Para abrir os trabalhos da 7ª Edição do Curso Completo de Comunicação Pública, a ABCPública e a Aberje convidaram secretários de comunicação de governos a apresentar, aos mais de 20 alunos da nova turma, suas experiências, estratégias e resultados alcançados.
Wendel Palhares (AL), Frederico Souza (MS) e Ilziane Launé (ex-secretária no AP) destacaram, dentre as várias estratégias de comunicação apresentadas, a busca de credibilidade ancorada na antecipação de cenários, no planejamento e na transparência, inclusive em situações de crise.
Para os secretários, o comunicador lida hoje com uma diversidade de cenários que demandam habilidade analítica, pedagógica, de relacionamento, dentre outras tantas. Tudo isso vai muito além da rotina operacional de uma assessoria de comunicação pública. Além disso, “enfrentar fatos criados para desestabilizar a administração pública é outra realidade que se tornou corriqueira”, destacou o secretário de comunicação em Alagoas, Wendel Palhares.
Além da expertise nas áreas da comunicação, há necessidade de recorrer a estudos de gestão, ter política de comunicação e ouvir o cidadão. E também ir para as ruas para entender o que não está dando certo e fornecer informações para subsidiar as decisões da administração pública. “Hoje, os secretários de comunicação exercem principalmente a função estratégica e ocupam espaço cada vez mais importante para o bom andamento das políticas públicas nos governos”, explicou Wendel Palhares.
Em sua experiência no Mato Grosso do Sul, o secretário Frederico Souza chamou a atenção para a tendência a uma comunicação puramente reativa. A partir de experiência na gestão do maior incêndio no Pantanal, em 2020, a gestão seguinte implantou um plano de comunicação que se antecipou à chegada da crise para fortalecer credibilidade e se antecipar ao movimento de desinformação que dominou as notícias na crise anterior.
“A partir dos alertas de que 2024 seria o ano mais seco no bioma. Desde janeiro, a equipe começou a divulgar informações sobre clima e riscos de incêndio, buscando manter o controle da narrativa antes da escalada da crise. Com o agravamento da situação, foi criada uma base de comunicação em Corumbá para aproximar a imprensa da realidade do Pantanal, além da realização de boletins e lives diárias com dados atualizados. A estratégia, marcada pela transparência e pela resposta rápida à desinformação, transformou o case em referência nacional de comunicação pública em situações de crise”, contou Frederico.
“A informação no momento de crise é necessária, primeiro porque você dá o tom da narrativa. Quando você sai depois com a comunicação pública, você vai correr atrás da resposta”, destacou a Ilziane Launé sobre a sua experiência na Secretária de Comunicação no Amapá, quando atuou na crise da Covid e a opção foi por informar rapidamente e com transparência a população.
O curso ABCPública/Aberje tem como eixo central formar o comunicador para pensar e agir estrategicamente nas assessorias de comunicação pública. Para os curadores do curso, Jorge Duarte e Emiliana Pomarico, o papel do profissional de comunicação pública deve ir além das questões operacionais e o programa busca dar subsídios nessa perpsectiva. O comunicador público analisa cenários, atua em situações difíceis, elabora estratégias e planeja a comunicação com base na realidade, mas também nas perspectivas futuras, destacam os coordenadores do curso .
Nesses sete anos de parceria, ABCPública e Aberje já formaram mais de 100 comunicadores em assuntos centrais para a atuação em assessorias de comunicação de governos, como estratégia, planejamento, linguagem simples, inteligência artificial, comunicação interna.
O 7º Curso de Comunicação Pública promovido pela ABCPública e Aberje tem aulas até outubro de 2026, com módulos individuais. Ainda são aceitas inscrições e as aulas são gravadas. Clique aqui para conhecer a programação.
Link: https://escolaaberje.com.br/curso/curso-completo-em-comunicacao-publica/










