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Pedro Bial assume direção artística do núcleo de documentários e programas da Globo

Pedro Bial assume direção artística do núcleo de documentários e programas da Globo
Pedro Bial (Crédito: Gnt/YouTube)

O apresentador Pedro Bial assumiu a direção artística do núcleo de documentários e programas da Globo. Na nova função, ele será responsável por ampliar a atuação da área documentarista dos Estúdios Globo. Além disso, atuará nas novas temporadas do Som Brasil e do projeto Falas. Bial segue na apresentação do talk show Conversa com Bial. As informações são de Gabriel Vaquer, do F5 (Folha de S.Paulo).

Bial responderá a Mônica Almeida, diretora de Gênero. A produção-executiva do Núcleo de documentários dos Estúdios Globo segue com Fernanda Neves. A mudança não afeta os setores de Esportes e Jornalismo, que seguem com seus respectivos núcleos de documentários.

Sobre o Conversa com o Bial, o programa de entrevistas passa a ser semanal em 2026, indo ao ar nas noites de terça-feira, a partir das 23h30. A estreia da nova temporada será em agosto, após a Copa do Mundo. Com horário mais cedo e periodicidade semanal, Bial pretende ampliar a qualidade do programa.

Natural do Rio de Janeiro, Bial chegou à Globo em 1981. Atuou como repórter do Jornal Hoje e do Globo Repórter. No início dos anos 1990, atuou como correspondente internacional em Londres, cobrindo importantes acontecimentos como a Guerra do Golfo, a queda do Muro de Berlim e a dissolução da União Soviética. Foi ainda apresentador do Fantástico de 1996 a 2007. Migrou para o departamento de entretenimento, no comando do reality Big Brother Brasil, onde atuou por 14 anos, de 2002 a 2016. Apresenta o Conversa com Bial desde 2017.

Graziella Lee começa no Itaú Unibanco

Graziella Lee assume Comunicação da Dow Brasil
Crédito: Reprodução/Instagram

Graziella Lee é a nova gerente sênior institucional do Itaú Unibanco. Retorna desse modo ao mercado financeiro, após passagens por organizações como Novartis, Citi, Mondelez e Dow. Ela assume as frentes de Comunicação Corporativa do banco, respondendo pela estratégia e pela implementação de planos de comunicação institucional, com reporte direto a Pâmela Vaiano, sócia e diretora de comunicação da organização.

“Quando completamos 20 anos de carreira sabemos escolher com maturidade os lugares e as pessoas que queremos estar, depositar nossa energia e toda a nossa capacidade física e intelectual”, escreveu Graziella no LinkedIn. “Hoje quero compartilhar que estou de volta ao mercado financeiro, ao lado de um time de grandes talentos, gente conhecida e reconhecida, com os quais tenho tido o privilegio de passar horas com vontade genuína de seguirmos avançando, fazendo acontecer, representando uma das marcas mais valiosas do mundo, o maior Banco do país e um dos principais conglomerados financeiros da América Latina”.

Fenaj entra com ação contra o Conferp, pela flexibilização do ingresso de jornalistas na atividade de RP

Justiça do Trabalho determina que SBT anule demissão de jornalista com câncer
Crédito: Tingey Injury Law Firm/Unsplash

A Fenaj – Federação Nacional dos Jornalistas ingressou com Ação Declaratória de Nulidade de Ato Administrativo, com pedido de tutela de urgência, contra o Conferp – Conselho Federal de Profissionais de Relações Públicas, para suspender e anular a Resolução Normativa nº 132/2025, publicada em outubro de 2025.

A norma, segundo o entendimento da Fenaj, “passou a incluir jornalistas entre os profissionais obrigados a se registrar no sistema de Relações Públicas, sob pena de sanções administrativas, especialmente para o exercício de atividades como assessoria de imprensa e comunicação institucional”. Para a Fenaj, a resolução é ilegal, inconstitucional e representa grave ameaça ao livre exercício profissional, além de gerar insegurança jurídica para milhares de jornalistas em todo o País.

A ação da Fenaj coincide com descontentamento de parte da categoria dos RPs, que também não aceita a flexibilização, pelo receio de prejuízos aos profissionais diplomados, já que com ela profissionais de outras categorias, desde que atuando com relações públicas comprovadamente, poderiam obter o registro profissional para exercer legalmente a atividade.

Antonio Carlos Lago

Um desses profissionais, o atual presidente da ABRP – Associação Brasileira de Relações Públicas e ex-presidente do Conrerp 6ª Região (Brasília), Antônio Carlos Lago, ajuizou, perante a Justiça Federal do Distrito Federal, ação judicial “questionando os abusos de poder da atual gestão do Conferp, que baixou uma resolução  ilegal e inconstitucional gerando  insegurança jurídica para milhares de jornalistas em todo o País”.

Essa ação, como diz comunicado enviado à imprensa, “visa prioritariamente rever a legalidade do processo eleitoral que elegeu a referida gestão, cuja atual presidente é a senhora Ana Lúcia Novelli”.

Ana Lúcia Novelli

O caso tramita no âmbito do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, com pedido liminar urgente para suspender o pleito.

J&Cia apurou que o Conselho Federal já iniciou as medidas necessárias e logo deverá se manifestar em relação ao divulgado.

Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo passa a ter abrangência nacional

A Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) prepara o lançamento da 4ª edição do Prêmio Aprosoja MT de Jornalismo, que valoriza e incentiva trabalhos jornalísticos sobre a cadeia produtiva da soja e do milho, com ênfase na produção sustentável. As inscrições serão abertas em 7 de abril, junto com a divulgação do regulamento completo, critérios de participação, prazos e informações sobre a premiação.

A partir deste ano, o prêmio passa a ter abrangência nacional. As categorias são Reportagem em Texto, Reportagem em Vídeo, Reportagem em Áudio, Fotojornalismo e Jornalismo Universitário, além da categoria especial Destaques Mato-grossenses, voltada exclusivamente a profissionais de veículos sediados em Mato Grosso. Em 2026 o tema será O agro sustentável que transforma a cidade a partir do campo.

Mais informações aqui.

100 anos de Rádio no Brasil – Do radinho ao algoritmo: como o esporte reorganizou todas as telas

Por Álvaro Bufarah (*)

O Brasil sempre foi um país que se reconheceu no espelho do esporte. Mas em 2025 esse espelho deixou de ser apenas a tela da televisão e passou a ser o bolso, a palma da mão, o feed infinito e a notificação vibrando no celular. Segundo dados publicados pela revista Tela Viva, com base no relatório O Esporte no Ambiente Digital da Comscore, o País assumiu a segunda posição global em consumo digital de esportes, com 59 milhões de visitantes únicos mensais, atrás apenas dos Estados Unidos. Um número que revela menos um fenômeno tecnológico e mais uma transformação cultural profunda na forma como o brasileiro constrói pertencimento, emoção e identidade midiática.

O esporte deixou de ser um evento pontual e tornou-se um ambiente permanente de conexão. Hoje ele existe em fragmentos contínuos: corte de vídeo, bastidor, análise tática, react no TikTok, transmissão ao vivo no YouTube, podcast pós-jogo e, ainda, no velho companheiro de sempre: o rádio. O dado mais simbólico é que 79% do consumo digital de esportes ocorrem exclusivamente via celular, o que indica que o torcedor já não depende mais de um lugar físico para acompanhar sua equipe. O esporte não cabe mais na sala: ele habita o corpo em movimento.

A ascensão de projetos como CazéTV e geTV no YouTube ilustra esse novo ecossistema. Entre setembro e novembro de 2025, a CazéTV acumulou 585 milhões de visualizações, enquanto o geTV registrou 489 milhões. Esses números rivalizam com grandes audiências da TV aberta, mas dentro de uma lógica em que o público não é mais apenas espectador: é comentarista, editor, produtor, memeiro.

Contudo, ao contrário do que discursos tecnicistas costumam anunciar, esse cenário não matou o rádio – ao contrário, reposicionou seu papel. Dados históricos do Ibope/Kantar Media e do Inside Radio mostram que o rádio segue sendo o meio mais estável para consumo esportivo em tempo real, especialmente em deslocamentos urbanos. No Brasil, pesquisas recentes indicam que mais de 60% dos ouvintes de rádio acompanham esportes pelo menos uma vez por semana, sendo futebol, automobilismo e esportes olímpicos os principais conteúdos.

O que mudou não foi o interesse pelo áudio, mas a forma como ele circula.

Se as plataformas digitais disputam atenção por imagem, o rádio continua sendo o meio da companhia contínua. Ele não exige tela, não exige foco exclusivo, não exige imobilidade. Por isso, mesmo em 2025, estudos da Nielsen Audio e da Kantar Ibope Media mostram que o rádio mantém altíssimos índices de consumo esportivo em carros, transporte público, trabalho e atividades domésticas.

Em termos comparativos:

Meio – Tipo de consumo esportivo dominante

YouTube/redes sociais – Highlights, reações, lives, bastidores

Streaming de vídeo – Jogos completos, eventos especiais

Podcasts – Análise, debate, storytelling esportivo

Rádio – Acompanhamento ao vivo, narração em tempo real, informação contínua

O rádio não compete mais por exclusividade – ele opera como infraestrutura sensorial do cotidiano, especialmente em contextos em que a atenção visual é impossível ou inconveniente.

A grande ruptura não está no conteúdo, mas na mediação da experiência esportiva. Durante décadas, essa mediação foi feita por narradores, comentaristas e diretores de programação. Hoje, ela é feita por algoritmos de recomendação, métricas de engajamento e plataformas que decidem o que aparece, quando e para quem.

O paradoxo é que, enquanto o digital promete personalização extrema, o rádio ainda oferece algo raro: experiência coletiva síncrona sem mediação algorítmica direta. Todo mundo ouve a mesma narração, no mesmo tempo, com a mesma emoção. Não há filtro, não há feed, não há curadoria invisível.

Por isso, mesmo em um país onde 16% de todas as interações nas redes sociais estão ligadas a marcas e clubes esportivos, o rádio permanece como o meio de maior credibilidade informativa no esporte, segundo rankings recorrentes do Reuters Institute e do Edelman Trust Barometer.

A Comscore projeta que 2026 consolidará definitivamente o modelo multitelas, impulsionado pela Copa do Mundo nos EUA, Canadá e México. Mas, paralelamente, relatórios de Deloitte, Nielsen e Statista indicam que o crescimento do esporte virá também pela expansão do áudio: podcasts esportivos, rádios híbridas, transmissões em smart speakers, dashboards automotivos conectados e experiências sonoras imersivas.

Em termos estratégicos:

  • O vídeo domina a descoberta.
  • O texto organiza a memória.
  • O áudio sustenta o vínculo emocional.

O esporte, que durante um século foi o grande espetáculo da televisão, agora se torna o principal motor simbólico da cultura digital sonora. Ele não apenas gera audiência – ele organiza rotinas, deslocamentos, afetos e economias inteiras.

No fim, talvez o dado mais revelador não seja que o Brasil é o segundo maior mercado digital de esportes do mundo. O mais revelador é que, mesmo no auge das telas, o esporte ainda passa pelo som. E talvez continue passando, porque a emoção não precisa de imagem para existir – mas precisa de voz para ser compartilhada.


Fontes principais

  • Revista Tela Viva – Brasil assume segunda posição global em consumo digital de esportes (2025).
  • Comscore – The Sports in the Digital Environment Report (2025).

Fontes sobre rádio e esporte

  • Kantar Ibope Media – Book de Rádio Brasil (2024–2025).
  • Nielsen Audio – Sports Listening Report (EUA, 2023–2025).
  • Inside Radio – Sports Radio Trends.
  • Edison Research – Infinite Dial (edições 2023–2025).
  • Reuters Institute – Digital News Report (confiança em meios).

Fontes analíticas complementares

  • Deloitte – Global Sports Industry Outlook.
  • Statista – Sports Media Consumption.
  • MIT Technology Review – Attention Economy.
  • Edelman Trust Barometer – Media Trust Rankings.
Álvaro Bufarah

Você pode ler e ouvir este e outros conteúdos na íntegra no RadioFrequencia, um blog que teve início como uma coluna semanal na newsletter Jornalistas&Cia para tratar sobre temas da rádio e mídia sonora. As entrevistas também podem ser ouvidas em formato de podcast neste link.

(*) Jornalista e professor da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) e do Mackenzie, pesquisador do tema, integra um grupo criado pela Intercom com outros cem professores de várias universidades e regiões do País. Ao longo da carreira, dedicou quase duas décadas ao rádio, em emissoras como CBN, EBC e Globo.

Preciosidades do acervo Assis Ângelo: O cego na História (43)

Tobit (Crédito: pintura de Gerrit van der Horst, c.1645)

Por Assis Ângelo

A terra prometida constante da Bíblia hebraica ficava ali onde hoje se acham Israel e Palestina.

Considerada a principal religião daquelas bandas, o judaísmo foi criado por Abraão e disseminado por Moisés, Davi e Salomão.

O calhamaço bíblico da Antiguidade registra texto atribuído a Daniel. Segundo o texto, identificado como o Livro de Daniel, o fim do mundo deverá ocorrer sabe-se lá quando. Um trecho:

E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo, e haverá um tempo de angústia, qual nunca houve… Mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo… E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna e outros para vergonha e horror eterno.”

Algo sobre o fim do mundo pode ser conferido em Matheus, 24:

Porque se levantará nação contra nação e reino contra reino e haverá fomes e terremotos em vários lugares; porém, tudo isso é o princípio das dores.”

Há muitas histórias no Livro de Daniel, além das profecias referentes aos nossos dias finais.

Noutros livros, como o de Tobias, as histórias mais do que se multiplicam. Sem falar nos poemas e cantos, alguns majestosos.

Em Tobias é dito que Tobit era judeu de profundas raízes enfincadas no mais profundo chão. Simples, quase simplório, fazia o bem a todos das tribos que o procuravam.

Leem-se nos escritos que Tobit ficou cego da maneira mais boba possível.

Um dia, dizem, que ele estava assim, assim, à toa. Admirava a natureza quando sua atenção foi despertada por um bando de pássaros. Ao olhar para cima deslumbrado, num instante seus olhos foram atingidos por excrementos da passarinhada.

Tobit era casado com Ana, que lhe deu um filho: Tobias.

Tobit (Crédito: pintura de Gerrit van der Horst, c.1645)

O tempo passou, Tobias cresceu e o pai preocupado com o seu futuro recomendou-lhe procurar um velho parente. Esse parente, Gabael, devia grana a Tobit. Encurtando a história: Tobias pegou estrada junto com um amigo recente, que viríamos a saber ser o anjo Rafael.

No decorrer do percurso até a casa de Gabael, ao cruzar um rio, Tobias por pouco não foi engolido por um peixe. O anjo o salvou e do peixe extraiu o coração, o fel e o fígado.

Na volta à casa paterna, Tobias chegou todo feliz trazendo a tiracolo a mulher da sua vida, sua prima distante, Sara.

Pra findar tudo pra lá de melhor e por recomendação de Rafael, Tobias passou o fel do peixe nos olhos cegos do pai e… milagre, milagre!

E foi assim que a história de Tobias com o seu pai terminou.

A história, as histórias, tudo isso faz parte do tempo. De qualquer tempo.

Contatos pelo http://assisangelo.blogspot.com.

Reinaldo Azevedo será analista político do Metrópoles a partir de março

Congresso Mega Brasil de Comunicação elege Reinaldo Azevedo como Personalidade da Comunicação 2025
Reinaldo Azevedo (Crédito: Divulgação)

Reinaldo Azevedo assinou com o portal Metrópoles. Ele fará análises sobre política nacional e internacional em um novo programa, transmitido de segunda a sexta-feira no canal do Metrópoles no YouTube. A estreia está marcada para 2 de março.

O programa de Reinaldo focará nos principais acontecimentos políticos no Brasil e no mundo, com foco em análises dos temas mais complexos. O apresentador segue no comando do programa O É da Coisa, na BandNews FM, e também com seus comentários sobre as principais notícias na rádio e na BandNews TV.

Ao longo de sua trajetória no jornalismo, Reinaldo foi diretor de Redação da revista Primeira Leitura, entre 2002 e 2006; redator-chefe das revistas República e Bravo, entre 1996 e 2002; e colunista da revista Veja, entre 2006 e 2017. Na Folha de S.Paulo foi editor-adjunto de Política, coordenador de Política da Sucursal de Brasília e colunista em três diferentes períodos, entre 1996 e 2023. Desde 2017, apresenta o programa O É da Coisa, na BandNews FM.

Em janeiro de 2026, anunciou sua saída do portal UOL, onde trabalhou por mais de sete anos, desde 2019. No site, além de atuar como colunista, comandou por dois anos o programa Olha Aqui, transmitido em todas as plataformas digitais do UOL.

Reinaldo, vale lembrar, recebeu o prêmio de Prêmio de Personalidade da Comunicação 2025, durante o 28º Congresso Mega Brasil de Comunicação, Inovação e Estratégias Corporativas, da Mega Brasil.

O adeus ao professor Fábio França, que formou gerações de profissionais de RP

Faleceu em 9/2, em São Paulo, aos 93 anos, o professor Fábio França, que liderou a formação de inúmeras gerações de profissionais de relações públicas e que deu significativa contribuição teórica à atividade, em especial com sua obra Classificação Lógica de Públicos, em que criou parâmetros que transformaram o modo de enxergar a gênese na profissão. É dele a formulação de públicos adotada pela área e que de certo modo vigora ainda hoje: “Essenciais” (os pilares da existência), “Não-Essenciais” (os parceiros de objetivos) e “Redes de Interferência” (os formadores de opinião e a mídia).

Cerca de quatro anos atrás, aos 89 anos, França foi um dos entrevistados da websérie A Comunicação Empresarial no Brasil – a história contada por quem ajudou a escrever a história, da Mega Brasil Comunicação, e sua participação ajudou a resgatar a memória viva de uma profissão. Em texto publicado no Portal da Mega Brasil, Marco Rossi lembra: “Seu depoimento nessa série não foi apenas técnico; foi um manifesto ético. Ele personificava o equilíbrio entre o ‘velho’ das terras milenares do conhecimento clássico e o ‘novo’ das tecnologias de informação, entendendo que, embora as ferramentas mudem, a alma da comunicação não tem rotina”.

Foi nessa conversa, de quase uma hora, que contou com a participação de Eduardo Ribeiro (também diretor deste Portal dos Jornalistas), que ele falou sobre os nove anos de sacerdócio, revelando que sua vida profissional, pós-igreja, só foi iniciada quando tinha 35 anos de idade, logo depois que deixou Congonhas, em Minas, e arriscou-se por São Paulo. Depois de bater em muitas portas, sem sucesso, conseguiu ser vendedor das enciclopédias Barsa e, algum tempo depois, professor de Educação Moral e Cívica em um colégio estadual, atividade que exerceu por três anos. Ou seja, foi praticamente depois dos 40 que sua vida enveredou pelas relações públicas, e de forma intensa, já que foram mais de 50 anos divididos entre o trabalho como executivo, professor e militante das instituições profissionais, como ABRP, Conrerp e Abrapcorp.

Último encontro

“Quis o destino que nosso último encontro fosse casual, e acontecesse nas salas de espera do HCor, onde ambos aguardávamos para exames de rotina, no segundo semestre de 2024”, conta Edu Ribeiro. “Não pude deixar de registrar momento tão especial e singelo, dado o carinho recíproco entre nós. Não mais nos vimos. E, com sua despedida, ficam agora conosco a saudade e o grande legado por ele deixado”.

Edu Ribeiro e Fábio França no HCor

Mundo se revolta contra sentença de 20 anos a Jimmy Lai em Hong Kong

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

A sentença de prisão imposta a Jimmy Lai em Hong Kong em 9/2 era, em certa medida, previsível: depois da condenação dele por crimes ligados à segurança nacional e por sedição, dificilmente o magnata escaparia de mais tempo atrás das grades. O que causou indignação foi o tamanho da pena – 20 anos – aplicada a um homem de 78 anos, com saúde descrita como fragilizada após anos privado da liberdade – uma punição que muitos interpretam, na prática, como “prisão perpétua”.

Fundador do conglomerado Next, que publicava o Apple Daily (fechado em 2021 após perseguições) e cidadão britânico, Lai foi condenado ao lado de seis ex-integrantes do jornal. As acusações incluem publicação de material considerado sedicioso e conspiração com forças estrangeiras, sob a Lei de Segurança Nacional, frequentemente criticada por abrir margem a interpretações amplas.

A reação internacional foi imediata: governos e entidades cobraram sua libertação e apontaram violação à liberdade de expressão e de imprensa. Pequim respondeu dizendo que a prisão é “legítima” e pediu que países estrangeiros respeitem a soberania chinesa.

O caso expõe um contraste no momento em que a China tenta ampliar pontes diplomáticas – inclusive com o Reino Unido, cujo premiê esteve no país há poucas semanas – e melhora sua percepção internacional. No Global Soft Power Index 2026, da Brand Finance, o país avançou em métricas importantes de reputação.

Ainda assim, em Hong Kong a engrenagem doméstica segue inalterada. A Repórteres Sem Fronteiras resumiu a contradição ao afirmar que o processo de Lai “não tem sido nada mais do que uma farsa” e cobrou que democracias parem de priorizar a normalização das relações e pressionem pela libertação dele e de outros jornalistas.

Leia mais sobre o caso de Jimmy Lai em MediaTalks.

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ABCPública lança edital para publicação digital gratuita de obras em comunicação pública

Crédito: Henrique Ferreira/Unsplash

A Associação Brasileira de Comunicação Pública (ABCPública) abriu o Edital de Seleção de Obras para Publicação Digital Gratuita – 2026, com o objetivo de selecionar trabalhos originais que contribuam para o desenvolvimento do campo da comunicação pública no Brasil. As obras escolhidas serão publicadas em formato digital, com acesso gratuito ao público.

A iniciativa é conduzida pelo Comitê Editorial da entidade e busca produções alinhadas à missão da associação, que envolve a promoção da comunicação pública com foco no cidadão, o fortalecimento da atuação de comunicadores em instituições públicas e o incentivo à transparência, à prestação de contas e à participação social.

Submissão de Trabalhos

As submissões poderão ser realizadas em dois períodos ao longo de 2026: até 10 de março, no primeiro semestre, e até 10 de agosto, no segundo. O envio das propostas deve ser feito exclusivamente por formulário on-line indicado pela organização.

Podem ser inscritas teses, dissertações e obras individuais ou coletivas já concluídas e revisadas. No caso de trabalhos acadêmicos, é exigida adaptação prévia ao formato de livro, com ajustes estruturais e editoriais adequados à publicação.

Participação nos Editais

Para participar, os proponentes devem apresentar resumo da obra, texto completo, currículo, declarações de ineditismo e documentação acadêmica quando aplicável, além do termo de concordância com as regras do edital e a cessão de direitos para distribuição gratuita.

A avaliação considerará critérios como alinhamento com os propósitos da ABCPública, contribuição ao campo da comunicação pública, qualidade acadêmica, clareza textual, atualidade da produção e interesse público. Obras produzidas nos últimos dois anos ou atualizadas para a chamada terão prioridade.

O processo seletivo será realizado semestralmente pelo Comitê Editorial, responsável por recomendar as publicações à diretoria nacional, que dará a decisão final. A previsão é de seleção de uma obra por semestre, podendo haver variações conforme deliberação interna.

Acesso ao edital aqui.

Resultados

O resultado será divulgado em até 90 dias após o encerramento das submissões, no site da associação e por e-mail aos autores.

As obras selecionadas serão editadas pela própria ABCPública, que também ficará responsável pela ficha catalográfica e pela disponibilização gratuita dos e-books em seu portal. Os direitos autorais permanecem com os autores, enquanto a entidade recebe autorização para distribuição institucional e não comercial.

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