Em semana tensa, Estadão anuncia cortes e reestruturação

Com medidas drásticas, como extinção e fusão de cadernos, cerca de 40 demissões, unificação de fechamentos, entre outras, empresa busca encontrar nova fórmula editorial para a atual realidade de mercado; e retomar a sustentabilidade dos negócios, a partir do seu reequilíbrio econômico-financeiro Em clima de perplexidade, tristeza e uma certa comoção, os jornalistas do Estadão viram cerca de 40 de seus companheiros de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília darem adeus à empresa, na cota profissional de sacrifícios exigida por nova reestruturação dos negócios. Em pouco mais de dois anos, o Grupo Estado promoveu o encolhimento de aproximadamente 170 vagas em suas redações. O número baseia-se em estimativas de Jornalistas&Cia, que noticiou seis cortes no período, desde que a empresa pôs em prática, em 2010, o projeto de redução de custos: 22 demissões em fevereiro de 2011 (J&Cia 782); 20, em agosto do mesmo ano (J&Cia 806); 40, em dezembro ainda de 2011 (J&Cia 824); 40, em outubro de 2012, neste caso em decorrência do fechamento do Jornal da Tarde (J&Cia 870); e 7 na Agência Estado em fevereiro passado (J&Cia 881). A elas agora se somam as demissões atuais, democraticamente espalhadas por praticamente todas as editorias e principais praças. Na sede do jornal, foram mais de 30 demissões, abrangendo editores-executivos, editores, repórteres, fotógrafos e diagramadores. Saíram Décio Trujillo, editor-executivo a quem estava confiado o projeto do portal do Jornal do Carro; Rinaldo Gama, editor do agora descontinuado caderno Sabático; José Eduardo Barella, editor de Vida; Gilson Vilhena (editor-adjunto), José Francisco de Oliveira (editor assistente ) e Daniel Akstein e Valeria Zukeran (repórteres) – Esportes; Cláudia Ribeiro (editora do Portal), Marcelo Rehder, Lilian Cunha e Melina Costa (repórteres) – Economia; Yara Martinez (editora-assistente) e William Gonçalves Cardoso, Denize Ramos Guedes e Valéria França (repórteres) – Cidades/Caderno Metrópole; Camilo da Rocha (repórter). do descontinuado caderno Link; os fotógrafos André Lessa, Mônica Bento de Souza e Ernesto Rodrigues; os ilustradores Carlos Müller e Eduardo Baptistão; os diagramadores Leandro Martins e Jairo Rodrigues; os assistentes do núcleo iPod Audiane Amada Pereira, Ana Paula Lucinski e Filipe Corso Campoi; e as secretárias Isabel Silva e Sonia Maria Pereira. A sucursal de Brasília entrou na cota com o fechamento de três vagas e dois cortes, um na redação e outro na fotografia. As vagas fechadas foram as de Renato Andrade (ex-coordenador de Economia), que aceitou convite para ser o secretário de Redação na sucursal da Folha; a da Eugênia Lopes, repórter de Política, que se muda para o Rio de Janeiro ainda este mês, em projeto familiar que já anunciara ao jornal; e uma terceira, mais antiga, que estava sendo ocupada interinamente pela coordenação de correspondentes do Grupo. Saíram Vannildo Mendes, da equipe de Nacional, e os fotógrafos Wilson Pedrosa, que chefiava a equipe, e Roberto Barata. No caso da Fotografia, a perda é de apenas uma vaga, pois a segunda será preenchida com a transferência de um profissional da sede. Da sucursal do Rio de Janeiro saíram o repórter especial de Economia Fernando Dantas e o fotógrafo Tasso Marcelo. Demissões e comunicado Há quem acredite que as demissões anunciadas na última 6ª.feira (5/4) estavam programadas para esta 3ª.feira (9/4), mas teriam sido antecipadas pelo vazamento da informação e a pressão que começou a ser exercida pelo Sindicato dos Jornalistas para abrir negociações, como aconteceu no episódio do fechamento do Jornal da Tarde. Verdade ou não, o fato é que a empresa não abriu negociações espontâneas com o Sindicato e consumou as demissões entre o final da manhã e começo da tarde da própria 6ª.feira, num movimento tenso entre aqueles encarregados de comunicar os cortes – e que ainda não se haviam preparado para isso – e todos os demais, inclusive os que não foram cortados. Nesse mesmo dia, a direção do Grupo Estado achou prudente adiar, por razões óbvias, um almoço que havia marcado com o ministro da Fazenda Guido Mantega. Curiosamente, o ministro concedeu uma entrevista coletiva pela manhã e ali, durante o encontro, o repórter da Agência Estado soube dos cortes que estavam ocorrendo no jornal pela assessoria de imprensa do ministro. Três cadernos e fechamento único às 21h30 Anunciadas as dispensas, a empresa soltou um comunicado assinado por seu diretor de Conteúdo Ricardo Gandour em que este adiantava para a redação as principais mudanças em curso, ao mesmo tempo em que a convocava para uma reunião geral, às 15h30. O texto de Gandour abriu informando que o jornal estreará uma nova configuração de cadernos e um novo processo de produção industrial e logístico em 22/4 e que essa nova configuração se apoiava em três cadernos mais um suplemento e num único fechamento, às 21h30, “com trocas programadas no decorrer da rodagem”. Ou seja, o jornal vai acabar com a distinção entre as edições Brasil (fechada às 20h30) e São Paulo (às 23h30), menos na jornada de sábado, que fecha a edição de domingo, esta inalterada. O primeiro caderno abrigará as editorias Política, Internacional, Metrópole (incluindo os temas da atual Vida) e Esportes; o segundo, Economia, Negócios e Tecnologia; e o Caderno 2 amplia a cobertura de entretenimento e incorpora comportamento digital e literatura. “Na 2ª.feira, diz o comunicado, circulará o suplemento Edição de Esportes, retomando marca clássica do grupo – Link e Negócios viram seções dentro de Economia. Na 3ª, o Viagem. Na 4ª, Jornal do Carro. Na 5ª, Paladar e Classificados. Na 6ª, Divirta-se. No sábado, os Classificados ganharão mais espaço editorial. No domingo, também circula a Edição de Esportes, o Casa, o Aliás se amplia com a nova seção Olhar Estadão, e circulam os Classificados”. As mudanças, segundo ainda o comunicado, tiveram como base “pesquisas qualitativas e entrevistas em profundidade com diversos setores da sociedade”, sugerindo “mais  conveniência e eficiência de leitura, mais apostas de edição, um jornal mais compacto – principalmente nos dias úteis. Tudo isso sem perder o aprofundamento e o poder de análise que caracterizam o jornalismo do Estado”. Com base nesse diagnóstico, “um grupo de trabalho multidisciplinar, capitaneado por Conteúdo e Mercado Leitor e que congregou todas as áreas da empresa, trabalhou durante seis meses na revisão detalhada de todo o processo produtivo. O objetivo: redesenhar o produto e sua configuração física, buscando uma solução que atendesse às demandas dos leitores. E acentuando o foco em reportagens exclusivas e abordagens analíticas”. O ponto chave para os profissionais – a explicação das demissões – veio de forma ligeira e cifrada no penúltimo parágrafo do texto, em que, usando figuras de linguagem, quem sabe para amenizar o impacto das medidas drásticas, Gandour revela: “A partir dessa nova configuração e do novo fechamento, mais simplificado, revisaram-se os processos de trabalho e a composição das equipes, cujas alterações estão sendo divulgadas na data de hoje. Tais providências se inserem na necessária e permanente gestão de recursos, imprescindível para a competitividade da nossa marca e seu lugar no futuro das mídias”. Mudanças diminuirão consumo de papel Por meio da assessoria de imprensa de Lúcia Faria, a direção do Grupo Estado concedeu a seguinte entrevista a Jornalistas&Cia: Jornalistas&Cia – As medidas também tiveram fundo econômico? Quanto representarão de economia (em papel e em reais) para a empresa? Grupo Estado – A empresa não abre valores, mas podemos afirmar que, com a evolução do Redesenho, baseada em vasta pesquisa, que trouxe um produto que atende a demanda de hoje e do futuro dos leitores e do mercado publicitário, esse rearranjo de seções, cadernos e suplementos para deixar o jornal alinhado com essas demandas gerou um produto que terá mais tempo para produção e distribuição e menor consumo de papel. J&Cia – Como está a circulação do jornal e que tendências tem apresentado? Estado – Nossa circulação paga em fevereiro de 2013 foi de 230 mil exemplares de 2ª a sábado e de 266 mil exemplares na edição dominical. A expectativa é que, com o novo produto, a circulação cresça. O Estadão é há anos líder na circulação paga na Grande São Paulo, além de ser o jornal mais admirado do País, segundo a pesquisa IPM (Índice de Prestígio de Marca) do Meio & Mensagem. J&Cia – E as receitas de publicidade, têm de fato decrescido? Como foi 2012? Estado – Os jornais de São Paulo, segundo o Projeto Inter-Meios, tiveram queda na receita de 1% em 2012 com relação a 2011. J&Cia – Elas (publicidades) são suficientes para garantir a saúde financeira da empresa, inclusive na questão do pagamento das dívidas? Estado – Com toda certeza. Este é mais um dos ajustes necessários para a adequação às demandas do mercado. É resultado de nossa visão de futuro e do nosso compromisso em focar os negócios de forma a manter uma situação financeira sempre saudável. O Projeto Redesenho faz parte da visão de sustentabilidade empresarial do Grupo Estado, de seu olhar para o futuro. Estamos adequando nossos produtos e processos a um mundo mais veloz, mais digital. J&Cia – Quais executivos do jornal participaram dos estudos que desaguaram nas atuais mudanças, nos seis meses em que eles duraram? Estado – A empresa não divulga essas informações, mas podemos dizer que foi um grupo multidisciplinar, capitaneado por Conteúdo e Mercado Leitor e que congregou todas as áreas da empresa, com o objetivo de redesenhar o produto e sua configuração física, buscando uma solução que atendesse às demandas detectadas nas pesquisas e acentuando o foco em reportagens exclusivas e abordagens analíticas. J&Cia – Com que cenários financeiros e de circulação a empresa passa a trabalhar a partir das mudanças? Estado – O jornal permanecerá com a mesma distribuição e a expectativa é de crescimento de circulação. J&Cia – A empresa sinaliza, com esta ação, o fim das demissões? Se sim, por qual período? Estado – A empresa não divulga essas informações. J&Cia – A empresa concedeu algum tipo de benefício aos que foram demitidos (salários, extensão de plano de saúde etc.)? Estado – A empresa não divulga essas informações.  J&Cia – Como será a conversação com o Sindicato, que nos informou que a empresa, ao contrário do episódio do JT, não se mostra propensa a negociar? Estado – A empresa não divulga estas informações. Impactos das mudanças no meio jornalístico Fora os veículos que cobrem o meio, pouco repercutiu a reestruturação do Grupo Estado na mídia. Curiosamente, uma das informações mais buscadas por todos – e não revelada pelo Grupo Estado –, o número de demissões, foi divulgado na edição de sábado (6/4) da Folha de S.Paulo. A nota afirma que, “como parte da reestruturação, houve 25 demissões ontem (6ª.feira) e outras 15 estão previstas”. Sites, blogs e redes sociais capitaneados por jornalistas também repercutiram com vigor o movimento do Grupo Estado, em geral com teor crítico. Um ex-editor do jornal, por exemplo, que havia saído no corte anterior, comentou: “O clima lá está terrível. Embora o projeto Redesenho 2.0 tenha ficado claro, a Redação não engoliu o passaralho e acredita que os três cadernos poderiam ser a solução, mas ela chega com alguns anos de atraso. Teria razão se adotada antes de 2010, quando, agora se sabe, o jornal já percebia que as contas não fechavam”. Logo que saiu a notícia do fechamento dos cadernos, o professor João Cezar de Castro Rocha organizou pelo Avaaz.org uma petição contra o fim do Sabático que em menos de 48 horas foi assinada por 1.558 pessoas de 17 países. Ela já foi encaminhada à Direção do Grupo Estado, mas quem a assinou não deve ter ilusões de que a empresa voltará atrás na sua decisão. Outra fonte ouvida por J&Cia, muito ligada nos bastidores do Grupo, fez as seguintes indagações: “Não vi dito em lugar algum, até agora, e creio que ninguém sabe, qual é o limite para essa série já exaustiva de mini e macroenxugamentos, como os realizados nos últimos dois anos. Seria o cronograma das dívidas com os credores (bancos), que está ficando apertado? Ou os acionistas estão exigindo ($$$) mais, e mais cedo, do conselho diretor? Quanto por cento dessa penúria é resultado da queda dos anúncios (grande, e já sabida) e quanto decorre do aumento das exigências presentes nas duas perguntas anteriores? Sem esses dados – que o Estado não conta porque não quer, não sabe ou não pode – não se tem a dimensão do problema que a empresa atravessa”. Em seu artigo no Observatório da Imprensa, com o título A montanha pariu um rato, Luciano Martins Costa (ex-editor do próprio Estadão e um dos inauguradores da versão digital do jornal), comenta: “Havia especulações sobre cortes desde o início do mês, mas o novo projeto acabou surpreendendo pelas mudanças radicais na configuração tradicional do diário. Alguns detalhes da mudança, parte do projeto de redução de custos iniciado em 2010, foram divulgados por sites especializados antes de terem sido comunicados à redação”. Insatisfeito com as explicações divulgadas, ele diz: “Não se trata de uma mudança no conceito do jornal: é apenas a radicalização de um processo de enxugamento iniciado ainda na gestão do ex-presidente Silvio Genesini, que representou uma tentativa frustrada e desastrada de profissionalizar a direção da empresa. A justificativa é parte dos discursos da mídia tradicional há mais de duas décadas. Diante dos imensos desafios que as empresas jornalísticas enfrentam neste início de século, tudo indica que a montanha estremeceu, roncou… e pariu um rato”. E ironiza: “O contexto lembra a anedota popularizada por Augusto Boal na obra A deliciosa e sangrenta aventura latina de Jane Spitfire e creditada a variados ditadores militares latino-americanos: ‘Estávamos à beira do abismo. Agora vamos dar um passo adiante’.” Um dos colegas que acaba de deixar o jornal, desabafou: “Está complicado falar do caso. Apesar dos boatos que rolavam, foi tudo muito rápido. Os editores foram chamados para uma reunião e informados de que deveriam fazer as demissões previamente combinadas em uma hora. Depois, o Gandour chamou toda a redação remanescente para outra reunião, ampla, no auditório, e fez um discurso otimista, projetando um futuro melhor, mas o momento era de muita tensão e tristeza e houve queixas sobre isso, sobre uma falta de sensibilidade da empresa. Há um temor generalizado de que o Grupo esteja numa situação muito mais crítica do que se imaginava. E já há boato sobre um novo corte no curto prazo”.  Eduardo Baptistão, ilustrador que acaba de sair após 22 anos de casa, postou no facebook uma mensagem otimista e cheia de gratidão ao jornal: “O que falar dessa casa que me acolheu, me abrigou e me fez crescer pelos últimos 22 anos? Entrei no Estadão ainda cru, e saio de lá um profissional. Esse nome formou com o meu, durante todo esse tempo, mais que uma rima, um aposto quase indissociável. A esse jornal eu devo tudo o que consegui profissionalmente, e muito do que consegui pessoalmente… Vai ser estranho não ir mais pro jornal todos os dias, não ver a turma, voltar a trabalhar sozinho, mas vou me acostumar. Obrigado, Estadão. A minha gratidão é eterna”. J&Cia também apurou com outra fonte da empresa que “além das adaptações às mudanças na indústria da comunicação, os cortes foram vistos como reação da empresa à forte queda na receita publicitária, que não dá sinais de recuperação depois da habitual retração entre o fim de ano e o carnaval. Acredita-se que será preciso grande esforço e criatividade das áreas comercial e de marketing para o jornal recuperar a receita que vem perdendo para a televisão e a internet (principalmente Google e Facebook).O fechamento de cadernos ou sua transformação em seções dentro de outras editorias do jornal (caso de Negócios, Link, Sabático e Vida) resultou em demissão ou mudanças de função de repórteres, fotógrafos, redatores e editores, entre estes, dois editores-executivos (Laura Greenhalgh e Luiz Américo Camargo) anunciadas anteriormente. Gandour, na reunião, mostrou confiança no sucesso do Estado em sua nova formatação e pediu apoio e empenho aos que ficavam, sem em momento algum afirmar que os cortes se esgotavam ali”. Importantes questões também foram levantadas por outro executivo que foi muitos anos do jornal e saiu num dos cortes anteriores (portanto, com grande acesso ainda a fontes primárias da casa): 1.    A empresa emitiu R$ 150 milhões em debêntures capitaneadas pelo Bradesco em 12/2011 (fato) e não estaria conseguindo cumprir as garantias da emissão (especulação); a segunda parcela vence em junho de 2013 (fato), a última, em junho/2015 (fato). Os cortes seriam, então, imposição dos credores (mais uma vez). 2.    A queda de faturamento em 2012 beirou 20% em relação a 2011 (especulação – eles costumam divulgar o balanço no feriado de 21 de abril). O deste ano ainda não saiu. 2011 em relação a 2010 teve queda de 8%, segundo o balanço. 3.    A cisão familiar estaria atingindo agora o ramo majoritário: herdeiros de Júlio, Luiz e José (especulação), que se contrapõem aos herdeiros de Ruy e Luiz Carlos. 4.    O fim do caderno Metrópole se contrapõe à missão estratégica sempre assumida (ser líder na cidade líder) e ninguém entende o fim do caderno de Esportes em ano de Copa das Confederações e às vésperas de Copa do Mundo e Olimpíada. 5.    Na minha ótica, tudo é explicado pelos números frios da circulação: em junho de 2012, quando publicou pela última vez a tiragem de domingo, o jornal informou 290 mil exemplares. Anos anteriores, sempre em junho: 308 mil/2011 e 330 mil/2010. O apogeu foram 712 mil/1997 – a queda começou aí: 520 mil/1999 e 300 mil em 2009. A Folha, já faz tempo, publica a tiragem conjunta impresso+digital: 314 mil hoje. 6.    Por fim, os números dos últimos balanços mostram que O Estado vinha em receita ascendente desde a retirada da família (líquida de R$ 483 milhões em 2005 e de R$ 723 milhões em 2010). Com Genesini, caíram a receita (R$ 700 milhões em 2011) e a circulação (ele pegou com 300 mil exemplares em 2009 e devolveu com 290 mil em 2012). As novidades a caminho No press-release distribuído na 6ª.feira, a empresa enfatiza as novidades do jornal que chegarão ao mercado com a reestruturação anunciada. Cita o novo aplicativo para celulares, com estreia prevista para 22/4; os novos sites do Jornal do Carro e a nova plataforma de Classificados de Imóveis, além da nova versão tablet do Estadão. Em relação à equipe, com as cerca de 40 demissões, as funções exercidas pelos que saíram começam a ser progressivamente absorvidas e distribuídas pelo restante da redação. Uma delas já é conhecida: com a saída de Cláudia Ribeiro (rib_claudia@yahoo.com.br), Cley Scholz, que durante anos cuidou da pauta da editoria, assumiu a edição de Economia do Portal. J&Cia acompanhará e trará nas próximas edições outras mudanças em curso e também detalhes da carreira dos profissionais que deixaram o jornal, para que, conhecendo melhor, outros veículos eventualmente em fase de contratação os possam procurar.