Pesquisa mapeia percepção de jornalistas sobre fusões e aquisições na indústria informativa brasileira

Os desafios enfrentados pelas empresas jornalísticas nos dias de hoje são inúmeros. Como financiar suas atividades e de que forma competir em pé de igualdade com as companhias de tecnologia – que, embora não sejam genuinamente jornalísticas, muitas vezes disputam o mesmo público – são alguns dos principais. Experiências internacionais mostram que operações de fusões e aquisições foram a saída para muitos negócios.

“Em todo o mundo, houve empresas que viram nas fusões e aquisições as respostas necessárias às mudanças de mercado”, afirma Leandro Vieira, aluno do programa de mestrado em Produção Jornalística e Mercado da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). “De 2002 a 2007, as indústrias de publicações impressas adquiriram mais de 350 companhias de tecnologia de informação, por exemplo. O impacto dessas junções foi sentido no âmbito da criação de conteúdos digitais, distribuição eletrônica, incremento de competências e concepção de novos serviços”.

Para entender mais a fundo como os jornalistas brasileiros percebem movimentações de fusões e aquisições na indústria informativa do Brasil, Leandro estruturou uma pesquisa. “A intenção é saber o que os profissionais que integram a linha de frente das redações pensam a respeito. Se veem essas movimentações como oportunidade ou ameaça; captar se a mentalidade tende a ser aberta ou resistente a essas operações”, diz.

Como contribuição acadêmica e ao setor, a pesquisa espera deixar mapeada a visão dos profissionais de imprensa acerca do tema. “Ainda há, aqui no Brasil, um território imenso a ser explorado nessa área”, observa Leandro. “Queremos, com esse trabalho, deixar minimamente iluminado o caminho de quem optar por recorrer a essas operações para incrementar as operações das empresas jornalísticas, seja por razões financeiras ou para agregar competências”.

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