O combate à violência contra jornalistas e comunicadores é condição indispensável para a garantia de eleições livres e o direito da população à informação, ressaltaram participantes de audiência pública promovida em 6/7 pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional. Os debatedores defenderam medidas de prevenção, monitoramento e resposta rápida aos ataques – que, segundo dados apresentados no encontro, se intensificam durante os períodos eleitorais. A presidente do Conselho, Patrícia Blanco, citou levantamento da Coalizão em Defesa do Jornalismo (que registrou mais de 57 mil ataques digitais durante a campanha municipal de 2024) e dados da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) segundo os quais as menções agressivas a jornalistas cresceram 35% em 2025, chegando a cerca de 900 mil registros. Ela também destacou que mulheres jornalistas concentram a maior parte das agressões.

Representante da Secretaria Nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Danyelle Reis Carvalho explicou como vai funcionar o GT criado no âmbito do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais para acompanhar as eleições de 2026. De acordo com ela, o colegiado reunirá órgãos públicos e entidades da sociedade civil para monitorar denúncias, identificar padrões de violência e aprimorar a resposta institucional aos casos. Cintia Sogayar, secretária-executiva do Observatório, explicou que as denúncias poderão ser encaminhadas pela plataforma FalaBR, do Governo Federal, e terão acompanhamento específico durante o período eleitoral.

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