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terça-feira, abril 28, 2026

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O executivo que virou dono de casa…

O protagonista e autor da história é Claudio Henrique dos Santos, profissional com larga experiência na área automotiva, em passagens por Autolatina, Volkswagen, Chrysler e Renault (nesta foi gerente Executivo de Comunicação e de Relações Institucionais e saiu para montar uma loja de vinhos). Sua vida, porém, começou a mudar radicalmente em 2010, quando foi morar em Cingapura, acompanhando a esposa, que havia recebido um importante convite profissional. Aos 38 anos, deixou para trás uma carreira bem estruturada e desde então tem como principal tarefa cuidar da sua filha Luiza, de seis anos, assumindo as funções, conforme sua própria definição, de daddy in home (papai dona-de-casa) e de “assistente executivo” da esposa, que passa um bom tempo viajando pelo mundo. Atualmente morando nos Estados Unidos, nas “horas vagas” é escritor e o primeiro resultado dessa nova carreira é o livro Macho do Século XXI – O executivo que virou dona de casa. E acabou gostando (Claridade). “O tema tem despertado a atenção de todos e antes mesmo do lançamento do livro já participei do programa da Fátima Bernardes e mais alguns outros artigos andaram saindo por aí na imprensa”, conta ele. “Já tem até uma produtora me sondando para realizar um documentário. Vamos ver onde isso vai parar, mas a verdade é que já estou começando a fazer as anotações para uma eventual continuação. Um eventual sucesso do livro pode render uma história ainda mais legal do que a ideia original”. Com foto de capa de Reginaldo Manente, vencedor de quatro Prêmios Esso, entre outros, a quarta-capa é de Mara Luquet (CBN) e a apresentação é assinada pela ex-colega de Renault Marinete Veloso. Mais informações sobre a obra, que contará com noite de autógrafos em 11/11, em São Paulo, a partir das 18h30, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (av. Paulista, 2.073), estão disponíveis no www.machodoseculo21.com.br ou pela fanpage no facebook. A assessoria que divulga do livro é a Press a Porter (11-3813-1344), com Fábio Borges e Claudia Reis no atendimento. Com a autorização do autor, reproduzimos a seguir o texto de abertura do livro. Macho do século XXI Certa vez, uma amiga me definiu como o exemplo do macho do século XXI. Aliás, não fosse pela insistência de algumas amigas, esta minha história jamais teria vindo parar no papel. Minha vida sofreu uma guinada completa há pouco menos de três anos e, desde então, eu vinha compartilhando minhas experiências somente com um pequeno grupo de amigos. As mulheres ficam sempre empolgadíssimas. Em breve, você entenderá a razão. Os homens, por sua vez, não mostram o mínimo interesse. Algumas vezes posso sentir até uma certa compaixão. Eu, como bom filho de português, criado num ambiente absolutamente machista, não os culpo. Provavelmente também torceria o nariz, caso não se tratasse da minha própria vida. Você deve estar intrigado sobre qual seria a minha definição (ou melhor, a definição das minhas amigas) sobre o que seria o tal “Macho do Século XXI”. Pois esse homem não é um metrossexual, extremamente preocupado com a aparência, muito menos um galanteador, que abre a porta do carro para a amada, ou um romântico, do tipo que ainda manda flores, como o Roberto Carlos. Para o público masculino, já vou adiantando que não trago boas novas, pelo menos aparentemente. Caro amigo, não se preocupe, este macho ainda gosta de futebol e de tomar cerveja com os amigos. E lógico, de falar sobre mulher, não necessariamente nesta ordem. Mas este homem lava louça, cozinha, passa aspirador, dá banho nas crianças e as leva para a escola. E eu não falo de um homem que compartilha com a esposa o cuidado com a casa e os filhos, o que hoje é cada vez mais comum. Este novo homem não tem um emprego formal, portanto, é ele quem quase sempre executa as tarefas domésticas descritas acima, entre outras. Como a vida não é feita somente de agruras, ele até pode ter um carro na garagem e um cartão de crédito na mão para ir passear no shopping center –embora acabe usando este cartão na maioria das vezes para fazer compras no supermercado. Obviamente, essa é uma definição bastante simplista, que não resume precisamente o que aconteceu na minha vida nos últimos tempos. Na realidade, ela não faz jus ao que eu defino como uma aventura maravilhosa, que mudou definitivamente minha visão das coisas. Mas por enquanto, fiquemos com esta mesmo, que não deixa de ser verdadeira também. No início, parecia uma loucura, que os meus amigos (me refiro sempre aos homens, é claro) nunca entenderam muito bem. E qualquer um que tenha um pouco de juízo terá alguma dificuldade para compreender mesmo. O que leva um jovem de 38 anos a deixar para trás uma carreira relativamente bem-sucedida de executivo e depois, de pequeno empresário, para tomar a decisão de deixar o seu País para ir morar do outro lado do mundo, numa terra absolutamente desconhecida, apenas para apoiar a carreira profissional da esposa? Eu não me tornei um “macho do século XXI” do dia para a noite, mas confesso que não fazia a menor ideia de onde eu estava me metendo. Também demorou um pouco para que eu compreendesse que havia tomado uma ótima decisão, da qual hoje me orgulho – mas que foi, sem dúvida, a mais difícil da minha vida. Hoje, já perfeitamente adaptado “às minhas novas funções”, estou mais à vontade para comentar sobre as implicações que isso significou sob o ponto de vista pessoal (principalmente para um homem, que cresceu sabendo que deveria, custasse o que custasse, ser o provedor da casa) e as grandes reflexões que acabaram sendo feitas no meio do caminho. No início, eu tinha a sensação de que estava abrindo mão do meu sonho para passar a viver o sonho de outra pessoa. Só um pouco mais tarde percebi que eu vivia também o meu próprio sonho, mas com algumas adaptações, passando a buscar outras realizações, diferentes das quais estava acostumado na carreira profissional. Hoje, quando alguém me pergunta qual é a minha profissão, eu falo com a maior satisfação do mundo que sou um “daddy in home”, que é uma expressão mais leve do que “homem dono-de-casa”. Nem sei dizer se existe termo equivalente em português, pelo menos não conheço. Até cheguei a pensar em usar “temporariamente desempregado” ou “desocupado”, mas nenhuma delas corresponde à realidade. Também gosto de dizer que sou “assistente executivo” da minha esposa, que viaja a trabalho pelo mundo inteiro uma boa parte do tempo, e que precisa de ajuda para cuidar da casa. Afinal, esse ainda é o papel da mulher definido pela sociedade, não é mesmo? Em tempo: aprendi essa expressão “daddy in home” ainda em Cingapura, primeiro porto desta minha viagem. Ela também é utilizada nos Estados Unidos, minha morada atual. Sim, isso prova que já existem homens da minha espécie circulando por todo o planeta. E acredite, com o sucesso cada vez maior das mulheres no mercado de trabalho, ela não está fadada à extinção, muito pelo contrário.

Encontro de Jornalismo e Religião começou nesta 3ª.feira em BH

Belo Horizonte sedia, desde 3ª.feira (15/10), o Encontro Internacional de Jornalismo e Religião na América Latina, promovido pela Associação Internacional de Jornalistas de Religião (Iarj), na PUC-Minas (av. Dom Gaspar, 290). O evento – cujo objetivo é debater e melhorar a cobertura de temas religiosos na AL, especialmente após a eleição do papa Francisco – terá a participação de acadêmicos e representantes da imprensa especializada de vários países. No dia 17, haverá visita ao Instituto de Arte Contemporânea e Jardim Botânico Inhotim, em Brumadinho, e no dia 18, à Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, em Araxá (MG). Confira a programação: 15/10 (3ª.feira) 18h – Sessão Introdutória com Pedro Brieger (Argentina). 19h30 – Jantar com Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, reitor PUC-Minas. 16/10 (4ª.feira) 9h – Assuntos Religiosos na América Latina I: Política e Religião, moderada por Maria-Paz Lopez (Espanha), com Pedro Brieger (Argentina), Fabián Bustamante (Chile) e Rodrigo Coppe (Brasil). 10h30 – Identificando Histórias Relacionadas à Religião: Sessões de grupo para discutir as histórias sobre a religião que precisam ser cobertas nos seus países, particularmente sobre religiões minoritárias. 13h45 – Desafios na Cobertura da Religião, moderada por Dima Khatib (Venezuela), com José Maria Mayrink (Brasil), Javier Restrepo (Colômbia) e Sergio Rubin (Argentina). 14h45 – Trabalho em Grupos: Os participantes discutem os diversos desafios que enfretam como jornalistas que cobrem a religião e o que poderia ajudá-los no futuro. 16h – Contando Histórias Fascinantes sobre a Religião, moderada por David Briggs (Estados Unidos), com António Marujo (Portugal), Doug Todd (Canadá), Luis Chaparro (México) e Elvira Lobato (Brasil) 18h – A Religião e a Nova Mídia, com Gustavo Entrala (Espanha), responsável pelo perfil de Twitter @pontifex. 17/10 (5ª.feira) 9:30 – Assuntos Religiosos na América Latina II: Pentecostalismo, Catolicismo e Religiões Indígenas, moderada por Martin Kalenberg (Uruguai), com Maria das Dores Campos Machado (Brasil), Mariano de Vedia (Argentina), Carlos Frederico Barboza de Souza (Brasil). 10:45 – Recursos para a Cobertura da Religião, moderada por  Kimon Sargeant (Estados Unidos), com Roger Finke (Estados Unidos). 13:00 – Sessão de trabalho dedicada a assuntos práticos para incentivar a excelência no jornalismo da religião na América Latina. 14:30 – Visita ao instituto Cultural Inhotim, em Brumarinho. 18/10 (6ª.feira) Visita à CBMM em Araxá, Minas Gerais. Mais informações pelo 31-3319-4917.

Vaivém das redações!

Confira o resumo das mudanças que movimentaram nos últimos dias as redações de São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Ceará:   São Paulo Analice Nicolau volta ao ar no SBT apresentado boletins da noite, após afastar-se por questões pessoais. Ex-apresentadora do SBT Manhã, também passou na emissora por SBT Notícias Breves, ao lado de Cynthia Benini, Aqui Agora, Jornal do SBT e SBT Brasil.

De volta ao Brasil após cinco anos como correspondente internacional freelancer para Época e Valor Econômico, nos EUA e no México, Cláudia Daré ([email protected]) está disponível para frilas no País. Graduada em Rádio e TV pela Faap, e em Jornalismo pela Metodista, Cláudia passou pelas tevês Cultura, Fronteira (afiliada Globo em Presidente Prudente) e Record. Em comunicação corporativa, esteve na Andreoli e trabalhou para a empresa Tekbond, no México.

Rio de Janeiro Carol Souza começou este mês na revista Quem. Vinda do UOL, vai se reportar a Valmir Moratelli, editor da sucursal, e a Carla Ghermandi, redatora-chefe. Liana Verdini está agora no Brasil Econômico. Ex-JB e Correio Braziliense, teve passagens pela comunicação corporativa de Vale, CNI e esteve, por último, na Transpetro. Distrito Federal Ian Serrat começou recentemente na redação de Esportes do Jornal de Brasília. Minas Gerais Com a descontinuidade do programa Feira Moderna, da Rede Minas, a apresentadora Patrícia Pinho mudou para o recém-lançado Hypershow, sobre música.

Rosângela Guimarães, editora-adjunta do caderno Minas e editora do caderno Eu Acredito do Hoje em Dia, e as repórteres de Economia Tatiana Moraes e Cássia Eponine estão de férias até o início de novembro. Nesse período, Paulo Leonardo recebe as demandas do caderno Minas; na editoria de Economia, o contato pode ser feito pelo [email protected]. Rio Grande do Sul Após cinco anos no Mato Grosso,

Jonas Campos está de volta ao Rio Grande do Sul e integra, desde 2/10, a equipe reportagem da RBS TV – onde também deve contribuir com a produção de matérias para os telejornais da Rede Globo. No Mato Grosso, atuava na TV Centro América, também afiliada da Globo. Jonas teve passagens por Rádio Gaúcha, TV Iguaçu (Paraná) e TV Liberal (Pará). Lasier Martins afastou-se do Grupo RBS após 27 anos de casa, para lançar sua pré-candidatura ao Senado pelo PDT-RS.

O anúncio foi feito nesta 2ª.feira (7/10) em seu espaço de comentários no Jornal do Almoço. “Foi algo pensado durante muito tempo, mas realmente decidido quando vi as manifestações de rua, em junho. Foi o Brasil que despertou e, ali, tomei a decisão de entrar para a política”, disse ao Coletiva.net, afirmando que os protestos de junho passado foram a “última gota” para que tomasse a decisão.

Bahia Na Band Bahia, Pauliane Araújo, que veio da sucursal de Feira de Santana da Record, chega para o lugar de Cláudia Costa, que deixou a reportagem do Brasil Urgente. Juliana Cavalcante saiu do Band Cidade e seguiu para a TV Bahia, sendo substituída por Tiale Acrux, que foi apresentadora da TV Sergipe. Ceará Kaio César deixou a TV Diário e seguiu para a TV Verdes Mares, onde vai narrar futebol. Para o lugar dele chegou Tom Barros, que assim retorna à crônica esportiva.

Diego Ortiz retorna ao Jornal do Carro como editor do novo site

Durou pouco mais de três meses a passagem de Diego Ortiz pelo caderno Máquina, do Agora São Paulo, onde assumira em junho o posto de editor. Antes, foi por um ano e meio repórter no Jornal do Carro, do Estadão, para o qual retorna agora como editor do novo site, lançado em 25/9. “O projeto do Jornal do Carro é enorme, com grandes expectativas, responsabilidades e cobranças, é o tipo de desafio que você não pode deixar passar”, explica. “Por se tratar de uma ferramenta nova, há um período normal de adaptação para mim, a equipe e até para a própria ferramenta. Mas está tudo indo muito bem, os números são excelentes, bem acima da meta, e o mercado tem elogiado. Esse feedback é importante até para podermos analisar qual caminho o site deve seguir”. Diego também passou pelas redações de Auto Press, O Dia e foi diretor de Redação da Revista Torque.

Memórias da Redação ? O filósofo da redação

A história de hoje é, então, de Renato Lombardi ([email protected]), ex-Estadão, comentarista para os assuntos de segurança e Justiça da TV Record. O filósofo da redação          O jornal Notícias Populares, fundado por Jean Mellé e bancado pela família do então senador Herbert Levy, começou funcionando na rua do Gazômetro, no bairro paulistano do Brás, num prédio que por alguns anos abrigara uma madereira. A redação era recheada de jornalistas que tempos depois deixariam o NP com destino a Veja, Jornal da Tarde, Folha, Estadão, O Globo. Algumas figuras eram folclóricas, mas a principal foi mesmo o criador do jornal: Itik Koko Melle, que, chegado da Sibéria para trabalhar na editoria de Internacional da Última Hora, adotara o nome de Jean. Com o empastelamento pela ditadura de parte da Última Hora, ele convenceu Levy a bancar o NP, que, no entender dele, iria substituir a UH. Mellé misturava o português com inglês, espanhol, mas sempre se fazia entender.          Entre os repórteres da editoria de Polícia, chefiada por Ramão Gomes Portão, estava Carlos Caetano Cunha. Magro, óculos redondinhos, sempre de paletó, gravata borboleta, gostava de romancear suas matérias sobre assassinatos, principalmente os passionais. Citava romancistas, poetas em seus textos. No começo até que Mellé elogiou as matérias. Mas depois começou a implicar.          – Essa moça (moço) tem que dar mais drama para os assuntos –, cobrava Mellé.          Ramão dizia que iria dar um jeito, mudar a situação, falar com seu subordinado, mas, de uma bondade infinita, não cobrava de Caetano, que vinha da escola de reportagem do Diário da Noite e sua cultura era acima da média da maioria dos repórteres especializados na área policial. Mas as cobranças de Mellé chegaram até Caetano e ele não deixou barato.          Numa tarde, assim que Mellé subiu as escadas de madeira para a redação e chegou quase sem fôlego, Caetano peitou o diretor.          – Quero falar com você. Precisamos esclarecer algumas coisas.          O pessoal parou para ver a conversa. Mellé disse que estava ocupado. Trazia nas mãos – como sempre fazia – recortes de jornais do Rio de Janeiro, principalmente O Dia, com notícias de crimes. E Caetano cravou.          – Não, meu velho. Você vai me ouvir.          Segurava uma página do jornal do dia anterior com uma reportagem assinada por ele sobre um assassinato passional. O marido encontrara a mulher com outro num ponto de ônibus e a matara a facadas. É, naquela época 99% dos assassinatos praticados em São Paulo eram como a polícia gostava de registrar: com armas brancas. Facas, facões, peixeiras. Caetano questionou o diretor.          – Onde errei? O que tem demais que você recrimina nesta matéria?          E Mellé, surpreso, pegou a página e apontou para o abre que dizia mais ou menos assim: “Ele tinha tantos anos, era moreno, e operário. Ela, morena, tantos anos, enfermeira. Os dois estavam casados havia determinados anos e a traição levou o marido a matar a mulher”.          – O senhor começa todas as reportagens dessa maneira. Não é possível. Tem que mudar.          Caetano olhou direto para Mellé e disparou.          – Como você pode me dizer isso se nem português sabe escrever? Como quer mudar minha maneira de escrever se nem português direito sabe falar? Entre na escola, aprenda português e depois venha discutir comigo o que é certo e o que é errado nos meus textos.          O rosto de Mellé ficou vermelho. Ele olhou para a redação, deu as costas e foi para sua sala. Caetano foi conversar com Ramão. Estava certo de que havia perdido o emprego.          – Vou para a Central (plantão da Central de Polícia, no Pátio do Colégio, onde tinha uma sala de imprensa) e se ele mandar me demitir você me telefona –, disse. Caetano era plantonista durante a tarde. Eu o rendia no período noturno, das sete da noite a uma da manhã. Naquele dia Ramão reunira todos os setoristas, à exceção de Walter Gato – irmão do também jornalista Nelson Gato, que fez sucesso nos Diários Associados –, porque ele trabalhava de madrugada.          Ninguém até então tivera coragem de falar assim com Mellé. Todos acreditavam na demissão de Caetano. Passado um bom tempo Mellé mandou chamar Ramão.          – Diga para a moça (moço) que pode continuar a escrever assim. Precisamos ter um filósofo na redação.          Caetano continuou a escrever como sempre fazia, mas ficou um bom tempo sem aparecer no Gazômetro.

Abraji homenageia Marcos Sá Corrêa

A Conferência Global de Jornalismo Investigativo, que tem início neste sábado (12/10), simultaneamente ao Congresso da Abraji, fará na 2ª.feira (14/10) uma cerimônia em homenagem a Marcos Sá Corrêa.

No Theatro Municipal, às 19h, além do tributo, a programação da noite contará com a entrega de três prêmios internacionais do jornalismo investigativo: o Latinoamericano de Periodismo de Investigación, oferecido pelo Instituto Prensa y Sociedad (IPYS) e pela Transparency International; o Daniel Pearl, do International Consortium of Investigative Journalists (ICIJ); e o Global Shining Light, da Global Investigative Journalism Network (GIJN).

Record-BA extingue sucursais e promove mudanças

Mudanças nas sucursais da Record Bahia. A emissora fechou o escritório que tinha em Feira de Santana, transferiu as duas equipes de jornalismo para Salvador e unificou as sucursais de Itabuna e Vitória da Conquista, que agora funciona em Itabuna. Em Salvador, Milene Rios deixa a equipe de Produção do Jornalismo e Aline Cardoso, o posto de editora. Ainda por lá, Marcus Pimenta foi transferido para a Record Belém, onde assumiu como apresentador dos programas Balanço Geral Casos de Policia e Cidade Alerta Pará.

De papo pro ar ? Parabéns, IMB!

         À revelia de Assis Ângelo, invadimos este espaço para registrar os dois anos de fundação, no último dia 3/10, do Instituto Memória Brasil (IMB), que ele preside.          Segundo o próprio Assis, o IMB, com acervo de 150 mil itens formado nos últimos 40 anos, tem nos seus quadros advogados, editores, poetas, músicos, atores, jornalistas e escritores como Roniwalter Jatobá, Eduardo Ribeiro, Jorge Mello, Jorge Paulo, Roberto Marino, Oswaldinho do Acordeon, Osvaldinho da Cuíca, Jorge Ribbas, Papete, Théo de Barros, André Domingues, Alessandro Azevedo, José Cortez, Marco Haurélio, Chico Salles e Celia e Celma, entre outros.          Para comemorar a data ele apresentou, de 4 a 6/10, no Rio de Janeiro, o projeto Rodas Gonzagueanas, que mostrou facetas desconhecidas do rei do baião, Luiz Gonzaga, e aspectos importantes da sua obra.          Na ocasião, ele também lançou o livro Lua Estrela Baião a História de um Rei (Cortez Editora) e o CD O samba do Rei do Baião (Genesis).          Assis mantém desde maio de 2012 parceria com o Jornalistas&Cia na edição do Memória da Cultura Popular, em que reproduz e contextualiza grandes entrevistas e reportagens que integram o acervo do IMB. A série rendeu até agora 17 edições. A próxima, que deve circular na próxima 2ª.feira (14/10), será centrada no sanfoneiro Dominguinhos, recentemente falecido, herdeiro musical de Luiz Gonzaga.

Imbroglio na Alesp pode resultar em 94 demissões nesta 6ª.feira

Os funcionários que atuam na operação da tevê e rádio Alesp, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, estão desde o último dia 25/9 trabalhando sob a incerteza de sua continuidade ou não na casa. Tudo porque o contrato do órgão com a Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação), terceirizada que desde fevereiro de 2011 cuida dessa área, termina nesta 5ª.feira (10/10), e um imbroglio jurídico vem impossibilitando a entrada de nova contratada.

O processo licitatório contou com a participação de oito empresas, entre elas a própria Fundac, que inclusive foi a responsável pelo menor lance, mas a falta de um documento exigido no edital a desabilitou do processo. Com isso, a produtora GPM, de São José dos Campos, segunda colocada. seria a empresa habilitada para operar os canais. A situação foi parar no Tribunal de Justiça que permitiu que a Fundac voltasse ao processo, mas sem definir uma data para julgamento da validade ou não de sua participação.

Com o contrato prestes a vencer, e sem uma definição de futuro, a Fundac pôs todos seus funcionários – 94 no total, sendo 26 jornalistas – em aviso prévio desde 25/9, mas como o contrato vence nesta 5ª.feira, é provável que eles não consigam cumprir até o final.

Segundo um desses funcionários, que preferiu não se identificar, a empresa acredita que deverá contornar a situação, mas internamente a apreensão dos trabalhadores é muito grande, porque além de não haver uma clara manifestação por parte da Fundac, algumas medidas ameaçadoras vem sendo adotadas pela fundação: “Já colocaram aqui uma lista com pessoas que seriam demitidas, inclusive com seus possíveis substitutos, que são pessoas que conhecemos e acreditamos que nem devem ter sido consultados a respeito dessa possibilidade”, explicou. Vale lembrar que a Fundac é a mesma empresa que atualmente administra a tevê da Câmara Municipal de São Paulo.

Edson Porto deixa a RedeTV e começa na Ideal

Edson Porto assumiu em 1º/10 como diretor de atendimento na Ideal, respondendo pelas contas Nextel, Pátria, Minerva, Direct Edge, CNA e Etihad. Porto estava desde outubro de 2012 como diretor de Esportes da RedeTV, onde também foi chefe de Redação por dois anos. Além da emissora, atuou em BBC, Valor Econômico, Época Negócios e UOL. “Atuei em redação por pouco mais de 20 anos, e há uns três ou quatro venho namorando essa ideia, até que surgiu essa oportunidade excelente na Ideal”, disse ao Portal dos Jornalistas. “É um campo que está se desenvolvendo muito dentro da comunicação, que está se tornando cada vez mais importante e complexo. Hoje em dia as agências de RP, como a Ideal, estão muito mais preocupadas em comunicação como reputação da empresa. Além, obviamente, do trabalho com a imprensa, isso abrange o relacionamento com vários outros stakeholders, engajamento direto com o público em geral, construção de conteúdo, coisas que o jornalista de redação sabe muito bem fazer”. Paralelamente aos trabalhos na agência, Porto é sócio-investidor da Brazil Media Base, que presta serviços a jornalistas e empresas estrangeiros que vêm a trabalho para o Brasil. Interinamente, o chefe da redação Alex Fogaça ocupa o posto que ele deixou na RedeTV.

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