Grupo Globo divulga diretrizes sobre uso de redes sociais por seus jornalistas

*Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de Jornalistas&Cia no Rio de Janeiro.

O Grupo Globo publicou no domingo (1º/7) em suas mídias recomendações para seus funcionários, ao aparecerem nas redes sociais, de maneira a reforçar o que propõe ser o princípio da isenção e correção jornalística.

Uma carta de João Roberto Marinho, presidente do Conselho Editorial do grupo, apresenta o resultado do trabalho e explica que o objetivo é os jornalistas evitarem tudo aquilo que possa comprometer a compreensão, a integridade e a precisão. As recomendações foram incorporadas aos Princípios Editoriais do grupo, publicados originalmente em 2011 e agora atualizados.

Entre várias exortações, lembra que (1) toda rede social é pública; (2) deslizes na reputação de um profissional respingam no veículo para o qual trabalha; (3) é importante levar à direção casos passíveis de avaliação; (4) deve haver cuidado para não se envolver em debates políticos e ideológicos; e (5) ter atenção para o que puder ser confundido com propaganda de produtos ou entidades. Defende ainda a legitimidade do jornalismo de opinião, no caso de comentaristas, analistas e colunistas, o que corre em paralelo ao jornalismo factual.

Ressalta ainda que as redes sociais são valioso instrumento para se aproximar do público. Além disso, a relevância de priorizar os fatos em primeira mão para os veículos para os quais esses profissionais trabalham, e somente depois disso divulgá-los nas redes sociais. Nos casos de comentários de leitores, recomenda tratá-los com respeito e, no caso de ataques, não confundir críticas com abusos. Recomenda, também, não criticar nem elogiar colegas da redação nem da concorrência, usando canais internos para tanto.

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