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segunda-feira, abril 20, 2026

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Kennedy Alencar será correspondente da CBN nos Estados Unidos com novo boletim diário

Kennedy Alencar

A partir de 3/2, Kennedy Alencar comandará na CBN uma nova coluna, diretamente de Washington: Pastoral Americana, para cobrir as eleições à Presidência dos Estados Unidos. O nome do boletim é inspirado no livro de mesmo nome do escritor Philip Roth, que ganhou um Prêmio Pulitzer em 1998.

“Depois de acompanhar a crise política brasileira nos últimos anos, será interessante cobrir uma eleição americana disputada entre Donald Trump, um exemplo clássico de masculinidade tóxica, e o candidato ou candidata democrata que será escolhido nas primárias”, escreveu Alencar em sua coluna no iG.

Pastoral Americana irá ao ar de segunda a sexta, sem horário definido, durante a programação da CBN. O comentarista despediu-se de sua coluna A Política como ela é em 16/1, afirmando que ela ficará “arquivada por um bom tempo”.

UOL estreia podcast sobre corrupção no futebol

O UOL estreou nesta terça-feira (28/1) o podcast Futebol Bandido, que discute escândalos de corrupção dentro do futebol no Brasil e no resto do mundo, como a organização da Copa do Mundo de 2014, João Havelange na Fifa, contratos obscuros envolvendo grandes craques do futebol mundial, entre outros.  

Fazem parte da equipe especialistas na cobertura de corrupção no futebol: Juca Kfouri, responsável pela denúncia da máfia da loteria esportiva nos anos 1980; Rodrigo Mattos, que ganhou o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva, ambos em 2012; e Jamil Chade, eleito o melhor correspondente brasileiro no exterior pelo Comunique-se.

O podcast terá oito episódios, lançados às terças-feiras, destacando bastidores, investigações jornalísticas, entrevistas e análises de personalidades corruptas. O episódio de estreia traz a história de Ricardo Teixeira, cartola que, em meio a polêmicas e casos obscuros, ascendeu à Presidência da CBF, até sua queda em 2012, devido a investigações internacionais. Segundo a reportagem, uma curiosidade é que Teixeira não gostava de futebol: “Ele não assistia aos jogos”, relata Rodrigo Mattos. “O Blatter (ex-presidente da Fifa) pelo menos gostava e assistia. O Ricardo Teixeira não assistia aos jogos de futebol. Às vezes, ia à final da Champions League ou Copa do Mundo e ficava vendo um tablet”.

Confira o podcast Futebol Bandido.

Homero Salles é o novo vice-presidente de Conteúdo da RedeTV

Homero Salles. Foto: Divulgação

A Rede TV anunciou nesta terça-feira (28/1) a contratação de Homero Salles para a Vice-Presidência de Conteúdo. Com mais de 40 anos de experiência em televisão, Salles chega para melhorar o posicionamento da RedeTV no mercado, atuando diretamente nos setores de criação e produção, para valorizar o conteúdo e alterar estrategicamente a grade de programação da emissora.

Ele iniciou a carreira na TV Rio Preto, em 1974. Três anos mais tarde, foi para o SBT, onde permaneceu por 20 anos, dirigindo programas como Domingo Legal, Domingo no Parque e Viva a noite, ao lado de Silvio Santos e Gugu Liberato. Em 1977, conheceu Amilcare Dallevo Jr., presidente da RedeTV, e o ajudou a realizar o projeto que mais tarde se tornaria a emissora que hoje o contratou.

De 1999 a 2006, comandou a GGP Produções, empresa audiovisual de Gugu Liberato. Muito amigo do falecido apresentador, Salles retornou ao SBT para assumir a direção de seu programa alguns anos mais tarde. Foi responsável pela negociação de Liberato com a Record, e em 2008, assumiu a direção-geral do Programa do Gugu. Em 2017, retornou à GGP Produções, onde permanecerá até 3/2, dia de sua estreia na RedeTV.  

Morre Sérgio Noronha aos 87 anos, no Rio

Sérgio Noronha

Morreu em 24/1 o ex-comentarista esportivo Sérgio Noronha, aos 87 anos, vítima de pneumonia. Ele estava internado em um hospital na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Noronha sempre foi muito respeitado no jornalismo esportivo. Iniciou a carreira como redator da revista O Cruzeiro, onde se destacou por suas crônicas e textos esportivos, até chegar ao Jornal do Brasil.

Começou na TV Globo em 1975, onde permaneceu até 2009. Nesse período, tornou-se uma das referências no jornalismo esportivo, com destaque para a cobertura da Copa do Mundo de 1982, na Espanha. Alguns amigos que fez nos tempos de TV Globo, como Galvão Bueno, Marcos Uchôa e Arnaldo Cezar Coelho, prestaram homenagens a ele. Uchôa destacou que o diferencial de Sérgio Noronha era que ele “soube passar de uma boa linguagem escrita para uma boa linguagem falada”. Em 2018, foi diagnosticado com Alzheimer e passou a morar no Retiro dos Artistas.

Com informações do G1.

Weintraub espalha fake news sobre Reinaldo Azevedo

O ministro da educação Abraham Weintraub compartilhou uma notícia falsa que dizia que Reinaldo Azevedo havia sido demitido da BandNews. Além disso, ele questionou se o comentarista conseguiria arranjar um novo emprego: “Perguntar não ofende: será que, após os gastos milionários do Estado de São Paulo (Doria/PSDB) com rádios privadas, esta pessoa terá dificuldade em se recolocar? Vejam, paulistas, como o dinheiro de seu IPVA é ’bem‘ aproveitado”, publicou Weintraub.

A notícia falsa foi desmentida por Carla Bigatto, colega de Reinaldo na BandNews, que afirmou nas redes sociais que a informação compartilhada por Weintraub “não é verdadeira”.

Na última sexta-feira (24/1), o programa O É da Coisa, apresentado por Reinaldo Azevedo, não foi ao ar, o que aumentou os rumores de uma possível demissão. O próprio apresentador afirmou, em sua coluna no UOL e no Twitter, que o ocorrido “nada tem a ver com censura”. Ele também disse que sua “liberdade de opinião na BandNews FM é plena” e que ele jamais sofreu “qualquer tipo de assédio nesse sentido. Volto, se Deus quiser, na segunda-feira, superadas algumas dificuldades pessoais”.

Em nota, a BandNews FM informou que o apresentador do O É da Coisa não foi demitido: “Ao contrário do que alguns veículos de comunicação noticiaram no final de semana, Reinaldo Azevedo segue contratado pela emissora”. A nota disse também que o programa não foi ao ar na última sexta-feira (24/1) pois Reinaldo tinha “um compromisso particular” e “apresentou quadro febril e sintomas de gripe”. A emissora informou que apresentador ” voltou ao ar nessa manhã, com sua coluna diária, e volta a comandar o programa nesta segunda-feira às 18h”.

Leonardo Sakamoto lança livro sobre escravidão na atualidade

Leonardo Sakamoto, colunista do UOL e professor da PUC-SP, lançou o livro Escravidão Contemporânea (Editora Contexto), com explicações, dados e entrevistas com especialistas nacionais e estrangeiros sobre escravidão nos dias atuais, condições miseráveis de trabalho e relações desumanas com os empregadores.

A obra também explica o trabalho escravo contemporâneo, sua história recente, como ele se insere no Brasil e no mundo, o que está sendo feito para combatê-lo e por que é tão difícil erradicá-lo.

Além da familiaridade com o tema, Sakamoto tem grande importância na luta contra a escravidão. É conselheiro do Fundo das Nações Unidas para Formas Contemporâneas de Escravidão e foi conselheiro da Liechtensen Iniciative, da Comissão Global do Setor Financeiro contra a Escravidão Moderna e o Tráfico de Seres Humanos.

Confira o livro.

Mais de 40 entidades repudiam denúncia contra Glenn Greenwald

Glenn Greenwald

Mais de 40 entidades nacionais e internacionais enviaram uma carta aberta às autoridades brasileiras nesta sexta-feira (24/1) manifestando repúdio à recente denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra Glenn Greenwald.

Na carta, endereçada ao presidente Jair Bolsonaro e aos líderes das principais Casas Legislativas e instituições do Judiciário, as entidades afirmam que a denúncia contra Greenwald é o episódio mais recente de uma campanha extensa para desacreditar jornalistas que cobrem o tema da Operação Lava Jato. Segundo o documento, a ação do MPF prejudica não apenas a liberdade de imprensa, como também a liberdade de expressão e de participação democrática.

Entre as entidades brasileiras que assinam a carta aberta estão o Instituto Vladimir Herzog, a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a ARTIGO 19. Entre as organizações internacionais que compõem a coalizão, estão o Committee to Protect Journalists, a Human Rights Watch e a Freedom of the Press Foundation. A ação foi coordenada pela Repórteres sem fronteiras.

Confira a íntegra do documento.

Importância da ciência e de vídeos sobre o assunto marcam os 20 anos da revista Pesquisa Fapesp

A Pesquisa Fapesp, revista científica publicada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, está completando 20 anos. Lançada originalmente como um informativo chamado Notícias Fapesp, em 2000 passou por uma reformulação editorial e gráfica, transformando-se em revista.

Com reportagens científicas que trazem dados, curiosidades, dicas e entrevistas, a Pesquisa Fapesp visa a valorizar o jornalismo científico. Em comemoração ao aniversário, a revista relembrará até o final do ano, mensalmente, reportagens marcantes e assuntos relevantes publicados ao longo de sua existência. Na edição de janeiro, turismo científico e rankings universitários são os destaques.

A revista também comemora os dez anos de seu canal no YouTube, que busca valorizar a importância de reportagens e outros tipos de conteúdo audiovisual sobre ciência, que facilitam a compreensão e simplificação de assuntos complexos. Os vídeos permitem uma linguagem audiovisual informal e diferente, com o uso de recursos como infográficos animados, que tornam o tema mais didático. Confira o especial de 20 anos da revista

Experiência BandNews FM celebra aniversário de São Paulo

Em comemoração ao aniversário de São Paulo, que completa 466 anos no próximo sábado (25/1), a BandNews FM realiza a Experiência BandNews FM, com atividades culturais, oficinas, passeios e outras atrações. O evento principal, gratuito, será na Casa das Rosas, na av. Paulista, 37, às 9 horas.  

Nesta edição, haverá um walking tour pela Paulista, que levará dez ouvintes já sorteados para uma visita guiada à exposição São Paulo: Três ensaios visuais, no Instituto Moreira Salles. Depois, o grupo fará uma caminhada pela avenida, passando por pontos turísticos como Masp, Parque Trianon, Casarão Franco de Mello e Itaú Cultural.

Além da presença de convidados, atrações musicais, workshops com colunistas e espaço kids, o evento na Casa das Rosas terá alguns serviços de saúde, como cálculo de IMC, teste de glicemia, aferição da pressão e orientações com nutricionistas. Confira a programação na íntegra

Eduzinho

Em 1983, Faustão, que então comandava o programa Balancê na Rádio Excelsior de São Paulo, entrevistou Eduzinho na redação do Estadão. Confira!

Por Antero Greco

Olá, Feice, como vai?

Abro seu primo Zap, pouco antes do almoço, nesta terça-feira, e leio a seguinte mensagem: “Boa tarde meu amigo, o Eduzinho acaba de falecer”.

Curta e direta a informação, sem rodeios, sem comentários adicionais. Nessa hora desnecessários, descartáveis, inúteis.

O importante estava lá: o aviso de que morrera o Eduzinho, o Zé Galinha, personagem miúdo e importante na redação do Estadão nos anos 1970, 80, 90, comecinho de 2000.

Só alguém muito distraído passou pelo antigo jornalão nesse período sem saber quem era o Eduzinho, ou Edu, ou Dudu. Enfim, o Eduardo cujo sobrenome só agora soube que era Collado.

Adendo supérfluo, fútil, porque falar Eduzinho era o suficiente, qualquer um sabia de quem se tratava. Equivalia a falar em dr. Júlio, dr. Ruy, Julinho, Ruizito. Pronto, na hora associava-se o nome à pessoa adequada. Sobrenome é pra desconhecidos na firma.

Eduzinho entrou no jornal rapazinho, para ser contínuo, e contínuo foi a vida toda. Com altivez, orgulho e decência. Era pau pra toda obra, desde levar matérias para a turma do Gegê liberar para a gráfica até pegar cola Pritt, canetinha, laudas, bloquinho, trocar a fita da máquina. Ou comprar sanduíche e refrigerante na lanchonete. Ou pagar conta no banco.

Andou centenas de milhares de quilômetros pela redação e pelo prédio da Marginal. Houve época até em que colocaram no pé dele um aparelhinho para medir quanto caminhava por dia. Acho que a geringonça pifou.

Eduzinho gastou tanta sola que passou a mancar um pouco. Bobagem de nada, para quem deslizava entre as editorias. Isso não o impedia de ir de lá pra cá, daqui pra lá.

O Zé Galinha nunca teve o nome no jornal, mas era impregnado pelo astral da busca da notícia que pairava sobre a redação. Adorava esportes, vivia sempre em volta da nossa turma, ouvido espichado e pronto para dar um pitaco.

Nos tempos das laudas, enquanto ia para a mesa da diagramação aproveitava e lia as matérias. Cansei das vezes em que voltou e, todo prosa, indicava um erro de informação. Nós o nomeamos “consultor de esportes”, e se gabava da função. Levava-a a sério, e relia o que pudesse.

Era astuto, observador, sucinto, irônico. Jogávamos uma pergunta e lá vinha a resposta de bate-pronto. “Lazaroni, Eduzinho?” “Enganador! “Telê Santana?”, “Sabe tudo!”, “O Romário?”, “Fominha, mas resolve!” e assim por diante. Seria um comentarista de mão cheia. São-paulino fanático.

Eduzinho era desses invisíveis que há em todo ambiente de trabalho. Inteligente, valia-se disso para saber tudo o que rolava na redação. Casos amorosos? Ele estava por dentro. Quem estava prestigiado com a chefia? Na ponta da língua. Visitas incógnitas na alta cúpula? Ele tinha informações de bastidores e as repassava para os amigos. Crise na empresa? Estava mais capacitado do que o RH.

“Como você sabe tanta coisa, Eduzinho?”, perguntava. Sorriso maroto acompanhava a explicação. “A gente passa numa mesa aqui, outra ali, pega um pedaço de conversa, ouve um papo no telefone. Depois, é só juntar…”.

Com Eduzinho morre mais um pouco daquele Estadão que sabia ser sisudo e informal, vetusto e zoeiro, profissional e familiar. Estadão em que o contínuo podia corrigir o editor, sem medo de represália. Mas que, por via das dúvidas, no jogo de fim de ano da rapaziada da redação, evitava chutar no gol defendido pelo diretor Miguel Jorge.

“Vai que ele franga e fica bravo comigo?”.

Era sabido o Zé Galinha, que na verdade deveria se chamar Zé Peru, porque imitava bem peru, com seu grito de gluglugluglu que ecoava forte na redação.

Antero Greco

A história desta semana é de Antero Greco, comentarista da ESPN e colunista do UOL Esporte, que a publicou no Facebook em 14/1/2020 e nos autorizou a reproduzir.

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Tem alguma história de redação interessante para contar? Mande para [email protected].

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