A Fundação Gabriel García Márquez para o Novo Jornalismo Ibero-Americano (FNPI, por suas iniciais em espanhol) passou a se chamar Fundação Gabo, assumindo o apelido usado carinhosamente para se referir ao seu criador. De acordo com o site da entidade, essa mudança de nome, lançada este mês, responde à necessidade de incluir os múltiplos formatos, projetos e iniciativas que a fundação tem desenvolvido ao longo de mais de duas décadas.
A fundação continuará liderando iniciativas para que as novas gerações de jornalistas de países ibero-americanos sigam fazendo “o melhor jornalismo do mundo”. Ou seja, continuará com a formação de profissionais de imprensa e fomentando um jornalismo investigativo, independente, rigoroso, ético e criativo.
Além do já tradicional Prêmio Gabriel García Márquez de Jornalismo, a fundação organiza anualmente o concorrido Festival Gabo, em Medellín, na Colômbia, que dura três dias e no qual são celebrados os vencedores do Prêmio Gabo. Os interesses temáticos desses três dias incluem jornalismo, cidadania, cultura e tecnologia. O próximo festival será de 2 a 4/10, em Medellín.
A 41ª edição do Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos homenageará Patrícia Campos Mello (Folha de São Paulo) e Glenn Greenwald (The Intercept Brasil) com o Prêmio Especial. Além deles, receberá a honraria, in memoriam, Hermínio Sacchetta (que foi de Correio Paulistano, Folha da Manhã, Folha da Noite e Folha de S.Paulo), ícone das antigas redações e de gerações inteiras de jornalistas brasileiros.
Vale lembrar que Patrícia e Glenn ganharam bastante
notoriedade nos últimos meses por causa de uma série de ataques e ameaças do
presidente Jair Bolsonaro e de seus eleitores.
Autora da reportagem que acusava, ainda no período
eleitoral, empresários de estarem pagando até R$ 12 milhões, em Caixa 2, pelo
envio em massa de mensagens contra o PT pelo WhatsApp, Patrícia teve seu telefone
celular invadido por hackers, que
chegaram a enviar mensagens a favor de Bolsonaro para contatos gravados na
agenda telefônica da profissional. Ela também foi alvo de uma série de ofensas
nas redes sociais.
“A homenagem especial desta edição do PVH refere-se não
apenas à sua já importante trajetória no Jornalismo, mas também pela coragem,
resistência e persistência que demonstra ter nas adversidades da profissão – o
que estimula a sua e as novas gerações a lutar pela liberdade de expressão e
pelo direito à informação no Brasil”, destacou a Comissão do prêmio em comunicado.
O caso de Glenn é ainda mais recente e envolve a divulgação
de mensagens que põem em xeque o processo de julgamento de Lava Jato que culminou com a condenação do ex-presidente Luís
Inácio Lula da Silva. Desde que começou a divulgação da série Vaza Jato, Glenn, seu marido, o deputado
federal David Miranda, e os filhos do casal, passaram a receber ameaças de
morte.
“A homenagem é o reconhecimento da sua importante trajetória
no Jornalismo e de sua vida de luta, coragem, resistência e persistência –
exemplo para tantas gerações. Ao homenageá-lo, a Comissão também enaltece a
aguerrida equipe do The Intercept Brasil, cujo trabalho excepcional vem
igualmente estimulando, em muitos níveis, a defesa da liberdade de expressão e
do direito à informação em nosso País”.
A entrega das homenagens será durante a cerimônia de
premiação do concurso, um dos mais tradicionais e importantes do País, marcada
para 24/10, no Tucarena (rua Monte Alegre, 1.024), em São Paulo.
Nas últimas quatro décadas receberam o Prêmio Especial grandes referências do Jornalismo brasileiro, entre
os quais Lourenço Diaféria, David de Moraes, Audálio Dantas, Elifas
Andreato, Alberto Dines, Lúcio Flavio Pinto, Perseu Abramo, Marco Antônio Tavares Coelho, Raimundo
Pereira, Sandra Passarinho, Rubens Paiva, Mino Carta, Mauro Santayana,
Daniel Herz, Eduardo Galeano, Elio
Gaspari, Cláudio Abramo, Tim Lopes, D. Paulo Evaristo Arns, Rose
Nogueira e Bernardo Kucinski.
Mariana Kotscho e Roberta Manreza apresentam o Papo de Mãe
Depois de alterar o horário do Momento Papo de Mãe, o que resultou em um significativo aumento de audiência, com ele chegando a dar três pontos de pico, agora a TV Cultura reformula e dá mais tempo de grade ao programa apresentado por Mariana Kotscho e Roberta Manreza.
A partir de 2/9, terá 30 minutos diários, de segunda a sexta-feira, passará a se chamar apenas Papo de Mãe e ainda contará com outras novidades, entre elas matérias ligadas ao tema do dia, produzidas em São Paulo, e a participação de outros estados que compõem a rede da TV Cultura.
Além disso, as apresentadoras também mostrarão seu lado mãe no programa. Haverá ainda a participação dos telespectadores por meio de WhatsApp, que poderão enviar vídeos com perguntas, e o Papo de Rua, com a interação do público.
O episódio de estreia, no dia 2, terá a participação da atriz Samara Felippo, mãe da Alícia e da Lara, que falará sobre o tema Autoestima da criança negra. Nesta edição, o Papo de Mãe também levará ao ar matéria produzida pela TV Araripe, de Aracaju.
Pedro Venceslau assumiu
nesta semana no Estadão como editor interino da coluna Direto da Fonte, no lugar de Sonia
Racy, que saiu de licença para cuidar de projetos pessoais.
Em sua terceira passagem pelo jornal – a primeira foi em
1997, como pesquisador do InformeEstado
–, Pedro já havia trabalhado como repórter da coluna quando voltou, em 2008.
Em 2010, saiu para ser colunista no Brasil Econômico e
regressou novamente em 2013, desta vez como repórter de política. Atualmente, também
tem um programa sobre séries de TV na rádio
Eldorado e participa do programa Fim
de Tarde Eldorado como comentarista de política.
Após a publicação da reportagem O drama de Michelle: avó traficante e mãe acusada de falsificação, o repórter Nonato Viegas, da Veja, passou a ser alvo de ameaças e ofensas em suas redes sociais. Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro, insatisfeitos com o conteúdo da reportagem, expõem a imagem de Viegas e de sua família com comentários homofóbicos. Alguns enviaram ameaças por meio de mensagens privadas e comentários em fotos.
É a segunda vez que o repórter é alvo de homofobia e ameaças em suas redes após a publicação de uma reportagem sobre a família Bolsonaro. Em 2018, ainda no período eleitoral, Viegas relatou agressões verbais e homofobia após a publicação da reportagem O outro Bolsonaro.
No Facebook, a página Levanta Brasil publicou a imagem de Viegas com os dizeres em letras maiúsculas “esse vagabundo militantes que estao expondo a vida imtima da primeira dama e todos que cercam o governo bolsonaro sem carater e sem ideal eles atacam em assuntos que nao tem maior importancia e transforma em mentiras e ofensas covardia desse bandido da midia vamos dexa lo famoso” (sic).
A postagem tinha mais de 12 mil compartilhamentos até a publicação desta nota. Hugo Marques, que também assina a reportagem, e Thiago Bronzatto, editor da Veja, também tiveram as imagens divulgadas na página.
Após contratar André Azeredo (ex-Globo) e Sérgio Aguiar (ex-GloboNews), a Record TV está em busca de dois novos apresentadores de telejornais. Um será o âncora do primeiro jornal nacional a ser transmitido diretamente da Capital Federal, com previsão de estreia em setembro.
Ele irá encerrar a programação da emissora, por volta da 1h da manhã. Com duração de 20 minutos, o novo telejornal encabeçará um pacote de quatro noticiários curtos, a serem exibidos ao longo do dia. Seu ponto forte será o noticiário político e econômico de Brasília.
A emissora também busca um local na capital do País para montar um estúdio de vidro, com boa vista noturna da cidade. Além de apresentadores, a emissora contratará profissionais de imagens (editores e cinegrafistas), já que atualmente não tem equipe para atuar nessa área após as 22h30, quando termina o Jornal da Record.
Vera Magalhães e Marcelo de Moraes comandarão o BR Político
Estreou em 19/8 o BR Político, plataforma por assinatura do Estadão comandada por Vera Magalhães e Marcelo de Moraes, com análises do cenário político-econômico brasileiro. O serviço é uma evolução do BR18, criado pelo jornal no ano passado para a cobertura eleitoral.
Colunista do
Estadão desde 2016, Vera atua como jornalista de política desde 1993, tendo
sido editora na Folha de S.Paulo e na revista Veja. No Estadão desde 2004,
Marcelo cobre o noticiário político em Brasília há 26 anos, com passagens pelos
jornais O Globo e Valor Econômico e também pela Veja.
Além das notícias online, o BR Político contará com conteúdo especial enviado por e-mail aos assinantes, um podcast semanal e um quadro na TV Estadão.
A Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil (Anabb) divulga nesta quinta-feira (22/8), em sessão solene no Congresso Nacional, os resultados de uma pesquisa que encomendou ao InstitutoDataPoder360 sobre hábitos de informação dos parlamentares da atual legislatura e as formas como interagem com eleitores pelas redes sociais.
O objetivo da entidade foi colher subsídios para a campanha nacional institucional #nãomexenomeuBB, realizada pela LS Comunicação para ressaltar o valor de empresas públicas sólidas, rentáveis e com as melhores práticas de governança corporativa, com foco preferencial no Banco do Brasil.
De acordo com o
levantamento, jornal é o meio de informação mais utilizado pelos parlamentares,
com 20% da preferência, à frente da televisão (17%) e de portais de notícias
(16%). As redes sociais são usadas por 15% dos congressistas, junto com
revistas e rádios, empatados com 13%. Entre os meios com menor utilização entre
deputados e senadores estão newsletters,com 4%, e podcasts, com apenas 2% de preferência.
A pesquisa, a
que J&Cia teve acesso com exclusividade, aponta que a Folha de S.Paulo é o
jornal mais lido entre os congressistas, a GloboNews lidera a preferência entre
os telejornais, o G1 é o portal mais acessado para notícias, 85% dos políticos
ouvem rádio e 98% usam redes sociais no mandato.
Na solenidade no
Congresso, a Anabb também apresentará a pesquisa sobre O que pensam os congressistas em relação ao Banco do Brasil. Um dos
dados mostra que quase 70% dos parlamentares são contra a privatização do BB. A
íntegra das duas pesquisas estará no site www.anabb.org.br
no dia 22, após as 14h, mas um resumo dela pode ser conferido aqui.
Já está disponível nas livrarias e na Amazon.com.brPalavra de homem (CLA), novo livro de Felipe Machado (ex-Estadão, JT e Diário de S.Paulo) que reúne 64 crônicas para ajudar a entender o comportamento masculino.
“Não tenho a pretensão de definir o que é o amor para os homens, muito menos dizer o que as mulheres pensam ou deixam de pensar. Mas é mais ou menos sobre essas questões de que tratam as 64 reflexões que selecionamos aqui a partir das minhas crônicas publicadas originalmente em revistas e colunas semanais no Jornal da Tarde e Diário de S.Paulo, de abril de 2006 a setembro de 2013”, explica Felipe. “São apenas reflexões de um cara normal, que acerta e erra na vida. Que casou e se separou, mas que ainda acredita no amor. Que tem uma filha que serve de inspiração para tudo, e uma família que serve de base para seguir em frente. Que já escreveu muitos livros e gravou muitos álbuns, mas que continua sabendo a mesma coisa que todo mundo sobre os segredos do amor: nada”.
Este é o sexto livro de Felipe, que é também autor de Olhos Cor de Chuva (2002), O Martelo dos Deuses (2007), Ping Pong – Aventuras de um Jornalista pela China Olímpica (2008), Bacana Bacana – Aventuras de um Jornalistas pela Copa da África do Sul (2010) e Um Lugar Chamado Aqui (2016).
A Sociedade Interamericana de Imprensa anunciou em 7/8 os vencedores da edição de 2019 de seus prêmios de excelência jornalística. Com três prêmios principais e uma menção honrosa, o Brasil foi um dos destaques da iniciativa, dirigida a profissionais de meios de comunicação das Américas e da Espanha, e reconhece a qualidade e os impactos dos conteúdos produzidos por jornalistas e veículos nas sociedades dessas regiões.
Na categoria Direitos Humanos, o Câmera Record venceu com o trabalho Piaçaba: exploração no coração da Amazônia, que denuncia o trabalho escravo na selva brasileira. Integraram a equipe Sheila Fernandes, Romeu Piccoli, Rodrigo Bettio, Marcio Strumiello, Gustavo Costa, Rafael Gomide, Natália Florentino e Rafael Ramos.
O site Metrópoles venceu na categoria Meio Ambiente, com a matéria O Levante dos Ribeirinhos, sobre a relação entre proprietários de fazenda e comunidades locais em relação ao uso da água para o agronegócio. Participaram do trabalho Eumano Silva, Lilian Tahan, Priscilla Borges, Maria Eugênia Moreira, Olívia Meireles, Denise Costa, Michael Melo, Gilberto Alves, Gui Prímola, Stela Woo, Cícero Lopes, Gabriel Pereira, Allan Rabelo, Saulo Marques e Vinícius Paixão.
Maurício Angelo, da revista digital Movinup, levou o prêmio de Opinião, com Roger Waters é uma ameaça, enquanto o uso do aplicativo WhatsApp pelo site de checagem Aos Fatos na cobertura eleitoral de 2018 mereceu menção honrosa na categoria Cobertura Noticiosa em Mobile.