A partir de 3/2, Kennedy Alencar comandará na CBN uma nova coluna, diretamente de Washington: Pastoral Americana, para cobrir as eleições à Presidência dos Estados Unidos. O nome do boletim é inspirado no livro de mesmo nome do escritor Philip Roth, que ganhou um Prêmio Pulitzer em 1998.
“Depois de acompanhar a crise política brasileira nos
últimos anos, será interessante cobrir uma eleição americana disputada entre
Donald Trump, um exemplo clássico de masculinidade tóxica, e o candidato ou
candidata democrata que será escolhido nas primárias”, escreveu Alencar em sua
coluna no iG.
Pastoral Americana irá ao
ar de segunda a sexta, sem horário definido, durante a programação da CBN. O
comentarista despediu-se de sua coluna A Política como ela é em 16/1, afirmando
que ela ficará “arquivada por um bom tempo”.
O UOL estreou nesta terça-feira (28/1) o podcastFutebol
Bandido, que discute escândalos de corrupção dentro do futebol no Brasil e
no resto do mundo, como a organização da Copa do Mundo de 2014, João Havelange
na Fifa, contratos obscuros envolvendo grandes craques do futebol mundial,
entre outros.
Fazem parte da equipe especialistas na cobertura de
corrupção no futebol: Juca Kfouri, responsável pela denúncia da máfia da
loteria esportiva nos anos 1980; Rodrigo Mattos, que ganhou o Prêmio
Esso de Jornalismo e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva, ambos
em 2012; e Jamil Chade, eleito o melhor correspondente brasileiro no
exterior pelo Comunique-se.
O podcast terá oito episódios, lançados às
terças-feiras, destacando bastidores, investigações jornalísticas, entrevistas
e análises de personalidades corruptas. O episódio de estreia traz a história
de Ricardo Teixeira, cartola que, em meio a polêmicas e casos obscuros,
ascendeu à Presidência da CBF, até sua queda em 2012, devido a investigações
internacionais. Segundo a reportagem, uma curiosidade é que Teixeira não
gostava de futebol: “Ele não assistia aos jogos”, relata Rodrigo Mattos. “O
Blatter (ex-presidente da Fifa) pelo menos gostava e assistia. O Ricardo
Teixeira não assistia aos jogos de futebol. Às vezes, ia à final da Champions
League ou Copa do Mundo e ficava vendo um tablet”.
A Rede TV anunciou nesta terça-feira (28/1) a contratação de Homero Salles para a Vice-Presidência de Conteúdo. Com mais de 40 anos de experiência em televisão, Salles chega para melhorar o posicionamento da RedeTV no mercado, atuando diretamente nos setores de criação e produção, para valorizar o conteúdo e alterar estrategicamente a grade de programação da emissora.
Ele iniciou a carreira na TV Rio Preto, em 1974. Três anos
mais tarde, foi para o SBT, onde permaneceu por 20 anos, dirigindo programas
como Domingo Legal, Domingo no Parque e Viva a noite, ao
lado de Silvio Santos e Gugu Liberato. Em 1977, conheceu Amilcare Dallevo Jr.,
presidente da RedeTV, e o ajudou a realizar o projeto que mais tarde se
tornaria a emissora que hoje o contratou.
De 1999 a 2006, comandou a GGP Produções, empresa
audiovisual de Gugu Liberato. Muito amigo do falecido apresentador, Salles
retornou ao SBT para assumir a direção de seu programa alguns anos mais tarde.
Foi responsável pela negociação de Liberato com a Record, e em 2008, assumiu a
direção-geral do Programa do Gugu. Em 2017, retornou à GGP Produções,
onde permanecerá até 3/2, dia de sua estreia na RedeTV.
Morreu em 24/1 o ex-comentarista esportivo Sérgio Noronha, aos 87 anos, vítima de pneumonia. Ele estava internado em um hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro.
Noronha sempre foi muito respeitado no jornalismo
esportivo. Iniciou a carreira como redator da revista O Cruzeiro, onde se
destacou por suas crônicas e textos esportivos, até chegar ao Jornal do Brasil.
Começou na TV Globo em 1975, onde permaneceu até 2009. Nesse
período, tornou-se uma das referências no jornalismo esportivo, com destaque
para a cobertura da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Alguns amigos que fez
nos tempos de TV Globo, como Galvão Bueno, Marcos Uchôa e Arnaldo
Cezar Coelho, prestaram homenagens a ele. Uchôa destacou que o diferencial
de Sérgio Noronha era que ele “soube passar de uma boa linguagem escrita para
uma boa linguagem falada”. Em 2018, foi diagnosticado com Alzheimer e passou a
morar no Retiro dos Artistas.
O ministro da educação Abraham Weintraub compartilhou uma notícia falsa que dizia que Reinaldo Azevedo havia sido demitido da BandNews. Além disso, ele questionou se o comentarista conseguiria arranjar um novo emprego: “Perguntar não ofende: será que, após os gastos milionários do Estado de São Paulo (Doria/PSDB) com rádios privadas, esta pessoa terá dificuldade em se recolocar? Vejam, paulistas, como o dinheiro de seu IPVA é ’bem‘ aproveitado”, publicou Weintraub.
A notícia falsa foi desmentida por Carla Bigatto,
colega de Reinaldo na BandNews, que afirmou nas redes sociais que a informação
compartilhada por Weintraub “não é verdadeira”.
Na última sexta-feira (24/1), o programa O É da Coisa, apresentado por Reinaldo Azevedo, não foi ao ar, o que aumentou os rumores de uma possível demissão. O próprio apresentador afirmou, em sua coluna no UOL e no Twitter, que o ocorrido “nada tem a ver com censura”. Ele também disse que sua “liberdade de opinião na BandNews FM é plena” e que ele jamais sofreu “qualquer tipo de assédio nesse sentido. Volto, se Deus quiser, na segunda-feira, superadas algumas dificuldades pessoais”.
Em nota, a BandNews FM informou que o apresentador do O É da Coisa não foi demitido: “Ao contrário do que alguns veículos de comunicação noticiaram no final de semana, Reinaldo Azevedo segue contratado pela emissora”. A nota disse também que o programa não foi ao ar na última sexta-feira (24/1) pois Reinaldo tinha “um compromisso particular” e “apresentou quadro febril e sintomas de gripe”. A emissora informou que apresentador ” voltou ao ar nessa manhã, com sua coluna diária, e volta a comandar o programa nesta segunda-feira às 18h”.
Leonardo Sakamoto, colunista do UOL e professor da PUC-SP, lançou o livro Escravidão Contemporânea (Editora Contexto), com explicações, dados e entrevistas com especialistas nacionais e estrangeiros sobre escravidão nos dias atuais, condições miseráveis de trabalho e relações desumanas com os empregadores.
A obra também explica o trabalho escravo contemporâneo, sua
história recente, como ele se insere no Brasil e no mundo, o que está sendo
feito para combatê-lo e por que é tão difícil erradicá-lo.
Além da familiaridade com o tema, Sakamoto tem grande
importância na luta contra a escravidão. É conselheiro do Fundo das Nações
Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão e foi conselheiro da
Liechtensen Iniciative, da Comissão Global do Setor Financeiro contra a
Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos.
Mais de 40 entidades nacionais e internacionais enviaram uma carta aberta às autoridades brasileiras nesta sexta-feira (24/1) manifestando repúdio à recente denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Glenn Greenwald.
Na carta, endereçada ao presidente Jair Bolsonaro e aos
líderes das principais Casas Legislativas e instituições do Judiciário, as
entidades afirmam que a denúncia contra Greenwald é o episódio mais recente de
uma campanha extensa para desacreditar jornalistas que cobrem o tema da Operação
Lava Jato. Segundo o documento, a ação do MPF prejudica não apenas a
liberdade de imprensa, como também a liberdade de expressão e de participação
democrática.
Entre as entidades brasileiras que assinam a carta aberta
estão o Instituto Vladimir Herzog, a Associação Brasileira de Jornalismo
Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a ARTIGO
19. Entre as organizações internacionais que compõem a coalizão, estão o
Committee to Protect Journalists, a Human Rights Watch e a Freedom of the Press
Foundation. A ação foi coordenada pela Repórteres sem fronteiras.
A Pesquisa Fapesp, revista científica publicada pela Fundação
de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, está completando 20 anos. Lançada
originalmente como um informativo chamado Notícias Fapesp, em 2000
passou por uma reformulação editorial e gráfica, transformando-se em revista.
Com reportagens científicas que trazem dados, curiosidades,
dicas e entrevistas, a Pesquisa Fapesp visa a valorizar o jornalismo
científico. Em comemoração ao aniversário, a revista relembrará até o final do
ano, mensalmente, reportagens marcantes e assuntos relevantes publicados ao
longo de sua existência. Na edição de janeiro, turismo científico e rankings
universitários são os destaques.
A revista também comemora os dez anos de seu canal
no YouTube, que busca valorizar a importância de reportagens e outros tipos
de conteúdo audiovisual sobre ciência, que facilitam a compreensão e
simplificação de assuntos complexos. Os vídeos permitem uma linguagem
audiovisual informal e diferente, com o uso de recursos como infográficos
animados, que tornam o tema mais didático. Confira
o especial de 20 anos da revista
Em comemoração ao aniversário de São Paulo, que completa 466 anos no próximo sábado (25/1), a BandNews FM realiza a Experiência BandNews FM, com atividades culturais, oficinas, passeios e outras atrações. O evento principal, gratuito, será na Casa das Rosas, na av. Paulista, 37, às 9 horas.
Nesta edição, haverá um walking tour pela Paulista,
que levará dez ouvintes já sorteados para uma visita guiada à exposição São
Paulo: Três ensaios visuais, no Instituto Moreira Salles. Depois, o grupo
fará uma caminhada pela avenida, passando por pontos turísticos como Masp,
Parque Trianon, Casarão Franco de Mello e Itaú Cultural.
Além da presença de convidados, atrações musicais, workshops
com colunistas e espaço kids, o evento na Casa das Rosas terá alguns
serviços de saúde, como cálculo de IMC, teste de glicemia, aferição da pressão
e orientações com nutricionistas. Confira
a programação na íntegra
Em 1983, Faustão, que então comandava o programa Balancê na Rádio Excelsior de São Paulo, entrevistou Eduzinho na redação do Estadão. Confira!
Por Antero Greco
Olá, Feice, como vai?
Abro seu primo Zap, pouco antes do almoço, nesta terça-feira, e leio a
seguinte mensagem: “Boa tarde meu amigo, o Eduzinho acaba de
falecer”.
Curta e direta a informação, sem rodeios, sem comentários adicionais.
Nessa hora desnecessários, descartáveis, inúteis.
O importante estava lá: o aviso de que morrera o Eduzinho, o Zé Galinha,
personagem miúdo e importante na redação do Estadão nos anos 1970, 80, 90,
comecinho de 2000.
Só alguém muito distraído passou pelo antigo jornalão nesse período sem
saber quem era o Eduzinho, ou Edu, ou Dudu. Enfim, o Eduardo cujo sobrenome só
agora soube que era Collado.
Adendo supérfluo, fútil, porque falar Eduzinho era o suficiente,
qualquer um sabia de quem se tratava. Equivalia a falar em dr. Júlio, dr. Ruy,
Julinho, Ruizito. Pronto, na hora associava-se o nome à pessoa adequada.
Sobrenome é pra desconhecidos na firma.
Eduzinho entrou no jornal rapazinho, para ser contínuo, e contínuo foi a
vida toda. Com altivez, orgulho e decência. Era pau pra toda obra, desde levar
matérias para a turma do Gegê liberar para a gráfica até pegar cola Pritt,
canetinha, laudas, bloquinho, trocar a fita da máquina. Ou comprar sanduíche e
refrigerante na lanchonete. Ou pagar conta no banco.
Andou centenas de milhares de quilômetros pela redação e pelo prédio da
Marginal. Houve época até em que colocaram no pé dele um aparelhinho para medir
quanto caminhava por dia. Acho que a geringonça pifou.
Eduzinho gastou tanta sola que passou a mancar um pouco. Bobagem de
nada, para quem deslizava entre as editorias. Isso não o impedia de ir de lá pra
cá, daqui pra lá.
O Zé Galinha nunca teve o nome no jornal, mas era impregnado pelo astral
da busca da notícia que pairava sobre a redação. Adorava esportes, vivia sempre
em volta da nossa turma, ouvido espichado e pronto para dar um pitaco.
Nos tempos das laudas, enquanto ia para a mesa da diagramação
aproveitava e lia as matérias. Cansei das vezes em que voltou e, todo prosa,
indicava um erro de informação. Nós o nomeamos “consultor de
esportes”, e se gabava da função. Levava-a a sério, e relia o que pudesse.
Era astuto, observador, sucinto, irônico. Jogávamos uma pergunta e lá
vinha a resposta de bate-pronto. “Lazaroni, Eduzinho?”
“Enganador! “Telê Santana?”, “Sabe tudo!”, “O
Romário?”, “Fominha, mas resolve!” e assim por diante. Seria um
comentarista de mão cheia. São-paulino fanático.
Eduzinho era desses invisíveis que há em todo ambiente de trabalho.
Inteligente, valia-se disso para saber tudo o que rolava na redação. Casos
amorosos? Ele estava por dentro. Quem estava prestigiado com a chefia? Na ponta
da língua. Visitas incógnitas na alta cúpula? Ele tinha informações de
bastidores e as repassava para os amigos. Crise na empresa? Estava mais
capacitado do que o RH.
“Como você sabe tanta coisa, Eduzinho?”, perguntava. Sorriso
maroto acompanhava a explicação. “A gente passa numa mesa aqui, outra ali,
pega um pedaço de conversa, ouve um papo no telefone. Depois, é só
juntar…”.
Com Eduzinho morre mais um pouco daquele Estadão que sabia ser sisudo e
informal, vetusto e zoeiro, profissional e familiar. Estadão em que o contínuo
podia corrigir o editor, sem medo de represália. Mas que, por via das dúvidas,
no jogo de fim de ano da rapaziada da redação, evitava chutar no gol defendido
pelo diretor Miguel Jorge.
“Vai que ele franga e fica bravo comigo?”.
Era sabido o Zé Galinha, que na verdade deveria se chamar Zé Peru, porque imitava bem peru, com seu grito de gluglugluglu que ecoava forte na redação.
Antero Greco
A história desta semana é de Antero Greco, comentarista da ESPN e colunista do UOL Esporte, que a publicou no Facebook em 14/1/2020 e nos autorizou a reproduzir.