Serginho Groisman. A votação nacional é feita por desenhistas de HQs e Humor Gráfico, por meio da Associação dos Cartunistas do Brasil (ACB) e do Instituto Memorial das Artes Gráficas do Brasil (Imag).

BandNews TV tem novo site

BandNews TV tem novo site

O canal BandNews TV, que completa em março 23 anos de atuação, está ampliando sua presença na internet, com o lançamento de um novo site. O objetivo é ampliar o espaço para colunistas, entrevistas e materiais exclusivos.

O site tem editorias específicas para temas como Agronegócio, Cultura, Economia, Educação, Política, Saúde, entre outros. Tem também uma aba para últimas notícias e um espaço para colunistas, entre eles nomes como Fernando Mitre, diretor de Redação da Bandeirantes, Eduardo Oinegue, apresentador do Jornal da Band, e Juliana Rosa, do Mercado BandNews.

Em nota enviada à imprensa sobre a iniciativa, a emissora destaca que a ideia é oferecer ao público conteúdos acessíveis tanto na TV quanto no aplicativo e no novo site: “A proposta do BandNews TV é manter o público sempre bem informado, independentemente de onde esteja, seja em casa vendo televisão, na rua usando o aplicativo ou no trabalho de frente para o computador”.

A BandNews TV formou uma parceria com o UOL para hospedar o novo site. Conteúdos da iniciativa eventualmente serão destacados na home do UOL. Confira o novo site aqui.

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Brasil registrou uma agressão por dia a jornalistas em 2022, diz Fenaj

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) lançará na quarta-feira (25/1) o Relatório da Violência contra Jornalistas e Liberdade de Imprensa no Brasil – 2022, levantamento que mapeia agressões contra jornalistas ao longo do ano passado.

Segundo dados do relatório, foram registrados 376 casos de agressão em 2022, 54 a menos que os 430 registrados em 2021, ano com o maior número de ataques desde o começo dos levantamentos da Fenaj. Apesar da queda, o documento mostra que as agressões diretas a jornalistas cresceram em todas as regiões do País.

Samira de Castro, presidente da Fenaj, destaca que “houve uma agressão por dia a jornalista no País no ano passado. Em muitos casos, mais de um profissional foi agredido”. Os casos de ameaças/hostilizações/intimidações aumentaram 133,33% em 2022. Já agressões físicas cresceram 88,46%, passando de 26 em 2021 para 49 no ano passado.

Os dados completos serão divulgados na quarta-feira (25/1), às 15h, na sede do Sindicato dos Jornalistas do Rio de Janeiro (Rua Evaristo da Veiga, 16, 17º andar), e em seguida haverá uma entrevista coletiva. O evento será transmitido nos canais da Fenaj no YouTube e no Facebook.

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Folha ignora Manual de Redação ao publicar imagem de Lula, diz ombudsman do jornal

Em texto publicado na Folha de S.Paulo, José Henrique Mariante, ombudsman do jornal, escreveu sobre a polêmica envolvendo a publicação de uma fotomontagem do presidente Lula atrás de um vidro quebrado durante os atos golpistas no Palácio do Planalto. Segundo ele, o jornal ignora o Manual da Redação ao publicar “imagem de Lula que não existiu”.

Na capa da edição impressa do jornal na última quinta-feira (19/1), a Folha publicou o registro da fotojornalista Gabriela Biló, feito com técnicas de múltipla exposição e sobreposição da imagem do vidro (cuja parte quebrada se assemelha a um tiro) e a de Lula, como se o “tiro” tivesse acertado o presidente. A foto causou polêmica nas redes sociais, gerando interpretações sobre um suposto incentivo à violência contra Lula. Biló explicou que a foto representa “uma prova da resistência do presidente”, sorrindo por trás de um vidro quebrado na altura do coração.

Folha ignora Manual de Redação ao publicar imagem de Lula, diz ombudsman do jornal

No texto, o ombudsman escreveu que, em um primeiro momento, não percebeu o efeito e considerou a imagem impressionante, mas mudou de opinião ao tomar conhecido de se tratar de “uma montagem na prática”. Para Mariante, trata-se de uma “realidade aumentada”.

“A imagem publicada pela Folha não é um flagrante desse tipo clássico. Foi composta por uma técnica de múltipla exposição, a sobreposição da imagem do vidro quebrado com a do presidente, ainda que a peça danificada estivesse a 30 metros do local onde Lula participava de evento acompanhado por jornalistas”, escreveu. “(…) O artifício é vetado pelo Manual da Redação (pág. 106): ‘… são proibidas adulterações da realidade retratada, tais como apagar pessoas ou alterar suas características físicas, eliminar ou inserir objetos e mudar cenários’”.

Leia o texto de José Henrique Mariante na íntegra.

Expo Favela 2023 terá foco na comunicação periférica

A Periferia em Movimento lançou o Território da Notícia, uma solução de distribuição de conteúdo jornalístico produzido nas favelas.
A Periferia em Movimento lançou o Território da Notícia, uma solução de distribuição de conteúdo jornalístico produzido nas favelas.

A Expo Favela, feira com foco no desenvolvimento socioeconômico das comunidades periféricas brasileiras, terá este ano um olhar especial para a comunicação comunitária.

Marcada para São Paulo de 17 a 19/3, conta com a parceria da Central Única das Favelas (Cufa), que está realizando o cadastramento de veículos baseados nas favelas, e daqueles com temáticas afro e periféricas.

A partir desse levantamento, Celso Athayde, CEO da Favela Holding e idealizador da Expo Favela, explica que a ideia é indicar veículos com esses perfis para órgãos de comunicação estaduais, municipais e federais, a fim de gerar oportunidades na comunicação pública para profissionais negros e periféricos.

As inscrições podem ser feitas através de formulário online.

Morre Gilson Ricardo, aos 74 anos, no Rio de Janeiro

Morre Gilson Ricardo, aos 74 anos, no Rio de Janeiro

Morreu na noite de domingo (22/1) o radialista Gilson Ricardo, aos 74, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio de Janeiro. Ele sofreu um infarto fulminante. O enterro é nesta segunda-feira (23/11), no cemitério do Cacuia.

Gilson fez carreira na rádio esportiva, trabalhando por 35 anos na Rádio Globo. Desde 2015, era comentarista esportivo da Rádio Tupi. Times de futebol cariocas e personalidades do esporte lamentaram a morte do radialista.

Nascido em Petrópolis, iniciou a trajetória em 1973, na Rádio Difusora de Petrópolis. Posteriormente, passou pela Rádio Metropolitana. Em 1977, iniciou sua trajetória na Rádio Globo, onde permaneceu por 35 anos e consagrou-se na história da rádio esportiva. Apresentou programas como Panorama Esportivo e Globo Cidade, e foi comentarista de transmissões de futebol.

Depois da Rádio Globo, foi para a Bradesco Esportes. E em 2015, assinou com a Rádio Tupi, seu último local de trabalho. Apresentava o programa Bola Em Jogo e fazia jornadas esportivas. Na televisão, trabalhou em programas de esportes na CNT, no SBT e na Bandeirantes, ao lado do narrador José Carlos Araújo e de Gerson, o “Canhotinha de Ouro”.

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