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domingo, abril 12, 2026

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Extinction Rebellion desenvolveu uma poderosa máquina de gerar fatos e imagens

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Mais de 60 cidades em vários continentes viveram transtornos nos últimos dias devido à ação do grupo Extinction Rebellion, ou XR, nascido em Londres. Importantes ruas do centro da capital britânica foram bloqueadas por manifestantes preocupados com os efeitos da mudança climática. O ato foi programado para durar duas semanas.

A forma de ação do grupo coloca em pauta as estratégias das organizações dedicadas a lutar por uma causa. Qual é a melhor maneira de transformar a sociedade? Eventos espetaculares? Lobby sobre quem decide? Engajamento pelas redes sociais? Boicotes a marcas? Protestos violentos?

O Extinction Rebellion escolheu como caminho manifestações pacíficas, mas que causem um impacto enorme na vida das pessoas, com altíssima visibilidade. Eles paralisam ruas e pontes, montam acampamentos, acorrentam-se a postes, colam-se ao chão para resistir à polícia e fazem barulho com batucadas e megafones.

Críticos denunciam a falta de diversidade do movimento, liderado por pessoas brancas de classe alta. Criticam o aumento do consumo de energia causado pelos bloqueios. Ou as exigências quase impossíveis de serem atendidas, como a de zerar o saldo de emissões de carbono até 2025 no Reino Unido.

Mas o Extinction Rebellion “pegou”. Impressionante a quantidade de pessoas de diferentes idades, origens e formações marchando pelas ruas de Londres, sob chuva e frio, muitas acomodadas em acampamentos improvisados. Apesar dos transtornos, uma pesquisa do Instituto YouGov feita no primeiro dia apontou aprovação superior a 40% nas faixas etárias de 18 a 24 e 25 a 49 anos.

Muita gente está se debruçando sobre o XR para entender os fundamentos da estratégia que vem dando certo. E que podem servir como parâmetro para outras organizações.

Uma interessante análise sobre a forma de ação do grupo foi publicada pela Tortoise Media. Um de seus fundadores, entrevistado pela publicação, é um pós-graduando de 53 anos que pesquisa movimentos de protesto. Sinal de que não se trata de um ajuntamento de adolescentes idealistas, e sim de uma estrutura planejada por gente qualificada.

Foi destacado o mecanismo para engajar não-iniciados em causas sociais. A fim de atrair gente da classe média britânica que nunca foi a um protesto, optaram por um discurso capaz de sensibilizar pessoas comuns: o futuro das crianças. Apelo eficiente para as próprias crianças e também pais e avós. E suficientemente vago para acomodar uma vasta gama de preocupações individuais – do desmatamento da Amazônia à perfuração do solo britânico para extração de gás.

Uma estrutura descentralizada, composta por pequenas unidades autônomas, favorece o engajamento. Segundo o Tortoise Media, o XR inspirou-se em um modelo utilizado na Guerra Civil Espanhola. São grupos em torno de dez pessoas, que não precisam de autorização prévia de um “comando central” para se unir e protestar. Basta aderir aos dez princípios do grupo.

Estima-se que existam cerca de 500 unidades em 72 países, sendo mais de 100 no Reino Unido. Mas esse pessoal não fica solto por aí. Há uma sofisticada estrutura quase empresarial para assegurar o alinhamento. Quem trabalha ou já trabalhou em multinacionais ou empresas que operam via franquia sabe o que é isso.

Coordenadores regionais supervisionam as unidades. Recém-chegados recebem treinamento antes dos protestos, principalmente sobre como não utilizar violência. Veteranos fazem simulações ensinando como se relacionar com a Polícia caso sejam abordados.

O modelo tecnológico que faz essa estrutura rodar foi escrutinado pela revista Wired. Para a comunicação em larga escala, começaram com o WhatsApp mas agora estão migrando para o Telegram, devido à segurança e à limitação de grupos de até 256 participantes na rede mais popular. Dentro dos grupos, empregam o Signal (uma alternativa ao Facebook) e o Matter Most.

A ferramenta de treinamento antes dos protestos é a plataforma Zoom. Planos de trabalho e documentos de referência estão no Google Drive. Há orientações de segurança de dados para os que participam dos protestos – incluindo a de usar um aparelho alternativo que possa ser inutilizado caso apreendido pela Polícia.

Do ponto de vista de comunicação, o Extinction Rebellion desenvolveu uma poderosa máquina de gerar fatos e imagens, com atos simultâneos em vários locais disseminados por um exército de voluntários. O pacifismo dos protestos ajuda a criar uma imagem simpática, distante da agressividade de outros grupos ambientalistas que se notabilizaram por atos violentos.

Até a prisão dos ativistas virou material para alimentar essa máquina. Em um lance genial, o Extinction Rebellion transformou os presos em heróis da causa. São aplaudidos, gerando simpatia. E deixando a Polícia constrangida, parecendo estar involuntariamente fazendo parte de um bem orquestrado teatro em que os manifestantes é que são os protagonistas.

O capital de imagem e a capacidade de mobilização do Extinction Rebellion são altos nesse momento. Seu profissionalismo é superior ao de grupos mais heroicos e menos organizados. O modelo descentralizado pode dar mais agilidade e eficiência em comparação a ONGs com estruturas mais pesadas.

O desafio será manter essa bola no alto. E conseguir vitórias reais que possam validar o modelo.

Deputado Daniel Silveira (PSL-RJ) quebra celular de Guga Noblat

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) atacou nessa quarta-feira (16/10) o repórter Guga Noblat (Jovem Pan), na Câmara dos Deputados, após ficar irritado por ter sido gravado desferindo ofensas pessoais a ele e arremessado seu celular no chão.

Guga perguntou ao deputado qual seria o momento de maior vergonha da política nacional nos últimos anos, apresentando como alternativas “a invasão do Colégio Pedro II e a quebra da placa em homenagem à vereadora Marielle Franco”, ambos os episódios ligados a Daniel Silveira, que rebateu as falas do jornalista e respondeu “Vergonha não existe, eu tenho orgulho. Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

https://www.youtube.com/watch?v=xt0Tx_e1zF0

Depois da gravação, o deputado enfureceu-se e tentou agredir Guga, segundo relato do jornalista, e arremessou seu celular no chão com brutalidade. Guga cobrou Daniel no mesmo momento do ocorrido, e o deputado respondeu com agressividade: “Arremessei, e aí, ‘mermão’? Te bati, babaca? Vai no STF e me processa, otário”.

O caso foi muito comentado nas redes sociais. Guga postou uma foto no Twitter, mostrando o celular quebrado e cobrando justificativas do deputado: “Tudo foi devidamente registrado. Podemos entrar num acordo. Não te processarei, se ‘vc’ assumir publicamente que foi um covarde ao invadir escolas e que isso ‘eh’ atitude de ‘bunda-mole’. ‘Vc’ tem 24h”, diz o tuíte. Confira abaixo:

Via Twitter, Daniel respondeu com palavrões ao comentário de Guga.

A Abraji publicou nota de apoio ao jornalista.

Jovem Pan estreia programa com foco nos universos geek e gamer

A Jovem Pan estreia nesta quinta-feira (17/10) o programa Corujão, com as principais notícias, novidades, curiosidades e entrevistas com personagens dos universos gamer e geek, e muita interatividade em tempo real com os espectadores. Integrarão a equipe do programa os influenciadores Diana Zambrozuksi, Hads e Felpy, além do humorista Maurício Meirelles

O Corujão é iniciativa da Jovem Pan em parceira com a BBL, holding brasileira com foco em e-sports. O programa é multiplataforma: será transmitido na rádio, no YouTube e no Twitch da BBL, toda quinta, das 21h às 22h.

Léo De Biase, sócio-fundador da BBL, afirma que o projeto é importante para ampliar os horizontes do universo dos games e e-sports: “É uma grande alegria lançar o Corujão em uma das maiores rádios do Brasil. Com essa nova frente, podemos alcançar um público ainda maior e aumentar a compreensão sobre o universo de games e e-sports, contando também com toda a credibilidade jornalística que a Jovem Pan já possui”.

Brazil Summit, da The Economist, reunirá Sergio Moro e Rodrigo Maia

Sergio Moro e Rodrigo Maia serão as atrações principais do Brazil Summit 2019

A revista britânica The Economist promove em 24/10 (quinta-feira), em São Paulo, a terceira edição do fórum Brazil Summit. O encontro, que terá como tema a pergunta De volta aos negócios?, reunirá alguns dos principais nomes da cena governamental e empresarial do País em uma conferência que discutirá os rumos da economia e da política brasileiras.

Dentre os convidados, destaque para o ministro da Justiça Sergio Moro e o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, que dividirão a programação com empresários como Zenia Latif (XP Investimentos), Guilherme Leal (Natura), Ilona Szabó (Instituto Igarapé), David Vélez (Nubank), Sérgio Gusmão (Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais), Paula Paschoal (PayPal Brasil) e Christopher Garman (Grupo Eurasia).

“O Brasil está em processo de troca de poder e recuperação econômica”, analisa Sarah Maslin, chefe sênior da The Economist no Brasil. “Mas, existe um lado positivo: as instituições estão voltando a funcionar, a troca de poder político deve trazer uma onda de positividade e alguns investidores estrangeiros serão atraídos pelo otimismo em relação ao aquecimento da economia brasileira. Acima de tudo, agora com outros projetos de crescimento, o governo e o setor privado precisam ser mais eficientes, produtivos e inovadores”.

Os painéis tratarão sobre perspectivas econômicas, o futuro da América Latina, a reforma da Previdência, práticas de compliance e relações com investidores, fintechs – as startups do sistema financeiro –, a relação do Brasil com a China, Amazônia, mudanças climáticas e inteligência artificial, entre outros.

O encontro será das 8h às 17h50, no Rooftop 033 (av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2.041).

Comissão de sindicato repudia críticas de Daniel Castro a Maju Coutinho

Daniel Castro e Maju Coutinho

A Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial de São Paulo (Cojira-SP) emitiu nota de repúdio aos comentários do colunista Daniel Castro (Notícias da TV/UOL) sobre a forma como a apresentadora Maju Coutinho vem comandando o Jornal Hoje, da TV Globo. O artigo, publicado em 9/10, apontou e contabilizou os erros que ela cometeu no telejornal

Publicada no site do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, a nota ressaltou que “é comum apresentadores errarem e nem por isso são feitas semelhantes apurações”, e completa: “Também acreditamos que numa sociedade que invisibiliza o negro, brancos erram, brancos são racistas em frente às câmeras e recebem segunda chance. Esses erros não são potencializados ao descrédito”.

A Cojira-SP solidarizou-se com a apresentadora, incentivando a presença de mais mulheres negras nas bancadas de telejornais: “Registramos aqui o apoio da Cojira a Maju Coutinho, contra uma infeliz manifestação, que só pode ser explicada pelo racismo e que torna a jornalista parte de uma raríssima estatística de apresentadoras negras na TV. A Cojira-SP acredita e trabalha para que num futuro próximo mais mulheres como Maju tenham a possibilidade de ocupar as bancadas dos telejornais, independentemente do quanto isso incomode a casa grande”.

Leia a nota da Cojira na íntegra.

+Admirados: começa o segundo turno

Teve início nesta quarta-feira (16/10) a segunda etapa de votação do Prêmio Os +Admirados da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças, que elegerá os profissionais e veículos mais admirados do segmento. Estão aptos a votar cerca de 58 mil profissionais que integram os mailings de Maxpress (imprensa) e Jornalistas&Cia (comunicação corporativa). O cadastro é aberto a jornalistas e demais profissionais de comunicação que queiram participar da votação. Neste caso, basta o envio de mensagem para [email protected], solicitando a inclusão. Todos os integrantes do cadastro recebem uma mensagem assinada conjuntamente por Jornalistas&Cia e Maxpress com o link de votação. Essa operação se repete em dias alternados, excluindo-se os nomes de quem já votou.

Classificaram-se para o segundo turno 90 profissionais e 42 veículos de comunicação. Da somatória de pontos sairão os TOP 50, entre os profissionais, e os veículos campeões das categorias Jornal, Revista, Programa de Rádio, Programa de TV, Site/Blog e Agência de Notícia. Neste segundo turno, os eleitores poderão votar nos cinco mais admirados em dada categoria, classificando-os do 1º ao 5º lugar. O 1º lugar vale 100 pontos, o 2º, 80 pontos, o 3º, 65 pontos, o 4º, 55 pontos e o 5º, 50 pontos.

O Prêmio +Admirados conta com patrocínio de BTG Pactual, Capitalys, Deloitte e Gerdau; apoio institucional de Abracom, Abrasca, Codim e Ibri; e colaboração da Mestieri Comunicação.

TV Cultura estreia série de podcasts

A TV Cultura lançou em 14/10 podcasts dos seus programas jornalísticos Roda Viva, Matéria de Capa, Provocações (Provocast) e Opinião Nacional, já disponíveis em plataformas de streaming de músicas, como o Spotify.

Em breve, a emissora oferecerá conteúdo em áudio dos programas Metrópolis e Cartão Verde, além de dois que fazem crítica de mídia, o Podcast dos Podcasts e o Jornal dos Jornais.

Com Karyn Bravo, Amanda Freitas e Leão Serva, o Podcast dos Podcasts reunirá indicações de podcasts e episódios para o público. Já o Jornal dos Jornais, com Leão Serva, discutirá as coberturas da mídia e da imprensa em pautas relevantes da atualidade.

Veja é Hors Concours no Prêmio ABP de Jornalismo

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) premiou em 9/10 os vencedores do 6º Prêmio ABP de Jornalismo, durante a cerimônia de abertura do XXXVII Congresso Brasileiro de Psiquiatria, no Rio de Janeiro. O vencedor de cada categoria recebeu R$ 5 mil.

O destaque fica para a revista Veja, que recebeu o prêmio Hors Concurs pelo conjunto da obra.

Os vencedores foram: Impresso, Novos olhares sobre a depressão, de Vilhena Soares (Correio Braziliense); Online, Preconceito, isolamento e depressão: solidão LGBT precisa ser discutida, de Gabriela Ingrid da Silva (UOL); Rádio, Tarde Nacional fala dos desafios no tratamento do alcoolismo, de Juliana Maya Gontijo (Rádio Nacional Amazônia); e Televisão, Brasil é o país com mais casos de transtorno de ansiedade do mundo, de Guilherme Schiavinato (TV Globo).

O Prêmio ABP de Jornalismo visa a reconhecer e incentivar produções jornalísticas sobre temas relacionados a psiquiatria, saúde e doenças/transtornos mentais.

Imagem de Marielle Franco causa demissão e fim de programa na EBC

Imagem de Marielle Franco apareceu em xilografia ao lado de homenageado. Vídeo foi editado e imagem retirada

A rápida exibição, em um programa da TV Brasil, de uma imagem da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco, assassinada em março de 2018, resultou na demissão do diretor da atração e da saída do programa da grade da emissora. A informação foi divulgada em primeira mão por Guilherme Amado, de Época.

O caso ocorreu após a exibição um especial sobre o cantor Jackson do Pandeiro, que foi ao ar no programa Antenize, em 31 de agosto. Em um trecho de cinco segundos do especial, a câmera mostrou alguns livros de cordel, com capas em xilogravura. Entre eles, havia o desenho da vereadora ao lado da figura do próprio Jackson do Pandeiro, o homenageado.

Uma semana após a exibição, o diretor da atração, Vancarlos Alves, foi demitido e o programa Antenize retirado da grade da TV Brasil. Além disso a edição do especial no YouTube sofreu um corte, que tirou a imagem em que a vereadora assassinada aparecia.

Nesta semana o Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) pediu que a Corte investigue a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) por censura à imagem de Marielle Franco.

“Situação de extrema gravidade, visto que pode resvalar para um ato de censura flagrantemente inconstitucional, com potencial de fazer incidir sobre essa conduta dos responsáveis as sanções cabíveis no âmbito do controle externo”, escreveu o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, em ofício ao presidente do TCU. “Não é desconhecida a orientação do governo federal em negar ‒ por meio de seus órgãos e empresas estatais ‒ a visibilidade cultural a essas duas temáticas [LGBT e de esquerda], as quais eram fortemente ligadas à imagem de Marielle Franco”.

Augusto Nunes vai para a RecordTV

Augusto Nunes. Foto: Edu Moraes

Por Cristina Vaz de Carvalho, editora de J&Cia no Rio

A RecordTV anunciou a contratação de Augusto Nunes como comentarista no boletim do Jornal da Record, na edição apresentada por Sérgio Aguiar à meia-noite e meia, e também para assinar uma coluna diária no portal R7. Até aqui colunista da Veja.com, comentarista da rádio Jovem Pan no Jornal da Manhã e integrante do programa Os pingos nos is, da mesma emissora (onde permanecerá), ele tem quase 700 mil seguidores no Twitter.

Nunes começou nos Diários Associados, foi repórter de O Estado de S.Paulo e da revista Veja até assumir a mediação do programa Roda Viva, na TV Cultura. Dirigiu as revistas Veja, Época e a edição brasileira da Forbes, além dos jornais O Estado de S. Paulo, Jornal do Brasil e Zero Hora. Voltou ao Roda Viva, como debatedor numa segunda fase. Tem quatro prêmios Esso de Jornalismo. Foi considerado um dos seis mais importantes jornalistas do Brasil, numa seleção feita pela Fundação Getulio Vargas.

Seu posicionamento político por certo influenciou a atual contratação. Crítico contumaz dos governos Lula, que acusava de corrupção e cerceamento da democracia, apoia o governo Bolsonaro e, recentemente, protagonizou uma polêmica com o opositor Gleen Grenwald, do The Intercept Brasil.

Na segunda-feira (14/10), Nunes foi conhecer a sede da emissora e falou sobre as novas funções: “Venho com muito entusiasmo, porque vou participar, de segunda a sexta, do boletim JR, um projeto pioneiro em televisão. E ainda estarei no R7.com, o que me permitirá voltar às origens. Sou um jornalista de texto e escreverei, diariamente, colunas exclusivas para o portal”.

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