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Se não há coerência do discurso com a prática, a sociedade cobra

Luciana Gurgel

* Por Luciana Gurgel, especial de Londres para o Portal dos Jornalistas

Não é fácil ser celebridade nos dias de hoje, com a avassaladora visibilidade proporcionada pelas redes sociais associada à cobrança por comportamento exemplar. Famosos e marcas têm sido questionados por atitudes que nem sempre se coadunam com a imagem que tentam transmitir.

No Reino Unido, a questão da vez entre os famosos diz respeito a como viajar. E colocou em lados opostos os dois meninos de ouro da coroa britânica, Harry e William, junto com suas esposas, que segundo as fofocas não se dão nada bem. Recentemente, Harry e Meghan mudaram-se do Palácio de Kensington e criaram suas próprias redes sociais, iniciando-se uma velada disputa por notoriedade.

Para aproveitar o verão, Harry seguiu para a França e a Espanha com Meghan e o bebê Archie em um jatinho particular. Nenhum problema, não fosse o simples fato de que os dois têm se posicionado como preocupados com a mudança climática, ao ponto de terem declarado a intenção de ter apenas mais um filho para colaborar com o futuro do planeta.

Meghan até que vinha bem na foto. Ganhara as manchetes como editora convidada da edição da Vogue de setembro, escolhendo para a capa mulheres que fazem a diferença em várias áreas, inclusive ambiental. E um dos entrevistados da revista foi justamente o Príncipe Harry, que expressou na conversa suas preocupações com o meio ambiente.

O desastrado voo provocou uma avalanche de críticas pelas redes sociais, e foi parar nas primeiras páginas. Na Europa, o movimento pela redução das viagens aéreas ganha cada vez mais força, chegando a ser chamado de flying shame, ou vergonha de voar. E os jatinhos são execrados por quem é contra o impacto dos aviões sobre o meio ambiente, por transportarem número reduzido de pessoas.

Dias depois, o cantor Elton John, chamado pela Imprensa de Sir Elton John, por ser Cavaleiro da Ordem do Império Britânico – saiu em defesa do casal real. Disse que pagou o voo, que fez compensação ambiental e justificou a iniciativa dizendo que ofereceu o avião para proporcionar ao casal (que passou alguns dias na casa do artista em Nice) proteção contra o assédio da imprensa durante as merecidas férias depois de um ano cheio de compromissos com atividades beneficentes.

Ele lembrou sua amizade com a Princesa Diana, mãe de Harry, e falou de sua preocupação com a invasão de privacidade que acabou sendo um tormento na vida dela.

Poderia até colar, não fosse o movimento do irmão, William, terceiro na linha de sucessão e com chances de um dia herdar a coroa caso seu pai, o Príncipe Charles (primeiro da fila), abdique em seu favor, ou se ele viver mais do que o futuro rei. No dia 22 de agosto, jornais estamparam a foto da família viajando para Balmoral, na Escócia, em um voo comercial da companhia de baixo custo Flybe, a £$ 73 por pessoa.

As comparações foram inevitáveis. Harry e Meghan visitando Ibiza e Nice a bordo de um jatinho, enquanto o irmão caminhava pela pista do aeroporto com a criançada carregando as mochilas, no estilo família normal. Passageiros relataram que ninguém os incomodou durante o voo, contradizendo a justificativa de Sir Elton para a gentil oferta do jatinho a Harry e Meghan.

Um outro exemplo de celebridade que abriu mão de voar foi a ativista adolescente sueca Greta Thunberg. Para participar de uma solenidade da ONU em Nova York, ela atravessa o Atlântico em um veleiro equipado com painéis de energia solar e outros recursos que reduzem o impacto ambiental.

A ideia parecia boa, mas logo surgiram críticas, quando foi revelado pela imprensa que uma tripulação terá que voar para Nova York para trazer o veleiro de volta, aumentando a pegada ambiental. E a atriz Emma Thompson entrou igualmente na berlinda ao viajar de avião para Londres a fim de integrar um protesto do grupo ambientalista Extinction Rebellion.

Tudo isso é discutível do ponto de vista prático. Afinal, um voo a mais ou a menos não vai destruir o planeta, dizem os que acusam os críticos de hipocrisia. E a presença dos famosos em protestos, eventos ou abrindo mão do avião seria um incentivo à conscientização pública.

Pode até ser. Mas esses casos são exemplos de um princípio fundamental da reputação pública, seja de empresas ou de pessoas: se não há coerência do discurso com a prática, a sociedade cobra. Em tempos de redes sociais, a cobrança é mais rápida e implacável. E não é todo mundo que tem um Sir Elton John à mão para ajudar a defender um passo discutível.

Sindicato dos Jornalistas de SP defende Mauro Cézar Pereira

Mauro Cezar Pereira

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) emitiu uma nota nessa quarta-feira (29/8) lamentando ataques da Federação Brasileira dos Treinadores de Futebol (FBTF) ao jornalista da ESPN Mauro Cézar Pereira).

O caso começou após Mauro criticar o trabalho dos técnicos Vanderlei Luxemburgo (Vasco) e Abel Braga (que na época estava no Flamengo). A FBTF considerou que ele estaria fazendo ataques pessoais aos treinadores e emitiu a nota de repúdio ao comentarista da ESPN.

Segundo o Sindicato, não existe nada que comprove que Mauro Cézar tenha feito algo de errado, e reitera que ele estava cumprindo sua função profissional de opinar e comentar o futebol, exercendo o direito de crítica.

“O SJSP defende o exercício do jornalismo expresso na atividade de Mauro Cézar Pereira e ressalta a importância de seu trabalho de crítico esportivo. A entidade respeita a FBTF e os treinadores representados por ela, mas se manifesta contra qualquer tipo de censura ao trabalho jornalístico e em defesa da liberdade de expressão e do direito de crítica”, diz a nota.

Campanha para novo livro de Manuel Chaparro é estendida

Carlos Chaparro

Lançada em 1º/7 na plataforma de financiamento coletivo Kickante, e com previsão inicial de encerramento para este sábado (31/8), a campanha para levantar fundos para impressão do livro inédito Como DIZER e AGIR pelo texto, de Manoel Carlos Chaparro, vai se estender por mais uma semana.

Interessados em apoiar o projeto terão agora até 8/9 (domingo) para contribuir com a impressão da obra inédita, que recentemente ganhou uma versão digital na Amazon.com.br, pelo selo J&Cia Livros.

“Temos a oportunidade de editar um livro inédito que traz ensinamentos práticos e objetivos que ajudam as pessoas a escreverem com mais objetividade e assertividade”, destaca Eduardo Ribeiro, diretor da Jornalistas Editora. “É um livro que foi escrito em 2017, mas que permaneceu guardado pelo professor Chaparro, que atualmente recupera-se de um AVC e está, portanto, sem condições de seguir os caminhos tradicionais de busca por uma editora, mesmo com o alto potencial da obra”.

Até o momento, a campanha arrecadou quase 30% da meta da inicial, de R$ 30 mil. A quantia já garante a impressão da obra, porém em uma quantidade abaixo da esperada inicialmente, de pelo menos mil exemplares. Dividido em quatro capítulos, Como DIZER e AGIR pelo texto parte de uma estratégia pedagógica para mostrar os caminhos de como alcançar sucesso no uso da linguagem escrita em ações interlocutórias.

Doutor em Ciências da Comunicação e professor de Jornalismo na Escola de Comunicações e Artes, da Universidade de São Paulo, Chaparro é jornalista desde 1957, quando iniciou sua carreira em Lisboa. No Brasil, para onde imigrou em 1961, foi repórter, editor e/ou articulista em vários jornais e revistas de grande porte e circulação. Com reportagens individuais, por quatro vezes teve trabalhos premiados no Prêmio Esso de Jornalismo. É autor de outros três livros sobre Jornalismo: Pragmática do Jornalismo (Summus, 1994), Sotaques d’aquém e d’além-mar – travessias para uma nova teoria de gêneros jornalísticos (Summus, 2008), e Linguagem dos Conflitos (Minerva Coimbra, 2001).

Projor busca voluntários para o Atlas da Notícia

O Instituto para o Desenvolvimento do Jornalismo (Projor), controlador do Observatório da Imprensa, anunciou o início de uma campanha de crowdsourcing (busca de voluntários) para a terceira edição do Atlas da Notícia, com o objetivo de mapear veículos jornalísticos por todo o território nacional. A pesquisa, análise e publicação dos dados serão feitas pelo Volt Data Lab, de Sérgio Spagnuolo.

A ideia é expandir a rede de escolas de jornalismo e voluntários já estabelecida no ano anterior, para fornecer o panorama mais completo da imprensa local brasileira. A terceira edição do Atlas também terá uma Interface de Programação de Aplicativos (API) para facilitar o acesso aos dados da pesquisa.

A edição anterior, publicada no final de 2018, obteve dados relevantes, como o fato de em metade dos municípios brasileiros existir ao menos um veículo jornalístico. O estudo revelou ainda que 81 foram fechados desde 2011.

A terceira edição do Atlas da Notícia será publicada em novembro, no site do Observatório da Imprensa.

CNN Brasil terá 700 funcionários, sendo 400 jornalistas

Em entrevista para a Go Where Business, o CEO da CNN Brasil Douglas Tavolaro revelou detalhes sobre a operação e programação do canal no País. Segundo ele, a emissora deverá contar com 700 funcionários, sendo 400 jornalistas, uma parte destes terceirizados.

A CNN Brasil funcionará 24 horas por dia, exibindo 16 horas de programação ao vivo e oito horas de material gravado previamente. A previsão de estreia é para o último semestre de 2019.

Credores aprovam plano de recuperação judicial do Grupo Abril

Sede da Editora Abril
Abril na Marginal Tietê – Crédito Onildo Lima

Mas TRT-SP mantém decisão de reintegração dos demitidos

Os credores do Grupo Abril aprovaram o plano de recuperação judicial apresentado pela companhia em assembleia realizada na tarde dessa terça-feira (27/8), no Clube Homs, em São Paulo. O plano foi aprovado com 92% de representação no valor da dívida e 96% de representação no número de credores.

A Abril pediu recuperação judicial em 15 de agosto de 2018 para renegociar dívidas que somavam 1,69 bilhão de reais. Os credores da companhia estavam divididos em quatro classes: ex-funcionários, bancos, prestadores de serviço editorial e demais fornecedores.

O plano prevê a venda de três negócios da Abril: o imóvel onde está localizada a sede da companhia, na Marginal Tietê; imóveis localizados em Campos do Jordão, no interior do Estado; e a unidade de negócios Exame, que produz a revista, o site e o aplicativo da marca, além de responsável pela realização de eventos. Os valores arrecadados com as vendas serão destinados a pagar credores e empréstimos e, eventualmente, para o caixa da Abril. (Com informações de Exame)

Reintegração dos demitidos – A 6ª turma do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo julgou em 20/8 o recurso da Editora Abril contra a decisão em primeira instância que determinou a reintegração dos mais de mil funcionários demitidos de julho de 2017 a agosto de 2018. O órgão manteve a decisão, mas ainda cabe recurso ao TST.

Durante a audiência, Raphael Maia, advogado do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, fez a sustentação oral em nome dos jornalistas e destacou, entre outros argumentos, que entre os inúmeros dramas humanos envolvidos na demissão em massa, dois profissionais – Dagmar Serpa e Fábio Sasaki – morreram no curso do processo sem terem recebido em vida seus direitos de forma integral, enquanto os irmãos Civita, antigos proprietários da Editora Abril, blindaram seu patrimônio pessoal pelo processo de recuperação judicial e venda da empresa.

(Com informações do SJSP)

Justiça do DF condena policial que ameaçou jornalista

Condenação sai dois anos após a ameaça durante manifestação

O policial militar Raimundo José Vilanova de Souza foi condenado nessa terça-feira (27/8) pela Justiça do Distrito Federal por ter ameaçado o repórter fotográfico André Augustus Coelho Cardoso, de O Globo, em 24 de maio de 2017, durante manifestação na Esplanada dos Ministérios, em Brasília. A pena, anteriormente estabelecida em 30 dias de detenção em regime aberto, foi alterada para prestação de serviços à comunidade por um ano.

André registrava a ação de policiais para conter os manifestantes, quando o PM o ameaçou com um tiro no chão, próximo ao seu pé. Também chutou o repórter fotográfico e impediu outro profissional de registrar o evento.

Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), não existiram evidências que indicassem perigo iminente no contato entre o jornalista e o policial, o que justificaria o disparo próximo ao pé de André Cardoso.

“Naquelas circunstâncias, se havia risco para a integridade física do jornalista, incumbia ao militar orientá-lo, por comando de voz, a sair da zona de conflito e se abrigar em local seguro, sem a menor necessidade de usar força física ou efetuar disparo de advertência”, explica o MPDFT.

Flavio Pestana é o novo CEO da Odgers Berndtson no Brasil

Flavio Pestana / Arquivo pessoal

Flavio Pestana, que atuou por 30 anos na área de comunicação, é o novo CEO e sócio da Odgers Berndtson no Brasil, empresa global de recrutamento de executivos e consultoria estratégica em capital humano. Luiz Wever, que ocupava a posição, assume como Managing Partner. A filial brasileira, localizada em São Paulo, coordena a operação dos escritórios da América do Sul.

Formado em Engenharia, com pós-graduação em Finanças pela FGV e cursos de gestão em Harvard Business School, Insead/FDC e Singularity University, Pestana foi diretor superintendente do Grupo Folha, CEO do Valor Econômico, Gazeta Mercantil e Rede Bom Dia de Jornais, sócio da CDN e diretor executivo do Grupo Estado. Foi conselheiro do Conar, do Cenp, da ANJ e do UOL e é conselheiro certificado pelo Instituto Brasileiro Governança Corporativa (IBGC).

Morre, aos 67 anos, Chico Viana

Faleceu nesse domingo (25/8), em Salvador, vítima de uma parada cardíaca, o filósofo e jornalista baiano Francisco Viana. Chico Viana, como era mais conhecido, era um dos principais especialistas em comunicação empresarial do País, tendo escrito mais de uma dezena de livros sobre o assunto, dentre eles De cara com a mídia e Hermes, a Divina Arte da Comunicação.

Nascido em 18 de setembro de 1951, atuou no início da carreira no jornal A Tarde. Em 1978, mudou-se para o Rio de Janeiro para trabalhar em O Globo e depois para São Paulo, onde passou por IstoÉ. Doutor em Filosofia Política, foi professor de Comunicação em várias universidades, e em 2017 manteve no Jornalistas&Cia a coluna Para sair da crise. O corpo foi cremado nessa segunda-feira.

Protagonista nos bastidores, ex-editor do Daily Mail gravará série para TV

Luciana Gurgel

* Por Luciana Gurgel, especial para o Portal dos Jornalistas

Jornalistas não costumam ser notícia – e muitos defendem que profissionais da imprensa nunca deveriam ser notícia. Mas há alguns que entram para a história e acabam ganhando notoriedade para além das fronteiras das redações. No Reino Unido, o ex-editor Paul Dacre, que durante 26 anos dirigiu o popular Daily Mail, está nessa categoria.

Ele voltou às manchetes nos últimos dias, quando foi anunciada uma série na emissora Channel Four denominada nada modestamente O mundo segundo Paul Dacre. A série de três episódios só vai ao ar em 2021, mas o anúncio agitou os meios jornalísticos e políticos.

Dacre deixou o cargo em outubro de 2018, ao completar 70 anos. Não houve uma razão formal para a saída, e ele passou a integrar o conselho da Associated Newspapers, que edita o jornal e também outros títulos como o Metro, distribuído gratuitamente e com tiragem superior a 1,4 milhões de exemplares, segundo o órgão de auditoria ABC. 

Paul Dacre

Mas por que Dacre merece uma série no Channel Four? Porque ele é considerado por muitos como um dos principais influenciadores da opinião da classe média conservadora britânica. Porque poucas vezes deu entrevistas, preferindo manifestar-se por meio da edição do Daily Mail, na maioria das vezes nada imparcial. E porque o Channel Four, canal escolhido para transmitir a série, foi um dos principais alvos de suas críticas ácidas, ao lado do esquerdista The Guardian. 

Para se ter uma ideia da importância do jornalista, a matéria sobre o documentário foi publicada na edição dominical do The Times, um dos principais jornais britânicos, com o título Paul Dacre sai das sombras. Outros veículos noticiaram em sequência usando termos como Dacre abre a tampa. Pode-se imaginar que vem chumbo grosso por aí. 

Na verdade, o que se espera é que ele fale abertamente, coisa que raramente fez até hoje, sobre suas visões que determinaram a linha editorial do Daily Mail em momentos históricos como a morte da Princesa Diana, o Brexit e a gestão dos primeiros-ministros Tony Blair e David Cameron. E que de fato influenciaram os rumos da política, da cultura e do jornalismo britânicos. 

Paul Dacre é um conservador convicto e fervoroso. Contrário à esquerda e aos movimentos liberais. Defensor do Brexit, como se pode esperar de um conservador nacionalista. Representa bem a classe média e a população da Inglaterra menos urbana, a chamada Middle England. Ele conseguiu encarnar como poucos o sentimento dessa parcela da população, e assim não apenas influenciou os destinos do país mas também levou o Daily Mail a recordes de circulação. 

Título bombástico numa das capas mais célebres de Paul Dacre

Uma das capas mais célebres e ousadas da imprensa britânica foi dele. Quando a Corte decidiu que deveria haver uma votação no Parlamento para validar o resultado do referendo do Brexit, o Daily Mail saiu como o bombástico título Inimigos do povo, e a foto dos três juízes.

O jornalista fala pouco, mas quando abre a boca não economiza nas críticas a outros jornais, bem longe da quase folclórica fleuma britânica. Um dos pontos altos de sua metralhadora giratória foi um discurso na Sociedade dos Editores em novembro passado, logo após deixar o posto no Daily Mail. Em meio a um rosário de críticas a todos os veículos do Reino Unido, defendeu o valor da imprensa livre no país – livre inclusive para cometer os erros que apontou. E finalizou fazendo algumas previsões. 

Para Dacre, a BBC vai perder o atual poder devido ao impacto do streaming sobre o pagamento da taxa hoje obrigatória, e isso vai dar margem a uma outra rede de centro-direita tomar seu lugar. Ele acredita que os gigantes da tecnologia passarão a ser regulados como a imprensa tradicional, mas acabarão tendo seu monopólio quebrado, como ocorreu com os barões do petróleo do século passado. 

Sobre os algoritmos que hoje determinam o fluxo das notícias, prevê que não suplantarão as mentes brilhantes que amam fotos, manchetes e palavras, e que têm uma extraordinária empatia com os leitores. Por fim, crê que os jornais terão vida longa, contra muitas previsões em contrário. 

 “De uma coisa estou absolutamente certo: a humanidade tem fome de notícias, de análise e, sim, de sensacionalismo e fofoca – isso é tão velho como o tempo”, disse o veterano editor. 

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