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domingo, janeiro 23, 2022

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Primeiras impressões de Octavio Costa de volta ao Rio

De volta ao Rio de Janeiro após temporada em Brasília, Octavio Costa ([email protected] e 21-2222-8111) assumiu no final de junho como diretor adjunto do Brasil Econômico. Em sua primeira entrevista ao Jornalistas&Cia após essa mudança, ele conta sobre essa transição. Jornalistas&Cia ? Quanto tempo esteve longe do Rio? Octavio Costa ? Fiquei fora oito anos. Fui para Brasília dirigir o JB, já na gestão do Tanure. Como sempre estive muito ligado à família Nascimento Brito, e também por ter sido do Sindicato de São Paulo ? na mesma diretoria do Eduardo [Ribeiro] ? e da Fenaj, havia uma certa desconfiança. No ano em que saí do JB, ganhei o Esso de Primeira Página. Houve vaias, por ser quem era o dono do jornal, mas, na minha fala, lembrei às pessoas que aquele prêmio era do JB, uma instituição no jornalismo brasileiro. J&Cia ? Parece que você gostou de Brasília… Octavio ? A família gostou de lá. Minha mulher fez um doutorado na UnB (Universidade de Brasília) ? não sei se você sabe, ela é filha do [Luiz Carlos] Prestes ? e depois prestou concurso para professora da Universidade Federal Fluminense. Veio para o Rio assumir em setembro do ano passado, depois veio minha filha e, desde janeiro, estou na Ponte Aérea. Quando surgiu este convite, era hora de eu vir também. J&Cia ? E o que mais o motivou a voltar? Octavio ? Aqui, a cidade vive um grande momento, se comparado com o tempo em que saí. Vejo a cidade revitalizada, com um astral fantástico. Ninguém fala nisso, mas vem aí o aniversário de 450 anos do Rio, em 2015, entre a Copa e as Olimpíadas. São três eventos fortíssimos. Não só volto para a minha cidade como para uma empresa que está crescendo, olhando para o futuro, investindo. O Brasil Econômico está crescendo, e o jornal é inspirado no Diário Económico, de Portugal, que lá é o maior jornal de Economia. J&Cia ? Então você continua carioca… Octavio ? Quem não me conhece aqui, na redação, pergunta se eu sou de Brasília. Respondo que nasci na Muda da Tijuca, ali me criei e mostro onde está (*). E a cidade continua linda. Estou morando no Jardim Botânico, com vista para a copa das árvores e o Morro Dois Irmãos. Em noite de lua cheia, fico extasiado. (*) A redação dos jornais da Ejesa, na Cidade Nova, tem paredes envidraçadas com vista de 360o da cidade. J&Cia ? Alguma curiosidade nessa sua reestreia? Octavio ? O fato de termos aqui várias pessoas egressas da IstoÉ. O chefe de Reportagem de O Dia, Chico Alves, que acaba de entrar, foi por 20 anos da IstoÉ. Aziz Filho, o editor-chefe, chefiou a sucursal do Rio, e Ramiro Alves, o diretor de Redação da Ejesa no Rio, também foi de lá. E eu agora, como diretor do Brasil Econômico, venho dali. Diante dos planos de expansão, não é demais lembrar que o grupo Ongoing, acionista da Ejesa, é um dos detentores da SIC (Sociedade Independente de Comunicação), o primeiro canal comercial de televisão em Portugal, depois de 35 anos de monopólio estatal. Seu logotipo original foi desenhado por Hans Donner e, desde 2010, firmou parceria com a Rede Globo para a coprodução de novelas em português. Será que o próximo passo é entrar na mídia televisão no Brasil?

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