Jornalistas visitam a história do Rio

Acaba de sair o primeiro livro comemorativo dos 450 anos do Rio de Janeiro, intitulado Gente do Rio – Eles iluminaram a História. Com organização de veteranos da imprensa carioca e apresentação do acadêmico Cícero Sandroni, focaliza personalidades de destaque nas mais diversas áreas e épocas. Nela se encontram desde o fundador Estácio de Sá até o Pepê da Asa Delta. Nem todos nasceram no Rio, mas realizaram na cidade a obra que os consagrou. Pela primeira vez em conjunto, o livro reverencia a memória de escritores como Machado de Assis e Clarice Lispector; políticos como Getúlio Vargas e Tancredo Neves; pintores como Portinari e Pancetti; jogadores de futebol como Zizinho e Heleno de Freitas; acadêmicos como Ruy Barbosa e João do Rio; empresários como o Barão de Mauá e Roberto Marinho; cantores como Orlando Silva e Elizeth Cardoso; compositores como Pixinguinha e Ary Barroso; jornalistas como Sérgio Porto e Millôr Fernandes, além de Chico Anysio, Chacrinha, Dercy Gonçalves, Joãozinho Trinta e tantos outros. Gente do Rio não contém biografias extensas, mas verbetes em forma de crônica a respeito de 90 personagens, além de 183 imagens. Os textos são assinados por acadêmicos, como Sandroni e Arnaldo Niskier, e jornalistas como Wilson Figueiredo, Ely Azeredo, Nelson Hoineff e Nilo Dante. Há fotos de Erno Schneider, Evandro Teixeira, Marcos Brandão, André Lobo, Fernando Rabelo e Sérgio Coimbra. O verbete sobre Pereira Passos, o legendário prefeito do Rio, é de autoria do governador Luiz Fernando Pezão. O livro, que teve apoio de Light e Sesc Nacional, é dedicado in memoriam ao jornalista Vicente Senna, um dos seus planejadores, recentemente falecido. O capítulo final (Jornalismo infinito) relembra o big bang da mídia brasileira, na década de 1950, e alguns de seus principais personagens. O autor, Nilo Dante, ali discute o drama da imprensa na era digital e o surgimento de um sexto sentido: a conexão.