Dimmi Amora, da Folha de S.Paulo, é o mais premiado jornalista brasileiro de 2014

Domingos Peixoto, de O Globo, e Cristiane Segatto, de Época, ficaram respectivamente em 2º e 3º lugares

 

O repórter da Folha de S.Paulo no Distrito Federal Dimmi Amora é o mais premiado jornalista brasileiro de 2014. Com oito prêmios conquistados, que juntos lhe renderam 205 pontos, ele terminou o levantamento deste ano com 35 pontos de vantagem para o segundo colocado, o repórter fotográfico Domingos Peixoto (O Globo), e 55 para Cristiane Segatto (Época), terceira colocada, com 150 pontos.

Três reportagens de impacto garantiram a Dimmi essa primeira posição, que pela primeira vez desde a criação do ranking  é ocupada por um profissional do Centro-Oeste. Foram elas a reportagem Fora dos trilhos: As revelações do cartel ferroviário no Brasil, vencedora em 2014 dos prêmios Folha de Jornalismo (categoria Reportagem) e SIP (Cobertura Noticiosa); o caderno Entupiu, mas pode melhorar, vencedor do Grande Prêmio CNT; e o especial A batalha de Belo Monte, série que levou dez meses para ser produzida, envolveu 19 profissionais e foi a reportagem mais premiada do Brasil neste ano, com as conquistas dos Grandes Prêmios Folha, Líbero Badaró e CNI, e de iniciativas internacionais como a da SIP (Cobertura Multimídia) e Wash Media Awards (Água e Energia).

O especial rendeu 130 pontos a cada um dos envolvidos, garantindo a todos uma posição entre os 10 mais premiados de 2014. Grata surpresa no topo da edição 2014 do ranking foi a presença, pela primeira vez, de um repórter fotográfico.

Com a triste sequência intitulada Crime à liberdade de imprensa, que registrou o momento em que o cinegrafista Santiago Andrade foi atingido por um rojão durante manifestações no Rio de Janeiro e que culminou com sua morte, Domingos Peixoto termina o ano na segunda posição após conquistar os prêmios Esso e CNT de Fotografia e o Grande Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, do Embratel/Claro.

Completando o pódio, a repórter de Época Cristiane Segatto mostrou como a medicina privada pode prolongar a vida de um paciente, e ao mesmo tempo decretar a morte financeira de famílias abandonadas pelos planos de saúde. A reportagem O lado oculto das contas de hospital foi vencedora dos prêmios Allianz, Embratel/Claro (Revista) e Esso de Informação Científica, Tecnológica e Ambiental.

Na 4ª posição, com 145 pontos, vem Leonêncio Nossa (Estadão), que venceu o Esso de Jornalismo. Além de faturar a categoria principal do mais tradicional prêmio de jornalismo brasileiro, com a reportagem Sangue Político, ele conquistou este ano o Vladimir Herzog, na categoria Jornal.

Em 5º, mais um repórter fotográfico. Com os 130 pontos garantidos por integrar a equipe de Belo Monte e outros dez pelo ensaio fotográfico Infância às margens do São Francisco, publicada pela revista Crescer e que lhe rendeu o Editora Globo de Jornalismo na categoria Fotografia Original, Lalo de Almeida terminou o ano com 140 pontos.

Apenas cinco pontos atrás, na 6ª posição, Miriam Leitão conquistou exatamente os 135 pontos que faltavam para alcançar José Hamilton Ribeiro na liderança entre os mais premiados jornalistas de todos os tempos. Quatro prêmios lhe garantiram essa pontuação, sendo dois Comunique-se (Jornalista de Economia/Mídia Impressa e Jornalista de Economia/Mídia Eletrônica), um Troféu Mulher Imprensa (Comentarista/Colunista de Televisão) e um Personalidade da Comunicação, pelo conjunto da obra.

Na 7ª posição, empatados, estão os outros 17 profissionais que participaram da produção do especial A batalha de Belo Monte. Além de Dimmi e Lalo, foram enviados ao Pará os repórteres Marcelo Leite, Morris Kachani e Rodrigo Machado; e para finalização do trabalho multimídia a reportagem envolveu outros 14 profissionais: Demetrius Daffara, Douglas Lambert, Eduardo Knapp, Fábio Marra, Giuliana Miranda, Lucas Zimmermann, Marcelo Soares, Mario Kanno, Melina Cardoso, Michel Keep, Pilker, Rony Maltz, Rubens Alencar e Simon Ducroquet.