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sexta-feira, maio 27, 2022

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Duplo sentido na cabeça de quem vê o filme do Meia Hora

O filme Meia Hora e as manchetes que viram manchete estreou no Lagoon no último sábado (4/10), e seguiu depois para outras salas do Festival de Cinema do Rio. Ao contrapor a estética trash do jornal com depoimentos em fundo branco, fora do habitat dos entrevistados, o filme começa com as capas, e vai além. Passa pela feitura da publicação, sua aceitação pelo grande público, traça um cenário superficial dos populares na época, pede ajuda aos universitários. A estreia teve cobertura forte da imprensa e saiu até resenha em O Globo – de grupo concorrente da Ejesa, detentora do título Meia Hora, além de O Dia e Brasil Econômico. Ramiro Alves, publisher dos veículos da Ejesa, estava lá para conferir. A Ejesa convidou seus executivos, e veio gente do grupo português Ongoing, que controla a controladora. A maioria dos entrevistados esteve na estreia, porém hoje não faz mais o jornal: Gigi Carvalho, que era dona do grupo; Eucimar Oliveira, que deixou o Extra para ser diretor de Redação de O Dia e, lá chegando, convenceu Gigi a lançar o Meia Hora; e Alexandre Freeland, diretor de Redação que sucedeu Eucimar e por mais tempo deu corda às extravagâncias da equipe. Henrique Freitas, editor do jornal, explica o duplo sentido das manchetes dizendo que isso não está nas frases publicadas, mas na cabeça de quem as lê – sem dúvida, também na cabeça dele, que as inventou. O editor Humberto Tziolas, único remanescente, teve uma boa escola. O filme vai agora para o 18º Festival do Filme Documentário, realizado pela UFMG, em Belo Horizonte. O diretor Angelo Defanti já tem distribuidora, o que garante a exibição no circuito nacional.

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