Repórteres presos da Reuters e fotógrafos em fronteira dos EUA vencem o Pulitzer

Kyaw (à frente) e Wa estão presos em Mianmar há 490 dias

A Reuters venceu na última segunda-feira (15/4) dois prêmios Pulitzer, um de reportagem internacional pela investigação que revelou a execução de dez muçulmanos rohingyas por camponeses budistas e forças de segurança de Mianmar; e outro relativo a fotografias de migrantes na fronteira dos Estados Unidos.

Os prêmios marcam o segundo ano consecutivo em que a Reuters vence dois Pulitzers .Dois dos premiados neste ano estão presos há 490 dias em Mianmar por seu papel na revelação dos assassinatos, que são os jovens repórteres Wa Lone e Kyaw Soe Oo, ambos cidadãos de Mianmar. Eles encontraram uma cova coletiva repleta de ossos que saíam pela superfície e passaram a reunir depoimentos de executores, testemunhas e familiares das vítimas. A dupla obteve com aldeões três fotografias devastadoras: duas delas mostravam os dez rohingyas ajoelhados; a terceira mostrava os corpos mutilados e baleados dos mesmos dez homens na cova rasa.

Na categoria de fotografia breaking news, 11 fotógrafos da Reuters, incluindo o brasileiro Ueslei Marcelino, que trabalharam no projeto Na trilha de migrantes à América, fizeram um pacote de imagens de imigrantes da América Central à fronteira dos EUA.

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