Jornalistas de Santa Catarina relatam baixa qualidade de dados sobre a pandemia

Profissionais de imprensa de Santa Catarina relataram à Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) que estão tendo dificuldades para acessar dados sobre a pandemia de coronavírus. Eles também criticam a qualidade das informações, que é baixa.

Desde junho, o Governo de Santa Catarina não faz mais coletivas de imprensa sobre a pandemia. O boletim epidemiológico do Estado informou que os detalhes dos casos, que eram publicados diariamente, não estariam mais nos informes, mas disponíveis em um arquivo de dados abertos. Segundo a denúncia, o problema é que a qualidade dos dados é ruim, com diversas informações duplicadas e imprecisas, e quem não tem o conhecimento necessário para analisar e interpretar tais dados acaba perdendo informações importantes sobre a pandemia.

Cristian Edel Weiss, repórter da NSC, afiliada da Rede Globo em Santa Catarina, conta que sua equipe vem rastreando os registros errados. Na semana passada, foram 28 óbitos duplicados. Tais informações podem confundir não apenas a imprensa, mas também o Ministério da Saúde, que usa como fonte as secretarias estaduais de saúde. Ele destaca, por exemplo, o caso de uma mulher que foi declarada como “morta”, e depois como “recuperada”.

Procurada pela Abraji, a assessoria de imprensa do governo catarinense declarou que foram testadas diferentes estratégias de comunicação durante a pandemia. Segundo a assessoria, a equipe segue atendendo pontualmente pedidos de jornalistas e o secretário de Saúde, André Motta Ribeiro, concede entrevistas individuais regularmente.   

Com informações da Abraji.

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