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terça-feira, maio 19, 2026

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Revista Badaró, especializada em jornalismo em quadrinhos, anuncia mudanças

Revista Badaró, especializada em jornalismo em quadrinhos, anuncia mudanças

A revista Badaró, primeiro veículo em língua portuguesa focado em jornalismo em quadrinhos, anunciou uma série de mudanças que marcam uma nova fase da publicação: a revista passa a ter três edições impressas por ano, publicadas em formato quadrimestral; uma mudança em seu slogan; e parcerias internacionais.

Após cinco edições experimentais, a versão impressa da revista passa a se chamar Badaró Periódica e terá publicação fixa, a cada quatro meses. A ideia é “reiniciar” a contagem do zero, de modo que, a próxima edição será considerada a primeira desta nova fase. Além disso, a escolha do nome Badaró Periódica serve para diferenciar bem o formato impresso e o online, que segue se chamando Badaró.

Outra novidade é que, a partir de maio, quem assinar o plano da revista que contém materiais impressos receberá, mensalmente, um pôster de um artista diferente, feito exclusivamente para a Badaró. Além disso, o site da publicação terá compilações periódicas, reunindo coleções inteiras da versão online com tudo o que já foi publicado desde a estreia da revista, em 2019.

A Badaró mudou seu slogan para “Jornalismo ilustrado e narrativas híbridas”, com o objetivo de deixar claro para o público que quadrinhos jornalísticos são sua principal forma de produção. E outra novidade são as parcerias fixas com artistas estrangeiros, que passam a fazer parte da rede colaborativa da Badaró: A chilena Panchulei (nome artístico de Francisca Cárcamo), e o argentino César Agite (alcunha de César Busso). A Badaró publicará os trabalhos de ambos com exclusividade em língua portuguesa, cujas traduções serão feitas pelo próprio diretor da revista, Norberto Liberatôr.

Relatório da ONG sueca V-Dem aponta declínio da democracia no mundo

Por Luciana Gurgel

Luciana Gurgel

O nível de democracia desfrutado pelo cidadão global médio recuou aos patamares de 1978, eliminando quase todos os avanços da chamada “terceira onda de democratização”, iniciada há 50 anos, segundo a nova edição do relatório do V-Dem Institute, organização sueca que monitora o estado da democracia no mundo.

Um dos motivos é o declínio das liberdades de expressão e de imprensa, apontadas como as primeiras peças do dominó a cair nos processos de autocratização – e arrastando as demais.

Em 2025, a deterioração desses direitos foi registrada em 44 países. A censura governamental à mídia aparece como tática preferida de 73% dos regimes que estão abandonando a democracia.

Na contramão dessa tendência, a Hungria acaba de eleger Péter Magyar como primeiro-ministro. Opositor de Viktor Orbán, integrante da lista de predadores da liberdade de imprensa da Repórteres Sem Fronteiras, o novo premiê prometeu restaurar a destruição causada por Orbán.

Mas, em vários outros países, não há sinal de mudança. O relatório afirma que, além da censura direta, a autocensura cresceu em 39 nações, com jornalistas e veículos evitando criticar o governo para escapar de retaliações financeiras ou perseguições judiciais.

Nos Estados Unidos, o cenário é descrito como crítico: a liberdade de expressão atingiu seu nível mais baixo desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Pela primeira vez em mais de 50 anos, o país perdeu o status de “democracia liberal” e foi rebaixado pelo V-Dem à categoria de “democracia eleitoral”.

No relatório, o instituto documenta o uso de coerção financeira e intimidação legal contra grandes veículos de imprensa, além de retórica agressiva que rotula jornalistas como “inimigos do povo”. O assédio a jornalistas e o viés da mídia estatal também pioraram em mais de 30 países.

Em meio ao declínio global, o Brasil surge como um dos raros exemplos de sucesso na reversão do autoritarismo. Classificado pelo V-Dem como uma nação em “U-Turn” (retomada democrática), o País ocupa agora a 28ª posição no Índice de Democracia Liberal, com pontuação de 0,70.

Leia mais sobre o relatório e veja o documento completo em MediaTalks.


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Esta semana em MediaTalks

Como Orbán deteriorou a imprensa na Hungria e o que Magyar prometeu mudar se vencesse as eleições. Leia mais

Juiz rejeita processo de Trump contra Wall Street Journal e Murdoch por matéria que o ligava a Epstein. Leia mais

Festival Internacional de Jornalismo começa esta semana em Perugia com brasileiros na programação e transmissão online; veja como assistir.

Times Brasil | CNBC estreia programas e quadros com foco em negócios

Misa Antonini, Junior Bornelli, Carlos Marques e Augusto Dal Pozzo (Crédito: Divulgação/Times brasil | CNBC)

O Times Brasil | CNBC, canal especializado na cobertura de economia e negócios, estreia neste mês de abril dois novos programas e dois novos quadros que passam a fazer parte da programação da emissora.

Misa Antonini, Junior Bornelli, Carlos Marques e Augusto Dal Pozzo (Crédito: Divulgação/Times Brasil | CNBC)

Em 27/2, vai ao ar o Times | CNBC Parlatório Talks, que recebe lideranças de empresas para debater temas como inovação, tecnologia, macroeconomia, sustentabilidade e transformação digital. Apresentado por Carlos Marques, CEO do Grupo Parlatório, o programa irá ao ar às segundas-feiras, às 20h30, logo após o Jornal Times Brasil.

E às terças-feiras, o canal exibirá, a partir de 28/4, o Entrelinhas de Mercado, com Junior Bornelli, que terá conversas francas, diretas e sem roteiro com executivos e tomadores de decisão que estão à frente das principais transformações do ambiente de negócios.

Em 29/4, estreia o quadro Capital Infra, apresentado por Augusto Dal Pozzo, com foco nos principais desafios, soluções e oportunidades de negócios ligados à infraestrutura no Brasil. O quadro vai ao ar dentro do jornal Pré-Market.

E no mesmo dia, também vai ao ar o quadro Gestão e Estratégia, comandado por Misa Antonini, sobre inovação e educação financeira, mirando especialmente empresários e empreendedores. O conteúdo será exibido durante o telejornal Real Time.

Samira de Castro, da Fenaj, é reeleita para o Conselho de Gênero da FIJ

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) divulgou em 12/4 a composição do novo Conselho de Gênero da entidade, que atuará no mandato 2026–2029. O colegiado é responsável por fortalecer as políticas de equidade de gênero no jornalismo em nível global. A presidência do Conselho será exercida por Maria Angeles Samperio, da Espanha (FAPE), tendo como vice Samim Sultana Ahmed, da Índia (IJU), e a Secretaria com Williette James, de Serra Leoa (SLAJ).

Na América Latina, Samira de Castro, presidente da Fenaj, foi reeleita para a coordenação regional, ao lado de Alicia Ortega, do Uruguai (APU). Também foram eleitas as coordenações regionais da África, com Kadiatou Thierno Diallo (Guiné) e Patricia Adjisseku (Togo); da Europa, com Manuela Bermudez (França) e Domenica Mima Caligaris (Itália); e da Ásia-Pacífico, com Javeria Siddiq (Paquistão) e Nurul Nur Azizah (Indonésia).

O Conselho tem papel estratégico na formulação de iniciativas que combatam a desigualdade, a violência e a precarização enfrentadas por mulheres jornalistas em diferentes partes do mundo. A nova composição assume com o desafio de aprofundar as políticas já em curso e avançar na construção de ambientes de trabalho mais justos, seguros e inclusivos.

Para a diretoria da Fenaj, a reeleição de Samira reforça o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido pela entidade e amplia sua capacidade de incidência nos debates globais sobre os direitos das mulheres jornalistas. (Com informações da Fenaj)

PR Academy lança MBA inédito voltado ao ecossistema de agências de RP e assessoria de imprensa

A PR Academy, ecossistema de educação voltado à aceleração de carreiras e negócios em comunicação, está anunciando o lançamento de seu MBA Executivo focado em Alta Performance em Comunicação, Gestão e Negócios, que combinará, de forma inédita, certificação reconhecida pelo MEC com foco exclusivo nos segmentos de agências e áreas de comunicação corporativa.

O lançamento, segundo os organizadores, responde a uma demanda crescente do setor: além de bons executores, o mercado busca profissionais com visão de negócios, capacidade de liderança e atuação estratégica. “A proposta é reduzir a distância entre a formação acadêmica tradicional e as competências exigidas no dia a dia das empresas, especialmente para quem ocupa ou busca posições de gestão”, enfatizam.

Fernanda Burjato, CEO da PR Academy, destaca que o desafio atual não está na execução da comunicação, mas na formação de profissionais preparados para tomar decisões e sustentar estratégias: “O mercado não sofre por falta de bons profissionais, que entregam bem a comunicação. O desafio está na formação de profissionais com visão de negócios, capacidade de gestão e segurança para atuar na estratégia e na tomada de decisão”.

Fernanda Burjato

Nesse contexto, o MBA foi estruturado com base em desafios reais enfrentados por profissionais do setor, com foco em temas como gestão de negócios, clientes e equipes, formação de preços, rentabilidade, prospecção, liderança, planejamento estratégico e gestão de crises. O conteúdo é dividido em 14 módulos e utiliza metodologias proprietárias da PR Academy, organizadas para aplicação prática no dia a dia.

Com duração de 12 meses e mais de 360 horas, o programa é 100% ao vivo e online, com suporte de conteúdos complementares na plataforma da instituição. Ao final, os participantes receberão dupla certificação: MBA pela Unifatec, reconhecida pelo MEC, e certificação em Inteligência Estratégica em Gestão pela PR Academy.

Outro diferencial é o acesso a um hub de inteligência artificial com agentes voltados à rotina de relações públicas e assessoria de imprensa. Para Fernanda, a integração da IA às operações já é indispensável e deve potencializar a atuação estratégica dos profissionais, ampliando sua capacidade de análise, decisão e geração de valor para o negócio.

Pública lança primeira edição de seu programa de trainee

Estão abertas as inscrições para o Curso Pública de Jornalismo 2026, novo programa de trainee promovido pela Agência Pública. Voltado exclusivamente para jornalistas negros, indígenas ou trans que tenham se formado a partir de dezembro de 2022, o programa capacitará dez profissionais comprometidos com o interesse público e os direitos humanos.

“Um dos pilares centrais do Curso Pública de Jornalismo é ampliar a diversidade no ecossistema de mídia brasileiro, oferecendo oportunidades para grupos historicamente sub-representados nas redações”, destacou o comunicado oficial do curso, que está sendo desenvolvido em parceria com a Fundação Itaú e a Imaginable Futures.

Com duração de seis meses, e dividido em três fases, o curso contará com imersão online em jornalismo investigativo, de dados, podcasts e novas narrativas, no mês de agosto; vivência presencial nas redações de São Paulo (8 vagas) ou Brasília (2 vagas), mais desenvolvimento de projeto autoral, de setembro a novembro; e finalização dos projetos e foco em carreira e networking, de dezembro a janeiro.

Para apoiar os participantes ao longo do programa, a Agência Pública oferecerá bolsa-auxílio no valor de R$ 2 mil mensais por quatro meses, auxílio moradia/deslocamento, para participantes de fora de São Paulo ou Brasília, e notebook para o trabalho. As inscrições vão até o dia 15 de maio e o processo está sendo feito em parceria com a consultoria Indique uma Preta.

O Globo entra para o Guinness World Record com edição de 526 páginas

O jornal O Globo entrou para o Guinness World Record como o “jornal comercializado com o maior número de páginas em uma edição única no mundo”. A edição em questão, publicada em comemoração ao centenário do jornal, teve ao todo 526 páginas e envolveu cerca de 240 profissionais.

Fruto de três anos de trabalho e pesando quase dois quilos, a edição de 100 anos de O Globo foi organizada com 14 cadernos especiais, além da revista ELA. A publicação foi disponibilizada na íntegra para assinantes e também nas bancas, sendo esgotadas rapidamente nas primeiras horas da manhã.

O especial conta, em detalhes, toda a trajetória do jornal, com reportagens, artigos e entrevistas com especialistas, abordando os mais diversos temas, desde entretenimento e educação, passando por meio ambiente e economia, até saúde e fé. A publicação trouxe ainda 160 histórias e causos de milhares de funcionários e ex-funcionários que já passaram pela redação do jornal.

A edição centenária foi liderada por Alan Gripp, e a coordenação editorial dos cadernos especiais foi do editor executivo André Miranda, com edição de Mànya Millen, coordenação gráfica do editor executivo visual Alessandro Alvim e coordenação de diagramação do designer Télio Navega.

Agência DC News encerra atividades

Associação Comercial de São Paulo lança agência de notícias DC News

A Associação Comercial de São Paulo encerrou em 30 de março as operações da agência de notícias DC News. Lançada em agosto de 2024, em comemoração ao centenário do jornal Diário do Comércio, a publicação era especializada em varejo e empreendedorismo, e oferecia gratuitamente conteúdos divididos em mais de 20 editorias.

“Lidar bem com a impermanência é das tarefas mais difíceis”, afirma Edson Rossi, editor-chefe e um dos idealizadores do projeto. “Tive o privilégio de liderar, como “forasteiro”, a concepção e a implantação da DC News a partir de uma tela em branco. Literalmente do zero. Não havia benchmark, modelo, ou referência interna a seguir. Estudamos 50 sites do Brasil e do exterior para encontrar nosso caminho. Colocamos a agência no ar em 150 dias. Mais do que um site de notícias, entregamos uma plataforma de conteúdo. Um ativo para a ACSP”.

Além de Edson Rossi, integravam a equipe fixa e de colaboradores da publicação os repórteres Anna Luiza Scudeller, Aryel Fernandes, Bruno Cirillo, Letícia Cassiano e Vitor Nuzzi, os editores Andre Lessa e Bruna Lencioni, a gerente de Comunidade Natália Dotti Forcellini, e os colunistas Adalberto Leister Filho, André Naves, Marcelo Candido de Melo, Ricardo Meirelles de Faria, Sandra Marchini Comodaro e Vitoria Saddi.

Equipe da DC News no último dia de operação da agência

Jovem Pan é condenada a indenizar militar vinculado de forma equivocada ao caso Marielle

Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Jovem Pan foi condenada a pagar uma indenização de R$ 15 mil a um capitão da Polícia Militar que foi vinculado de forma equivocada pela emissora ao assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes em 2018. Em 2023, durante a cobertura dos desdobramentos do caso, a Jovem Pan utilizou uma foto do militar como se ele fosse o ex-bombeiro Maxwell Simões Correa, o Suel, acusado de ter participado do crime.

Na ação contra a emissora, o capitão da PM declarou que ficou “atordoado e atônico” quando descobriu que havia sido vinculado de forma equivocada a um indivíduo suspeito de ter envolvimento no assassinato. O militar explicou que, por causa do erro, passou por diversas situações de constrangimento. Para o desembargador Alexandre Bucci, que confirmou a indenização de R$ 15 mil, houve uma “falha grotesca” por parte da Jovem Pan, que “atuou sem qualquer zelo ou compromisso com a verdade dos fatos”.

A Jovem Pan foi condenada em primeira e segunda instâncias, mas ainda pode recorrer da decisão. Na defesa apresentada à Justiça, a emissora declarou que cometeu um “equívoco técnico”, um erro pontual, e que corrigiu a informação pouco tempo depois, junto de um pedido de desculpas pela falha. Além disso, o veículo disse que em nenhum momento divulgou o nome do capitão da PM, não cometeu ato ilícito e não teve intenção de difamar o militar.

Projeto voluntário leva jornalismo e combate à desinformação para crianças e adolescentes

Projeto voluntário leva jornalismo e combate à desinformação para crianças e adolescentes
Fernanda Elen (esq.) e Fernanda Beatriz em atividade com crianças do ensino fundamental de uma escola municipal (Crédito: Divulgação/Moara Comunicação)

Fernanda Beatriz e Fernanda Elen, sócias-diretoras da agência Moara Comunicação, passaram a desenvolver, de forma voluntária, aulas, simulações e debates sobre jornalismo e a importância da imprensa em escolas públicas e privadas. A ideia é incentivar crianças e adolescentes a pensar sobre o papel do jornalista na sociedade e no combate à desinformação.

Na iniciativa, as duas apresentam o jornalismo de forma acessível, mostrando como a circulação de informações está inserida no cotidiano dos estudantes. As ações incluem encontros presenciais e online com diferentes faixas etárias, com conversas, recursos visuais e simulações. Em uma das atividades, realizada em dupla, uma pessoa assume o papel de repórter e outra o de cinegrafista, com o objetivo de mostrar o dia a dia do jornalista e a importância de aprender a distinguir fato, opinião e desinformação.

“A escola sempre foi um espaço de formação para leitura, escrita e pensamento crítico, mas hoje ela também precisa ser um espaço para a compreensão da informação”, declarou Fernanda Beatriz. “Quando a gente leva o jornalismo para a sala de aula, não está falando apenas de profissão. Está falando de escuta, responsabilidade, curiosidade, repertório e cidadania”.

“Hoje, esse trabalho nasce de forma voluntária, muito ligado ao nosso propósito como jornalistas e ao desejo de contribuir com a educação. Mas, como empresárias, também enxergamos que existe aí uma necessidade real e uma possibilidade concreta de estruturação como frente de negócio para a Moara, com conteúdo e experiências pensados para escolas”, destacou Fernanda Elen.

O feedback das atividades tem sido muito positivo: as crianças e adolescentes que participam dos encontros não só aprendem sobre jornalismo e a importância de checar informações, como também passam a se interessar na profissão. Além disso, levam os ensinamentos para fora da sala: coordenadoras de escolas onde a iniciativa já foi realizada relataram que as crianças continuaram a falar sobre a atividade por dias e perguntaram quando ela seria realizada novamente.

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