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sexta-feira, abril 24, 2026

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Versão virtual do Acervo Vladimir Herzog será lançada nesta sexta-feira (26/6)

Vladimir Herzog sentado à máquina de escrever, em 1966 (Crédito: Acervo Vladimir Herzog)

O Instituto Vladimir Herzog (IVH) lança nesta sexta-feira (26/6) a versão virtual do Acervo Vladimir Herzog, que disponibiliza cerca de 1.700 itens digitalizados sobre a trajetória profissional e pessoal do jornalista. O lançamento será feito em uma live, às 19h, nas redes sociais do Instituto, em comemoração ao 83º aniversário de Vladimir Herzog, morto pela ditadura militar em 1975. Participarão do evento Rogério Sottili, diretor executivo do Instituto; Ivo Herzog, presidente do Conselho do IVH e filho de Vladimir Herzog; Luis Ludmer, coordenador técnico do Acervo Vladimir Herzog; e Bianca Santana, jornalista e escritora.

Entre os itens disponíveis no acervo, alguns inéditos, estão mais de mil fotografias, muitas delas feitas pelo próprio Herzog; mais de 200 matérias e periódicos escritos e editados por ele, incluindo uma famosa matéria de capa sobre a crise da cultura brasileira, publicada em 1971 no jornal EX; cerca de 60 cartas escritas ou endereçadas a ele; e uma série inédita em parceria com o Museu da Pessoa, com doze depoimentos de familiares e amigos do jornalista.

Rogério Sottili diz que o objetivo de lançar o acervo neste momento é, “além de reiterarmos nosso compromisso com sua memória e de toda sua luta por democracia, também um gesto simbólico de enfrentamento ao revisionismo histórico e de negação dos horrores promovidos pela ditadura militar no Brasil. Queremos falar do que Vlado produziu em vida, de suas críticas sociais, infelizmente ainda atuais, de sua defesa da educação pública. Essa ação faz parte de um projeto maior do Instituto que é promover a Memória, a Verdade e a Justiça – para que possamos conhecer nosso passado e assim romper com os ciclos de violência que se perpetuaram em nossa história”.

 O Itaú Cultural apoia esse projeto desde o início − a iniciativa surgiu durante a concepção da Ocupação Vladimir Herzog, realizada na instituição em 2019 −, e na organização e digitalização do acervo. A Ocupação foi vista por 98,5 mil visitantes, batendo o recorde de público nas exposições do IC no ano passado. No site do evento também há bastante material sobre ele. 

Acesse o Acervo Vladimir Herzog aqui.

Veículos brasileiros são contemplados em projeto do Google que paga por conteúdo jornalístico

Crédito: Arnd Wiegmann/Reuters
Crédito: Arnd Wiegmann/Reuters

O Google anunciou nesta quinta-feira (25/6) um novo programa de licenciamento que pagará pelo conteúdo jornalístico produzido por editores. Veículos de Alemanha, Austrália e Brasil fazem parte da primeira fase de testes do projeto, que deve ser lançado formalmente no fim do ano ou no começo de 2021.

Estado de Minas e Correio Braziliense, dos Diários Associados, e A Gazeta (ES) são os jornais brasileiros escolhidos para a primeira etapa da iniciativa. Os alemães Der Spiegel, Frankfurter Allgemeine Zeitung, Die Zeit e Rheinische Post, e os australianos Schwartz Media, The Conversation e Solstice Media são os outros veículos que integram o projeto que fará parte do Google News e do Discover.

Em entrevista aos Diários Associados, Andrea Fornes, coordenadora de parcerias editoriais do Google, explicou que a iniciativa oferecerá conteúdos até agora exclusivos para assinantes, que estavam disponíveis apenas por meio do paywall: “Nós estabelecemos contratos com os publicadores para abrir esses produtos jornalísticos fechados, com a anuência deles. É uma espécie de demonstração, pensada para atrair mais assinaturas para os jornais, ao mesmo tempo em que fortalece a marca de veículos relevantes e divulga informações de qualidade, de maior profundidade, produzidas por jornalistas profissionais”.

Andrea comenta também que o projeto ajudará o consumidor a focar nas notícias de seu interesse, com eficiência, critério e autonomia, pois ele estará utilizando uma ferramenta cujo conteúdo foi feito por veículos de imprensa confiáveis, evitando assim se perder no meio de tantas notícias, num “mar de informações”.

Com informações da ANJ.

Estudantes da PUC-SP criam projeto para contar histórias de mulheres na quarentena

Crédito: Projeto Alamandas

Alunas do curso de Jornalismo da PUC-SP criaram o Projeto Alamandas, que conta histórias de mulheres paulistas durante o isolamento social, com o objetivo de apresentar problemas e consequências que elas seguem enfrentando em quarentena, e conscientizar o público sobre questões de gênero e feminismo.

Inspirados no livro Sejamos Todos Feministas, de Chimamanda Ngozi Adichie, as estudantes buscaram mulheres de diferentes classes sociais, econômicas e raciais para relatarem o período de quarentena e suas visões sobre o feminismo.

Camila Barros, uma das alunas responsáveis pelo projeto, explica que a ideia é “deixar o projeto completamente com a cara das entrevistadas. As músicas são escolhas delas, os textos informativos são baseados nos relatos delas, o conteúdo em si é todo criado a partir dessas entrevistas”.

Confira o Projeto Alamandas no Instagram!

Band acerta contratação de Mariana Godoy; Luís Ernesto Lacombe deixa a emissora

Mariana Godoy

O Grupo Bandeirantes confirmou na quarta-feira (24/6) a contratação da apresentadora Mariana Godoy, que chega para trabalhar na BandNews FM, na BandNews TV e possivelmente apresentar o programa matinal Aqui na Band. Segundo Daniel Castro (Notícias da TV/UOL), o acerto gerou uma série de desavenças e polêmicas dentro da emissora. Vildomar Batista, diretor-geral e criador do Aqui na Band, foi demitido nesta quinta-feira (25/6), após declarar que não havia sido avisado da contratação de Godoy, e que ficou sabendo apenas pela imprensa.

Luís Ernesto Lacombe

Em comunicado, a Band anunciou que o apresentador Luís Ernesto Lacombe, que comandava o Aqui na Band, deixou a emissora. Nathália Batista, que apresentava a atração ao lado de Lacombe, foi afastada. Mariana Godoy deve assumir o programa ao lado de outro apresentador que ainda será definido. Segundo Daniel Castro, as medidas são fruto de uma briga ideológica entre os setores de Entretenimento e Jornalismo da emissora, por causa de pautas tendenciosas e debates sobre conservadorismo em favor do presidente Jair Bolsonaro.

No comunicado, a Band escreveu que o Aqui na Band será reformulado. A diretoria da emissora suspendeu a exibição das edições inéditas do programa. Até julho, serão exibidas reprises.

Daniel Castro revelou também que a emissora está conversando com Zeca Camargo para substituir a Lacombe no comando da atração. Camargo anunciou que, após 24 anos de casa, não vai renovar seu contrato com a Globo, que acaba na próxima terça-feira (30/6).

AzMina lança portal Elas no Congresso

Crédito: AzMina

O coletivo AzMina criou o portal Elas no Congresso, que monitora a atuação parlamentar no que se refere aos direitos das mulheres. O site elabora um ranking de deputados e senadores, mostrando quais políticos e partidos estão agindo positivamente e negativamente pela causa.

Quinze organizações que trabalham com direitos das mulheres julgaram cerca de 331 projetos sobre o tema criados em 2019 por parlamentares. Elas avaliaram se os projetos eram favoráveis ou desfavoráveis, e relevantes ou irrelevantes. Com base nesse critério, cada projeto de lei (PL) e cada parlamentar recebeu uma pontuação.

O portal disponibiliza os dados completos, incluindo os critérios de pontuação. Eles podem ser baixados por qualquer um. Confira!

Abraji relança curso sobre jornalismo local

A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em parceria com o Facebook Journalism Project, relança o curso Jornalismo Local Sustentável, destinado a profissionais que trabalhem em meios de comunicação de abrangência local ou que tenham projetos para empreender nesse setor. O curso, gratuito, será o mesmo de 2019, com conteúdo igual ao da edição anterior, que teve 3,5 mil inscritos.

As aulas são divididas em quatro módulos: Jornalismo local de qualidade, Territórios e comunidades, Ferramentas digitais para jornalista e Jornalismo economicamente sustentável. Ao longo do curso, os participantes aprenderão sobre fundamentos do jornalismo; uso de smartphones para produção de vídeos; novas linguagens, como dados e podcasts; análise de redes sociais; ferramentas que aumentam a produtividade jornalística; técnicas de medição de audiências, entre outros.  

Marcelo Träsel, presidente da Abraji, destaca a importância do Jornalismo Local. Para ele, “a existência de veículos de imprensa saudáveis nos municípios é fundamental para a democracia, porque é nos municípios que a cidadania acontece todos os dias. Pesquisas mostram que nas cidades onde há jornalismo independente há menos casos de mau uso do dinheiro público. Além disso, o contato com o jornal, emissora ou website local é uma forma de o cidadão conhecer na prática o trabalho dos jornalistas, o que pode contribuir para aumentar a credibilidade na imprensa como um todo”.

As inscrições vão até 30/6 e são limitadas a até 1,5 mil participantes. Caso o número de inscritos seja inferior, a Abraji abrirá uma lista de espera para estudantes de Jornalismo.

Vacina: é preciso encontrar uma contra as fake news

Por Luciana Gurgel, especial para o J&Cia

Luciana Gurgel

Enquanto países que já controlaram a Covid-19 temem a “segunda onda”, outros ainda vivem o drama de contabilizar vidas perdidas e prejuízos à economia. Em comum, todos apostam na vacina contra o coronavírus para dar fim ao pesadelo.

Mas pode não ser tão simples, se os movimentos antivacina conseguirem afetar a contenção da doença. Essa preocupação motivou um estudo da empresa FTIConsulting a respeito de riscos à saúde pública global advindos da disseminação de informações falsas sobre imunização nas redes sociais.

O relatório lembra que teorias conspiratórias envolvendo vacinas não são novidade, mas observa que as redes sociais asseguram condições inigualáveis para a proliferação delas. A fim de avaliar os riscos potenciais, a consultoria tomou como referência a onda de desinformação a respeito da vacina tríplice viral (ou MMR, contra sarampo, rubéola e caxumba). E projetou um cenário preocupante para a imunização contra o coronavirus.

O curioso é que as fake news sobre a MMR tiveram origem sólida. Espalharam-se a partir de um estudo publicado em 1999 na respeitada The Lancet, fonte de referência para cientistas e jornalistas, que associava a vacina ao autismo.

Depois muita controvérsia a publicação retirou o artigo. Seu autor teve a licença cassada. Mas isso foi apenas em 2010, quando os boatos já tinham se espalhado o suficiente para impactar a saúde pública em vários países.

O estudo da FTI Consulting assegura que as notícias sem fundamento causaram queda de 94% para 90% na cobertura vacinatória no Reino Unido entre 2013 e 2019. Os pesquisadores empregaram modelos matemáticos e estatísticas oficiais para isolar outros fatores capazes de influenciar redução, comprovando que as informações falsas desempenharem papel central na decisão de pais não imunizarem os filhos.

A conclusão da FTI é que ideias transmitidas pelas redes sociais afetam o comportamento humano, podendo impactar a saúde pública na vida real. No caso do coronavírus, pessoas podem se recusar a tomar a vacina quando estiver disponível, permitindo que a doença continue a fazer vítimas.

A consultoria conclama os indivíduos a terem cuidado com o que criam e compartilham. E chama as redes sociais à responsabilidade de conter a desinformação. Por fim, aborda a adoção de controles legais sobre as mídias sociais.

Editores ou plataformas de compartilhamento? − Embora o coronavírus tenha motivado algumas redes a agir rápido para remover conteúdo falso, o posicionamento das plataformas digitais continua o mesmo. Sustentam que não são editores como a mídia tradicional, e sim ambientes para partilhar material feito pelos usuários, sendo esse o foco do debate sobre mecanismos de controle.

A boa notícia é que o trabalho feito por meios de comunicação e entidades dedicadas a combater as fake news parece estar sendo eficaz para conscientizar o público sobre os riscos de acreditar em tudo o que chega pelas redes. A seriedade da pandemia pode estar contribuindo, como registram pesquisas.

Uma das mais notórias, sobre a qual falamos aqui, foi feita pela empresa GlobalWebIndex. Indicou que, mesmo figurando como fonte de informação sobre a doença para 47% dos respondentes, as redes sociais alcançaram somente 14% no quesito confiança, o maior gap entre uso e credibilidade.

Todos são responsáveis − É um caminho fácil crucificar as plataformas digitais. Porém, não são as únicas vilãs.

O episódio envolvendo The Lancet acaba de se repetir, com a inacreditável história do artigo científico publicado em maio mostrando riscos cardíacos para pacientes tratados com hidroxicloroquina. Foi removido diante de questionamentos sobre a metodologia por parte do The Guardian depois de ter sido usado até pela OMS para fundamentar a recomendação de suspender o uso da substância.

Responsabilidade e cuidado quando se trata de saúde precisam valer para todo mundo.

David Grinberg relata em livro motivação e resiliência na luta contra um câncer

Apaixonado por triatlo, VP de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados (McDonald’s) relata como as habilidades emocionais adquiridas por meio do esporte foram essenciais para enfrentar a doença

Já está à venda, em formato exclusivo para e-books, o livro Rotina de Ferro (Planeta). Nele, David Grinberg, vice-presidente de Comunicação Corporativa da Arcos Dorados, empresa que opera a marca McDonald’s em 20 países da América Latina e Caribe, aborda como a motivação, disciplina e resiliência de um atleta de Ironman estão sendo importantes na luta contra o câncer.

Em 2018, aos 39 anos, poucos dias depois de participar do maior desafio esportivo da vida, uma prova completa de Ironman, o executivo recebeu o diagnóstico de linfoma, um tipo de câncer que afeta os linfócitos. Em Rotina de Ferro, ele narra sua história desde antes da descoberta da doença, passando pelo tratamento, enquanto aborda como encarou a adversidade − um desafio no qual a meta era alcançar a cura e retomar a vida familiar, profissional e esportiva −, além de compartilhar reflexões e aprendizados ao longo desse processo.

“Eu sempre soube, desde pequeno, da importância da disciplina e da concentração em tudo o que faço na vida”, destaca Grinberg. “E devo isso em grande parte ao esporte. Essas duas ferramentas não vêm de graça, demandam treino e atenção, mas me foram extremamente úteis em toda a minha vida – inclusive durante o enfrentamento da doença”.

Ao longo do tratamento, o autor relata que teve diversos insights e passou a rever algumas atitudes e a valorizar pequenas coisas: “A doença me fez parar para enxergar melhor os outros e ver como as relações precisam ser mantidas com atenção dos dois lados”.

Ele ressalta, por exemplo, a importância em manter conexões com os familiares e amigos, mesmo quando as rotinas muitas vezes não permitem ter um contato próximo, aproveitar com calma pequenos prazeres do dia a dia, valorizar conquistas de recomeço e ser mais gentil com o próprio corpo, de forma a perceber pequenos sinais que ele possa dar.

O valor de lançamento de Rotina de Ferro, na Amazon, é de R$ 17,91, e o valor dos direitos autorais será 100% revertido para a Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia.

Unesco reitera importância de garantir segurança de jornalistas nas manifestações

A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) destacou em comunicado o aumento da violência contra jornalistas que cobrem manifestações públicas em diversos países e como isso afeta a liberdade de imprensa e de expressão.

Audrey Azoulay, diretora-geral da Unesco, afirmou que “a cobertura de acontecimentos está no centro do trabalho jornalístico, (…) essencial para garantir a liberdade de imprensa e o direito à informação”. De acordo com a entidade, nos últimos anos houve um aumento significativo nos registros de uso desproporcional da força por parte de policiais contra profissionais de imprensa em manifestações.

No comunicado, a Unesco lembra que realizou programas de formação sobre liberdade de imprensa e expressão para cerca de 3.5 mil agentes das forças de segurança de 17 países, e para quase 17 mil juízes e funcionários judiciais na América Latina e na África.  

Leia o comunicado da Unesco na íntegra (em inglês).

Congresso da Abraji confirma três convidados internacionais

A 15ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em 11 e 12 de setembro, já tem confirmadas as participações de três convidados internacionais: Craig Silverman, do BuzzFeed do Canadá; Neena Kapur, especialista em doxing (exposição de dados pessoais na internet) do New York Times; e Cécile Prieur, responsável pela inovação do Le Monde. O evento, que terá inscrições abertas em breve,.será totalmente virtual, com palestras, painéis e bastidores de reportagens sobre a Covid-19, meio ambiente, racismo e ameaças à democracia.

Vale lembrar que o modelo de cobrança do Congresso será diferente: o valor do ingresso será proporcional a dois dias e servirá como referência para os participantes definirem o valor de sua contribuição voluntária. A ideia é garantir a participação dos jornalistas que foram demitidos ou tiveram suas jornadas reduzidas por causa da pandemia.

Em 10 de setembro, um dia antes do Congresso, haverá o 7º Seminário de Pesquisa em Jornalismo Investigativo e a apresentação de trabalhos de conclusão de curso (TCCs), que já está com inscrições abertas. E em 13 de setembro, um dia após do Congresso, haverá a segunda edição do Domingo de Dados, com cursos, oficinas e palestras sobre jornalismo de dados.

Com informações da Abraji.

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