Carina Mazarotto e o inesgotável mundo dos carros

Carina Mazarotto, editora da Autoesporte, tem uma relação com os carros desde que nasceu. Natural de São Caetano do Sul, no ABC Paulista, região onde nasceu e ainda está instalada boa parte da indústria automobilística nacional, coincidência ou não foi nesse setor que ela construiu sua carreira jornalística, a partir de 2004. E o gosto por automóveis ela cultiva desde a infância, a julgar por uma das imagens que ilustra este Álbum. Aos 28 anos de idade, ela afirma: “Carro é um tema jornalístico inesgotável”. Jornalistas&Cia Imprensa Automotiva – Um carro inesquecível? Carina Mazarotto – Um Fusca vinho que era da minha mãe quando eu tinha quatro ou cinco anos. Ele era impecável e tem uma história bem engraçada: como não havia espaço na garagem, meu pai amarrava o Fusquinha na árvore com uma corrente… Também não esqueço do meu primeiro carro, um Ford Ka Image 2001. J&Cia Auto – Um momento automotivo que marcou sua vida? Carina – Lembro muito do primeiro salão internacional, o de Paris, em 2008, quando era repórter do Carsale, e meu editor da época, Marcelo Goto, lançou o desafio de produzirmos dez vídeos durante os dois dias de cobertura de imprensa. E especialmente a inesquecível primeira volta de Ferrari (458 Spider) no ano passado, na terra do meu nonno (Itália)! J&Cia Auto – Onde iniciou suas atividades nessa área? Carina – Meu primeiro contato com o setor foi na Companhia de Imprensa, onde trabalhei durante quatro anos (2004 a 2008). Eu era uma das responsáveis pelo atendimento da SAE Brasil, ao lado de Alexandre Akashi e Maria do Socorro Diogo, e mais tarde passei a cuidar do Centro Universitário da FEI. Em 2008, fui para o outro lado do balcão, como repórter do Carsale/UOL, época em que decidi fazer pós-graduação na área (Gestão Automotiva, pela FEI), até chegar à Autoesporte, no final de 2009. J&Cia Auto – O que mais o impressiona na imprensa automotiva? Carina – Do lado bom: carro é um tema jornalístico inesgotável. Do lado ruim: quando se esquece do jornalismo… J&Cia Auto – Um profissional da imprensa automotiva para homenagear o segmento? Carina – São vários! Começo por uma pessoa que, para mim, é um exemplo de profissionalismo em assessoria de imprensa: Maria do Socorro Diogo. Não posso esquecer também do grande amigo Ricardo Bock, professor da FEI, um apaixonado incondicional por automóveis. Aos meus gestores e amigos de Autoesporte, Marcus Vinicius Gasques, Glauco Lucena e Hairton Ponciano Voz, minha grande admiração! Mais exemplos de bons profissionais: Ulisses Cavalcante e Paulo Campo Grande, ambos da Quatro Rodas. E da nova geração, meu parceiro Ricardo Sant`Anna, um jovem que faz a diferença por sua alegria e criatividade. J&Cia Auto – Livro de cabeceira? Carina – Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago. J&Cia Auto – Time de coração? Carina – Todo-poderoso Timão, Corinthians! (para ira dos meus colegas de Autoesporte…) J&Cia Auto – O que mais gosta de fazer nos momentos de descanso? Carina – Viajar, curtir minha família, meus irmãos, amigos, paparicar meu sobrinho. Enfim, aproveitar as coisas boas da vida. J&Cia Auto – Algum hobby especial? Carina – Quem me conhece sabe: dançar! J&Cia Auto – Tipo de música que mais aprecia? Carina – É clichê dizer que sou eclética? Mas eu curto rock, samba, hip hop, soul, jazz, MPB… Apaixonada por Beatles, fã de The Doors, Pearl Jam, Supertramp, U2, James Brown, Chuck Berry, Amy Winehouse, Corinne Bailey Rae. Adoro samba, moda de viola e qualquer música que tire as pessoas do lugar. Logo, gosto também de Michel Teló! J&Cia Auto – Na televisão, qual programa predileto? Carina – Dificilmente reservo meu tempo livre para tevê (a não ser para os filmes), mas adoro o Top Gear britânico, além dos programas de entrevista e humor. J&Cia Auto – Quais os jornais e revistas de que mais gosta? E sites especializados? Carina – Autoesporte, claro! Leio O Estado de S. Paulo, a revista Época, além de todas as outras publicações do setor. Gosto também da Rolling Stone.  J&Cia Auto – Um sonho por realizar? Carina – Tenho tantos (e sempre quero ter)! Além daqueles sonhos de vida, como viajar o mundo e construir uma família, penso em escrever um livro, meta que talvez se concretize nos próximos anos. O tema pode até ser a indústria automobilística, já que me especializei na área, mas ainda não há nada definido.