Imbroglio na Alesp pode resultar em 94 demissões nesta 6ª.feira

Os funcionários que atuam na operação da tevê e rádio Alesp, da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, estão desde o último dia 25/9 trabalhando sob a incerteza de sua continuidade ou não na casa. Tudo porque o contrato do órgão com a Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação), terceirizada que desde fevereiro de 2011 cuida dessa área, termina nesta 5ª.feira (10/10), e um imbroglio jurídico vem impossibilitando a entrada de nova contratada.

O processo licitatório contou com a participação de oito empresas, entre elas a própria Fundac, que inclusive foi a responsável pelo menor lance, mas a falta de um documento exigido no edital a desabilitou do processo. Com isso, a produtora GPM, de São José dos Campos, segunda colocada. seria a empresa habilitada para operar os canais. A situação foi parar no Tribunal de Justiça que permitiu que a Fundac voltasse ao processo, mas sem definir uma data para julgamento da validade ou não de sua participação.

Com o contrato prestes a vencer, e sem uma definição de futuro, a Fundac pôs todos seus funcionários – 94 no total, sendo 26 jornalistas – em aviso prévio desde 25/9, mas como o contrato vence nesta 5ª.feira, é provável que eles não consigam cumprir até o final.

Segundo um desses funcionários, que preferiu não se identificar, a empresa acredita que deverá contornar a situação, mas internamente a apreensão dos trabalhadores é muito grande, porque além de não haver uma clara manifestação por parte da Fundac, algumas medidas ameaçadoras vem sendo adotadas pela fundação: “Já colocaram aqui uma lista com pessoas que seriam demitidas, inclusive com seus possíveis substitutos, que são pessoas que conhecemos e acreditamos que nem devem ter sido consultados a respeito dessa possibilidade”, explicou. Vale lembrar que a Fundac é a mesma empresa que atualmente administra a tevê da Câmara Municipal de São Paulo.